Posts Tagged ‘Fé’

O que é o Ano da fé, o por quê a Igreja celebra?

quinta-feira, outubro 11th, 2012

“Em Nazaré, conforme seu costume, no dia de sábado, foi à sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”. Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (cf. Lc 4, 14-21; Isaías 61,1-2).

Celebrar O Ano da Fé é muito mais do que viver 365 dias como um ano civil, não é um tempo cronológico, mas um “ano da graça do Senhor”. É um Kairós, um tempo em que Deus através da Igreja nos chama para si, para determinada graça que quer renovar ou derramar sobre nós em vista de nossa conversão e de sua Vinda próxima, seguindo a necessidade dos tempos. Segundo a Tradição, o povo Hebreu vivia a cada sete anos um ano sabático, onde durante aquele ano, libertavam-se os presos, perdoavam-se as dividas, e tudo que os animais e a terra produziam pertencia ao Senhor. Era um ano de perdão e ação de graças.

Qual é a grande necessidade dos nossos tempos? “Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: “A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude” (cf. Jo 10,10). Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.” (cf. Porta Fidei n°2).

“Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram tudo o que Deus fizera por meio deles e como ele havia aberto a porta da fé”. (cf. At 14,27).

No Catecismo da Igreja Católica, Professor Felipe Aquino nos apresenta a Fé da Igreja, e nos convida a aprofundar nossos estudos, veja o vídeo:

Pelo Batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo recebemos o Dom da Fé, que nos une a Cristo que é a PORTA para a plenitude da vida humana, pelo qual podemos nos dirigir a Deus como Pai e está concluída com a  passagem da morte para vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que com o dom do Espírito Santo quis nos fazer participantes de sua própria glória àqueles que creem. Essa é a nossa fé! O Batismo será o sacramento a ser renovado e vivido.

“Pelo batismo fomos sepultados com ele em sua morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova”. (cf. Rm 6,4).

Reavivar o dom da fé através do encontro com a Pessoa de Cristo: Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva: Jesus respondeu: “Todo o que bebe desta água, terá sede de novo; (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De fato, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: “Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna” (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: “Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?” (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: “A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou” (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação (cf. Porta Fidei n°3).

Devemos viver este Ano da Fé abrindo o nosso coração ao convite da Mãe Igreja, para aprofundar a nossa fé, nas seguintes e importantes dimensões:

-A fé recebida como um Dom gratuito fruto principal do encontro pessoal com Jesus e do Sacramento do Batismo, que nos une a Cristo e a Sua Igreja;

– Renovar e aprofundar o dom da Fé: através de um caminho de escuta e diálogo com Deus e com os irmãos, pela Sagrada Escritura e pela sã Doutrina da Igreja, ouvindo os seus pastores e os sinais dos tempos;

– Celebrar a fé: no dia a dia celebramos a fé na oração e na celebração, principalmente dos Sacramentos, por excelência a Eucaristia, supremo Sacramento da fé. Este é um dos motivos do Ano da Fé. Celebrar o 50° do Concilio vaticano II na data de 11 de Outubro de 2012; Celebrar o 20° ano da publicação do Catecismo da Igreja Católica promulgação pelo Beato João Paulo II; Celebrar o primeiro fruto deste ano da fé, Assembleia geral do Sínodo dos Bispos neste Mês de Outubro tendo como tema A nova evangelização para a transmissão da fé Cristã;

– Professar a fé: “Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, “uma autêntica e sincera profissão da mesma fé”; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira “individual e coletiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca” (Disc Paulo VI). Pensava que a Igreja poderia assim retomar “exata consciência da sua fé para reavivá-la, purificar, confirmar, confessar” (Disc Paulo VI). As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente à necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus, para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o patrimônio de todos os crentes, necessitam de ser confirmados (cf. Porta Fidei n° 4).

– Testemunhar a fé: estes conteúdos da fé “compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado” (cf. Porta Fidei n° 4).

