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Existe lugar hoje em nossa sociedade para os nossos idosos?

terça-feira, julho 26th, 2011

Neste dia 26 de julho celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Como é lindo o mistério do nosso Deus, que se aproximou tanto de nossa natureza para salvá-la que quis experimentar a ternura de ter avós. Lembro de minhas avós, pois só conheci minhas avós e não meus avôs eles já tinham falecido. Desde criança, era marcante a sua presença e seu carinho, minha avó por parte de pai morava mais perto, vó Almira. Minha avó mãe de minha mãe Maria Gracinda, morava na roça mais distante, mas todas as férias escolares eu ia passar com ela. Era muito bom, casa aconchegante, fogão à lenha e subir no pé de umbu e chupar jabuticaba.

Com cada uma aprendi uma grande lição para vida toda. Com minha “vó” Almira mãe do meu pai, aprendi a grandeza da alma, do silêncio e da oração, ela me ensinou os primeiros passos para Deus, a via rezar o terço e ir para Santa Missa todos os Domingos. Era mais de fazer do que de falar, ensinava pelo testemunho, por isso, via na pessoa de minha avó a figura de Nossa senhora. Mulher de sabedoria e discernimento ficava sempre bem quando estava ao seu lado, quando fazia estripulia corria para sua casa para me livrar da surra, que poderia levar do meu pai ou da minha mãe.

Com minha avó Maria Gracinda, que tinha o apelido carinhoso de Duduzinha aprendi a Humildade, fortaleza da alma do homem. Simplicidade e pobreza na vida e no coração. Mulher da roça, do trabalho pesado e diário, um linguajar simples, um coração grande, acolhia a todos, sempre tinha em sua casa em sua mesa lugar para mais um. Porque era humilde era profundamente generosa, sabia dar o que tinha e até o que não tinha. Tinha uma pequena casa de farinha, que dividia com todos os amigos da redondeza, todos vinham fazer farinha na casa de Duduzinha, tinha um pequeno deposito de milho em um dos quartos de sua casa, sabia guardar e sabia dividir.

Dois grandes tesouros que passaram pela minha vida, dois grandes testemunhos de vida e de amor. Sofri pela perda das duas, mas aprendi que o que elas como minhas avós, mulheres idosas e cheias de sabedoria me ensinaram é para vida toda. Ser um homem humilde e de oração faz a diferença, pois aprendi no catecismo da vida de minhas avós o que realmente vale a pena nesta vida. Com certeza os meus avôs eram homens bons e justos, reconheço isso pela vida de minhas avós e pelos meus pais e meus tios. Como diz a Palavra de Deus: “Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem. O Senhor deu-lhes uma glória abundante, desde o princípio do mundo, por um efeito de sua magnificência. Eles foram soberanos em seus estados, foram homens de grande virtude, dotados de prudência. As predições que anunciaram adquiriram-lhes a dignidade de profetas: eles governaram os povos do seu tempo e, com a firmeza de sua sabedoria, deram instruções muito santas ao povo”. (cf. Eclo 44,1-4).

Existe lugar hoje em nossa sociedade para os nossos idosos? Será que por causa de tantas conquistas tecnológicas e cientificas nós nos arrogamos em dispensar a sabedoria e o discernimento, a experiência de vida e o amor de nossos avôs? Em nossas casas não há mais lugar para cadeira da vovó, não há mais paciência, mais tempo para perder, por isso, falte também tanto amor e ternura em nossos lares. Quero aqui com este texto fazer um elogio verdadeiro aos meus avôs, que me ensinaram as riquezas das coisas simples e pequenas. Obrigado Senhor, pela experiência, pelo carinho, pelo colo que meus avôs me deram e hoje quero continuar acolhendo os de muitos idosos, vovós e vovôs que hoje celebram o seu dia.

Oração: Ó Deus, Forte e Imortal, que concedestes a Santa Ana e a São Joaquim a graça de serem os pais daquela que foi concebida sem a mancha do pecado original, Maria Santíssima dai-me a Graça que tanto vos peço. Por Cristo e Maria, amém.

Ó São Joaquim e Santa Ana protegei as nossas famílias
desde o início promissor até à idade madura
repleta dos sofrimentos da vida e amparai-as na fidelidade às promessas solenes.

