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Adoração Eucarística Pela Santificação dos Sacerdotes

quinta-feira, março 29th, 2012

Para viver a Quaresma eucarística, nosso Retiro se une às Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, congregação genuinamente brasileira, fundada há 75 anos pela serva de Deus Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, que está em processo de beatificação e aprendeu a santificar cada instante de sua vida através da adoração contemplativa de Jesus eucarístico, estando aos pés do Senhor, muitas horas de dia e de noite, em silenciosa atitude adorante do “mistério do pão”, alimento e vida da humanidade.

A respeito da adoração do Santíssimo Sacramento Exposto, Madre Teresa diz: “Não desperdicemos essa hora de bênção, não esquecendo que essa hora será um reforço de graças sobre a Igreja, sobre toda a humanidade, se soubermos ser fervorosos, integrando-nos com a oração de Jesus, fundindo nossa personalidade com a Dele. Para isso, despertemos em nós o sentimento da dignidade do ato que vamos praticar, dediquemos a essa hora de adoração uma grande estima e entusiasmo. A Santa Missa e a adoração! São os dois grandes momentos de nossa vida cristã”.

Durante a Quaresma, ofereceremos uma adoração eucarística por semana pela santificação do clero e aumento das vocações sacerdotais. Trata-se de uma urgência de nosso tempo, e as Pequenas Missionárias de Maria Imaculada aprenderam com Madre Teresa a se imolarem pelas vocações sacerdotais. Rezaremos com Madre Teresa e do jeito que a serva de Deus rezou, com vigor e afeto, linguagem de intimidade e força!

ADORAÇÃO AO SS. SACRAMENTO PELA SANTIFICAÇÃO DO CLERO E AUMENTO DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS.

Jesus, eis a Teus pés a Tua pequenina hóstia, que vem passar Contigouma hora de amor, de intimidade.Adoro-Te, ó Jesus, hóstia santa e pura; Jesus, vítima eucarística.aniquilada sobre o altar.Adoro-Te e uno-me às Tuas adorações, aos Teus aniquilamentos, com que cultuas a Santíssima Trindade.Ó Jesus, só Tu és o adorador por excelência. Só a Tua adoração é digna da Divindade, porque é a adoração de um Deus; Senhor, unindo-me a Ti, adoro Contigo e por Ti.

Ó Trindade Santa, ofereço-Vos o culto infinito que Vos presta Jesus Hóstia, aniquilado sobre o altar. Só Vós sois santíssimo, perfeitíssimo, imutável. Trindade Santa, com Jesus e por Jesus eu Vos adoro infinitamente, por mim, por todas as almas que estão sobre a terra, especialmente em nome das almas sacerdotais.

Ó Jesus, uno-me aos Teus aniquilamentos, Contigo e por Ti consinto em ser despojada de tudo e de mim mesma, esquecida, desprezada, sacrificada, reduzida a nada por Teu amor. Aniquilo-me, perco-me em Ti mesmo.

Ó Jesus abdico tudo que sou e tenho: sensibilidade, afetos e vontade própria, juízo próprio, tudo ofereço como holocausto, unido ao Teu aniquilamento eucarístico, sacrifício de adoração ao Deus três vezes santo.

Ó Jesus faze que muitas almas, principalmente as almas sacerdotais, compreendam e realizem essa sublime doutrina da união Contigo sobre o altar. Faze-os compreender que o sacerdote é também vítima Contigo e que eles sintam a imperiosa necessidade de perder-se em Ti, de fundir sua personalidade na Tua, de não viver mais sua vida própria, mas a Tua.

Ó Jesus, que eles sejam outros Cristos, irradiando a Tua Pessoa, transbordando a Tua vida sobre as almas, e assim glorificando Contigo e por Ti o Pai Celeste. Ó Jesus, faze que eles sejam um Contigo, como Tu és um com o Pai que está no céu.

E quando todas as almas sacerdotais que estão sobre a terra assim estiverem transfiguradas em Ti, o Teu reino terá vindo a nós, Tu serás rei em todos os lares, em todos os corações… Ó meu Jesus, aniquilado sobre o Altar, eu Te peço, lança sobre cada alma sacerdotal, que neste momento existe, um olhar de amor e de misericórdia, achega-as mais a Ti, dá-lhes uma luz mais viva à inteligência, para que melhor Te conheçam; incendeia-lhes o coração em fogo mais ardente, para que melhor Te amem; revela-lhes Teus desejos infinitos, revela-lhes a Tua vida eucarística, Jesus!