– Anunciar a fé: sempre com a Igreja e enviados por Ela os cristãos conscientes e renovados na sua fé anunciarão a Boa Nova com renovado ardor missionário atendendo aos apelos dos nossos tempos.

Motiva-nos o Santo Padre: Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, “não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”. Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: “Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja” (cf. Porta Fidei n° 5).

Vamos unidos com toda a Igreja e confiantes trilhar este caminho, atravessar esta Porta, que implica comprometer-se num caminho que dura à vida inteira, pois “eu sei em quem coloquei a minha fé” (cf. 2Tm 1).

“Quero confiar à Santíssima Mãe de Deus todas as dificuldades que vive o nosso mundo na busca de serenidade e de paz; os problemas de tantas famílias que olham para o futuro com preocupação, os desejos dos jovens que se abrem à vida, os sofrimentos dos que esperam gestos e escolhas de solidariedade e de amor. Quero confiar à Mãe de Deus também este especial tempo de graça para a Igreja, que se abre diante de nós. Vós, Mãe do ‘sim’, que escutastes Jesus, falai-nos d’Ele, contai-nos sobre vossa estrada para segui-lo no caminho da fé, ajudai-nos a anunciá-lo para que cada homem possa acolhê-lo e se tornar morada de Deus. Amém!”. Papa Bento XVI

Escute o Podcast na integra:

“Abre as portas ao Redentor!”

Padre Luiz Calos Lima Alves
Comunidade Canção Nova

Comecemos por aqui:

* Carta Apostólica Porta Fidei

* Compêndio do Concilio Vaticano II

* Catecismo da Igreja Católica

* Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé

Deve-se orar especialmente por todo o Corpo da Igreja

terça-feira, outubro 9th, 2012

Em vista de um anuncio renovado da fé cristã, o Papa Bento XVI convocou a Assembléia Geral dos Bispos para refletir sobre a nova evangelização no anuncio da fé cristã. Pois disse o Papa em sua Homilia de abertura Domingo dia 07 de Outubro: “A Igreja existe para evangelizar”. Rezemos com a Virgem Maria clamando o Espírito Santo, para o bom êxito de todos os trabalhos e do ano da Fé.

Imola a Deus um sacrifício de ação de graças e cumpre teus votos ao Altíssimo (Sl 49,14). Louvar a Deus é fazer um voto de louvor e cumpri-lo. Por isto o samaritano se sobressai aos demais porque, ao ser purificado com os outros nove da lepra, pela palavra do Senhor, voltou sozinho a Cristo e engrandeceu a Deus com ação de graças. Dele disse Jesus: Não houve dentre eles quem voltasse e desse graças a Deus a não ser este estrangeiro. E dirigindo-se a ele: Levanta-te e vai; tua fé te salvou (Lc 17,18-19).

O Senhor de modo divino também te ensinou a bondade do Pai que sabe dar coisas boas, para que ao Bom peças tudo o que é bom. E aconselhou a orar com instância e repetidamente; não em prece fastidiosa pela duração, mas continuada pela frequência. Futilidades afogam as mais das vezes, a longa oração, e na muito interrompida facilmente se insinua o descuido.

Exorta ainda a que, quando lhe pedes perdão para ti, saibas que será concedido, sobretudo aos outros, na medida em que apoiares o pedido com a voz de tuas obras. O Apóstolo também ensina que se deve orar sem ira nem contestação, para que não se turve não se altere tua súplica. E ainda ensina que se há de rezar em todo lugar (cf. 1Tm 2,8), pois disse o Salvador: Entra em teu quarto (Mt 6,6).

Não entendas, porém, um quarto cercado por paredes, onde teu corpo fica fechado, mas o quarto que existe dentro de ti, onde são encerrados teus pensamentos, onde moram teus sentimentos. Este quarto de tua oração em toda parte está contigo, em toda parte é secreto, sem outro juiz que não Deus só.

Aprendeste também que se deve rezar principalmente pelo povo, quer dizer, pelo Corpo inteiro, por todos os membros de tua Mãe, onde se nota a mútua caridade. Se, pois, pedes por ti, somente por ti rogarás. E se apenas por si roga cada qual, será menor a graça do pecador do que a do intercessor. Agora, porém, já que cada um pede por todos, então todos rezam por cada um.