Acompanhai os idosos que se aproximam do encontro com Deus.

Suavizai a passagem suplicando para àquela hora a presença materna
da vossa Filha ditosa a Virgem Maria e do seu Filho divino, Jesus! Amém.

Santa Ana e São Joaquim roguem por nós!

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Para todos eles minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. canção Nova.
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Amizade desinteressada entre homem e mulher?

sexta-feira, julho 22nd, 2011

Sem querer explicar muitas coisas a amizade é a complementaridade de tuas pessoas bem diferentes, que exatamente decidem crescer no respeito, no amor, na cumplicidade, na transparência e na verdade. E não existem dois seres que se completam mais do que o homem e a mulher. Não só se atraem, se desejam, mas acima de tudo se completam, porque são exatamente opostos, diferentes um mundo a ser desbravado, um mistério. Quando uma amizade sincera acontece entre um homem e uma mulher eles se tornam como arqueólogos a cavar e escavar um mundo precioso, um tesouro abençoado existente no coração e na alma do homem e da mulher.

Outro dia vi numa propaganda uma pergunta que intriga ao mundo: É possível amizade verdadeira e desinteressada entre um homem e uma mulher? Exatamente por serem um mundo maravilhoso a descobrir, por se atraírem e se completarem é preciso um mapa para nos guiar nesta aventura e a primeira ferramenta que precisamos usar é o respeito para reconhecer que antes de tudo somos irmãos. Para adentrar os ambientes mais profundos do feminino e do masculino é preciso acreditar e sentir um amor puro é possível! Eu agradeço a Deus por ter nascido em uma família cheia de mulheres, três irmãs e minha mãe. Eu e meu irmão mais velho crescemos neste ambiente rico das diferenças, mas principalmente do respeito e do amor puro. Lembro-me que eu e minha irmã mais nova tomávamos banho juntos, pois quando se educa o coração de um homem para a pureza ele cresce respeitando e acolhendo a grande e linda dignidade de ser mulher.

A dimensão da sexualidade é uma parte fundamental no ser humano, mas ele não é só isso e ao mesmo tempo todos os nossos relacionamentos são sexuados, pois não posso me relacionar com ninguém deixando de ser homem ou mulher. Na minha afetividade, gestos, sentimentos, pensamentos estão carregados de minha sexualidade, que é uma benção de Deus, é vida e foi feito para o amor. Mais diante de todo esse apelo sexual, nós acabamos limitando a nossa vida na primeira instancia do nosso ser que é a corporeidade.

Viver epidermicamente, ou seja, viver na pele, no sentimento. Os sentimentos precisam passar pela razão, medir e analisar as consequências. Por sua vez a razão deve ser iluminada pela fé, pela virtude da Caridade e da Verdade. Não nos entregar aos apelos do sentir, é necessário dar um sentido absoluto, integrar o nosso sentir e viver ao amor de Deus e a Deus. Quando toda a nossa vida esta voltada para este fim, para este significado nós podemos crescer e nos realizar no amor, nos relacionamentos, numa amizade desinteressada entre um homem e uma mulher, que foram feitos para se conhecerem e se completarem. A doação de si na sexualidade é a mais perfeita forma de entrega um ao outro, mas não é a única forma de unirem os corações, os sonhos, e a vida.

Vejamos o que São Paulo fala sobre o amor na carta aos Coríntios 13, 4-7: O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor é muito mais que sentimentos, que pele, o amor é atitude, é decisão, é autodomínio, é renuncia e na maior das provas o amor é dar a vida. Mais para isso o amor é feito também de limites, de respeito e acima de tudo o interesse e o esforço de acima de tudo fazer o Bem ao outro. O amor puro e verdadeiro que essencialmente se experimenta no amor de Deus e que dá significado a vida humana torna possível à amizade verdadeira e desinteressada entre o homem e a mulher, que o pecado original desfigurou e que Cristo Jesus tudo recapitulou na cruz e na ressurreição quando assumiu a nossa sexualidade.

