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Como decidi que a minha vocação, ser padre?

sexta-feira, agosto 3rd, 2012

Sempre me perguntam: “padre como você chegou à conclusão de que sua vocação era o sacerdócio?”.

A vocação já esta plantada em nós como um pequeno grão, uma sementinha. “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jeremias 1,5).

São aptidões, desejos, inclinações naturais que Deus colocou em sua personalidade, mas a nossa formação e a nossa história de vida vão confirmando ou não estas motivações. Por isso, a vocação precisa crescer num ambiente de liberdade, de descoberta e com a maturidade a escolha e a resposta. Eu desde criança queria ser padre, mas depois veio à adolescência onde defrontei com muitas coisas, tive dúvidas, não queria mais e depois reencontrei o caminho da semente que era forte e dentro de mim não tinha deixado de crescer, cresceu como o joio e o trigo para depois ser colhida. No caminho busquei as pessoas certas que puderam me ajudar a amadurecer aquilo que dentro de mim não conseguia entender. Arrisquei, dei passos largos e percebi que essa era a minha vocação, que eu me satisfazia com todo o ideal do sacerdócio e que as renúncias e desafios não eram superiores a qualquer outra vocação e muito menos superior ao desejo de ser todo de Deus.

Depois de uma caminhada em grupo de jovens e na minha paróquia fiz o discernimento com a pastoral vocacional de minha diocese e vi que o Senhor me chamava mesmo para o sacerdócio. Com uma enfermidade que levou a morte do meu pai eu decidi: “Não posso dar a Deus a metade é preciso dar tudo!” No inicio do meu seminário diocesano, no ano de 1993 conheci a Canção Nova na missão de Salvador, através dos jovens com seu jeito alegre, fraterno de viver a Vida Consagrada e do trabalho que eles faziam na Rádio Excelsior de Salvador. Eu fui resgatado para Deus e para Igreja através da espiritualidade da Renovação Carismática Católica, fui me aproximando através da Divina Providência, quando fui dispensado do seminário da Diocese, uma situação muito dolorosa onde quase perdi minha vocação. Aprendi que toda verdadeira vocação é provada, como o ouro e a prata. Busquei ajuda do responsável de missão da casa de São Gonçalo dos Campos, próximo à Feira de Santana e fui acolhido para fazer um discernimento vocacional e ao mesmo tempo estudava o segundo ano de filosofia. Foi muito doloroso ser dispensado do seminário, mas foi à Providência de Deus agindo para que eu encontrasse o meu lugar na Igreja, pois quando se trata de uma vocação autêntica encontra-se força e ajuda para superar todos os desafios:

“Desde o inicio a canção Nova foi sendo formada por homens e mulheres, jovens e adultos; por solteiros, casados e celibatários; por sacerdotes e diáconos. Hoje percebemos que esta era a Vontade de Deus: apresentar ao mundo uma família que congregasse os vários estados de Vida na Igreja”. (Nossos Estatutos). Providência Divina é a sabedoria de Deus que rege todas as coisas. É um dos princípios de vida que rege a Comunidade Canção Nova. E é preciso aprender a ler Deus que fala nos fatos, pois a nossa vocação esta lampejada no decorrer de nossa história de vida.

A primeira graça que experimento em ser padre da Comunidade Canção Nova é a Espiritualidade Eucarística, pois o sacerdote é chamado a ser um homem de oração, da intimidade com Deus, da Palavra e da Eucaristia. Rezamos ao ritmo da vida, sempre em função do povo que é minha missão, ser pai de uma multidão. Outra característica que me atraiu na comunidade foi e é a Vida Fraterna, ou seja, a vida comunitária. Somos antes de tudo homens e mulheres de Deus, somos irmãos. “O masculino e o feminino vivido juntos em sadia convivência”, esse é o meio que Deus se utiliza para nos formar, curar, equilibrar a nossa afetividade no concreto da vida, nos prepara como homens e mulheres de Deus para o apostolado. Sou livre, sou alegre, sou o que sou dentro de minha comunidade, ela é uma escola de formação. Na Canção Nova aprendi a ser um padre orante, fraterno e trabalhador e isso tempera a minha vida e me realiza. A primeira missão da comunidade fora de São Paulo na Bahia, salvou a minha vocação, pois o chamado de Deus é irrevogável, Ele não volta atrás quando chama alguém: “Com efeito, os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (cf. Rm 11,29). Essa Palavra eu ouvi do coordenador da missão na Bahia e devolveu-me a luz e a força para seguir em frente.

Outra Palavra da Bíblia que marca o discernimento de minha vocação especifica é esta de Isaias: E agora, assim diz o SENHOR, aquele que te criou Jacó, aquele que te modelou Israel: “Não tenhas medo que fui eu quem te resgatou, chamei-te pelo próprio nome, tu és meu”! (cf. Is 43, 1). Com este pequeno relato da minha história, a fé da minha família, a docilidade para ler os fatos, deixando ser conduzido por Deus. A procura das pessoas certas, o testemunho do meu diretor espiritual e a espiritualidade eu chequei ao lema da minha vida de padre, que é um grito de fé e de vitória: “Tudo posso naquele que me dá força” (Filipenses 4,13).