Portanto, para resumirmos, se apenas pedes por ti somente, como dissemos, pedirás por ti. Ao passo que se pedes por todos, todos pedirão por ti. Na verdade também tu estás em todos. É assim grande a recompensa: que pela intercessão de um se beneficie o povo inteiro. Não há nisto nenhuma arrogância; porém, há maior humildade e mais copiosos frutos.

Do Tratado sobre Caim e Abel, de Santo Ambrósio, bispo
(Lib. 1, 9,34. 38-39: CSEL 32,369.371-372)(Séc. IV)

Escutai, ó Senhor Deus, minha oração, atendei à minha prece, ao meu clamor. Dos confins do universo a vós eu clamo. Pois, ouvistes ó Senhor, minhas promessas e me fizestes tomar parte na herança daqueles que respeitam vosso nome.  Dos confins do universo a vós eu clamo. Sl 60 (61), 2-3a.6

Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Matéria relacionada: A confissão é o primeiro alicerce da Evangelização

O Tempo Pascal é a Primavera de nossa fé!

segunda-feira, maio 2nd, 2011

Nós estamos vivendo o Tempo Pascal, primavera de nossa fé. O ressuscitado no meio de nós até a festa de pentecostes há mais ou menos cinquenta dias. Quero refletir com vocês sobre um personagem, um apóstolo muito parecido comigo e com você, que no segundo domingo da Páscoa, festa da Divina Misericórdia foi nos apresentado. O apostolo São Tomé, vou falar sobre a cura do discípulo incrédulo, pois a Páscoa é tempo de primavera espiritual é um tempo de cura e libertação para nossa fé.

O apóstolo São Tomé é profundamente humano, nós parecemos muito com ele na falta de fé, mas espero também na certeza do ressuscitado, pois sua incredulidade desapareceu diante de Cristo ressuscitado e dele temos a bela expressão de fé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Cf. João 20,28). Parece uma birra que Tomé faz diante dos outros apóstolos que haviam visto o Mestre, pois dias antes Jesus apareceu para eles e Tomé não estava, por isso, parece que ele age como uma criança birrenta: ”Se eu não vir à marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (CF João 20,24-29). Muitas vezes o nosso relacionamento com Deus é parecido com o de uma criança birrenta com os seus pais, exigindo dele coisas que não são tão necessárias para nós. Sai do coração de Tomé a maior necessidade de todo cristão, uma experiência com Jesus ressuscitado, sem ela ele não poderia ser a testemunha qualificada do Mistério que eles viveram juntos, eu e você precisamos hoje fazer essa experiência.

Tomé pede a Jesus a maior necessidade de um cristão, a experiência com O Ressuscitado!

Jesus atende e se submete a exigência de Tomé, mas exige dele também a fé. O Mestre não faz uma aparição exclusiva para o discípulo incrédulo, mas aparece junto com a comunidade reunida, pois é no seio da comunidade que Tomé faz a experiência de ver e crer no ressuscitado. Jesus tinha os olhos no futuro, naqueles que haveriam de crer sem terem visto, pelo testemunho e palavra dos apóstolos. Cristo aparece e diz: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado, E não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé, como os outros discípulos se contentam com o ver, pois os apóstolos precisavam ser testemunhas oculares, por isso, as marcas da crucifixão são a prova de que àquele que lhes aparece é Jesus de Nazaré. Mas Jesus reserva para nós uma bem-aventurança especial, os que haverão de crer sem terem visto, acreditarão pelo testemunho e pela palavra da Igreja, hoje não existe uma experiência autêntica com o ressuscitado fora da comunidade de fé, só poderei ver e crer em Jesus na Igreja, minha comunidade, que garantirá que verdadeiramente: “Nós vimos o Senhor!”.

