Três coisas que mantêm a nossa fé

Por no dia out 21st, 2009 sobre Formacao.

Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente.

O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.

Quem jejua, pense no sentido do jejum; seja sensível à fome dos outros, quem deseja que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso quem espera alcançar misericórdia; quem pede compaixão, também se compadeça; quem quer ser ajudado, ajude os outros. Muito mal suplica quem nega aos outros aquilo que pede para si. Homem sê para ti mesmo a medida da misericórdia; deste modo alcançarás misericórdia como quiseres, quanto quiseres e com a rapidez que quiseres; basta que te compadeças dos outros com generosidade e presteza.

Peçamos, portanto, destas três virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única oração sob três formas distintas. Reconquistemos pelo jejum o que perdemos por não saber apreciá-lo; imolemos nossas almas pelo jejum, pois nada melhor podemos oferecer a Deus como ensina o Profeta: Sacrifício agradável a Deus é um espírito penitente; Deus não despreza um coração arrependido e humilhado (cf. Sl 50,19).

Homem oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que ao mesmo tempo permanece em ti e é oferecida a Deus. Quem não dá isto a Deus não tem desculpa, porque todos podem se oferecer a si mesmos. Mas, para que esta oferta seja aceita por Deus, a misericórdia deve acompanhá-la; o jejum só dá frutos se for regado pela misericórdia, pois a aridez da misericórdia faz secar o jejum. O que a chuva é para a terra, é a misericórdia para o jejum. Por mais que cultive o coração, purifique o corpo, extirpe os maus costumes e semeie as virtudes, o que jejua não colherá frutos se não abrir as torrentes da misericórdia.

Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se jejua a tua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros. Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não o possuirás.

Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo.

(Sermão 43: PL 52,320. 322) (Séc.IV).

Encontro com os Devotos e Apóstolos da Divina Misericórdia

Que riqueza é viver as praticas espirituais que a Igreja na sua grande sabedoria não se cansa de chamar a nós os seus filhos para crescer na vida espiritual. Como você tem vivido o jejum, a oração e a esmola (caridade)? Clique em comentários e deixe o seu comentário.

Clique e veja também: Comece hoje a retomada de sua vida de Oração

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho,
Sacerdote Canção Nova.

* Amanhã aqui no Blog começará o Tríduo A São Frei Galvão, primeiro Santo brasileiro.

2 Responses to “Três coisas que mantêm a nossa fé”

  1. Três coisas que mantêm a nossa fé Amahã aqui no blog: http://bit.ly/3QeLRB

  2. E.U. says:

    Se há coisa que mantém também a fé é a constatação dos resultados de nossas orações e jejuns.
    Há quase um mês afirmei num espaço, aqui na CN, que reformas viriam por parte da igreja.
    Ontem foi anunciada a nova Constituição Apostólica. Esta constituição integrou a comunidade cristã Anglicana (a igreja inglesa) e inclui os sacerdotes casados, com a excepção de não poderem ser ordenados bispos. Bento XVI cria, assim, uma prelatura especial para a igreja Anglicana.
    São princípios de uma reforma profunda na igreja católica, que não voltará a ser a mesma. Esta constituição transporta em si mesma uma radical alteração do sentido de ser igreja (olhe-se para as refomas anglicanas e o que esta igreja trará de novo para o seio da igreja católica).
    Desengane-se quem pensa que tudo se manterá igual ao mesmo, novas reformas serão anúnciadas.
    Em contraste com estas evoluções, nota-se, por parte da igreja sul e latino americana, a tentativa de fazer despertar o seu domínio, nada mais errado!!!
    A igreja já não se encontra só na sociedade ocidental, ela deverá ser mais dialogante e sair do seu casulo sobre a sua verdade para poder reconhecer o que é bom, o que é belo e o que é Verdadeiro.
    A CN sairá também do seu casulo quando comprender que o discurso e a evangelização não passa pelo enaltecimento da igreja, mas do caminho para constituir Igreja; não passa por enalter os sacerdotes, mas por criar uma atitude verdadeiramente sacerdotal (serviço); não passa por lutar por uma posição já perdida, mas por entender que o jejum da perda é o caminho da sua própria salvação.
    Bento XVI redime o caminho do cardeal Ratzinger e, depois de João XXIII e Paulo XVI, deixará um marco milenar na história da igreja. Compreendam agora os bispos e sacerdotes que é morrendo que se nasce para uma nova vida.
    Uma pergunta deixo agora: Quando teremos uma reforma litúrgica, mantendo a substância eucarística, mais condizente com a Verdade de Jesus?

    Em Cristo vos saúdo.

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