O homem e a mulher são vocacionados para o amor e a nele se realizarem em qualquer estado de vida e relacionamento abençoado por Deus. Por isso, nem tudo é permitido numa amizade entre um homem e uma mulher, se não deixa de ser amizade. Todos tem necessidade do amor puro de seus irmãos para seu equilíbrio afetivo. Na nossa comunidade nós chamamos isso de masculino e feminino em sadia convivência. Ela se compõe de homens e mulheres, jovens e adultos, casados e solteiros. Mas antes de tudo todos são irmãos e irmãs e assim devem se tratar. Esta é uma razão a mais para que todos vivam a castidade, dom e fruto do Espírito Santo. Em se tratando de homens e mulheres em pleno despertar de sua sexualidade e de sua vida afetiva torna-se importantíssimo o mútuo respeito. (Est 112-114). Assim é possível um homem e uma mulher serem grandes amigos e irmãos.

Maria Madalena de pecadora a amiga de Jesus.

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Que tipo de amigo é você?

terça-feira, julho 19th, 2011

Por melhores que sejam as pessoas e suas intenções, um dia sem querer elas nos decepcionam, acontece isso entre pais e filhos, marido e mulher, namorados apaixonados e entre amigos de verdade também. Nós mesmos já fizemos essa experiência frustrante de pisar na bola com alguém que nunca queríamos machucar ou decepcionar, faz parte do processo de amadurecimento de qualquer relacionamento e, é muito bom que isso aconteça, para que não fiquemos na ilusão de achar que tal pessoa é perfeita ou nós mesmos somos intocáveis e imaculados. Quanto mais conhecemos alguém qualidades e defeitos, virtudes e pecados mais a compreendemos e mais a amamos.

Dizer que a frustração e erros fazem parte do conhecimento do outro, para que no amadurecimento da amizade possamos adequar a imagem do amigo ao real e possível parece exagero, pois quem tem amizade fantasia são as crianças e neste período da vida é normal. Por isso, que uma verdadeira amizade deve estar guiada por alguns compromissos evangélicos: verdade, transparência e partilha tudo isso é claro, com muita caridade e misericórdia, pois só quando experimentamos o gosto amargo dos nossos erros compreendemos as fraquezas e erros do amigo.

Experiência mais terrível para mim são aquelas pessoas que estão no centro de uma situação, sabem de fatos que incluem e compromete a pessoa amiga e por respeito humano e por um falso protecionismo ficam caladas, se omitem, não querem correr o risco de perder a boa fama, a simpatia e até mesmo amizade. Quando a amizade é verdadeira o único medo que eu tenho é perder o meu amigo para os seus próprios erros e para minha covardia. Mesmo que ele não me compreenda e fique com raiva de mim, vou falar-lhe a verdade e abri seus olhos, pois amigo não é aquele que passa a mão na cabeça, mas aquele que te desafia e te desinstala, mas está pronto pra ficar com você em qualquer situação. Quanto uma amizade cresce, quando tocamos no mais fundo das qualidades e defeitos, das luzes e sombras do nosso amigo, a partir dai nos tornamos irmãos, cúmplices, cria-se um laço mais forte do que o de sangue.

Precisamos crescer na vivencia e na compreensão de uma verdadeira amizade, quem não se compromete não ama. Quando um amigo pisa na bola ou está vivendo uma situação constrangedora aproveite para acolhê-lo, não tenha medo de sacrificar a amizade pela verdade, pois o verdadeiro amor se arisca, dá a vida pelo amigo. “O homem quando erra não tem outra alternativa a não ser pedir perdão, se não ele não é homem”. O amigo não abandona o barco quando ele se agita, ajuda a remar mesmo que tenha de dizer que o outro está remando para o lado errado. Como corrigir um amigo sem perder sua amizade:

Reze pelo seu amigo (a): a oração vai preparar o coração dele e também o seu;

2° Espere à hora certa para conversar e partilhar, não se deixe vencer pelo nervosismo e ansiedade;

3° Escolha o lugar certo: a privacidade é o melhor lugar para corrigir uma pessoa, evite fazer uma correção em publico, mesmo que você esteja certo começou errado;

4° Faça um elogio antes de fazer a critica e a correção é preciso que ele saiba que você o ama. Todos têm qualidades e corrige o nosso ego elevado pelos erros dos outros, isso não é fingimento é amor.

5° Saiba falar: cuidado com as palavras, o problema muitas vezes não é o conteúdo das criticas, mas o jeito com que se fala. Mesmo no erro demonstre respeito, humildade e carinho.

