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O Exercício quaresmal do Jejum nos faz crescer na Esperança!

segunda-feira, fevereiro 25th, 2013

Neste caminho quaresmal rumo a Páscoa não é a toa que a Santa Mãe Igreja nos propõe os exercícios quaresmais de conversão Oração, Jejum e Esmola, pois ao vivermos estes três exercícios crescemos nas virtudes teologais da fé, esperança e caridade. Essa é a trilha básica para o caminho de santidade de todo o cristão, não somente por quarenta dias, mas para toda a sua vida.

Se a oração atinge o relacionamento do homem com Deus, o jejum o celebra no seu relacionamento com os bens criados na virtude da esperança. Em quem e no que eu verdadeiramente ponho a minha esperança? Vale pouco o exercício corporal, ao passo que a piedade é proveitosa para tudo, pois contém a promessa da vida presente e futura. Essa palavra é fiel e digna de toda aceitação. De fato, se nós trabalhamos e lutamos, é porque depositamos a nossa esperança no Deus vivo, salvador de todos os homens, principalmente dos que têm fé” (cf. I Tm 4, 8-10).

No seu relacionamento com a natureza criada, o homem é chamado a ser livre, a ser senhor da criação. Acontece porem, que muitas vezes se escraviza a ela. Por isso, a Igreja convida o homem a realizar um gesto de liberdade e de respeito em relação aos bens criados, através do rito do jejum.

O rito do jejum não vale pelo que é, mas pelo que significa. Na ação de comer e de beber é que o homem mais se apropria das coisas. Ele mesmo consome a comida; ele a faz tornar-se parte de si mesmo. Não só dela se apodera, mas muitas vezes, apoderando-se dela, a ela se escraviza. Por isso, o alimento e a bebida tornam-se símbolo de tudo quanto envolve o homem.

Jejuar é abastecer-se de um pouco de comida ou bebida. É estabelecer o correto relacionamento do homem com a natureza criada. A atitude de liberdade e de respeito diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade e respeito para com tudo quanto o envolve e o pode escravizar: bens materiais, qualidades, opiniões, idéias, pessoas apegos e assim por diante.

Temos mais. Jejuar significa fazer espaço em si. Fazer espaço para Deus, fazer espaço para o próximo, fazer espaço para os valores que permanecem. Jejuando, a Igreja evoca o Cristo jejuando quarenta dias no deserto, o Cristo em sua atitude de liberdade e de domínio sobre a natureza e sobre o mal. Evocando-o, torna-o presente hoje.

A Igreja constitui o prolongamento do Cristo livre, do Cristo rei da criação. A Igreja exercita e celebra a atitude de liberdade e respeito diante da natureza durante a Quaresma, para que os cristãos vivam sempre esta atitude de harmonia com a natureza, usando dos bens para o seu crescimento em Deus. Temos, portanto, um exercício de conversão, pois “a esperança não decepciona. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (cf. Rm 5,5).

Veja o Vídeo Esperança, alimento de Deus que nos fortalece!

O que é a Virtude da Esperança? Segundo o Catecismo da Igreja Católica

§1813 As virtudes teologais fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão, Informam e vivificam todas as virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para torná-los capazes de proceder como filhos seus e assim merecerem a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano. São três as virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

§1817A esperança é a virtude Teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não em nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. “Continuemos a afirmar nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hb 10,23). “Este Espírito que ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados por sua graça e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna” (cf. Tt 3,6-7).

§1818 A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade.

“Espera, ó minha alma, espera. Ignoras o dia e à hora. Vigia cuidadosamente, tudo passa com rapidez, ainda que tua impaciência torne duvidoso o que é certo, e longo um tempo bem curto. Considera que, quanto mais pelejares, mais provarás o amor que tens a teu Deus e mais te alegrarás um dia com teu Bem-Amado numa felicidade e num êxtase que não poderão jamais terminar” (Santa Teresa de Jesus, Excl., 15,3).

§2090 Quando Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de corresponder a este amor e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é o aguardar confiante da bênção divina e da visão beatifica de Deus; é também o temor de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo.

Exerçamos na esperança em Deus o domínio dos nossos desequilíbrios no comer e no beber, diante dos bens matérias e da natureza e também diante de nossos irmãos. Quando não conseguimos controlar a boca, não conseguimos controlar também o nosso corpo e ficamos escravos daquilo que dá prazer à carne, a comida, a bebida e muitas vezes desembocam no desequilíbrio da sexualidade e afetividade. Peçamos ao Espírito Santo o Dom do Domínio de si, da Temperança, da Fortaleza para que vencendo a nós mesmos consigamos vencer o pecado.