Portanto, não tenha pressa em definir a sua vocação. Eu pesei, medi, analisei a fundo todos os meus sentimentos e motivações, fiz todos os cálculos, observei sacerdotes conhecidos e durante os sete anos de estudos acadêmicos fui bem acompanhado e me deixei acompanhar pelos meus formadores. Hoje posso dizer, através do Jeito de ser Canção Nova tenho sido fiel a Deus no meu chamado e na minha missão, encontrei o meu lugar na Igreja, a minha escola de santidade e minha realização como pessoa. E você faz parte da nossa história, você com a sua contribuição permitiu que eu estudasse e hoje pudesse dizer, sou feliz por ser padre da Igreja na Canção Nova.

Oração: Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”! Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta as nossas comunidades para a missão. Ensina a nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada e religiosa.

Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja.

Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “sim”. Amém

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“SER PADRE CANÇÃO NOVA É BOM DEMAIS!”

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Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
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Materia relacionada: Vocação: O Padre é amigo de Deus e amigo dos Homens!

Vocação: O Padre é amigo de Deus e amigo dos Homens!

quarta-feira, agosto 1st, 2012

Neste mês de agosto em cada Domingo a Igreja meditará sobre uma vocação especifica. Neste 1° Domingo a liturgia vai refletir sobre a vocação sacerdotal. Dia 04 celebramos São João Maria Vianey patrono de todos os sacerdotes. Começo perguntando, você tem um amigo padre? O sacerdote é um amigo de trincheira, ouvi um padre experiente falar isso em um retiro e fiquei meditando. Veio na minha cabeça a imagem de uma guerra e aquelas trincheiras formadas por sacos de areia que escondem vários soldados ou aquelas trincheiras feitas por grandes buracos no chão para que eles possam se proteger e contra atacar.

Pensei também em tantos filmes belíssimos de guerra que eu já assistir e aquele soldado que arrisca a vida para salvar o pelotão e até mesmo para salvar aquele único amigo machucado que ficou para trás. Ser amigo de trincheira é não ter nada a perder a não ser o amigo, é saber agir junto e ao mesmo tempo ser rápido para agir sozinho em favor do outro. Companheiro combatente onde a única verdade não é minha reputação ou voltar para casa, realizar meus sonhos, a única verdade que habita o coração combatente do amigo sacerdote é salvar a vida, mesmo que não seja a sua. O Sacerdote é o homem da Palavra de Deus, o homem do sacramento, o homem do “mistério da fé”. E por tudo isso, o padre pode ser um excelente companheiro de caminhada.

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (João 15,15). Amizade verdadeira é aquela que segue a estratégia do conhecimento, os meus amigos padres seguiam as trilhas do coração, primeiro do coração de Deus, achando sempre um atalho para o coração do amigo. Como o bom pastor conhece até a voz (cf. Jo 10). Crescer nesta amizade é não ter medo de arriscar, acreditar sempre que o outro pode fazer mais e melhor. Neste caminho se exercita bastante a fé, a paciência, o discernimento e a confiança de quem espera o amigo ter mais capacidade de superar do que de vencer. Procura viver a misericórdia porque antes de tudo toca na sua miséria, este soldado amigo não precisa se camuflar, porque a verdade é a sua maior defesa. Grande experiência de fé e vida no ser humano é ter um amigo padre!

A amizade sacerdotal é uma escola, digamos que seja um discipulado onde hora se é discípulo e hora você é mestre. O padre é uma pessoa escolhida por Deus primeiro e que tem a capacidade de te conhecer e lapidar alma e coração, mas ele também é lapidado. Pois eu posso te dizer um sacerdote é um amigo muito especial não porque sou padre, mas porque eu tive e tenho grandes amigos padres. Meu primeiro amigo padre foi monsenhor Jessé Torres, ajudou-me a encontrar Jesus e minha vocação, monsenhor Jonas Abib, aprende a ser padre com ele. Pe José Carlos e Pe Cícero caminhamos juntos no árido deserto do sofrimento onde construímos a vocação e amizade, padres Edmilsom, Wagner, Jurandir… O padre tem necessidade também de autênticas e verdadeiras amizades que o acolham na sua humanidade e fragilidade, mas também que o lembrem sempre da sua grande vocação de homem de Deus.

Outro dia ouvi esta frase de um amigo e filho: “Que bom padre, estava sentindo falta de nossas conversas, como já disse neste tempo que te conheci, a sua amizade foi uma das melhores coisas que me aconteceu aqui, um presente de Deus. Pode contar comigo pro que der e vier!” A riqueza de se ter um amigo padre é a certeza de ser apresentado para o grande e verdadeiro amigo que é Deus e a possibilidade de se devolver à dignidade de filho, de amigo de Deus a pessoa do amigo. O padre precisa ser antes de tudo amigo de Deus para poder ser amigo dos homens.

Oração: Obrigado Senhor pelo dom da amizade, ela é uma vocação tão rica e necessária para os nossos dias. Dai aos nossos sacerdotes a graça de serem profundamente amigos do Coração de Jesus e Maria para que eles saibam ser amigos e companheiros do teu povo. Concede também Senhor que os nossos padres encontrem em meio ao seu trabalho pessoas amigas que possam ser para eles um sinal de Tua presença confortadora. Que pela fé e pelo poder do Divino Espírito Santo sacerdotes e leigos descubram a graça da direção espiritual através da amizade e possamos viver como as primeiras comunidades: “eles tinham um só coração e uma só alma”.

Você já pensou e rezou sobre a sua vocação? Clique em comentarios e deixe seus pedidos de orações.

Escute o PODCAST: Você tem um amigo padre?

Clique e leia também: Como decidi que iria ser padre?