6° No final de tudo abra-lhe os braços e lhe dê um abraço bem apertado e não fale mais nada.

Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. (Hebreus 12,11).

Escute este conteúdo:

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Padre Luizinho, Com.  Canção Nova.
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Inverno: é preciso aprender a perder para ganhar!

segunda-feira, junho 20th, 2011

Nem bem chegou o inverno e as amendoeiras de minha casa já forram o chão com as suas folhas secas e avermelhadas. Ela vai perder folha por folha até ficar totalmente vazia, seca e aparentemente morta, somente vão ficar os galhos, o tronco e a raiz. Todo dia, ou varias vezes por dia, temos que varrer as folhas secas da amendoeira. Não posso deixar de notar que ela insiste em dar alguns frutos, que também caem como que pecos. Justamente no inverno ela fica “nua”, vejo em meio ao feio e a sujeira de suas folhas a vontade de renovar-se, de jogar fora o velho, o que já passou o que não me serve mais. O desejo de libertar-se, de experimentar o novo, mesmo sofrendo o frio, mas sem medo de perder.

É necessário e ela não briga contra esse fenômeno natural, pois sabe que é preciso o inverno pra chegar ao verão. Na natureza o inverno é tempo de renovar a seiva, de firmar as raízes, que não se vêem, porque estão escondidas na profundidade da terra. O que ela tem de mais precioso se sujeita a estar enterrado. Inverno é tempo de espera, de podar os excessos, de matar as pragas, de alimentar-se com o que esta dentro. Tempo em que as árvores e plantas revelam o belo do feio, a coragem de perder para poder florir e dar frutos depois no seu devido tempo. A natureza exercita a paciência, tempo em que o que cresce é aquilo que não se vê: as raízes.

No inverno também as águias mais velhas procuram o cume da montanha mais alta, para poder se desfazer de suas penas, de suas garras e até de seu bico. O cume da montanha a mantém livre dos predadores, justamente no tempo onde ela não tem nenhuma defesa, e sem o seu bico ela vai viver das reservas de energia que acumulou no verão. Como podemos ver a natureza não é tão cruel como se pensa, a águia precisa passar por tudo isso para sobreviver mais uns trinta anos e poder perpetuar a espécie com águias mais resistentes. Tempo em que os animais perdem a pele, como as cobras, tempo em que os ursos hibernam e dormindo vive de suas gorduras, a natureza foi feita para sofrer mudanças, neste tempo se renovam todas as coisas, para que surja a primavera com os dias claros e coloridos pelas flores, foi preciso passar por dias escuros e frios do inverno. Não acontece exatamente assim na nossa vida?

Perder não é fácil, mudar não é da noite para o dia, é preciso coragem pra encarar os dias frios e secos de nossa vida, dias de dor, de sofrimentos, de incompreensão, onde se manifestam as nossas fraquezas, dias de jogar fora o que é velho, seco e vazio, aquilo que não me serve mais e eu temo em segurar. É preciso aprender com a natureza, ela nos ensina a entender o nosso processo, a nossa mudança, o crescimento, para chegar à maturidade. Tempo de crescer as raízes, de alargar as fronteiras, de saber esperar, de respeitar o processo do outro, de varrer as folhas, de renovar por dento para florir por fora.

Em primeiro lugar é preciso aceitar o inverno, o frio, a chuva, a poda, como um processo natural de crescimento e se preparar para ele. Quem não sabe passar por isso, não conseguirá ver a beleza das cores da primavera, pois nela estão à prova da capacidade de fazer novas todas as coisas. Na natureza só existe uma vez por ano a estação do inverno, em nossas vidas há muitos invernos por ano, mas também a capacidade de ter muitas primaveras e muitos verões. É tempo de crescer, de renovar-se, de abandonar o homem velho, de perder as folhas secas do egoísmo, dos pecados, dos medos, dos ressentimentos, da solidão e do fechamento em si mesmo. A natureza não tem medo do novo, pois ela sobrevive de mudanças.

