Posts Tagged ‘Litrugia’

Você conhece os personagens do Advento?

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Todo tempo litúrgico é rico em figuras e símbolos para nos ajudar a celebrar o Mistério de Cristo em nossas vidas, não poderia ser diferente no Advento. Personagens bíblicos que no decorrer das quatro semanas nos acompanharão e nos revelarão como deve ser a nossa expectativa, vigilância e conversão para a chagada de Jesus que vem! Vamos conhecer?

Escute este conteúdo:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 – 55 (Livro da Consolação) anunciam a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados. As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 – 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s). A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc. Em Maria encontramos a realização da expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”. José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

Clique em comentários e responda: Você conhecia os personagens do advento?

Estes santos personagens vão caminhar conosco nos preparando para o natal de Jesus. Com os Profetas Isaias e João batista nós pedimos a Deus Pai a graça de nunca perder a esperança, a fé nas promessas de Deus. Com Maria e São José queremos aprender a acolher a Vontade de Deus em nossa vida e dar o nosso sim ao Seu plano de Salvação.

Existem outros personagens bíblicos, como os pastores, que avisados pelos anjos são os primeiros depois de José e Maria a ver o menino Jesus: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado!” Quando os anjos se afastaram deles, para o céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém, para ver a realização desta palavra que o Senhor nos deu a conhecer”. Os reis magos que vindo de longe oferecem ao Menino Deus seus presentes e sua Adoração: Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra”. Essa deve ser a atitude nossa neste tempo para quando Jesus chegar possamos adorá-lo de todo o nosso coração.

Oração: Imploramos ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana, e nos traz a esperança da ressurreição: concedei-nos acolher sempre com amor o que celebramos com fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Natal feliz é Natal com Cristo!

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Porque a Cruz é o sinal do cristão?

terça-feira, setembro 14th, 2010

Algumas pessoas não católicas  dizem que a cruz  é um símbolo pagão ou que é um símbolo de morte e que não deve ser usada e em alguns paises foi proibida nos lugares públicos, aqui no Brasil pode ser também. Mas esta afirmação não está de acordo com o que a Igreja Católica sempre viveu e ensinou desde os seus primórdios e também não concorda com os textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo, ou pior, dizem sem conhecimento que nós idolatramos a santa cruz. Senão vejamos:

Mt 10, 38 – Jesus disse: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”.

Mt 16, 24 – “Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.

Lc 14, 27 –“E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo”.

Gl 2, 19 – “Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo”.

Gl 6, 12.14 – “Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.

1Cor 1,18: “A linguagem da Cruz… para aqueles que se salvam, para nós, é poder  de Deus”.

1Cor 1, 17: “… anunciar o  Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a Cruz de Cristo”.

Quando o imperador Constantino o Grande, enfrentou seu rival Maxêncio sobre a ponte Milvia, próximo do ano 300, viu nos céus uma cruz luminosa acompanhada dos dizeres: “In hoc signo vinces!” (Por este sinal vencerás). Constantino, então, colocou a sua pessoa e o seu exército sob a proteção do sinal da cruz e venceu Maxêncio, tornando-se imperador supremo de Roma, proibindo em seguida a perseguição aos cristãos pelo Edito de Milão, em 313.

O símbolo resultante da sobreposição das letras gregas X e P, iniciais de Cristo em grego, lembrava Cristo e a Cruz e foi representado no estandarte de Constantino. No fim do século IV, tomou a forma que lembrava a Cruz.

Após a conversão de  Constantino († 337) a cruz deixou de ser usada para o suplício dos condenados e tornou-se  o símbolo da vitória de Cristo e o sinal dos cristãos, como mostram de muitas maneiras a arte, a Liturgia, a piedade particular e a literatura cristã. A cruz tornou-se, então, sinal da Paixão vitoriosa do Senhor. Conscientes deste seu valor, os cristãos ornamentavam a cruz com palmas e pedras preciosas.

Os Padres da Igreja como Tertuliano de Cartago e Hipólito de Roma, já nos séculos II e III, afirmavam que os cristãos se benziam com o sinal da Cruz. Os mártires tomavam a cruz antes de enfrentar a morte e os santos não se separavam da cruz. As Atas dos Mártires mostra isso.