São João Maria Vianey rogai por nós!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
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Tem lhe faltado coragem? Peça O Dom da Fortaleza!

quarta-feira, abril 25th, 2012

A nossa vida espiritual tem duas dimensões, primeiro uma dimensão voltada para dentro de nós, que podemos chamar de “Vida Interior” e depois outra voltada para fora, que podemos chamar apostolado ou vida missionária. Ao falar dos Dons e Carismas estamos falando da Pessoa do Espírito Santo e de suas formas de agir, pois nenhuma pessoa se dá sem dar aquilo que é. Portanto, os Dons e Carismas são expressões da Sua ação e missão em nós e na Igreja: Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (cf. At. 1,8).

Dons de Santificação:

Na primeira dimensão voltada para dentro é a dimensão da nossa santificação, é a busca da nossa santificação, a busca do nosso retorno para Deus, é a luta contra o pecado e contra tudo que esconde em nós a imagem e semelhança de Deus. São eles: Dom da Fortaleza / Piedade / Sabedoria / Conhecimento / Conselho / Entendimento / Temor de Deus.

E isto é uma tarefa que supera as forças naturais, e que é preciso a força de Deus. E nisso Deus nos socorre com os chamados dons infusos ou dons de santificação, desde o batismo recebemos esses dons, que a Igreja chama de sete dons, mas não necessariamente precisa ser sete: fortaleza, piedade, sabedoria, conhecimento, conselho, entendimento e temor de Deus. Esses dons fazem crescer em nós a graça do batismo que recebemos como semente para que à medida que a criança vá crescendo também vá crescendo as coisas de Deus nela. São para isso os dons de santificação, sabedoria para buscar a Deus, ciência para mergulhar profundamente nos mistérios de Deus, enfim, todos eles para levar a pessoa à santificação.

Dons Carismáticos

Na segunda dimensão está a Igreja, é a dimensão de comunidade, a dimensão de caminhar com o povo de Deus, e Deus nos concede então os dons carismáticos, que não são necessariamente para nós, mas para os outros, por exemplo, o dom da sabedoria que não é a sabedoria para alimentar a nós, mas para alimentar os outros, não apenas para nos orientar, o dom da fé, da ciência, o dom de cura, de milagres que são dons como diz São Paulo para o bem da Igreja, para os outros, para utilidade de todos. São estes: Dom da Fé / interpretação / Profecia / Cura / Dom de línguas / Milagres / Discernimento / Palavra de Ciência e Palavra de Sabedoria.

Quando nós exercemos os dons carismáticos não quer dizer que já somos santos, porque Deus pode usar quem Ele quiser da maneira que quiser, mas é preciso dizer que quanto mais santo a pessoa for mais fácil é para Deus usar essa pessoa, por isso os dons carismáticos não estão separados dos dons de santificação, e eu até diria que existe uma grande interface entre eles, quanto mais a pessoa vive os dons de santificação mais aptidão ela tem para viver os dons carismáticos.

Na dimensão interior estão os dons de santificação. Na dimensão exterior estão os Dons Carismáticos.

* Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino

O dom da Fortaleza, também chamado “dom da coragem“, imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos.

Quando falamos em virtudes heróicas, ninguém pense que só existe heroísmo quando enfrentamos grandes causas. Você faz grandes heroísmos lá no interior da sua casa, no dia-a-dia de sua vida. Veja bem que heroísmo imenso é o de uma mãe que suporta o vício do álcool do marido ou do filho! Às vezes por 10, 20, 40 anos enfrenta aquela dor, aquele sofrimento, por amor a Deus, por doação e caridade. Essa mãe tem o Dom da Fortaleza. O Dom da Fortaleza não é só para os mártires, os grandes confessores da fé. É para cada um de nós. Hoje vemos uma multidão caindo nas tentações. Pode estar faltando o Dom da Fortaleza em muita gente. Saber não cair na tentação, já é um sinal da força desse Dom.

Santa Teresinha nos fala do “heroísmo do pequeno”. A fidelidade às pequenas inspirações que Deus nos faz todo dia e toda hora é fruto do Dom da Fortaleza. Nós deixamos passar ótimas oportunidades quando pequenas cruzes, pequenos sofrimentos vão passando pela nossa vida e nós não os aproveitamos para uma resposta fiel a Deus. Vem um aborrecimento, uma pessoa nos causa feridas porque falou qualquer coisa contra nós. O que fazemos? Há duas respostas: Revidamos com palavras amargas, com evidente menosprezo, com inimizades, etc., ou fazemos de conta que nem ficamos sabendo, não nos importamos com aquilo, etc.. Como funcionou o Dom da Fortaleza? É claro, naquela hora que suportamos a ofensa. O heroísmo está aí. Aprendemos agora um dos caminhos que nos leva a santidade.

São poucas as pessoas que fazem por Deus e pelo próximo aquilo que poderiam fazer mais. Porque, não temos coragem de nos empenharmos em grandes obras. Imaginem o bem que poderíamos fazer se ainda não fôssemos tão comodistas. Paulo afirma: “Tudo posso naquele que me fortalece” (CF.FL. 4,13). E nos diz mais: pode suportar as maiores dificuldades e tribulações e praticar, se necessário, atos heróicos. “Não pelas suas qualidades pessoais, mas pelo dom da fortaleza que Deus lhe concedeu”. Carta aos coríntios, descrevendo as tribulações pelas quais passou por amor ao Senhor e à Igreja:

“Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigo no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as Igrejas!” (II Cor 11,24-28).

Ao dom da Fortaleza se opõe à timidez, que é o temor desordenado, e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos. Estacionamos numa espiritualidade medíocre, temos medo de tudo, de prejudicar a amizade, de descontentar alguém e vamos comodamente parando no caminho da perfeição.