Bela estação, tempo de se expor como a amendoeira e de elevar-se como a águia. Nós fomos feitos para crescer, para florir e para dar muitos bons frutos, mas não existe maturidade sem crescimento, e o inverno que você possa estar vivendo é tempo de crescer muitas vezes sem que ninguém perceba, que por detrás da dor e do sofrimento da mudança está surgindo uma nova pessoa. Bom inverno para você!

A nossa vida se assemelha muito com as quatro estações do ano, é preciso colher o melhor de cada fase de nossa breve e intensa vida.

O Inverno iniciará às 14h16 do dia 21 de junho de 2011, informação CPTEC-IMPE.

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Padre Luizinho, Com Canção Nova.
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Curiosidade: O Véu de Verônica existe?

segunda-feira, abril 18th, 2011

Fizeram-me uma pergunta sobre a personagem da quarta estação da Via Sacra: “Existe alguma passagem nos Evangelhos sobre a Verônica e o seu véu?” Nem tudo que nós católicos acreditamos como revelado por Deus esta contido na Bíblia, na nossa fé católica existem três pilares a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Estes três pilares juntos nos dão uma visão completa da Revelação de Deus. Verônica é um personagem que nos veio pela Sagrada Tradição.

Uma Tradição muito antiga da Igreja diz que uma mulher enxugou o rosto de Cristo no caminho do Calvário; milagrosamente a imagem de Jesus sofredor teria sido gravada no lenço da mulher. A tradição a chama de Verônica (Veros icona – ícone verdadeiro). O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar o Santuário do Santo Rosto de Manoppello, em agosto de 2006, onde, segundo a tradição, encontra-se o véu com o qual a Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org, Vaticano, 31 ago. 06)

É algo novo e diferente; o que terá motivado o Papa a ver o ícone de Verônica? Certamente o Papa alimenta alguma esperança de que possa ser autêntico, como o santo Sudário de Turim. O Santuário que acolhe a relíquia, conhecida antigamente como «a mãe de todos os ícones», confiada aos Freis Menores Capuchinhos, encontra-se em um pequeno povoado dos Abruptos, nos montes Asininos, a uns 200 quilômetros de Roma.

O Santo Rosto é um véu de 17×24 centímetros. Quando o se aproxima do véu, pode-se ver a imagem de um homem que sofreu, pelos golpes da paixão, como os que sofreu Cristo.

Pe. Heinrich Pfeiffer S.I., professor de iconologia e história da arte cristã na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, estudou este véu durante treze anos e foi o primeiro cientista a assegurar que se trata do véu da Verônica que antes se custodiava no Vaticano.

No livro apócrifo dos Atos de Pilatos (século VI), fala-se de uma mulher, conhecida com o nome de Verônica (do nome «Vera icona», «verdadeiro ícone»), que enxugou com um véu o rosto de Cristo na Via Sacra. Apesar destas fontes incertas, que se encontram já no século IV, segundo constata o Pe. Pfeiffer, alemão, a história do Véu da Verônica está presente através dos séculos na tradição católica. Em seu filme «Jesus de Nazaré», o diretor de cinema Franco Zeffirelli a recolhe.

Por ocasião do primeiro ano santo da história, no ano 1300, o Véu da Verônica converteu-se em uma das «Mirabilia urbis» (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que puderam visitar a Basílica de São Pedro no Vaticano. Confirma o maior poeta da história da Itália, Dante Alighieri (1265-1321), no canto XXXI do «Paraíso» (versículos 103-111) na «Divina Comédia».

As marcas do véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, quando o véu foi encontrado em Manoppello. O Pe. Pfeiffer explica que no véu de Manoppello, na margem inferior, pode-se ver ainda um pequeno fragmento de vidro do relicário anterior, o que demonstraria sua procedência do Vaticano.

Segundo a «Relação Histórica», escrita em 1646 pelo sacerdote capuchinho Donato de Bomba, em 1608 uma senhora, Marzia Leonelli, para tirar seu marido da prisão, vendeu por 400 escudos o Véu da Verônica, que havia recebido como dote, a Donato Antonio de Fabritius. Dado que a relíquia não se encontrava em boas condições, Fabritius a entregou em 1638 aos padres capuchinhos de Manoppello.

Frei Remigio da Rapino recortou os cantos do Véu e o colocou entre duas molduras de madeira. As molduras e os vidros são o que ainda hoje conservam o véu em Manoppello.