Daí-nos Senhor a graça de compreender a profundidade e viver o jejum, de renunciar aquilo que temos direito de comer ou de fazer por um bem muito maior. Daí-nos a graça da temperança de ter o controle dos nossos sentidos nas mãos para poder entregar ao Senhor. Que possamos viver o jejum como uma verdadeira batalha espiritual, para que recebamos os frutos e sejamos sempre gratos a Vossa Misericórdia e atentos as necessidades dos nossos irmãos.

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Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

*Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM. Editora Vozes, 1991

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Jesus ensina-nos a vencer as tentações!

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2013

A Tradição nos conta que a Quaresma era o período durante o qual, através da penitência e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite de Páscoa ou àqueles que tinham cometidos pecados graves e públicos se preparavam para retornar ao seio da sua comunidade cristã, chamavam-se de “penitentes”. Acampamento Livrai-nos do Mal de 01 a 03 de Março em Cachoeira Paulista – SP.

A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do Demônio (cf. Mc 1, 12-15; mais detalhista é o Evangelho de Mt 4, 1-11). O Nosso Senhor e Mestre não só vence, mas nos dá as dicas para vencer também o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias. O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências frente às tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus. JESUS NOS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES!

O Senhor derrotou o inimigo através da Docilidade ao Espírito Santo, pois “no deserto, ele era guiado pelo Espírito”, da Palavra: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem”; da Oração: “Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus”; do Jejum: Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome”, e pela Adoração: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás”. Exercendo Sua autoridade que vinha de uma vida coerente e santa. Isso fica bem claro na leitura deste Evangelho.

De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

Jesus Cristo dando inicio a caminhada do Novo povo de Deus se dirige ao deserto como lugar de encontro com Deus, lugar de recolhimento, onde Ele se revela, onde se escuta Sua Palavra. E diferente do antigo povo da Aliança que sucumbe a tentação, se revolta, tem saudade das cebolas do Egito, onde eles tinham o que comer, mas eram escravos. Jesus vence a tentação, vence o demônio pela oração, pelo jejum através da Palavra e da Obediência ao Pai.

Na Quaresma, em busca do tesouro da Fé intensificamos o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, nos afastar de todo aquilo que nos separa do Plano de Deus, e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal. Abster-se não somente de carne, mas do pecado.

No pórtico da Quaresma recém-começada, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para este personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demônio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.

Com Jesus, como com todos, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito atual: da tua fome, converte as pedras em pão; das tuas aspirações, torna-te dono de tudo; da tua condição de filho de Deus, coloca a tua proteção à prova. Em outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir Jesus por um caminho no qual Deus ou é banal e supérfluo, ou é inútil e nocivo.

Prescindir de Deus porque eu reduzo minhas necessidades a um pão que eu mesmo posso fabricar, como se fosse minha própria mágica (1ª tentação). Prescindir de Deus modificando seu plano sobre mim, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele me confiou (2ª tentação). Prescindir de Deus banalizando sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão (3ª tentação).

Isso se torna atual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que separam – cada um e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do deus-ter (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação, pelas “devoções” a loterias e jogos, pelo consumismo). A tentação do deus-poder (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do deus-prazer (com tantas, tão infelizes e, sobretudo tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente nossa limitação e finitude).

Quem duvida de que existem mil diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando tudo como fácil e atrativo, nos separam de Deus, dos demais e de nós mesmos?

Jesus venceu o diabo. A Quaresma é um tempo para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo que o tentador separou. “Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva”. (Prefácio do 1° Domingo da Quaresma).

Exércicio Espiritual: Reze a Via Sacra

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Oremos: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda Palavra que sai de vossa boca para vencer ao pecado, a nós mesmos e ao diabo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discípulado.
http://www.faceboock.com/padreluizinho

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O Exercício Quaresmal da Oração faz crescer a Fé

segunda-feira, fevereiro 18th, 2013

Dando continuidade ao nosso retiro espiritual na Quaresma, tempo privilegiado de conversão e combate espiritual. Falávamos dos Exercícios Quaresmais de Conversão, buscando o Tesouro da Fé.  Dando inicio aos três exercícios que na Quarta-feira de cinzas a liturgia nos apresentou, a Oração, o Jejum e a Esmola. Hoje vamos falar do exercício espiritual da Oração, que é a respiração, o fôlego neste caminho em busca do tesouro da fé.