No entanto, muito antes de Constantino, Tertuliano (†202) já escrevera: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas  as nossas demais atividades persignamo-nos a testa o sinal da Cruz” (De corona militis 30). *

S. Hipólito de Roma († 235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, escreveu: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da  Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42). *

No Novo Testamento a Cruz é símbolo da virtude da penitência, domínio das paixões desregradas e do sofrer por amor de Cristo e da Igreja pelas salvação do mundo. Seria preciso apagar muitos versículos do Novo Testamento para dizer que a Cruz é um símbolo introduzido no século IV na vida dos cristãos. O sinal da Cruz é o sinal dos cristãos ou o sinal do Deus vivo, de que fala Ap 7, 2, fazendo eco a Ez 9,4: “Um anjo gritou em alta voz aos quatro Anjos que haviam sido encarregados de fazer mal à terra e ao mar: “Não danifiqueis a terra, o mar e as árvores, até que tenhamos marcado a fronte dos servos do nosso Deus”.

São Clemente de Alexandria, no século III, chamava a letra T (tau), símbolo da cruz, de “figura do sinal do Senhor” (Stromateis VI 11). *

Por tudo isso, a vivência e a iconografia dos cristãos, desde o século I, deram à cruz sagrada um lugar especial entre as expressões da fé cristã. Daí podemos ver que é totalmente errônea a teoria de que a Cruz é um símbolo pagão introduzido por influência do paganismo na Igreja e destinado a ser eliminado do uso dos cristãos. Rejeitar a Cruz de Cristo é o mesmo que rejeitar o símbolo da Redenção e da esperança dos cristãos.

Oração: A cruz sagrada seja minha luz, não seja o dragão o meu guia retira-te satanás nunca me aconselhes coisas vãs, bebes tu mesmo o teu veneno. Amém.

Clique aqui e: Reze A Quaresma de São Miguel Arcanjo

Reze O 1° Dia da Novena ao Padre Pio de Pietrelcina

Clique em comentários e deixe sua opinião e seus pedidos de orações.

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

* Este artigo foi baseado no de D. Estevão Bettencourt, da revista “Pergunte e Responderemos”, Nº. 351 – Ano 1991 – Pág. 364. Professor Felipe Aquino: blog.cancaonova.com/felipeaquino

VIGÍLIA PASCAL: “Eis A Luz de Cristo, demos graças a Deus”!

sábado, abril 3rd, 2010

Neste Sábado Santo celebramos a liturgia mais importante do ano litúrgico, A VIGÍLIA PASCAL. Celebramos a luz de cristo que dissipa toda a treva, vence a morte e redime a humanidade. O Círio Pascal é a luz de cristo ressuscitado no meio de nós. O canto da Proclamação da Páscoa é como o rolar da pedra do sepulcro de Jesus, “Ele não esta aqui, Ressuscitou!” Essa celebração é centrada na Palavra de Deus, que nos trás a memória da historia da salvação, a celebração do Batismo dá o sentido de nossa união com Cristo morto e ressuscitado. Nesta noite é a noite do batizado, do cristão que se faz testemunha do ressuscitado. Veja o que diz o catecismo da Igreja:

O MISTÉRIO PASCAL NO CATECISMO:

§1168 O ANO LITÚRGICO: “Partindo o tríduo pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade. Aproximando-se progressivamente de ambas as vertentes desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente “ano de graça do Senhor”. A economia da salvação está em ação moldura do tempo, mas desde a sua realização na Páscoa de Jesus e a efusão do Espírito Santo o fim da história é antecipado, “em antegozo”, e o Reino de Deus penetra nosso tempo”.

Conteúdo disponível em áudio:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Percebo que conhecemos muito pouco daquilo que celebramos e de seu verdadeiro valor, por isso não damos a devida importância que a Vigília Pascal merece como centro de nossa fé. Por isso, muitos católicos vão à procissão do senhor morto, mas não aparecem na Vigília Pascal, falta formação e catequese e por isso, pouca gente não bebe do manancial da salvação. Você já prestou a atenção naquela vela grande bem decorada sobre um belo e enfeitado pedestal? Você já percebeu como aquela vela traz uma série de sinais, números e letras? A GRANDE VELA é o CÍRIO PASCAL: simboliza, recorda, faz a memória da pessoa de Jesus Cristo ressuscitado.