Esta relação, da qual não há outras provas históricas, diverge da reconstrução do Pe. Pfeiffer, narrando a história popular da chegada do ícone aos Abruzos, das mãos de um peregrino, em 1506. Até 1638, o ícone teria passado por várias mãos. Com a criação desta lenda, opinam alguns dos investigadores, se poderia ter tentado ocultar o roubo do Vaticano.

O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, fez um exame do véu em 1997 com raios ultravioleta, descobrindo que as fibras não têm nenhum tipo de pigmentação. Ao se observar a relíquia com o microscópio, descobre-se que não está pintada e que não está tecida com fibras de cor.

Através de sofisticadas técnicas fotográficas digitais, pôde-se constatar que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu, como se fosse um slide. A iconógrafa Blandina Pascalis Shloemer demonstrou que a imagem do Santo Sudário de Turim se sobrepõe perfeitamente ao Santo Rosto de Manoppello (com mais de dez pontos de referência).

O Pe. Pfeiffer recolheu as principais obras artísticas da história que se inspiram no véu da Verônica, até que Paulo V proibisse sua reprodução, após o provável roubo no Vaticano, e todas parecem ter por modelo a relíquia de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer esteve em Manoppello com o Papa, e explicou que: «Quando os diferentes detalhes se encontram reunidos em uma só imagem, esta última deve ter sido o modelo de todas as demais. Todas as demais pinturas imitam um só modelo: a Verônica de Roma. Por este motivo, podemos concluir que o Véu de Manoppello não é senão o original da Verônica de Roma». Mais informações em http://www.voltosanto.it

A Igreja não nos obriga a crer nestas relíquias e deixa a livre uso da fé de cada um; mas pelo que vimos acima há chances de que o ícone de Verônica seja verdadeiro; o que levou o Papa a ter interesse de vê-lo.

Eis o rosto ensangüentado/ Por Verônica enxugado / Que no pano apareceu / Que no pano apareceu. Pela Virgem dolorosa/ Vossa MÃE tão piedosa/ Perdoai ó meu JESUS/ Perdoai ó meu Jesus.

Veja também: Na Semana Santa tudo celebra o Mistério da Salvação

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Carnaval: Alegria ou Euforia Você pode Escolher!

quinta-feira, março 3rd, 2011

Nestes dias, no tempo livre que eu tenho gosto de ver os telejornais e alguns programas de TV, as propagandas avisam a todo o momento, que todo o país já se prepara para as festas do carnaval, música, fantasias e muita mais muita mesmo mulher pelada. Acompanhando pela TV o carnaval com Cristo da Canção Nova e um pouco o carnaval pelas cidades do nosso país, via nos dois muita alegria, festa e muita gente jovem pulando e cantando. E me perguntava qual a diferença destes dois carnavais, destes dois grupos de pessoas? E quando acabar o carnaval, o que fica?

Você pode se perguntar por que estou falando assim, não estou querendo julgar, nem apontar o que é melhor, mas posso falar de cadeira, pois já pulei e brinquei nos dois carnavais. No final dos anos 80 saia em blocos com “mortalha”, era exatamente esse o nome dado naquela época. Não era como hoje abada, hoje se mascara um pouco mais, mas a palavra antiga descrevia exatamente o que acontecia comigo naqueles dias, mascarava minhas desilusões, tentava me esconder atrás de mim mesmo e no Maximo atraia outros mascarados, me vestia de mortalha, ou seja, de morto.

Minha bebida se chamava capeta, minha alegria era euforia, que quando acabava tudo, no peito vinha aquele vazio, que nem a música, nem os foliões, nem as meninas nem o trio elétrico, nada poderiam preencher. Percebia que estava envolto na mortalha, numa mascara, estava morto, pois não experimentava uma verdadeira alegria, era tudo fulgás, passageiro, acabava na quarta-feira de cinzas, e me desculpe, o defunto estava vivo.