“Da mão do anjo, subia até Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos” (Ap 8,4).

“Porque amar a Deus significa observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, porque todo aquele que nasceu de Deus venceu o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. De fato, quem pode vencer o mundo, senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? Este é aquele que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Ele não veio apenas pela água, mas pela água e pelo sangue.) E é o Espírito quem dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade” (cf. I João 5, 3-6).

A Oração é a expressão máxima de nossa fé, não posso pensar na oração como algo que partisse somente de mim, mas quando o homem se põe em oração a iniciativa é de Deus que atingiu com a sua graça o coração do homem que responde à Sua graça. Oração não é somente o meu dialogo com Deus, mas também uma resposta à iniciativa do amor de Deus, da Sua graça que já me conquistou. Toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, uma comunicação com o divino em nós. A oração constitui uma abertura para Deus, para o próximo e para o mundo; um sim de acolhimento, de louvor, de conformidade. Ao pensar no homem integral, não podemos imaginá-lo sem a dimensão espiritual e a porta para espiritualidade é uma oração verdadeira onde os meus pés estão no chão, mas o meu coração está no alto, no meu criador e Senhor: “O Senhor esteja convosco, Ele esta no meio de nós. Corações ao alto, o nosso coração esta em Deus!” (cf. Introdução as orações Eucarísticas, Missal Romano)

Na virtude Teologal da fé, nós dizemos um sim ao Pai na obediência. Procuramos situar-nos sempre de novo dentro de nossa vocação e da nossa missão. O homem se pergunta pela sua vocação, o homem responde à sua vocação, o homem realiza em profundidade sua vocação de comunhão íntima de vida com Deus. É na oração que o homem melhor cultiva seu relacionamento de Filho com Deus, que se revela como Pai.

Durante a Quaresma a Igreja convoca os fiéis a se exercitarem intensamente na oração, a fim de que toda a sua vida se transforme em oração. Ela evoca o Cristo em oração diante do Pai no deserto e nas montanhas, onde ele passava noites em colóquio. Evocando o Cristo orante, a Igreja torna-se o prolongamento da presença do Cristo orante entre os homens. Nos Evangelhos, principalmente em Lucas, Jesus é o grande orante, o modelo do fiel. Jesus resistiu à tentação de tentar Deus: sinal de sua imensa confiança no Pai. Ele professa a fé no único Deus como regra de sua vida. Ele alimenta-se com a palavra que sai da boca do Altíssimo. Nossa quaresma deve ser um estar com Jesus no deserto, para, como ele, dar a Deus o lugar central de nossa vida. Como ele, com ele e por ele, pois é dando a Jesus o lugar central, que o damos a Deus também. Neste sentido, a quaresma é realmente “ser sepultado com Cristo”, para, na noite pascal, com ele ressuscitar. E essa dinâmica acontece numa vida de oração ligada por Jesus ao Pai e ao Espírito Santo na vida e na Liturgia. l

E desta forma a Igreja vive em atitude de penitencia, pois a oração constitui a expressão máxima da conversão e da vida em Deus.

Se os fieis souberem viver a autentica comunhão com Deus na oração durante a Quaresma, conseguirão viver durante o ano todo em atitude de oração, transformando também as outras dimensões da vida, como o relacionamento com o próximo e com o mundo, em oração de atitude ou verdadeira devoção. A oração nos lança para Deus e para os irmãos!

Na vida de oração crescemos na virtude da fé e no relacionamento com Deus. Portanto quanto mais eu rezar e rezar melhor, crescerei em sabedoria e santidade também na fé e no conhecimento verdadeiro de Deus. O exercício da oração desde dialogo com Deus aumenta e expressa em mim o Dom da fé. Esse dom gratuito de Deus que também é uma virtude porque é um exercício.

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O que é Virtude?
A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, procura-o e escolhe-o na prática. “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, tudo o que há de louvável, honroso, virtuoso ou de qualquer modo mereça louvor” (Fl 4,8) (cf. Catecismo da Igreja Católica n° 1803).