O CÍRIO PASCAL é preparado, abençoado, aceso e conduzido para a Igreja na noite da Santa Vigília Pascal. A grande celebração da Vigília Pascal se inicia normalmente com a bênção do “FOGO NOVO”, fora do recinto da Igreja. Este FOGO NOVO, FOGO DA PÁSCOA, FOGO QUE QUEIMA, ILUMINA e AQUECE, recebe uma bênção especial, antes de ser aceso o CÍRIO PASCAL. É com uma chama do FOGO NOVO BENTO que o CÍRIO é aceso. Terminada a preparação do CÍRIO PASCAL, inicia-se a procissão para introduzi-lo solenemente no interior da Igreja. Apagam-se todas as luzes para deixar o ambiente completamente escuro e eis o significado:

A Igreja toda às escuras simboliza o mundo em trevas, o mundo sem Deus, sem Jesus, sem o Evangelho. Nesta escuridão do mundo brilhou e brilha uma única luz verdadeira, a luz de Jesus ressuscitado, simbolizada pela Luz do CÍRIO PASCAL. O CÍRIO, é aceso e elevado e apresentado aos fiéis reunidos através do cantor: “Eis a Luz de Cristo!” Os fiéis voltam-se para o CÍRIO, ajoelham-se e cantam: “Demos Graças a Deus!”.

O sacerdote prossegue até o centro da Igreja, faz novo anúncio e os fiéis respondem com o mesmo canto, em frente ao altar. O sacerdote coloca o CÍRIO num pedestal e incensa para significar a adoração que os fiéis prestam ao Ressuscitado. Logo a seguir, sacerdote canta o “Exultet” (de alegria). Agora você pode participar de forma mais profunda da bênção do FOGO NOVO. Agora vamos ver o significado dos sinais, números e letras que decoram o CÍRIO PASCAL: A CRUZ: A cruz encravada no CÍRIO, em geral de cor vermelha, lembra a Cruz de Jesus Cristo. Jesus e Cruz mantêm um vínculo indestrutível. Ao traçar a Cruz sobre o CÍRIO o celebrante diz: (no vertical) “Cristo, ontem e hoje, (no horizontal) princípio em fim”.

AS LETRAS: As duas letras colocadas ao alto e embaixo da Cruz, o Alfa e o Ômega, são a primeira e a última letra do alfabeto grego. Ao cravar as duas letras o celebrante diz: “ALFA E ÔMEGA”, quer dizer, “PRINCÍPIO E FIM”.

O NÚMERO: O número 2010 é a afirmação que Jesus é o mesmo, ontem, hoje e para sempre: O nº (2) A Ele e o tempo, o nº (0) é a eternidade, o nº (1) A glória e o poder e o nº (0) pelos séculos. Amém.

OS CINCO GRAVOS (grãos de incenso): As cinco bolinhas que são afixadas à cruz, uma ao alto, outra ao centro, outra embaixo e as outras duas nos dois braços da cruz, simbolizam as cinco chagas de Jesus Cristo. O celebrante diz: (ao alto da cruz) “por suas Santas Chagas”, (ao centro) “suas Gloriosas Chagas”, (embaixo) “o Cristo Senhor“, (à esquerda) “nos proteja”, (à direita) “e nos guarde. Amém”.

Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente aleluia!

Deixe no túmulo vazio de Jesus tudo que te causa morte. Clique em comentários e deixe os seus pedidos de orações.

“HÁ ELE O TEMPO E O PODER PELOS SÉCULOS. AMÉM”.

FELIZ PÁSCOA!!!

Padre Luizinho.
Com. Canção Nova.

Advento: João é a voz, Cristo, a Palavra.

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra (Jo 1,1). João era a voz passageira, Cristo, a Palavra eterna desde o princípio. Suprimi a palavra, o que se torna a voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz sem palavras ressoa ao ouvido, mas não alimenta o coração.

Entretanto, mesmo quando se trata de alimentar nossos corações, vejamos a ordem das coisas. Se penso no que vou dizer, a palavra já está em meu coração. Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu.

Procurando então como fazer chegar a ti e penetrar em teu coração o que já está no meu, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te fez entendê-la, esse som desaparece, mas a palavra que ele te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu.