Eu não era do “mal”, não fazia maldade às pessoas, não ia para brigar, era mesmo para tentar  me divertir, e acredito que exista muita gente assim. Em busca da verdadeira alegria. Quando encontrei o Rei do meu carnaval, Jesus de Nazaré, descobrir qual era a verdadeira alegria. A verdadeira alegria é um fruto interior, fruto do Espírito Santo, que não precisa de condicionamentos externos para encher meu coração, ela é constante e não depende de música, de bebida, muito menos de usar pessoas para que ela aumente em mim. A verdadeira alegria em mim dá sentido ao que eu sou e o que eu faço. A alegria, não deixa peso, remorso ou dúvidas, muito menos se satisfaz com o que me destrói, é um estado de espírito, de alma, que extravasa para o corpo, para as pessoas e da o verdadeiro sentido do que eu busco: A ETRNA ALEGRIA!

Ela esta em mim, mesmo nos momentos de dor e sofrimento, eu não preciso me fantasiar, nem mover o mundo para experimentar a verdadeira alegria. Hoje me despi da mortalha e da mascara da euforia, para dar lugar a vesti do homem novo, renovado, pois o amor de Deus me conquistou e hoje sou feliz: “e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4,24) Tenha a coragem de se perguntar, o que eu tenho experimentado é euforia ou alegria? O que acontece comigo, o que fica dentro de mim, quando termina o carnaval?

É nesta hora que eu lhe faço um questionamento, euforia ou alegria você pode escolher!

“Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!” (Filipenses 4,4).

Não se esqueça Deus ama você e é sempre tempo de recomeçar! Vem brincar o carnaval na canção Nova.

Acesse e dê uma olhada: Acampamento de Carnaval na Canção Nova de 04 a 08 de março.

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Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Qualidade de Vida pense nisso!

terça-feira, março 1st, 2011

Hoje se fala tanto em qualidade de vida, alimentação, atividade física, esporte e lazer etc. Vivendo estes dias as minhas férias percebi que as pessoas têm esquecido que a melhor qualidade de vida é aquela que começa dentro de nós, qualidade de vida começa no interior das pessoas. A nossa vida tem sido mais agressiva e muito menos educada, sem gentilezas, educação e um pouco de ternura. É como se faltasse açúcar no café ou gás no refrigerante, é difícil, quase insuportável de tomar. Compaixão é coisa ultrapassada, não nos colocamos mais no lugar dos outros, estamos perdendo a sensibilidade, e ainda dizem que é porque são da geração y, tudo é mais objetivo, rápido e frio é claro!  É preciso repensar a nossa qualidade de viver.

Compaixão: sentir a dor do outro, piedade, sentimento de quem se coloca no lugar do outro. “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão delas, porque eram como ovelhas sem pastor”. (cf. Jo 6,34).

Hoje o grande vilão da vida moderna tem sido o stress, a vida agitada e nervosa dos novos tempos e tudo piora quando percebemos que atitudes interiores de educação e gentileza tem caído em desuso no cotidiano da gente e que essas atitudes poderiam fazer melhores os novos dias e relacionamentos. Com certeza diminuiria o stress e a insatisfação do dia a dia. Você pode estar me achando supérfluo, mas no dia a dia percebemos que essas delicadezas fazem muita diferença, perceba:

Outro dia no supermercado esperava na fila para pegar um franco assado, éramos mais ou menos 15 a 20 pessoas, quando saiu o franco foi aquele alvoroço e se esqueceram das pessoas que estavam ali na frente da vila a 20, 30 minutos esperando; caminhando voltando para casa levei um esbarrão de uma moça que quase cai no chão, ela me olhou e ao invés de pedir desculpas reclamou e quase me xingou. Quantas vezes você esperou a gentileza de alguém numa fila interminável e o pior aquele mal educado ainda passou na sua frente; um sorriso, como poderia fazer diferente o dia de alguém, um bom dia, boa noite, colicença, por favor, e muito obrigado. E na maioria das vezes só precisamos fazer valer o direito dos outros.

Nem se fala a nossa atitude com as pessoas da terceira idade, como seria melhor mesmo se respeitássemos mais dando o lugar que é delas reservado no ônibus, na fila do banco, etc. E os nossos irmãos deficientes físicos? O desrespeito começa sem a compreensão do sistema público que não prepara as nossas cidades para melhor atende-los, ajudando-os há viver um pouco melhor. Como a vida seria menos stressada se a gente se preocupasse mais com o bem do outro, seria uma grande corrente do bem, eu pensando no bem do outro e os outros pensando no meu bem e o dia de todo mundo seria melhor. O amor, a gratuidade, a gentileza não pode perder espaço em nossas vidas, pense nisso!