Quantas classes de virtudes existem?
Existem duas classes de virtudes: as Virtudes Teologais e as Virtudes humanas ou morais. “As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam, assim, facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem. As virtudes morais são adquiridas humanamente. São os frutos e os germes de atos moralmente bons; dispõem todas as forças do ser humano para entrar em comunhão com o amor divino” (cf. CIC n° 1804).

Quantas são as virtudes teologais?
As virtudes teologais são três: a , a Esperança e a Caridade;

Nos exercícios quaresmais de conversão, vamos aprofundar os temas da Oração, do Jejum e da Esmola e de sua ligação com as virtudes teologais, grandes tesouros no caminho da santidade. Hoje percebemos que a oração tem uma ligação íntima com a virtude da fé, a expressa e a faz crescer.

O que é a fé?
A fé é a Virtude Teologal pela qual cremos em Deus, em tudo o que Ele nos revelou e que a Santa Igreja nos ensina como objeto de fé. “A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem. Foi por causa da fé que os antigos foram aprovados por Deus. Pela fé, sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos; foi assim que aquilo que vemos originou-se de coisas invisíveis” (cf. Hb 11, 1ss).

A oração quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele.  Então quando eu rezo estou saciando a minha sede de Deus e de eternidade, alimentando a minha alma daquilo que ela mais almeja e precisa e muitas vezes eu não sei ler os seus anseios, ou seja, os sintomas da minha alma. Por isso, é através da oração, comunhão com Deus, que Ele alimenta a minha fome e sede dele e das coisas do céu, fazendo crescer nas virtudes da fé e também no relacionamento com as pessoas e as coisas criadas. Eu não posso dizer que amo a Deus se eu não amo o meu irmão, a oração é o dialogo com Deus mais também me lança para o meu irmão.

É um exercício de conversão a Deus e aos irmãos. Precisamos crescer na vida de oração, na intimidade com Deus para que possamos crescer como homens e mulheres de Deus, irmãos uns dos outros. A oração me lança para Deus e para os irmãos.

Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me; quando eu grito, escutai minha voz! Minha oração suba a vós como incenso, e minhas mãos, como oferta da tarde! (Salmo 140, 1-2).

Oração: Ó Deus de bondade concedei que, formados pela observância da Quaresma e nutridos por vossa Palavra, saibamos mortificar-nos para vos servir com fervor, sempre unânimes na oração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

“Arme-se com a arma da oração, e terá mais força no combate diário.” (Santo Padre Pio de Pietrelcina).

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Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

*Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM. Editora Vozes, 1991.

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Espiritualidade: Três passos para buscar o Tesouro da Fé

sexta-feira, fevereiro 15th, 2013

Quaresma tempo privilegiado de conversão e combate espiritual. Vamos refletir sobre os rumos de nossa espiritualidade até a Páscoa de nosso Senhor Jesus, ou seja, a Vida Nova que o Senhor tem para nós.  Os exercícios quaresmais de conversão são as primeiras indicações para buscar o tesouro da fé. A Liturgia da quarta-feira de Cinzas, que abre o Tempo da Quaresma, manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala da esmola, da oração e do jejum, conforme Mateus 6, 1-8. 16-18. Este Evangelho apresenta, como que em síntese, o programa dos exercícios quaresmais de conversão. Aproveite e faça deste Evangelho a sua leitura espiritual de hoje.

Por que justamente oração, jejum e esmola? Oração, ainda se compreende. Mas jejum e esmola? A Igreja renovada do Vaticano II manteve esses exercícios que podem parecer antiquado e que está em desacordo com os usos e costumes de nossa época. Jejum e esmola ainda têm sentido hoje? Não seria melhor dedicar-nos à promoção social? Muitos talvez coloquem estas ou outras questões semelhantes. Os prefácios das Missas da Quaresma acentuam estes exercícios de penitencia: “Ano após ano, concedeis a vossos filhos esperar com alegria a festa da Páscoa, preparando-se pela penitencia e dedicando-se mais à oração e ao amor fraterno, para que alcancem à plenitude da filiação divina pela renovação dos sacramentos pascais, nos quais nos quais renasceram” (Pref. I). Falando do jejum, a Igreja reza: “Vós quisestes que vos rendêssemos graças por meio da abstinência que, moderando nossos excessos de pecadores, nos leve a imitar vossa bondade, proporcionando alimento aos que têm fome” (Pref. III).