Escute na integra o PODCAST:

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Daí-nos Senhor o Dom da Fortaleza no Espírito Santo!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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O que é e como age o Dom do Discernimento dos espíritos?

sexta-feira, abril 20th, 2012

O discernimento é uma habilidade ou capacidade dada por Deus de se reconhecer a identidade (e muitas vezes, a personalidade e a condição) dos “espíritos” que estão por detrás de diferentes manifestações ou atividades. Este dom, essencial à Igreja, é geralmente concedido aos pastores do rebanho de Deus e aos que estão em posição de guardar e de guiar os santos. O que nos diz São Paulo sobre a batalha espiritual: Pois a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço. Por isso, protegei-vos com a armadura de Deus, a fim de que possais resistir no dia mau, e assim, empregando todos os meios, continueis firmes (cf. Efésios 6, 12-13).

Como podemos ver na definição acima, esse dom de Deus nos ajuda, portanto, a perceber a origem de uma intuição, de um pensamento, a causa de um comportamento – especialmente quando este se nos apresenta de forma estranha. O discernimento, assim, é um dom “protetor da comunidade e protetor de todos os outros dons”.

Como dom [discernimento dos espíritos], não procede das capacidades simplesmente humanas nem das deduções científicas que possamos ter adquirido. “O discernimento é intuição pela qual sabemos o que é, verdadeiramente, do Espírito Santo”.

O discernimento também pode ser visto como uma espécie de visão ou sensibilidade; é uma revelação espiritual da operação de diferentes tipos de espíritos numa pessoa ou numa situação; é o meio pelo qual Deus faz os cristãos tomarem consciência do que está acontecendo.

Após todas estas definições, podemos nos perguntar: Qual o benefício esse dom nos traz ao ser usado de forma adequada? Como utilizá-lo? Como deve ser utilizado pelas pessoas, quando estas vivem situações complexas? Como elas devem proceder a partir da orientação certa e segura que o discernimento lhes deu?

O uso do dom do discernimento

O carisma em estudo nos permite agir de forma correta em um fato ou situação que temos em mãos, no momento. Permite-nos identificar a causa dessa situação especial, podendo, assim, nos levar à raiz, ao princípio que a move, que a origina, encaminhando à situação acertada e feliz.

O uso do dom nos ajuda, portanto, a conhecer o espírito, isto é, o princípio animador (anima = o que anima, move, movimenta, etc.). Com ele, podemos chegar, com facilidade, à origem de uma inspiração e confirmar de onde esta pode vir:

– Se provém de Deus (inspiração, intuição, uma verdade clara da Bíblia, moção do Espírito de Deus, de Seus anjos, os Seus mensageiros);

– Se tem origem na mente humana (a qual pode estar sã, doentia, desequilibrada ou alterada, do nosso egoísmo, fantasia ou manipulação da Vontade Divina para o meu bel prazer etc.);

– Se provém dos espíritos maus (do demônio ou de influências espirituais maléficas).

O discernimento ajuda-nos, ainda, a distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso, orientando nossas vidas na fé e doutrina de Jesus Cristo. O Senhor tem para nós esse grande dom, esse precioso dom, que é o discernimento dos espíritos. Embora ele seja um dom, embora nos seja dado gratuitamente, é resultado, também, da nossa caminhada. Precisamos caminhar e amadurecer e o que nos torna maduros é a perseverança, a oração, a Palavra de Deus e a docilidade. E com a maturidade vem também o discernimento dos espíritos.

O inimigo age sorrateiramente. Para distinguir sua ação em nosso ambiente, o único meio é o Espírito Santo; ninguém tem por si discernimento. Paulo VI destacou em um de seus pronunciamentos: “O dom dos dons para os tempos de hoje é o discernimento”. E é mesmo, do contrário somos levados por ventos de várias doutrinas, a mesmo, sem saber para onde vamos. “Concedeu aos humanos discernimento, língua, olhos, ouvidos e um coração para pensar” (Eclesiástico 17,5).

Para possuir discernimento, o básico é aprender a ouvir o Senhor; suas emoções, inspirações. Muitas vezes o sentimento dentro de nós, movendo-nos: “Faça assim, não diga aquilo”, mas em geral sepultamos isso, fazendo até o contrário. O Espírito Santo dá o dom do discernimento àqueles que estão n’Ele, imersos, banhados n’Ele. Àqueles que dão tempo à escuta, à oração, à Palavra de Deus. “A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar” (I Coríntios 12,10).

Salomão na sua pouca idade e experiência de vida ia suceder o Seu pai Davi pediu a Deus com grande humildade por causa da missão de governar o Povo de Israel: “Dá, pois, a teu servo, um coração obediente, capaz de governar teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” (cf. 1 Rs 3, 9).