Tomé não pediu uma coisa qualquer, ele pediu o que havia de mais necessário em sua vida de apóstolo, como poderia testemunhar na China como foi sua missão e dar a vida pelo Mestre como deu, se não o tivesse visto e curado o seu coração da experiência dolorosa do calvário. O assassinato brutal daquele que havia depositado toda sua vida estava gravada na sua mente e no seu coração, por isso, Jesus também entende e usa a pedagogia do amor e da fortaleza para curar o coração de seu discípulo. Tomé ao colocar a mão nas marcas gloriosas das chagas de Jesus, experimenta a vitória da cruz, ao introduzir a mão no lado do ressuscitado Tomé é curado de toda frustração trazida pela cruz e pela morte, O Sangue glorioso de Jesus fez do incrédulo Tomé, uma testemunha vigorosa do seu amor e de sua vitória sobre a morte e sobre o pecado.

Para que nós também sejamos curados de nossa falta de fé, de nossas frustrações com a comunidade, a Igreja, com as pessoas, pois muitas vezes nos sentimos traídos pelos que mais amamos, e sejamos curados de todas as vezes que colocamos a culpa em Deus das coisas ruins e tristes que acontecem em nossa vida. Coloquemos como São Tomé as mãos nas chagas gloriosas de Cristo e pelo seu Sangue sejamos lavados, purificados e amadurecidos na fé, e assim possamos dizer com toda confiança: “Meu Senhor e meu Deus!”.

Tem uma canção do Eugenio Jorge que nos ajuda muito a experimentar e a rezar a Jesus ressuscitado pedindo que ele aumente a nossa fé, nos dê uma fé nova, viva:

Meu Senhor e meu Deus, meu Senhor e meu Deus,
Meu Senhor e meu Deus eu creio mais aumenta a minha fé!

Daí-me uma fé viva, daí-me uma fé nova,
Traduzida na vida, testemunhada no amor pelos irmãos”.

Escute na integra o Podcast:

Clique em comentários e partilhe: qual o maior desafio para sua fé? E seus pedidos de orações.

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
http://twitter.com/padreluizinho

Quem tem sido o senhor da sua vida?

quarta-feira, maio 12th, 2010

Filipenses 2,8-11“E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor”.

Com essa passagem reconhecemos que só Jesus Cristo é o Senhor. Senhor quer dizer proprietário, dono, aquele que exerce poder sobre algo ou alguém. Quem tem sido o senhor da sua vida? Antes de conhecermos Jesus Cristo o nosso salvador nós éramos escravos do pecado e tínhamos muitos senhores. Esse passo é importantíssimo para chegarmos a Pentecostes e sermos possuídos pelo Espírito Santo como foram os Apóstolos e a Virgem Maria. Você quer ser cheio do espírito Santo? Proclame Jesus Cristo O Senhor de sua vida!

Ouça este conteúdo:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

§450 CIC – “Desde o principio da história cristã a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter sua liberdade pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai, ao Senhor Jesus Cristo”.

Jesus nos comprou por um alto preço, o seu sangue derramado na cruz: “De fato, fostes comprados, e por preço muito alto! Então, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Coríntios 6,20). Jesus venceu os nossos maiores inimigos, satanás, o pecado e a morte, por isso, toda autoridade lhe foi dada: Jesus se aproximou deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra” (São Mateus 28,18).

Não há salvação fora de Jesus Cristo, é preciso crer e proclamar que Jesus é o Senhor e o centro de nossas vidas: “Senhores, que devo fazer para me salvar? Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua família” (At. 16,30-31). Da minha vida Jesus Cristo é o Senhor! Da minha vida Jesus é o centro! E para você pergunta Jesus quem dizeis que Eu Sou? (Cf. São Marcos 8,29)

Falsas Doutrinas: Mas infelizmente muitas pessoas são iludidas pelo príncipe deste mundo e servem a outros senhores. Tem pessoas se enganando procurando benzedeiras, curandeiros, leitura de horóscopo, cirurgias mediúnicas, adivinhações, leitura de mão, espiritismo, esoterismo, banhos de arruda, banhos de pipoca. Hoje nós temos uma grande vitrine de filosofias e falsos profetas prometendo a paz. Com a grande desculpa do respeito à fé e a cultura das pessoas, eu concordo em respeitar a fé e a cultura dos outros, mas não podemos cair na tentação de não anunciar Jesus Cristo como único Senhor e salvador do Homem.

“Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Mc 12,29). “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração, de toda tua alma e de todo o seu espírito” (Dt 6,5).

Na palavra de Deuteronômio 18,9– “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus”.

Pessoas colocando o dinheiro como Senhor de suas vidas, outras colocam a cerveja, as drogas, a bebida alcoólica como senhor de suas vidas. Quantos jovens são de grupo de oração, e na hora de dizer não a carne, se entregam a suas paixões, não buscam a castidade, entregam seus corpos ao sexo antes do matrimônio!

Se você já se entregou a alguma destas práticas, está na hora de proclamar Jesus como seu único Senhor, renunciando aos outros senhores que há tanto tempo você tem se curvado. Procure um padre para se confessar, e opte pelo caminho de Deus.

“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho, eis que tudo se faz novo” (II Cor 5,17).

“Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl. 2,9-10).

Clique em comentários e proclame Jesus Cristo O Senhor de sua vida.

Oração: Em Nome de Jesus Cristo, pelo Seu sangue derramado, pelas suas cinco chagas e por intercessão de Nossa Senhora eu renuncio ao demônio e a satanás, renuncio ao pecado e a tudo que se coloca em minha vida como senhor. Proclamo hoje para a glória de Deus, que Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador da minha vida, não há outro nome pelo qual eu deva ser salvo. Diante do amor de Deus por mim manifestado em Seu Filho que deu a vida para me salvar, eu declaro o Senhorio de Jesus sobre mim, sobre minha vida, nada nem ninguém a partir de hoje é o Rei e o Senhor de minha vida. Vem Espírito Santo e ocupa o Teu Lugar e não permitas que mais ninguém reine em minha vida, em meu ser, vinde Espírito Santo. Amém.

Clique e ouça os outros temas do Seminário de vida no Espírito.

Vinde Espírito Santo!!!

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

A fé não é um desejo de sorte, é conversão!

segunda-feira, maio 10th, 2010

Caros amigos internautas, dando mais um passo em direção a vida no Espírito Santo em nosso seminário de Vida On-line, hoje iremos refletir e aprofundar sobre: A Fé que nos leva a Conversão! A Sagrada Escritura usa o termo Fé mais de 327 vezes na versão Ave Maria, para nos dizer que a fé é antes de tudo um Dom de Deus. Jesus veio para a Galiléia, proclamando a Boa Nova de Deus: Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova” (Mc 1,14-15).

A Igreja do Brasil, em seu projeto nacional de evangelização, convida-nos ao acolhimento de um clamor que brota de cada coração humano: “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida” (cf.Jo 12,21). O verbo ver traz consigo, principalmente nos escritos do evangelista João, uma maravilhosa força dinâmica, pois aquele que vê o Senhor não consegue não se apaixonar por Ele, envolvendo-se assim em seu mistério de amor. Ver é um olhar penetrante, é a contemplação da verdade de Deus, como Criador, Redentor e Santificador.

Clique e ouça este conteúdo:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Por este VER, experimenta-se a graça do encontro pessoal com Jesus que é a única resposta ao desejo de plenitude e felicidade presente no coração de cada pessoa humana, transformando assim o sentido do viver, os valores éticos, os compromissos morais, sociais, políticos e culturais, o modo de julgar os acontecimentos da história, inspirando iniciativas concretas para construir um mundo novo. Este “ver” só é possível por meio de um dom especial que Deus Pai concede a seus filhos e filhas por meio do Espírito Santo: a Fé.