Vamos tentar descobrir o sentido mais profundo da oração, do jejum e da esmola na Liturgia e de modo especial no tempo da Quaresma. Sendo a Quaresma um tempo forte de conversão, ela tem sua linguagem, seus exercícios ou ritos de conversão. É neste contexto de conversão que devemos colocar também os ritos da oração, do jejum e da esmola, pois eles atingem os principais relacionamentos do homem: o relacionamento último com Deus expresso no valor da oração, o relacionamento com o próximo e o relacionamento com a natureza criada. São três ritos de religião já presentes no culto do Antigo Testamento e herdados pela Igreja cristã dos primeiros séculos e ainda atuais para o homem de hoje.

A Quaresma precisa ser para nós um retiro em preparação para celebrarmos a Páscoa, vida nova em Jesus ressuscitado. Por isso, nos comprometemos a trilhar este caminho de espiritualidade interior e pratica. Para encontrar nos tesouros da fé o Homem Novo em Cristo Jesus. Aqui no blog vamos desenvolver textos e reflexões que nos ajudarão nesta preparação e nesta mudança de vida. Jejum na quarta feira de cinzas, durante a Quaresma e na Sexta-feira Santa para os que completaram 18 anos até 60 anos de idade. Abstinência de carne na quarta feira de cinzas e na Sexta-feira Santa, para os que completaram a partir dos 14 anos. Inclusive, grávidas e mães amamentando podem escolher o jejum e a penitência que melhor lhe convém.

Oração: Senhor, assim como o meu corpo precisa de um mínimo de exercícios físicos para estar bem, saudável, muito mais o meu interior, a minha alma, precisa de exercícios espirituais para estar em equilíbrio Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos e a natureza. Daí-me a graça da perseverança e da força de vontade para fazer aquilo que eu preciso e ajudar a todos com os meus gestos de conversão pessoal. Para a maior glória do Vosso Santíssimo Nome. Amém

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Maria mãe do homem novo ensina-me a constância de coração.

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Mensagem do papa Bento XVI para Quaresma de 2013

O Papa convidou-nos a um profundo exame de consciência

Bom retiro pra você.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

* Fonte de pesquisa: Celebrar a Vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM. Ed. Vozes 1991.

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A purificação espiritual por meio do jejum e da misericórdia

quinta-feira, fevereiro 14th, 2013

Em todo tempo, amados filhos, a terra está repleta da misericórdia do Senhor (SI 32,5). À própria natureza é para todo fiel uma lição que o ensina a louvar a Deus, pois o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe proclamam a bondade e a onipotência de seu Criador; e a admirável beleza dos elementos postos a nosso serviço requer da criatura racional uma justa ação de graças.

O retorno, porém, desses dias, que os mistérios da salvação humana marcaram de modo mais especial e que precedem imediatamente a festa da Páscoa, exige que nos preparemos com maior cuidado por meio de uma purificação espiritual.

Na verdade, é próprio da solenidade pascal que a Igreja inteira se alegre com o perdão dos pecados. Não é apenas nos que renascem pelo santo batismo que ele se realiza, mas também naqueles que desde há muito são contados entre os filhos adotivos.

É, sem dúvida, o banho da regeneração que nos torna criaturas novas; mas todos têm necessidade de se renovar a cada dia para evitarmos a ferrugem inerente à nossa condição mortal, e não há ninguém que não deva se esforçar para progredir no caminho da perfeição; por isso, todos sem exceção, devemos empenhar-nos para que, no dia da redenção, pessoa alguma seja ainda encontrada nos vícios do passado.

Por conseguinte, amados filhos, aquilo que cada cristão deve praticar em todo tempo, deve praticá-lo agora com maior zelo e piedade, para cumprir a prescrição, que remonta aos apóstolos, de jejuar quarenta dias, não somente reduzindo os alimentos, mas, sobretudo abstendo-se do pecado.

A estes santos e razoáveis jejuns, nada virá juntar-se com maior proveito do que as esmolas. Sob o nome de obras de misericórdia, incluem-se muitas e louváveis ações de bondade; graças a elas, todos os fiéis podem manifestar igualmente os seus sentimentos, por mais diversos que sejam os recursos de cada um.

Se verdadeiramente amamos a Deus e ao próximo, nenhum obstáculo impedirá nossa boa vontade. Quando os anjos cantaram: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14), proclamavam bem-aventurado, não só pela virtude da benevolência mas também pelo dom da paz, todo aquele que, por amor, se compadece do sofrimento alheio.