Logo depois surge a primeira questão para Salomão julgar, discernir: Vieram então duas meretrizes ao rei e apresentaram-se diante dele. Uma delas disse: “Por favor, meu rei! Eu e esta mulher morávamos na mesma casa, e eu dei à luz estando com ela na casa. No terceiro dia depois de eu ter dado à luz, também ela deu à luz. Estávamos juntas, não havia outra pessoa na casa a não ser nós duas. Certa noite, morreu o filho desta mulher, pois ela dormiu sobre ele e o sufocou. Então levantou-se, durante a noite, e, enquanto tua serva dormia, tirou ~ silenciosamente meu filho do meu lado e colocou-o em seu seio. E a seu filho, que estava morto, colocou-o em meu seio. Quando, de manhã, me levantei para amamentar meu filho, encontrei-o morto, mas examinando-o com mais atenção na claridade, percebi que não era meu filho, o que eu tinha dado à luz”. A outra mulher respondeu: “Não é assim. Meu filho é que está vivo, o teu está morto”. A primeira retrucou: “Não é verdade! O teu filho é que está morto. O meu está vivo”. E assim discutiam na presença do rei. Disse então o rei: “Esta diz: ‘Meu filho está vivo, teu filho está morto’, e aquela responde: ‘Não, teu filho está morto, o que está vivo é o meu’”. E mandou trazer uma espada. Quando lhe apresentaram a espada, o rei declarou: “Cortai o menino vivo em dois, e dai metade a uma e metade à outra”. A mulher cujo filho estava vivo sentiu nas entranhas tal compaixão por seu filho que disse ao rei: “Por favor, senhor, dai a ela o menino vivo. Não o mateis!” A outra, ao contrário, dizia: “Não será nem teu, nem meu. Podeis cortá-lo”. O rei respondeu: “Dai o menino vivo àquela primeira, e não o mateis. Essa é sua mãe”. Todo o Israel ficou sabendo da sentença que o rei tinha dado, e temeram-no, vendo que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça (1 Rs 3,16-28).

Pois este Dom extraordinário Deus nos concede para fazer justiça, para fazer a Sua Vontade ser revelada e executada. Não a minha vontade ou o interesse daquele que me paga mais, me é mais simpático, meu parente ou meu amigo. Um Dom para discernir a Verdade e manifestar a justiça de Deus.

Temos de ser dóceis à condução do Espírito. É muito necessário distinguir o que vem de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, de Maria, dos anjos. Caso contrário, tudo se confunde na nossa cabeça. Deus quer nos dar essa graça, o dom de discernimento dos espíritos, que é resultado de nossas caminhada pela tenda da oração.

É preciso caminhar, progredir e perseverar nos grupos de oração, na Palavra de Deus, na docilidade e no trabalho do Senhor. Assim, vamos nos constituindo terreno cada vez mais próprio para a semeadura. Percebemos que uma palavra não vem de Deus, mas do maligno, quando ela nos faz mal, nos agride.

A falta de discernimento é própria dos iniciantes e dos imaturos. É claro que Deus nos salva nessas situações. Temos sido salvos por Ele, que quer nos dar, cada vez mais, o discernimento dos espíritos, a capacidade de perceber e de sentir em nós o que é de Deus e o que não é; o que vem do Espírito Santo e o que vem do mal.

Temos de ser cuidadosos quanto a isso: pois em nosso espírito humano se misturam o orgulho, a vaidade, o ciúme, a inveja, rivalidades e competições com os outros. Se não temos o discernimento dos espíritos, podemos pensar que vem de Deus algo que na verdade não vem. Trata-se apenas de orgulho e vaidade de minha parte, e eu engulo tudo como se fosse de Deus.

O senhor tem para nós esse grande dom, esse precioso dom que é o discernimento dos espíritos. Embora ele seja um dom, embora nos seja dado gratuitamente, é resultado, também, da nossa caminhada. Precisamos caminhar e amadurecer e o que nos amadurece é a perseverança, a oração, a Palavra de Deus e a docilidade. E com a maturidade vem também o discernimento dos espíritos.

Este PODCAST vai ajudar muito você:

Você pode orar agora: Senhor, Jesus, peço o discernimento dos espíritos. Preciso muito desse dom, para não confundir todas as coisas. Não quero saber de nada de mau, não quero saber confundir. Quero ser guiado, conduzido, orientado por ti. Dá-me, Senhor, o dom do discernimento dos espíritos. Amém! Peço para você a graça da caminhada, do crescimento, para que venha a trilhar o seu caminho com perseverança. Peço que, amadurecido, crescido e arraigado em Jesus, que você tenha todo discernimento, para poder servir ao Senhor cada vez melhor; como bom e prudente, a quem o Senhor pode confiar o que tem de mais precioso. Amém

Deixe em comentários os seus pedidos de orações.

Vinde Espírito Santo!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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O Amor de Deus é diferente e maior que qualquer amor!

Tempo Pascal: “Eis que eu faço novas todas as coisas!” (Ap 21,5)

segunda-feira, abril 9th, 2012

Estamos iniciando um Novo Tempo, que a liturgia da Igreja chega a chamar de “primavera espiritual”. Na Vigília Pascal rompeu-se o nó das nossas gargantas, que durante quarenta dias do tempo da Quaresma nos prepararam para celebrar a Vida Nova em Cristo Jesus, podemos dizer com força e alegria como diziam os cristãos nos primeiros séculos: CRISTO RESSUSCITOU, RESSUSCITOU VERDADEIRAMENTE ALELUIA!

Uma antiga tradição conta-nos que os primeiros cristãos que viviam com grande intensidade o dia da Ressurreição, quando eles se encontravam na rua, eles se cumprimentavam assim: Cristo ressuscitou! O outro respondia: Ressuscitou de verdade Aleluia!