Recomendo-Te especialmente… (nomear particularmente os sacerdotes por quem se quer orar; entreter-se com Jesus sobre cada um deles). Ó Jesus, a Tua hostiazinha está unida Contigo. Ela sente e adivinha as pulsações do Teu coração… Eu senti que o Teu coração pulsou de alegria ao contemplar uma infinidade de almas sacerdotais, santas e ardorosas.

Mas ao mesmo tempo, senti também que Teu coração se confrangeu ao deparar com algumas tíbias, algumas infiéis… Jesus, meu rei, meu amor, hóstia santa e imaculada, Tu és o reparador por excelência… Só Tu, Jesus, vítima expiatória, podes oferecer ao Pai celeste as satisfações infinitas de que és digno, pela ingratidão e infidelidade de alguns dos Teus ungidos. Jesus eu me uno a Ti. Aí sobre o altar estás imolado e sacrificado, mas de maneira incruenta; não podes mais sofrer para espiar tão negras traições, aquelas que mais feriram o Teu coração divino…

Jesus toma a minha humanidade… Aqui me tens, posso oferecer-Te para o sacrifício expiatório meu corpo, minha alma, meu coração, meu espírito. Tudo é Teu. Toma e imola como Te aprouver, une às Tuas expiações eucarísticas e oferece-as ao Pai como reparação pelas apostasias e traições de alguns que não Te souberam amar.

Dá-me somente, Jesus, Tua graça, Tua força, Teu amor, e faze-me sofrer, vitimazinha expiatória pelos Teus sacerdotes transviados, para que eles voltem ao aprisco da Santa Igreja e reconduzam consigo as pobres ovelhinhas que seus maus exemplos tresmalharam.

Pai celeste, olhai nesta mísera hostiazinha que a Vós se oferece o Vosso doce Unigênito sacrificado e, por ele, perdoai, esquecei, redimi. Jesus, eu Te peço também pelos que são tíbios, pelos que estão prestes a cair, pelos que são fracos para resistir às seduções do mundo.

Jesus fortalece-os, afervora-os, conserva-os dentro do Teu coração. Aceita Jesus, pela Tua doce misericórdia, a oblação de toda minha vida unida às Tuas expiações eucarísticas pelos Teus sacerdotes, para que sejam santos e imaculados em Tua presença, na caridade. Jesus, do alto do Teu trono eucarístico, eu ouço cair como uma bênção sobre a terra a Tua divina palavra: “A messe é abundante, os operários são poucos; rogai ao Pai celeste que mande operários à sua seara”.

Senhor, só Tu és o grande suplicante, cuja voz abre os tesouros da divindade e os faz descer sobre a terra miserável. Só Tua súplica é meritória, só por Ti podemos chegar ao Pai e pedir o pão de nossas almas. Só Tu, Jesus, podes alcançar do Pai e do Espírito Santo que o fogo se espalhe sobre a terra…

Jesus, Tua hostiazinha une à Tua grande voz, que ora e suplica, a sua pequena voz ínfima e miserável e assim unida oferece-a ao Pai… Senhor três vezes Santo, trindade adorável, ouvi a voz de Jesus Eucaristia e por Ele atendei aos nossos rogos, multiplicai as vocações sobre a terra, tende piedade das almas famintas do pão da verdade, das ovelhas perdidas que esperam o Bom Pastor que as reconduza ao aprisco.

Falai ao coração da nossa mocidade, chamai, chamai muitas, muitíssimas almas para a vocação do sacerdócio. Dai-lhes perseverança, amor e energia para responder ao Vosso chamado. Olhai, Senhor, para os Vossos seminários. Vede essa plêiade de corações puros que se preparam para o apostolado…

Ó Jesus, vive desde já em suas almas, transfigura-os, prepara-os para o apostolado, habitua-os ao sacrifício, ao zelo, à dedicação. Forma-os Tu mesmo segundo o Teu Coração, faze-os santos, almas sedentas de Ti e do Teu amor. Jesus reina nos Teus seminários! Faze que sejam eles jardins de piedade e de vida interior. Que neles não fiquem os que não foram por Ti chamados, mas que nenhum deserte das sagradas fileiras por covardia ou desamor.