Às vezes, encontramos pessoas que expressam o desejo de que alguma coisa dê certo em sua vida, dizendo: “Tenho tanta fé que isso vai dar certo”. Apesar de reconhecer sua importância perguntamos: Será que é este o tipo de fé que citamos acima? Não! A fé autêntica não é um simples sentimento positivo ou um desejo de sorte. Fé é um dom, um presente do amor de Deus que, em sua infinita bondade, não abandona o coração humano em sua incessante busca de sentido, de felicidade. Por meio da fé, Deus desperta a consciência da pessoa para o conhecimento e experiência do seu mistério de amor.

Deus, que se revelou a nós por meio de seu Filho Jesus, possibilitou-nos conhecê-lo, apesar de nossas limitações, através do dom da Fé. Como vimos o dom da fé está ligado ao conhecimento da Verdade de Deus, mas tal conhecimento não exige necessariamente estudos universitários, pois a experiência do conhecimento de Deus só faz quem cultiva a humildade de coração, no sentido de depositar em Deus, e não em si mesmo, a esperança da própria salvação. Sendo assim, percebemos que o dom da Fé é imprescindível à salvação, à realização plena de toda e cada pessoa humana. Quantos são os exemplos salientados nos textos bíblicos de pessoas expressando, pelo dom de Deus, a fé como convicção que não há outra possibilidade de se viver uma vida plenamente humana fora da comunhão com Deus por meio de seu Filho Jesus. Eis a verdade autenticamente libertadora!

A Conversão é conseqüência de uma autêntica profissão de fé. Uma sutil tentação pode desviar a caminhada de salvação de muitas pessoas. Esta tentação é a separação entre fé e comportamento moral. Crer em Cristo é converter-se ao seu Reino, empenhar-se em seu projeto de salvação, de modo que todos se amem mutuamente como Ele nos amou.

“Deste modo, o quilate de vossa , que tem mais valor que o ouro testado no fogo, alcançará louvor, honra e glória, no dia da revelação de Jesus Cristo”. “Por ele, tendes no Deus que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, vossa e vossas esperanças estão em Deus” (I São Pedro 1,7 e 21).

A fé não é um desejo de sorte, é conversão! Porque ela exige uma mudança de vida, ela implica nos nossos comportamentos e escolhas, ela pede uma coerência entre aquilo que eu creio e professo com aquilo que eu faço e vivo.

Oração: Senhor peço-te o dom da Fé. Que ela me leve a uma verdadeira experiência do amor de Deus e de conversão. Eu creio Senhor, mas aumentai a minha fé. Daí-me uma fé nova que possa traduzir em minha vida, traduzir em testemunho, em santidade. Para que, pela fé eu possa já possuir aqui na terra o que Jesus meu Salvador reserva para mim no céu. Maria mãe da fé intercedei por nós. Amém

Clique aqui e ouça os outros temas do Seminário de vida no espírito.

A fé é fundamental para nossa vida? Clique em comentários e dê a sua opinião, seus pedidos de orações.

Vinde espírito Santo!!!

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

O Exercício Quaresmal da ORAÇÃO me Ajuda em Que?

segunda-feira, março 22nd, 2010

Toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, uma comunicação com o divino em nós. A oração constitui uma abertura para Deus, para o próximo e para o mundo; um sim de acolhimento, de louvor, de conformidade.

Na virtude teologal da fé, nós dizemos um sim ao Pai na obediência. Procuramos situar-nos sempre de novo dentro de nossa vocação e da nossa missão. O homem se pergunta pela sua vocação, o homem responde à sua vocação, o homem realiza em profundidade sua vocação de comunhão íntima de vida com Deus. É na oração que o homem melhor cultiva seu relacionamento de Filho com Deus, que se revela como Pai.

Durante a Quaresma a Igreja convoca os fiéis a se exercitarem intensamente na oração, a fim de que toda a sua vida se transforme em oração. Ela evoca o Cristo em oração diante do Pai no deserto e nas montanhas, onde ele passava noites em colóquio. Evocando o Cristo orante, a Igreja torna-se o prolongamento da presença do Cristo orante entre os homens.

E desta forma a Igreja vive em atitude de penitencia, pois a oração constitui a expressão máxima da conversão.