Observe esta cena acima, é exatamente isso que acontece com quem ressuscita com Cristo. É uma metanoia, metamorfose: Metanoia (do grego antigo μετανοεῖν, translit.  metanoein: μετά, metá, ‘além’, ‘depois’; νοῦς, nous, ‘pensamento’, ‘intelecto’), no seu sentido original, significa mudar o próprio pensamento, mudar de idéia. No sentido religioso, pode significar arrependimento ou o processo de conversão, tanto intelectual como moral e espiritual.  Metamorfose (do grego metamórphosis) é uma mudança na forma e na estrutura do corpo (tecidos, órgãos), bem como um crescimento e uma diferenciação, dos estados juvenis ou larvares de muitos animais, como os insetos e anfíbios (batráquios), até chegarem ao estado adulto. São Paulo chama assim: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura. O que era antigo passou agora tudo é novo” (cf. 2Cor 5,17).

Nesta semana, em particular, estamos celebrando A “OITAVA DA PÁSCOA”. Como o mistério da “passagem” do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante oito dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).

Todo o tempo pascal, que se estende por sete semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos, mas também durante todos os  dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.

A ressurreição de Cristo foi princípio, de vida nova, para todos os homens, todas as criaturas e as coisas: uma primavera espiritual.

Os cinqüenta dias do Tempo pascal (da Páscoa a pentecostes) são marcados pela alegria profunda dos nossos corações, que é fé na ressurreição do Salvador e fidelidade renovada ao nosso batismo, no qual somos co-ressuscitados com Cristo; o canto do Aleluia, que ressoa repetidamente na liturgia, manifesta o jubilo deste período. Jesus ressuscitado e vivo continua presente no meio dos seus; durante cinqüenta dias o círio pascal, acesso na noite de Páscoa, é símbolo e testemunho desta presença, enquanto cada domingo deste período celebra os diversos modos da presença e manifestação do Senhor ressuscitado na sua Igreja.

No segundo Domingo da Páscoa a aparição do Senhor no meio dos seus consagra o ritmo dominical da sua presença no meio da assembleia festiva dos fiéis: o Domingo festa primordial, dia do Senhor ressuscitado, se torna sinal semanal da Páscoa. Todos os dias para o cristão, que ressuscitou com Cristo será o dia de Páscoa. O cristão será no mundo a chaga do ressuscitado visível na vida e no testemunho, força transformadora da civilização do amor. O Bem-aventurado João Paulo II instituiu a Festa da Divina Misericórdia.  Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (cf. Jo 20,19-31).

No terceiro Domingo reconheceremos o Senhor na fração do pão: com os discípulos de Emaús caminhando a luz da Palavra reconheceremos Jesus que sempre caminha conosco. Ele esta presente no meio de nós através dos sinais Sacramentais. Sobra sobre os discípulos o Espírito Santo dá-lhes o Dom da Inteligencia e os faz testemunhas fiéis e anunciadores do Reino de Deus: Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isso” (cf. Lc 24,35-48).

No quarto Domingo o Bom Pastor nos manifesta o mistério da presença do Cristo nos pastores da sua Igreja. O desejo de Jesus é reunir todas as suas ovelhas num só rediu, num só rebanho: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor” (cf. Jo 10,11-18).

No quinto Domingo Jesus se apresenta como a Videira, a nova arvore da Vida e nós os seus ramos, quem quiser viver deve manter-se unido a Ele para alimentar-se de sua seiva. Assim também é a Igreja hoje, ela tem os frutos, o verdadeiro alimento que nós precisamos para crescer e também produzir: “Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, † como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer” (cf. Jo 15,5).

No sexto Domingo Jesus é o Amor do Pai e ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos e nos dá novamente, como sinal dos seus seguidores o Mandamento do Amor: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (cf. Jo 15, 12-14).

No dia da Ascensão do Senhor (sétimo Domingo), Jesus antes de subir ao Pai, envia ao mundo suas testemunhas; elas e todo o povo profético manifestarão Jesus Cristo salvador: E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados” (cf. Mc 16, 15-18).

Em Pentecostes o Espírito Santo realiza a plenitude da Páscoa de Cristo por meio da Igreja. Impelidos pela força de Jesus ressuscitado e pela fé, os apóstolos partem para sua missão do mundo. Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos” (cf. Jo 20, 21-23).

Celebrar a Eucaristia neste período de Páscoa significa particularmente: reconhecer todas as manifestações de Jesus ressuscitado na sua Igreja e na vida de cada cristão; tornar-nos instrumentos destas manifestações, como membros do povo sacerdotal: dar graças ao Pai pela presença contínua de Jesus ressuscitado entre nós. Eu e você somos as testemunhas mais eloqüentes de que Cristo ressuscitou, por isso, viva como alguém ressuscitado em Cristo.

Escute o Podcast:

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Oração: Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na Luz da vida nova. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do espírito Santo. Amém

Cristo ressuscitou, ressuscitou de verdade Aleluia!
Feliz Páscoa!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor espiritual e Formador no Pré-discipulado.
http://twitter.com/padreluizinho

Na Semana Santa tudo celebra o Mistério da Salvação!

domingo, abril 1st, 2012

Nesta Semana tudo celebra o Mistério da Salvação, “Ele tomou sobre si a nossas dores, Seu sangue derramou para nos resgatar das trevas e por Suas chagas fomos sarados”. (Isaías 53 O Servo sofredor). Quando celebramos a liturgia e de forma especial nesta semana A Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, não estamos recordando, como num álbum de fotos ou num filme de gravações de memórias passadas. A espiritualidade das celebrações litúrgicas atualizam em nossa vida hoje o Mistério que estamos celebrando, ou seja, estamos vivendo e recebendo as graças eficazes do que estamos celebrando, rezando. Por isso, celebrar a liturgia não é fazer uma simples memória, mas trazer para minha vida hoje, atualizar, tornar novo, Aquilo que nos trouxe Jesus Cristo, seus gestos, Palavras e principalmente o Amor que o levou a morrer por nós na cruz. (Cf. Jo 3,16) Quem garante tudo isso é o Espírito Santo e a intenção verdadeira da Igreja que celebra os Mistérios de Cristo por sucessão apostólica. Isso quer dizer, que recebemos de Cristo e dos Apóstolos.