São inúmeras as obras de misericórdia, o que permite aos verdadeiros cristãos tomar parte na distribuição de esmolas, sejam eles ricos, possuidores de grandes bens, ou pobres, sem muitos recursos. Apesar de nem todos poderem ser iguais na possibilidade de dar, todos podem sê-lo na boa vontade que manifestam.

Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 6 de Quadragesima, 1-2: PL 54,285-287)(Séc. V)

Esse tempo de santo jejum a porta do céu nos abriu; acolhamos o dom do Senhor em contínua oração, suplicando: que, no dia da Ressurreição, estejamos com ele na glória. Mostremo-nos servos de Deus
no pensar, no falar, no agir. Que, no dia da Ressurreição, estejamos com ele na glória (Cf. 2Cor 6,4).

Oração: Senhor, assim como o meu corpo precisa de um mínimo de exercícios físicos para estar bem, saudável, muito mais o meu interior, a minha alma, precisa de exercícios espirituais para estar em equilíbrio Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos e a natureza. Daí-me a graça da perseverança e da força de vontade para fazer aquilo que eu preciso e ajudar a todos com os meus gestos de conversão pessoal. Para a maior glória do Vosso Santíssimo Nome. Amém

Como vive a Oração, o Jejum, e a Esmola?

Maria mãe do homem novo ensina-me a constância de coração.

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Quaresma, Em busca do Tesouro da Fé.

Bom retiro pra você!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

Quaresma, Em busca do Tesouro da Fé.

quarta-feira, fevereiro 13th, 2013

Dentre todas as solenidades cristãs o primeiro lugar é ocupado pelo mistério pascal. Devemos nos preparar para vivê-lo convenientemente.  É por isso que foi instituída a quaresma, um tempo de quarenta dias  para chegar  dignamente  à celebração do Tríduo Pascal.

A  quaresma, como pratica obrigatória, foi instituída no IV século.  Mas desde sempre os cristãos se preparavam para a Páscoa com uma oração intensa,  jejum e penitência.  O número de quarenta dias tem um significado simbólico-bíblico: quarenta são os dias do dilúvio, da permanência de Moisés no monte Sinai, das tentações de Jesus. Guiados por este Tempo e praticas como guiados por uma bússola, buscamos o tesouros da fé para crescer no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Cf. Joel 12, 12-13).

A Quaresma foi inspirada numa grande catequese que a Igreja primitiva realizava. Ela durava quarenta dias, quando os pagãos (catecúmenos) se preparavam para receber o Batismo no Sábado Santo,dentro da Solenidade da Vigília Pascal. Acompanhavam também os irmãos que tinham cometido pecados graves para retornarem à fé. Esse tempo era marcado pela penitência, oração, jejum e Escuta da Palavra de Deus. Eles eram os “penitentes”, que renovavam a fé e recebiam o Batismo ou eram reintegrados à comunidade no Sábado Santo.

Na quarta feira de cinzas, iniciamos o Tempo mais rico e profundo da Liturgia, na verdade este Tempo que abrange a Quaresma, Semana Santa e Páscoa até Pentecostes é um grande retiro, centro do Mistério de Cristo e da nossa fé e salvação. Tempo privilegiado de conversão e combate espiritual, de jejum medicinal e caritativo. A Quaresma ainda é, sobretudo, tempo de escuta da Palavra de Deus, de uma catequese mais profunda que recorda aos cristãos os grandes temas batismais, em preparação para a Páscoa.

Toda a nossa vida se torna um sacrifício espiritual que apresentamos continuamente ao Pai, em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre, a fim de que, por ele, com ele e nele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado. Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial para cada cristão pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo e da luz: a noite santa da Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os Exercícios Quaresmais de conversão: Vamos refletir sobre os rumos de nossa espiritualidade até a Páscoa de nosso Senhor Jesus, ou seja, a Vida Nova que o Senhor tem para nós, os exercícios quaresmais de conversão. A Liturgia da quarta-feira de Cinzas, que abre o Tempo da Quaresma, manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala da esmola, da oração e do jejum, conforme Mateus 6, 1-8. 16-18.

Exercícios Quaresmais de conversão:

Oração: A Oração é a expressão máxima de nossa fé, não posso pensar na oração como algo que partisse somente de mim, mas quando o homem se põe em oração a iniciativa é de Deus que atingiu com a sua graça o coração do homem que responde à Sua graça. Toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, uma comunicação com o divino em nós.