Faze Jesus, daqueles que devem formar os sacerdotes, dos Teus bispos, dos reitores, de todos os que exercem influência sobre essa falange promissora de almas sacerdotais, modelos vivos de santidade, luzeiros ardentes de sabedoria, prudência e santo amor.

Senhor, eu Te recomendo… (nomear as pessoas para as quais desejamos a vocação sacerdotal ou que, já a tendo, se preparam para realizá-la). Jesus, a Tua voz, a Tua súplica é onipotente… Eu sinto, eu creio, que a minha pobre oração de criaturinha miserável, unida a Ti, penetra os céus, e faz descer sobre a terra, durante esta hora de amor eucarístico, uma multidão de bênçãos e graças de renovação para o mundo.

Ó Santíssima Trindade, como é grande a Vossa misericórdia, como é suave a Vossa bondade! Os Vossos tabernáculos são a escada mística de Jacó, pela qual sobem seguramente ao céu os nossos desejos e descem as Vossas divinas liberalidades. Pai Celeste, quem poderá Vos agradecer condignamente? Como retribuir eu, vermezinho da terra, a infinidade dos Vossos dons?

Hóstia divina, Eucaristia santa, Tu és a ação de graças. Só Tu, Divino Prisioneiro dos Altares, ofereces à Trindade Santa o incenso de um perfeito agradecimento. Jesus, eu me apodero das Tuas ações de graças sobre o altar, e por elas, ó prodígio, dou a Deus, em retribuição aos Seus dons, um Dom igual a Deus…

Senhor dou-Vos tudo Vos dando o meu Jesus Eucaristia. O ser, a vida, a graça, a adoção divina, os sacramentos, a proteção de Maria, os exemplos dos santos, e, resumindo tudo, o sacerdócio – eis algumas das maravilhas com que nos enriquecestes. Em nome da humanidade toda, ó Trindade Augustíssima, eu Vos ofereço, em Jesus e por Jesus, o sacrifício de ação de graças.

E agora, Jesus, meu doce Jesus, eis que termina a hora que devo passar a Teus pés. Jesus, eu Te amo. Quisera permanecer aqui, abismada em Tua presença num ato profundíssimo de amor. Jesus devo ausentar-me… Infunde em minha alma novo alento, dá-me uma sede ardente do Teu amor, do sacrifício, da imolação.

Que eu parta para os meus deveres, para o meu apostolado externo, não já eu mesma, mas transformada em Ti, uma especiezinha sacramental atrás da qual Tu só vivas, Tu só Te ocultes, para atrair as almas e acorrentá-las ao amor. Vamos, pois, Jesus, eu fico Contigo e Tu vais comigo para o trabalho, para o sacrifício, para sofrer, para morrer pelo Teu reino, pelos Teus sacerdotes, pelo Teu amor.

Maria Imaculada, virgem sacerdotal, recolhe em teu coração puríssimo as minhas súplicas e modela-me tu mesma, segundo a imagem do teu e meu Jesus! Amém.

Graças e louvores se deem a todo o momento ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento!

Da “Caderneta de Orações” – texto de Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico. As pessoas devotas de Madre Teresa podem implorar graças especiais de Deus pedindo a sua intercessão. Para conhecê-la melhor, visite o site www.pequenasmissionarias.org.br.

Pecados Capitais: A Preguiça é um diagnóstico de como esta a minha alma!

quarta-feira, março 28th, 2012

Avançando no conhecimento, crescemos também na fé e nas armas contra o Pecado, vejamos o que O Catecismo da Igreja Católica nos diz sobre este pecado, que hoje é tão banalizado que é quase normal e natural ter e nos entregar a preguiça. Por desculpa da “lei” do menor esforço, ter tudo na mão ou na ponta dos dedos, por falta de disciplina e interesse. Quando a Acídia ou preguiça já dominou as nossas atitudes é porque ela já se instalou no coração e na vontade. E ninguém esta livre dela.