A Santa Missa é a maior oração que podemos fazer, pois Ela é a atualização da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Após a comunhão, apesar da Igreja lotada estava rezando e contemplando O Mistério que enchia meu coração. A Eucaristia, que o Sacerdote consagrou, do mesmo Jeito e Palavras que fez Jesus na ultima ceia com os seus discípulos. Neste momento meu coração triste e saudoso foi preenchido pela presença amorosa de Cristo que derramava seu Sangue precioso sobre mim e ali eu vivi a realidade do amor de Deus, que me resgatava daquele momento de tristeza e saudade.  Cumpriu-se a Palavra de Deus : “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap. 21, 5) essa é a promessa do Pai atrvés da Paixão, Morte e Ressurreição que vai se cumprir em sua vida!  Sua mão ensangüentada tocou em mim.

Ouça o Podcast na integra:

Hoje quero convidar você a rezar e a viver a liturgia desta Semana, clamando as mãos ensangüentadas de Jesus, Suas Santas Chagas e experimentar a ressurreição e a Salvação. Apresentemos onde mais precisamos que Jesus nos toque. É importantíssimo participar das funções litúrgicas na sua paróquia e renovar sua fé e seu batismo junto com a sua comunidade, por isso, procure saber os horários de cada celebração.

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor abre solenemente a Semana Santa. No século IV, já encontramos em Jerusalém notícias sobre uma celebração que procurava recordar o mais exatamente possível à entrada histórica de Jesus de Nazaré na cidade. Cristo que é saudado como Messias e Rei entra voluntariamente para sua Paixão. A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.

Sentido do Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé. Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, renovou a vida.

Quando teve início o Tríduo Pascal?

No final do século IV, encontramos já organizado um tríduo pascal, que Santo Agostinho recomendava vivamente a seus fiéis. Formavam, em princípio, o tríduo: a sexta-feira, o sábado e o domingo. É no século VII que o tríduo se inicia com a “Ceia do Senhor” na tarde da quinta-feira, com o que fica ele constituído pela quinta-feira, pela sexta-feira e pelo sábado – aí incluída a vigília pascal. As três datas formam uma unidade: a celebração do mistério pascal.

O que celebramos na Quinta-feira Santa?

O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo Mar Vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura à nova Páscoa, a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração. Eucaristia, sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo preciso da missa da Ceia do Senhor. O transporte das formas (hóstias) consagradas à urna para a comunhão da sexta-feira inicia-se no século XIII. O “monumento” (local físico) é elemento acidental e só encontra sentido em vinculação com o mistério celebrado: agradecimento ao amor de Cristo e oração-reflexão do mistério pascal.

O que celebramos na Sexta-feira Santa?

Como vem acontecendo há muito tempo, hoje não se celebra a missa, tendo lugar à celebração da morte do Senhor: o mistério que é celebrado é uma cruz dolorosa e sangrenta, mas ao mesmo tempo vitoriosa e resplandecente. Trata-se de morte, a de Cristo, real e tremenda; mas é passagem para uma vida ressuscitada e eterna. O amor de Deus, que é vida, terá mais poder do que o pecado do homem, que é morte. A celebração incorpora-nos à redenção de Cristo e a seu mistério de salvação universal: pela morte à vida.

O que celebramos na Vigília Pascal?

Contamos com documentos do início do século III, que apresentam alguns elementos desta celebração, tais como: jejum, oração, eucaristia – e até batismo, com a bênção da “fonte batismal”. Vão-se acrescentando depois novos elementos: o canto do Exulte, que se vê documentado no século IV e a bênção do círio pascal, no século V. Pouco a pouco, foi-se enriquecendo esta última, que deve ser “a celebração das celebrações” para o cristão, e a que Santo Agostinho denominava “Mãe de todas as vigílias”. Assim ouvimos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida se levanta triunfador da morte. Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição!

Participe do Acampamento da Semana Santa o mais bonito da Canção Nova

Oração a Jesus Crucificado

Eis-me aqui, meu bom e dulcíssimo Jesus! Humildemente prostrado em vossa presença, eu vos peço e suplico, com toda alegria do meu ser, que graveis no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança, caridade, arrependimento dos meus pecados e firme decisão de mudar de vida. Contemplo com grande dor as vossas cinco chagas, vossas chagas gloriosas de onde jorraram o Teu Preciosíssimo Sangue. Vem tocar em mim com Tuas mãos chagadas e cura-me, liberta-me. Tendo presente as palavras que já o profeta Davi colocava em vossa boca, ó bom Jesus: “Traspassaram as minhas mãos e os meus pés e contaram todos os meus ossos”. Meu bom Jesus crucificado, que eu também saiba aceitar as contrariedade e dores da vida e socorrer os meus irmãos que sofrem. Que neste mundo eu possa viver como pessoa ressuscitada pelo amor de Deus em Cristo Jesus. Amém!