Jejum: Jejuar é abster-se de um pouco de comida ou bebida. É estabelecer o correto relacionamento do homem com a natureza criada. A atitude de liberdade e de respeito diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade e respeito para com tudo quanto o envolve e o pode escravizar: bens materiais, qualidades, opiniões, idéias, pessoas apegos e assim por diante. Temos mais. Jejuar significa fazer espaço em si.

Esmola ou caridade: O que significa a esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, dar sem egoísmo, sem pedir recompensa, em atitude de compaixão. Nisto ele imita o próprio Deus no mistério da criação e a Jesus Cristo, no mistério da Redenção.

Celebrar a Eucaristia no tempo da Quaresma significa: percorrer com Cristo o itinerário da provação que cabe a Igreja e a todos os homens; assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual. Assim, renovando os compromissos do nosso batismo na noite pascal, poderemos “passar” para a Vida Nova de Jesus – Senhor ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.

Para celebrar bem este tempo:

1. O Tempo da Quaresma se estende da Quarta-feira de cinzas até a Missa “na Ceia do Senhor” exclusive. Esta missa vespertina dá inicio, nos livros litúrgicos, ao Tríduo Pascal da Paixão, morte e Ressurreição do Senhor, que tem seu cume na Vigília Pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. A semana que precede a Páscoa toma o nome de Semana Santa; começa com o Domingo de Ramos;
2.
Os· domingos deste tempo se chamam de 1°, 2°, 3°, 4° e 5° domingo da Quaresma. O 6° domingo toma o nome de “Domingo de Ramos da Paixão”. Esse domingo tem a precedência, mesmo sobre as festas do Senhor e sobre qualquer solenidade.
3.
As solenidades de São José, esposo de Nossa Senhora (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 de março) – como outras possíveis solenidades dos calendários particulares – antecipam sua celebração para o sábado, caso coincidam com esses domingos.
4.
A liturgia da Quarta-feira de cinzas abre o Tempo da Quaresma. Não se dizem nem se canta o Glória e o Credo na missa
5.
Nos domingos da Quaresma não se canta o hino Glória; faz-se, porém, sempre a profissão de fé e o Creio. Depois da segunda leitura não se canta o Aleluia; o versículo antes do Evangelho é acompanhado de uma aclamação a Cristo Senhor. Omite-se o Aleluia também nos outros cantos da missa.
6.
A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é a roxa; para o 4° domingo (Laetare Alegria) é permitido o uso da cor rosa. No Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa, a cor das vestes litúrgicas e do celebrante é a vermelha, por se tratar da Paixão do Senhor.
7. Sugestão:
em oração colha de Deus uma penitência ou mortificação pessoal que você poderá viver neste tempo de retiro, por exemplo, deixar algo que gosta muito de fazer ou de comer, falar menos, diminuir o barulho ao seu redor, assistir menos televisão, reconciliar-se com as pessoas e situações, fazer um bom exame de consciência e confessar-se. Nos dias de jejum oferecer a quem não tem o que você iria comer e beber etc.

Aqui em nossa casa de formação iremos viver de maneira comunitária o silêncio nas quartas e sextas-feiras e neste tempo não ouviremos música e sim pregações do nosso pai fundador Monsenhor Jonas Abib. Por que “sem recolhimento não há profundidade” Papa Bento XVI.

Cliquem em comentários e partilhem quais seus propósitos e quais os Tesouros da Fé, que você deseja experimentar neste precioso tempo de conversão?

Oremos: Comecemos alegremente o tempo do jejum e lancemo-nos no combate espiritual, guardemos nossa alma do mal e purifiquemos nossa carne. Jejuemos de toda paixão assim como de alimento e que nossas delícias sejam as virtudes do Espírito. E que praticando com perseverança e amor, possamos todos nós conseguir ver a venerável Paixão de Cristo e, no júbilo espiritual, a Santa Páscoa nascer de novo com Cristo ressuscitado. Amém

Escute o Podcast:

Uma feliz e Santa Quaresma para você e sua família.

Confira Mensagem do Papa para A Quaresma de 2013.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor espiritual do Pré-discipulado.

O Papa convidou-nos a um profundo exame de consciência.

terça-feira, fevereiro 12th, 2013

O Senhor concedeu-me fazer uma homilia muito lúcida e cheia de fé no encerramento do retiro de Carnaval, que vivemos estes dias em nossa casa de Lavrinhas. Meditando sobre este tempo histórico que nós estamos vivendo, tempo propicio para interceder pela Igreja com um grande e verdadeiro Exame de Consciência. Iniciando a Quaresma, tempo forte de oração intensa, jejum e penitência. Não somente reduzindo os alimentos, mas, sobretudo abstendo-se do pecado.