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

§2733 Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é a acídia (chamada também “preguiça”). Os Padres espirituais entendem esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Quanto mais alto se sobe, tanto maior a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria Passa então a ter mais confiança, a perseverar na constância.

§2755 Duas tentações freqüentes ameaçam a oração: a falta de fé e a acídia, que é uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, que leva ao desânimo.

Preguiça espiritual: §2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige às penas.

Na verdade, preguiça é um diagnostico de como esta a minha alma, é uma doença espiritual.

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado…” (Gn. 3,19). Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12). O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mal cristão. Um operário displicente é um mal cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br

Clique em comentário e diga como você vence a preguiça no dia-a-dia? Seus pedidos de orações.

Ouça o Podcast com o Professor Felipe Aquino:

Oração: Pai Todo-poderoso, daí-me coragem e decisão para não permanecer na miséria das minhas fraquezas e pecados sem nunca poder experimentar a Riqueza de ser filho de Deus. O Senhor dotou-me de dons e qualidades, de capacidade e, para completar no Batismo deu-me a graça do Espírito Santo. Agora com a Tua graça e a intercessão da Virgem Maria, quero sair desta preguiça e comodismo e dar os passos necessários e decididos para alcançar a harmonia Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos. Quero fazer como se tudo dependesse de mim, sabendo que tudo depende da Tua graça e misericórdia.

Conte com as minhas orações, minha benção fraterna.
Padre. Luizinho, Com. Canção Nova.

Assista ao vídeo com Padre Paulo Ricardo: A Preguiça é uma doença espiritual.

Clique em cada Pecado Capital e veja a série: IRA / Inveja / Gula / Luxúria / Orgulho

Pecados Capitais: Orgulho e soberba são a mesma coisa?

segunda-feira, março 26th, 2012

Queridos irmãos, Deus tem um plano para nós, que inclui felicidade e salvação. O Pecado é quando éramos o alvo em nossa vida e pagamos o preço, ou seja, as conseqüências de nossas escolhas erradas. Mas é possível reconhecer que erramos e começarmos tudo de novo e refazer a sua caminhada. Deus sempre nos espera de braços abertos como o pai do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32). Refletir sobre o pecado e suas conseqüências em nossas vidas pode muito nos ajudar a entender melhor e fugir deles, Medite a Palavra de Deus pra você hoje e vamos para mais um exercício espiritual, refletir sobre o pecado do Orgulho ou Soberba:

A soberba ou orgulho

A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”. Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus, “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e também marcou a vida de Maria, “a serva do Senhor” (Lc 1, 38), José, e todos os santos da Igreja.

São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com esta arma ele foi vencido por Jesus, Maria, José, S. Miguel e os santos. A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma, e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai  das luzes” (Tg 1,17).

O soberbo se esquece que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, Dele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele “rouba a glória de Deus”, pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só a Deus. São Paulo lembra aos coríntios que: “nossa capacidade vem de Deus” (2 Cor 3,5). Aos romanos ele disse: “Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto” (Rm 12,3). “Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Rm 12,16). Aos gálatas, Paulo diz: “Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gl 6, 3). A soberba tem muitos filhos: orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor próprio, exibicionismo, egocentrismo, egolatria, etc.

Podemos dizer que a soberba é a “cultura do ego”. Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra eu? Eu vou, eu acho, eu penso que…, mas eu prefiro…, etc. A luta do cristão é para que essa “força” puxe-o para Deus, e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: “Não busco a minha glória”. (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: “É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus” (Gl 1,10).

A soberba é o oposto da humildade. Essa palavra vem de “húmus”, aquilo que se acha na terra, pó. O humilde, é aquele que reconhece o seu “nada”, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a sua glória, como dizia santo Irineu, já no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: “Toda a vitória do Salvador  dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!”.

Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso Jesus afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como santa Teresinha que procurava o último lugar…

Disse Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Mt 11,28.


Jesus já nos deu a receita para vencermos o orgulho e a soberba a virtude da HUMILDADE.

Como você acolhe as oportunidades de ser humilde em sua vida? Clique em comentários e diga como vencer o pecado do orgulho.