Se os fieis souberem viver a autentica comunhão com Deus na oração durante a Quaresma, conseguirão viver durante o ano todo em atitude de oração, transformando também as outras dimensões da vida, como o relacionamento com o próximo e com o mundo, em oração de atitude ou verdadeira devoção.

Na vida de oração crescemos na virtude da fé e no relacionamento com Deus. Portanto quanto mais eu rezar e rezar melhor, crescerei em sabedoria e santidade também na fé e no conhecimento verdadeiro de Deus. A oração lança-me no coração de Deus e esse Coração Divino por ser o que mais ama, lança-me para o coração dos meus irmãos, portanto, a Virtude da fé através do exercício da Oração me faz crescer no relacionamento com o próximo, ter fé nas pessoas e crescer no amor gratuito e misericordioso.

O que é a virtude?
A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.

Quantas classes de virtudes existem?
Existem duas classes de virtudes: as virtudes teologais e as virtudes humanas ou morais.

Quantas são as virtudes teologais?
As virtudes teologais são três: a , a esperança e a caridade;

O que é a fé?
A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus, em tudo o que Ele nos revelou e que a Santa Igreja nos ensina como objeto de fé.

A oração quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele.  Então quando eu rezo estou saciando a minha sede de Deus e de eternidade, alimentando a minha alma daquilo que ela mais almeja e precisa e muitas vezes eu não sei ler os seus anseios, ou seja, os sintomas da minha alma. Por isso, é através da oração, comunhão com Deus, que Ele alimenta a minha fome e sede dele e das coisas do céu, fazendo crescer nas virtudes da fé e também no relacionamento com as pessoas e as coisas criadas.

Participe do Acampamento da Semana Santa

Oração: Ó Deus de bondade concedei que, formados pela observância da Quaresma e nutridos por vossa palavra, saibamos mortificar-nos para vos servir com fervor, sempre unânimes na oração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Clique em comentários e partilhe como você vive o exercício espiritual da Oração?

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho
, Com. Canção Nova.

No Santíssimo Sacramento nada de sensível se manifesta.

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Jesus em seu Sacramento, geralmente encontra apenas a indiferença dos seus, e muitas vezes a incredulidade e o desprezo. É fácil verificar esta triste verdade: “Mundus eum non cognovit” (Jo 1,5. 10). “E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu”.

Não haveria dificuldade em se acreditar na Eucaristia, se, no momento da Consagração, o concerto dos Anjos se fizesse ouvir, como no nascimento de Jesus (Lc 2, 13-14); se nos fosse dado ver, como outrora no Jordão, o céu aberto sobre Ele, ou resplandecer a sua glória, como no Tabor (Mt 17,2); ou, enfim, se um dos milagres realizados pelo Deus da Eucaristia, no decorrer dos tempos, se renovasse sob os nossos olhos.

Nada disto, porém, e menos ainda! É o aniquilamento de toda glória, de todo poder, da pessoa divina e humana de Jesus Cristo, cuja face não vemos e cuja voz não ouvimos. Nada de sensível se manifesta!

Eis o que constitui para o verdadeiro cristão, em vez de pedra de escândalo ou provação da fé, a vida e a perfeição de seu amor. Movida de viva fé, a alma vai além dessa pobreza e fraqueza de Jesus, dessa aparência de morte, e descobrindo sua divindade se prostra como os Magos, contempla e adora.

A adoração dos Reis Magos foi uma homenagem de fé e um tributo de amor ao Verbo Encarnado. Tal deve ser a nossa adoração eucarística. A fé dos magos brilha em todo o seu esplendor nas terríveis provações por que passaram e das quais triunfaram. Primeiro, o silencio, em Jerusalém, pois que contavam encontrar a cidade em júbilo, o povo em festa, e por toda parte a alegria (cf. Mt 2,3).

A segunda provação dos reis Magos foi o estado de humilhação do Menino Deus, porquanto esperavam, naturalmente, ver o berço do recém-nascido rodeado de esplendores do Céu e da Terra (cf. Mt 2,11; Lc 2,7). O silencio do mundo e a humilhação sacramental de Jesus Cristo – eis as duas grandes provações da fé na Eucaristia.