Meditando a Liturgia Diária e a carta do Cardeal Ângelo Sodano. Escute este Podcast e reze. Viva intensamente este tempo forte da Quaresma em preparação para a Páscoa e para sucessão de Bento XVI. O Papa nos convidou a uma visita profunda e exame de nossa consciência.

A Igreja sempre foi e será conduzida pelo Espírito Santo e pelo seu Sumo e eterno Pastor Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estamos convosco, Santo Padre. A vossa bênção!

Escute o PODCAST:

Padre Luizinho, Comunidade Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formasdor no Pré-discipulado.

Pecados Capitais: o que é a doença espiritual da Avareza?

sexta-feira, março 30th, 2012

Avareza (do latim, avaritia) é um dos sete pecados capitais, é sinônimo de ganância, e é descrito como o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os acima de tudo. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. É comum confundir esse pecado com sovinice (pão-duragem), porque a palavra Avareza em português é usada mais como sinônimo de sovinice do que de ganância. Mas no Latim, a palavra avaritia, é usada mais como sinônimo de ganância.

Para nós cristãos a avareza é a vontade exagerada e desequilibrada de possuir qualquer coisa, mais caracteristicamente, é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação, poder, status ou por indivíduos, por exemplo. O avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.

Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si mesmo. A virtude da generosidade é o antídoto contra a avareza.

A Avareza

A avareza ou ganância é um dos pecados capitais. São Paulo classifica a avareza como idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixões, desejos maus, cupidez e a avareza, que é idolatria” (Cl 3,5). A razão de o Apóstolo ver como a idolatria o apego aos bens materiais, sobretudo ao dinheiro, é que isto faz a pessoa amá-lo como a um deus.

Desde o princípio Jesus alertou os discípulos para este perigo, já no Sermão da Montanha: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedica-se a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza” (Mt 6,24).

O que importa é que a pessoa não seja escrava do dinheiro e dos bens. É claro que todos nós precisamos do dinheiro; o próprio Jesus tinha um “tesoureiro” no grupo dos Apóstolos. São Paulo afirma que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10). Veja que, portanto, o mal não é o dinheiro em si, mas o “amor” ao dinheiro; isto é, o apego desordenado que faz a pessoa buscar o dinheiro como um fim, e não como um meio.

“Porque o sabei bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terão herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,5). É importante notar aqui que não são apenas os ricos que podem se tornar avarentos, embora sejam mais levados a isto. Não é raro encontrar também o pobre avarento. Por isso, no mesmo Sermão da Montanha, Jesus alerta: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6,19-20). Se Jesus recomenda “não ajuntar tesouros na terra”, é porque esta riqueza e segurança são ilusórias e não podem satisfazer-nos, por mais que o mundo nos diga que sim.

Por causa do amor ao dinheiro muitos aceitam praticar a mentira, a falsidade, o crime e a fraude. Quantos produtos falsificados! Quantos quilos que só possuem 900 gramas! Quanta enganação e trapaça nos negócios! Podemos constatar que toda a corrupção, tráfico de drogas, armas, crimes, etc., têm por trás a sede do dinheiro. Jesus recomendou ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas” (Lc 12,15).

O apego aos bens desse mundo é algo muito forte em nós, quase que uma “segunda natureza”, e, portanto, só com o auxílio da graça de Deus poderemos vencer esta tentação forte. Desde pequenos fomos educados para “ganhar a vida”. Será preciso a força do Espírito Santo em nossa alma para nos “convencer” da necessidade de uma vida de desprendimento e pobreza.

Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br

O Padre Paulo Ricardo fala sobre a doença espiritual da Avareza:

Clique e comente, você já detectou que vive ou viveu uma doença espiritual?

Oração: Pai Nosso, fonte de toda generosidade e misericórdia, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformem nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa Palavra, curai as feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo e a viver não só pra si mesmo, mas para os outros. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.

Veja toda A Série: Os Pecados Capitais:

IRA / Inveja / Gula / Luxúria / Orgulho / Preguiça / Avareza


Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova. Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

Matéria relacionada: Reze com Salette Ferreira Liberte-se da avareza!