Durante a JMJ RIO 2013 aconteceu aquele momento único: o maior flash mob do mundo. A energia de uma canção movida pela fé em Jesus e animada pelo carinho acolhedor para com Francisco, o vigário de Cristo, congregou a todos e mostrou que a comunhão é possível. Milhões de jovens se uniram espontaneamente de modo quase que automático. Bispos, padres, diáconos, autoridades civis e religiosas levaram um pouco mais de tempo para se integrar naquele corpo dançante e acolhedor. Mas o contágio aconteceu. De meros observadores, aos poucos, todos foram ensaiando os movimentos e se integrando na sincronia da paz. Estamos acostumados a ver os membros da Igreja de modo bem separado: cada um na sua. A cultura do encontro, proposta por Francisco subverteu esta ordem. A coreografia substituiu o abraço que cada um gostaria de dar no papa. Era uma Igreja unida em prece que o abraçava na canção. oi maravilhoso. Bispos superaram o pudor e ergueram os braços. Por que, não?! Há momentos que eternizam um instante e significam mais do que os olhos conseguem ver. Meu coração ardeu naquele momento e fiquei imaginando que aquele flash mob poderia contagiar todas as paróquias. Teríamos uma Igreja mais parecida com o sonho do Concílio Vaticano II: sacramento de comunhão. Nem precisaríamos de uma música envolvente ou de um momento único. Não seria necessária uma multidão de jovens. Bastaria superar os pudores do individualismo e da auto-referencialidade. Para viver no mesmo ritmo é preciso prestar atenção ao ritmo do outro: ouvir mais do que falar; perguntar mais que responder; servir mais do que reinar. O flash mob da JMJ Rio 2013 foi uma parábola dançante da Igreja que vivem em comunhão.

Pe. Joãozinho, scj

Teólogo e comunicador

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