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Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

Pecados Capitais: o que é a doença espiritual da Avareza?

sexta-feira, março 30th, 2012

Avareza (do latim, avaritia) é um dos sete pecados capitais, é sinônimo de ganância, e é descrito como o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os acima de tudo. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. É comum confundir esse pecado com sovinice (pão-duragem), porque a palavra Avareza em português é usada mais como sinônimo de sovinice do que de ganância. Mas no Latim, a palavra avaritia, é usada mais como sinônimo de ganância.

Para nós cristãos a avareza é a vontade exagerada e desequilibrada de possuir qualquer coisa, mais caracteristicamente, é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação, poder, status ou por indivíduos, por exemplo. O avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.

Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si mesmo. A virtude da generosidade é o antídoto contra a avareza.

A Avareza

A avareza ou ganância é um dos pecados capitais. São Paulo classifica a avareza como idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixões, desejos maus, cupidez e a avareza, que é idolatria” (Cl 3,5). A razão de o Apóstolo ver como a idolatria o apego aos bens materiais, sobretudo ao dinheiro, é que isto faz a pessoa amá-lo como a um deus.

Desde o princípio Jesus alertou os discípulos para este perigo, já no Sermão da Montanha: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedica-se a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza” (Mt 6,24).

O que importa é que a pessoa não seja escrava do dinheiro e dos bens. É claro que todos nós precisamos do dinheiro; o próprio Jesus tinha um “tesoureiro” no grupo dos Apóstolos. São Paulo afirma que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10). Veja que, portanto, o mal não é o dinheiro em si, mas o “amor” ao dinheiro; isto é, o apego desordenado que faz a pessoa buscar o dinheiro como um fim, e não como um meio.

“Porque o sabei bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terão herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,5). É importante notar aqui que não são apenas os ricos que podem se tornar avarentos, embora sejam mais levados a isto. Não é raro encontrar também o pobre avarento. Por isso, no mesmo Sermão da Montanha, Jesus alerta: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6,19-20). Se Jesus recomenda “não ajuntar tesouros na terra”, é porque esta riqueza e segurança são ilusórias e não podem satisfazer-nos, por mais que o mundo nos diga que sim.

Por causa do amor ao dinheiro muitos aceitam praticar a mentira, a falsidade, o crime e a fraude. Quantos produtos falsificados! Quantos quilos que só possuem 900 gramas! Quanta enganação e trapaça nos negócios! Podemos constatar que toda a corrupção, tráfico de drogas, armas, crimes, etc., têm por trás a sede do dinheiro. Jesus recomendou ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas” (Lc 12,15).

O apego aos bens desse mundo é algo muito forte em nós, quase que uma “segunda natureza”, e, portanto, só com o auxílio da graça de Deus poderemos vencer esta tentação forte. Desde pequenos fomos educados para “ganhar a vida”. Será preciso a força do Espírito Santo em nossa alma para nos “convencer” da necessidade de uma vida de desprendimento e pobreza.

Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br

O Padre Paulo Ricardo fala sobre a doença espiritual da Avareza:

Clique e comente, você já detectou que vive ou viveu uma doença espiritual?

Oração: Pai Nosso, fonte de toda generosidade e misericórdia, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformem nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa Palavra, curai as feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo e a viver não só pra si mesmo, mas para os outros. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.

Veja toda A Série: Os Pecados Capitais:

IRA / Inveja / Gula / Luxúria / Orgulho / Preguiça / Avareza


Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova. Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

Matéria relacionada: Reze com Salette Ferreira Liberte-se da avareza!

Pecados Capitais: A Preguiça é um diagnóstico de como esta a minha alma!

quarta-feira, março 28th, 2012

Avançando no conhecimento, crescemos também na fé e nas armas contra o Pecado, vejamos o que O Catecismo da Igreja Católica nos diz sobre este pecado, que hoje é tão banalizado que é quase normal e natural ter e nos entregar a preguiça. Por desculpa da “lei” do menor esforço, ter tudo na mão ou na ponta dos dedos, por falta de disciplina e interesse. Quando a Acídia ou preguiça já dominou as nossas atitudes é porque ela já se instalou no coração e na vontade. E ninguém esta livre dela.

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

§2733 Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é a acídia (chamada também “preguiça”). Os Padres espirituais entendem esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Quanto mais alto se sobe, tanto maior a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria Passa então a ter mais confiança, a perseverar na constância.

§2755 Duas tentações freqüentes ameaçam a oração: a falta de fé e a acídia, que é uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, que leva ao desânimo.

Preguiça espiritual: §2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige às penas.

Na verdade, preguiça é um diagnostico de como esta a minha alma, é uma doença espiritual.

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado…” (Gn. 3,19). Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12). O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mal cristão. Um operário displicente é um mal cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br

Clique em comentário e diga como você vence a preguiça no dia-a-dia? Seus pedidos de orações.

Ouça o Podcast com o Professor Felipe Aquino:

Oração: Pai Todo-poderoso, daí-me coragem e decisão para não permanecer na miséria das minhas fraquezas e pecados sem nunca poder experimentar a Riqueza de ser filho de Deus. O Senhor dotou-me de dons e qualidades, de capacidade e, para completar no Batismo deu-me a graça do Espírito Santo. Agora com a Tua graça e a intercessão da Virgem Maria, quero sair desta preguiça e comodismo e dar os passos necessários e decididos para alcançar a harmonia Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos. Quero fazer como se tudo dependesse de mim, sabendo que tudo depende da Tua graça e misericórdia.

Conte com as minhas orações, minha benção fraterna.
Padre. Luizinho, Com. Canção Nova.

Assista ao vídeo com Padre Paulo Ricardo: A Preguiça é uma doença espiritual.

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