Oração Diante das Tentações

Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Enchei o meu coração das virtudes da humildade e mansidão, que são qualidades que a senhora imprimiu no Teu filho Jeus Cristo. Amém.

Clique em comentário e diga como você vence o orgulho no dia-a-dia? Seus pedidos de orações.

Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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O Ventre da Virgem Maria foi o primeiro Sacrário da fase da terra!

sábado, março 24th, 2012

A Igreja dá uma pausa na Quaresma para celebrar a solenidade da Anunciação do Senhor, pois Cristo é o centro de todo o mistério litúrgico que estamos nos preparando para viver na Páscoa através dos Exercícios quaresmais de conversão que são a Oração, o Jejum e a Esmola. Meditando hoje a Sua Encarnação no ventre precioso de Maria, Deus entra em nossa historia para salvar todo o ser humano. Por causa desta solenidade nesta sábado, quando o dia 25 de Março cai num Domingo é transferida para o dia anterior. O centro de toda vida Liturgica é o Mistério de Cristo, sua Paixão, Morte e Ressurreição. Na Segunda-feira continuaremos a refletir sobre os Pecados Capitais.

A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza, pela força, a mortalidade, pela eternidade. Para saldar a dívida de nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à natureza passível. Deste modo, como convinha à nossa recuperação, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, podia submeter-se à morte através de sua natureza humana e permanecer imune em sua natureza divina.

Por conseguinte, numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. Por “nossa humanidade” queremos significar a natureza que o Criador desde o inicio formou em nós, e que assumiu para renová-la. Mas daquelas coisas que o Sedutor trouxe, e o homem enganado aceitou, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo fato de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana, tornou-se participante dos nossos delitos.

Assumiu a condição de escravo, sem mancha de pecado, engrandecendo o humano, sem diminuir o divino. Porque o aniquilamento, pelo qual o invisível se tornou visível, e o Criador de tudo quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não uma falha do seu poder. Por conseguinte, aquele que, na sua condição divina se fez homem, assumindo a condição de escravo, se fez homem.

Entrou, portanto, o Filho de Deus neste mundo tão pequeno, descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai; é gerado e nasce de modo totalmente novo. De modo novo porque, sendo invisível em si mesmo, torna-se visível como nós; incompreensível, quis ser compreendido; existindo antes dos tempos, começou a existir no tempo. O Senhor do universo assume a condição de escravo, envolvendo em sombra a imensidão de sua majestade; o Deus impassível não recusou ser homem passível, o imortal submeteu-se às leis da morte.

Aquele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem; e nesta unidade nada há de falso, porque nele é perfeita respectivamente tanto a humanidade do homem como a grandeza de Deus. Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia nem o homem é destruído com sua elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza, em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza aquilo que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.

A natureza divina resplandece nos milagres, a humana, sucumbe aos sofrimentos. E como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, também a carne não deixa a natureza de nossa raça.

É um só e o mesmo – não nos cansaremos de repetir – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem. É Deus, porque no principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus: e o Verbo era Deus. É homem porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,1. 14).

Das Cartas de São Leão Magno, papa
(Epist. 28, ad Flavianum, 3-4: PL 54,763-767 Séc. V).

Meditando neste magnífico mistério da Encarnação do Senhor pensamos: então o ventre de Maria realmente foi o primeiro Sacrário da fase da terra, ela foi quem primeiro adorou Jesus Cristo salvador. O sim de Maria a salvou em primeiro lugar e esse é o seu grande mérito. Ela é a primeira adoradora em espírito e verdade, por isso, mestra e modelo de todo adorador. O mesmo Jesus pequeno, gerado pelo Espírito Santo, ainda embrião no seio de Nossa Senhora é o mesmo Jesus crucificado por amor e Ressuscitado para a nossa vitória. Logo depois que soube que estava grávida e com ela também sua prima Isabel, mãe de João Batista, carregou consigo Jesus e o Espírito Santo pelas montanhas para confirmar João e exercer o serviço do amor. Foi o primeiro grande Pentecostes, ou seja, batismo no Espírito Santo na história.

“Ele será grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada; e, desde o ventre da mãe, ficará cheio do Espírito Santo. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (cf. Lc 1, 15.41).