Qualidade de vida não é só pensar no seu bem e nos seus interesses, mas também pensar no bem dos outros. Não esqueça destas palavras que revelam na verdade educação e promovem a qualidade de vida de todo mundo:

Obrigado, bom dia, boa noite, desculpe colicença, por favor, posso ajudar?

Por favor, se desejar pode deixar em comentários a sua opinião, muito obrigado.

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Porque A Primavera é o tempo das surpresas de Deus?

terça-feira, setembro 21st, 2010

A primavera deste ano começa na próxima quinta-feira, no dia 23, exatamente às 00h09min. Com a chegada da nova estação, há uma mudança no regime de chuvas e temperaturas na maior parte do Brasil. Esta é a noticia do CPTEC impe da previsão do tempo. Quais são as mudanças que você espera na Graça de Deus para esta nova estação da sua vida?

O que mais me impressiona nesta estação são os dias claros e as flores, a natureza se recria a partir de uma força que ficou escondida dentro dela. A primavera para nós é tempo de oferecer o que nos fez sobreviver no mundo que vive o inverno do desamor, do individualismo, da falta de alegria, do egoísmo. Será que você não tem experimentado as flores e os frutos em sua vida porque tem semeado pouco? Quem semeia pouco colheraá pouco, mas quem semeia muito colherá com abundância. E tem muita gente por não saber cultivar vive na primavera como se o inverno não tivesse no passado.

Olha a experiência que as Águias vivem no inverno para renascer na primavera: as águias mais velhas procuram o cume da montanha mais alta, para poder se desfazer de suas penas, de suas garras e até de seu bico. O cume da montanha a mantém livre dos predadores, justamente no tempo onde ela não tem nenhuma defesa, e sem o seu bico e as garras ela vai viver das reservas de energia que acumulou no verão. Como podemos ver a natureza não é tão cruel como se pensa, a águia precisa passar por tudo isso para sobreviver mais uns trinta anos e poder perpetuar a espécie com águias mais resistentes, e a nova águia vai surgir na Primavera. A natureza foi feita para sofrer mudanças, neste tempo se renovam todas as coisas, para que surja a primavera com os dias claros e coloridos pelas flores, foi preciso passar por dias escuros e frios do inverno. Não acontece exatamente assim na nossa vida?

A nossa vida se assemelha muito com as quatro estações do ano, é preciso colher o melhor de cada fase de nossa breve e intensa vida. Não podemos viver sem perceber as delicadezas de Deus. Existe uma mística na realidade do que Deus nos levou a viver na estação da primavera, somos sementes cultivadas pela graça de Deus: Nosso Carisma Tem Raízes na Eternidade!” (Mons. Jonas Abib). É lá que seremos plantados definitivamente.

É assim que a Canção Nova vive a expectativa da primavera. A nossa história sempre provou que nesta estação é tempo de renovação, onde o ar sombrio dá lugar ao colorido das flores, os dias mais claros, cheios de vida e de esperança, reacendem em nossos corações as novidades de Deus. Tempo das graças, de deixar para trás o que era velho, pois essa é a promessa do Senhor: “Eis que Eu faço novas todas às coisas, passou o que era velho, eis que tudo se faz novo”. (cf. Ap 21,5). Clique e veja o vídeo com a Luzia Santiago:


Oração: Senhor, eu te louvo por cada estação que passa a minha vida assim como as estações do ano na natureza, cada uma delas beneficia a natureza e é preciso saber aproveitar tudo de bom que cada uma delas tem. Assim é em nossa vida, que com a Tua graça eu saiba viver agora a primavera com as reservas que eu acumulei no inverno, mesmo que ele tenha sido tenebroso e muito frio, o Senhor me ensinou a guardar no interior a seiva do teu amor, da paciência, do recolhimento, agora na primavera não quero viver como se o inverno não tivesse passado, Quero a partir de hoje viver como o girassol que é exuberante porque o tempo todo ele persegue O Sol maior que é O Senhor. Em todas as estações de minha vida seja o Sol de minha justiça e felicidade. Amém

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Minha benção fraterna.
Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.