Os Magos são nossos modelos, como primeiros adoradores. As suas adorações são dignas de nossa admiração e constituem o protótipo das visitas ao Santíssimo Sacramento. Sejamos, pois herdeiros do seu amor, dignos da realeza de sua fé em Jesus Cristo, e participaremos também um dia de sua glória.

São Pedro Julião Eymard, apóstolo da Eucaristia.

Quem já não teve dúvidas e balançou diante de Jesus Eucarístico? Estar diante deste Mistério é um grande exercício de fé e de amor a Deus que se faz presente no aniquilamento do pão e do vinho transformados no Seu Corpo e no Seu Sangue. Mistério de amor e de fé é a vida eucarística do cristão que se decide fazer esse caminho de santidade. Assim foi com grandes santos na historia da Igreja, como santa Teresa D’ Ávila, que durante muitos anos deve crise de fé diante do Santíssimo Sacramento, mas nunca deixou de adorar Jesus Sacramentado sequer um dia de sua vida.

Oração: Senhor daí-me um coração adorador, que não se baseie nos sentimentos e manifestações para poder Te adorar, mas que seja atraído pela fé e pelo amor. Reconheça no Sacramento da Eucaristia um poderoso sinal do Teu amor pela humanidade ferida pela incredulidade e pela indiferença. Desejo ultrapassar o simples véu do pão e do vinho para entrar no santo dos santos do Teu Divino Coração e adorar com toda a minha vida. Graças e louvores se dêem a todo o momento, ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento!

Clique em comentários e deixe a sua profissão de fé, sua oração a Jesus no Santíssimo Sacramento.

Conte sempre com as minhas orações.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Três coisas que mantêm a nossa fé

quarta-feira, outubro 21st, 2009

Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente.

O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.

Quem jejua, pense no sentido do jejum; seja sensível à fome dos outros, quem deseja que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso quem espera alcançar misericórdia; quem pede compaixão, também se compadeça; quem quer ser ajudado, ajude os outros. Muito mal suplica quem nega aos outros aquilo que pede para si. Homem sê para ti mesmo a medida da misericórdia; deste modo alcançarás misericórdia como quiseres, quanto quiseres e com a rapidez que quiseres; basta que te compadeças dos outros com generosidade e presteza.

Peçamos, portanto, destas três virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única oração sob três formas distintas. Reconquistemos pelo jejum o que perdemos por não saber apreciá-lo; imolemos nossas almas pelo jejum, pois nada melhor podemos oferecer a Deus como ensina o Profeta: Sacrifício agradável a Deus é um espírito penitente; Deus não despreza um coração arrependido e humilhado (cf. Sl 50,19).

Homem oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que ao mesmo tempo permanece em ti e é oferecida a Deus. Quem não dá isto a Deus não tem desculpa, porque todos podem se oferecer a si mesmos. Mas, para que esta oferta seja aceita por Deus, a misericórdia deve acompanhá-la; o jejum só dá frutos se for regado pela misericórdia, pois a aridez da misericórdia faz secar o jejum. O que a chuva é para a terra, é a misericórdia para o jejum. Por mais que cultive o coração, purifique o corpo, extirpe os maus costumes e semeie as virtudes, o que jejua não colherá frutos se não abrir as torrentes da misericórdia.

Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se jejua a tua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros. Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não o possuirás.

Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo.

(Sermão 43: PL 52,320. 322) (Séc.IV).

Encontro com os Devotos e Apóstolos da Divina Misericórdia

Que riqueza é viver as praticas espirituais que a Igreja na sua grande sabedoria não se cansa de chamar a nós os seus filhos para crescer na vida espiritual. Como você tem vivido o jejum, a oração e a esmola (caridade)? Clique em comentários e deixe o seu comentário.

Clique e veja também: Comece hoje a retomada de sua vida de Oração

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho,
Sacerdote Canção Nova.

* Amanhã aqui no Blog começará o Tríduo A São Frei Galvão, primeiro Santo brasileiro.