O nosso desejo é acolher Jesus e aprender com Maria nesta escola a adorar, a viver a experiência da Eucaristia, do batismo no Espírito Santo e a ser grandes intercessores pela salvação do mundo. Contra o aborto, anunciar a salvação a tantas mães e crianças que morrem vitimas desta crueldade. Mãe ensina-nos a mar, adorar e acolher o mistério de nossa vocação.

Oração A Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Virgem imaculada, Mãe do Salvador, cuja carne e sangue tomados em vosso castíssimo seio nos alimentam na divina Eucaristia, nós vos saudamos sob o título de Nossa Senhora do SS. Sacramento, porque fostes a primeira a praticar os deveres da vida eucarística, ensinando-nos, com o vosso exemplo, a assistir ao santo sacrifício da missa, a comungar menos indignamente e a visitar frequentemente e com devoção o augustíssimo sacramento do altar.

Ó Maria fazei que, seguindo os vossos passos, possamos cumprir sempre mais perfeitamente nossos sagrados deveres e mereçamos assim a eterna recompensa. Assim seja.

Clique em comentários como é sua experiência com Jesus Sacramentado e com Maria? E deixe os seus pedidos de orações.

Clique aqui Veja a série dos Pecados Capitais: IRA / Inveja / Gula / Luxúria

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento rogai por nós!

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho
, Com. Canção Nova.
Diretor e Formador no Pré-discípulado.

Pecados Capitais: Terapia de Cura do Pecado da Luxúria ou Impureza

sexta-feira, março 23rd, 2012

O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, acho necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas, sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. Faça a leitura da Palavra de Deus (cf. Marcos 7, 14-23) hoje para você e depois vamos refletir sobre mais um pecado capital: O Papa Bento XVI disse: “O mundo não compreende o pecado”, por isso, é necessário a formação da reta consciência através da pregação e da catequese.

O pecado da Luxuria ou impureza

“É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas…”

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15).

“Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)” (1 Cor 6,16). Toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. De forma especial isso ocorre no pecado da impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, dentre os quais havia esse problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).

São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deu s no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso…” (Fl 3,20).

Isso explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós” (1 Cor 3,16-17). Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). O Senhor quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é, no coração dos nossos pensamentos.

“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como nos recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.

São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo preparo para serem mães; pais solteiros, filhos abandonados e “órfãos de pais vivos”, abortos, adultérios, destruição familiar, doenças venéreas, AIDS etc. O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atômica.

Fonte: www.cleofas.com.br no Livro Os pecados e as virtudes capitais, Prof. Felipe Aquino.

O que é necessário para combater a Luxuria? Com certeza a virtude da Pureza, vamos ver o que o Padre Paulo Ricardo nos aconselha:


Clique em comentários e diga como você lida e foge do pecado da impureza?


Reze com Salete Ferreira para a libertação desse pecado

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

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Inveja, a tristeza da alma sem Deus
A IRA e os seus danos para nossa vida.

Pecados Capitais: Gula, busca da felicidade nos bens e no comer

quarta-feira, março 21st, 2012

Continuando os nossos exercícios quaresmais meditando sobre os efeitos dos pecados cabeças em nossas vidas. Pecados cabeças são aqueles que dão origem a muitos outros pequenos e grandes vícios em nossa vida. Para que conhecendo possamos lutar contra eles. A Palavra de Deus é fonte de conhecimento e força contra o pecado. Ouça o que Deus fala com você hoje, reze e depois de ler o texto e refletir sobre a Gula clique em matéria relacionada e veja os artigos sobre os pecados capitais da IRA e da INVEJA e um texto sobre Jejum, muito legal!

A GULA

Gula é comer além do necessário para se alimentar. Para alguns o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo, esse é o erro. Frustram-se quando a refeição não é “suculenta e variada”.

Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (Fl 3,19); isto é o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital, é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc. Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.

Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isto: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. Santo Ambrosio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem deixar-se submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei porque é capaz de reger a sua própria pessoa”. Ghandi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.

A virtude oposta à gula é a temperança; evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso santificador. São Paulo ensinou aos gálatas e aos romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gl 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito, fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom 8,12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza, e dá-nos a graça de superar os vícios.

Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.” Não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.

Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi-nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa, e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que o queria afastar do caminho traçado por Deus para Ele seguir, para salvar a humanidade.

Algumas pessoas têm o “hábito” de comer demais, às vezes de maneira compulsiva, que revela “fuga” de outros problemas. Isto pode ser um problema emocional e psicológico que deve ser tratado.

Para refletirmos melhor vejamos o vídeo onde o Padre Paulo Ricardo nos esclarece um pouco mais, bom exame de consciência pra você:


Deixe o seu comentário, como voce esta se preparando para fazer uma boa confissão?

Diante das Tentações

Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias e o pecado me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Amém.

Os frutos de conversão do Jejum

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Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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A IRA e os seus danos para nossa vida.


Pecados Capitais: Inveja, a tristeza da alma sem Deus

sexta-feira, março 16th, 2012

O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, é necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas. Sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. A semana passada vimos um artigo e um vídeo com o Padre Paulo Ricardo sobre O Pecado Capital da IRA e os seus danos para a nossa vida. Ao tomarmos consciência do pecado peçamos ao Espírito Santo a graça de um coração arrependido e busquemos o Sacramento da CONFISSÃO, pois buscamos a conversão e a nossa meta é a criatura nova renascida em cristo na Ressurreição.

A Inveja

Diz o livro da Sabedoria que é por causa da inveja que o demônio levou a pecar os nossos primeiros pais no início da história da humanidade. “É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sb 2,23-24). Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz a pó”.

A inveja é companheira daquele que não suporta o sucesso dos outros, e que não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro; e quando este fracassa, diz no interior “bem feito!”. No fundo quem é sempre acometido pelo pecado da inveja deve trabalhar o complexo de inferioridade, baixa auto-estima, insatisfação pessoal e falta de amor próprio, confiança em si mesmo. Estes sentimentos não podem nos dominar, eles estão indicando um estado de nossa alma que pela Graça pode mudar.

O primeiro pecado dos filhos de Adão e Eva foi cometido por inveja: Caim matou o irmão Abel (cf. Gn 4). Pior do que um homicídio (assassinato de um homem), o crime de Caim, movido pela inveja, foi um fratricídio (assassinato de um irmão). Também por causa da inveja os filhos do patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores Do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto. (cf. 1Sm 18,8; 19,1).

O caso mais triste que as Escrituras nos relatam, por causa da inveja, é o da morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? Ele sabia que tinham entregado Jesus por inveja” (Mt 27, 18).

Diante disto temos que nos acautelar diante dela; uma vez que movidos por ela somos levados a praticar muitas injustiças. Quantas fofocas, maledicências, intrigas, brigas, rivalidades, calúnias, ódios, etc., acontecem por causa de uma inveja. O pior de tudo para nós cristãos, é constatar que ela se entranha até mesmo nas obras e nos filhos de Deus. Podemos dizer seguramente que muitas rivalidades e disputas que surgem também no coração da Igreja, tristemente, são causadas pela inveja, ciúme e despeito.

Ao invés de se alegrar com o sucesso do irmão, no seu trabalho para o reino de Deus, muitas vezes se fica remoendo a inveja porque não se consegue o mesmo sucesso. O que importa afinal é o meu sucesso, o sucesso do outro, ou o crescimento do reino de Deus e a salvação das almas? Precisamos aprender a fazer com que a felicidade do próximo seja um motivo a mais para sermos felizes, e não o contrário. A inveja é uma perversão. Santo Agostinho nos ajuda a entender a gravidade da inveja:

“Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”

Oração: À medida que se aproxima a festa da salvação, nós vos pedimos ó Deus, que nos preparemos com maior empenho para celebrar o mistério da Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Clique em comentários e deixe sua opinião e pedidos de orações.


Clique e assista este vídeo com o Padre Paulo Ricardo:


“A alegria exorciza o demônio”. São Francisco de Assis. Então nossa verdadeira alegria por nós e pelo dom dos outros será um antídoto contra a inveja.

Medite a Via-sacra durante a Quaresma

Como você lida com a inveja? Clique em comentários e deixe sua opinião.

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do pré-discípulado.


Matéria relacionada: O Pecado Capital da IRA e os seus danos para a nossa vida.

Você já se confessou nesta Quaresma em preparação para Páscoa?

quarta-feira, março 14th, 2012

Por incrível que pareça essa pergunta é frequentemente feita a nós sacerdotes: “O padre se confessa, precisa se confessar? “Com quem o sacerdote se confessa”?” Ser ministro do Sacramento da Reconciliação não nos deixa isentos das fraquezas e de infelizmente cairmos no pecado. O sacerdote como fiel adulto necessita e deve se confessar, vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica: §1457 Conforme mandamento da Igreja, “todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano”. Certas pessoas pensavam que: o padre confessa com o Bispo, o Bispo com o Papa, tá bom e o Papa confessa com quem? O Papa tem o seu confessor, que até pouco tempo era um frade Capuchinho. Tem gente que até pensava que o padre se confessava com o espelho, não o padre não pode se absolver, ele sempre procura outro padre para se confessar.

O tempo passa rápido, daqui a pouco mais de duas semanas estaremos já na Semana Santa, não perca tempo!

Todos os anos os sacerdotes da Diocese de Lorena juntamente com o seu Bispo Dom Benedito Beni dos Santos participamos de uma manhã de espiritualidade em preparação dos Sacerdotes para A Semana Santa e Páscoa. Depois de uma reflexão muito profunda, que este ano meditou as palavras de Bento XVI na Quarta-feira de cinzas, Dom Beni preside uma celebração penitencial onde os padres se confessam uns com os outros. É bonito de ver, todos aqueles homens de Deus confessando, ora um usava a estola, ora o outro usava e perdoava os pecados. Graças a Deus padre também se confessa e experimenta a vida Nova em Cristo pelo Sacramento da reconciliação e da misericórdia. Aproveite este período de graça onde todas as paróquias estão fazendo os seus mutirões de confissões.

Ouça esta formação na integra:

Porque é que Cristo instituiu os sacramentos da Penitência?

§1421 O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.

Porque existe um sacramento da Reconciliação depois do Batismo?

§1426 1425 Entretanto, a nova vida recebida na iniciação cristã não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a inclinação ao pecado, que a tradição chama de concupiscência, que continua nos batizados para prová-los no combate da vida cristã, auxiliados pela graça de Cristo. É o combate da conversão para chegar à santidade e à vida eterna, para a qual somos incessantemente chamados pelo Senhor.

Quando foi instituído este sacramento?

§1446 Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. E a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça”.

§1485 O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos” (Jo 20, 22-23).

Quais os elementos essenciais do sacramento da Reconciliação?

§1440 – 1449 São dois: os atos realizados pelo homem que se converte sob a ação do Espírito Santo e a absolvição do sacerdote, que em Nome de Cristo concede o perdão e estabelece a modalidade da satisfação.

Quais são os atos do penitente?

§1491 O sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou seja, o cumprimento de certos atos de penitência, que o confessor impõe ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.

Que pecados se devem confessar?

§1456 Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão.

Quem é o ministro deste sacramento?

§1446 –1466 -1495 Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais, portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Quais são os efeitos deste sacramento?

§1468 Os efeitos deste sacramento “Toda a força da Penitência reside no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade.” Portanto, a finalidade e o efeito deste sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento da Penitência com coração contrito e disposição religiosa “podem usufruir a paz e a tranqüilidade da consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual”. Com efeito, o sacramento da Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira “ressurreição espiritual”, uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Cf. Lc 15,32).

§1449 A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela páscoa de seu Filho e pelo dom de seu Espírito, por meio da oração e ministério da Igreja:

Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Obrigado Senhor pela Sua infinita misericórdia, criastes os Sacramentos da Ordem e da Confissão. Grande oportunidade de experimentar o perdão e voltar à amizade Contigo.

Prepare-se bem para a confissão: Exame de consciência

Clique em comentários Você já se confessou ou pretende se confessar para a Páscoa?

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

§ Este sinal significa na organização do Catecismo da Igreja Católica os capítulos, confira.

Matéria relacionada: “A nova evangelização também começa no confessionário”, diz Papa.