Não te parece que esse som, depois de haver transmitido minha palavra, está dizendo: É necessário que ele cresça e eu diminua? (Jo 3,30). A voz ressoou, cumprindo sua função, e desapareceu, como se dissesse: Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3,29). Guardemos a palavra; não percamos a palavra concebida em nosso íntimo.

Queres ver como a voz passa e a palavra divina permanece? Que foi feito do batismo de João? Cumpriu sua missão e desapareceu; agora é o batismo de Cristo que está em vigor. Todos cremos em Cristo e esperamos dele a salvação: foi o que a voz anunciou.

Justamente porque é difícil não confundir a voz com a palavra, julgaram que João era o Cristo. Confundiram a voz com a palavra. Mas a voz reconheceu o que era para não prejudicar a palavra. Eu não sou o Cristo (Jo 1,20), disse João, nem Elias nem o Profeta. Perguntaram-lhe então: Quem és tu? Eu sou, respondeu ele, a voz que grita no deserto: “Aplainai o caminho do Senhor” (Jo 1,19. 23). É a voz do que grita no deserto, do que rompe o silêncio. Aplainai o caminho do Senhor, como se dissesse: “Sou a voz que se faz ouvir apenas para levar o Senhor aos vossos corações. Mas ele não se dignará vir aonde o quero levar, se não preparardes o caminho”.

O que significa: Aplainai o caminho, senão: Orai como se deve orar? O que significa ainda: Aplainai o caminho senão: Tende pensamentos humildes? Imitai o exemplo de João. Julgam que é o Cristo e ele diz não ser aquele que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal. Se tivesse dito: “Eu sou o Cristo”, facilmente teriam acreditado nele, pois já era considerado como tal antes que o dissesse. Mas não disse; pelo contrário, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde. Viu de onde lhe vinha à salvação; compreendeu que era uma lâmpada e temeu que o vento do orgulho pudesse apagá-la.

Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Séc. IV -V
(Sermão 293, 3: Patrologia Latina. 38 1328-1329).

Prefácio do Advento II (A dupla espera de Cristo)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…

O Tempo do Advento nos chama a conversão, a mudança de vida, rever as nossas posturas principalmente como me preparo pra encontrar o Senhor que veio que vem e virá. Hoje eu quero ter um encontro com Deus e você?

Oração: Senhor quero me encontrar contigo. Durante este dia desperta o meu coração para esta vigilante expectativa, pois o Senhor pode chegar a qualquer hora, que eu não esteja distraído mesmo tendo que fazer muitas coisas, que eu não esteja despreparado. O meu coração esta alimentado por esta alegre e viva esperança do Senhor que vem. Trago comigo muitas pessoas e situações que quero te apresentar, te entregar e principalmente minha pessoa, minha vida: Vem Senhor Jesus!

Clique em comentários e faça sua oração, como você vive este tempo de espera do Senhor?

Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, dai chegarmos às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Por N.S.J.C.

Conte com as minhas orações

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

I Domingo do Advento: Ano novo vida nova!

domingo, novembro 29th, 2009

HUESCA, quinta-feira, 26 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário ao Evangelho deste Domingo, I do Advento, redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, bispo de Huesca e de Jaca, arcebispo eleito de Oviedo.

É sabido que os cristãos sempre começam o ano um pouco antes. Cabe recordar esse ditado popular de “ano novo, vida nova”, que quer expressar algo muito humano: que nosso coração não se resigna ao fatalismo do que acontece; que nosso coração tem direito de dizer “Chega!” a tantas coisas que não andam; que nosso coração é justo quando, apesar dos pesares, tem a ousadia de sonhar mais uma vez.

Talvez seja por isso que todos nós concordamos em estabelecer uma data mágica: 1º de janeiro, o novo ano civil, para indultar-nos mutuamente e conceder-nos uns aos outros uma espécie de “anistia” bonachona: perdoamos os excessos, os rancores, as mentiras. Assim, da trincheira de todos os nossos pesadelos, nós nos atrevemos a erguer com timidez a branca bandeira dos sonhos de um mundo feliz. Lamentavelmente, tão desejada “anistia” costuma durar o que dura à ressaca de umas festas, para depois mergulharmos na opacidade de um cotidiano desiludido e cansativo, que tão rotineiramente sempre termina igual: em desencanto.

Podemos dizer “ano novo, vida nova” porque “o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, o que nossas mãos apalparam… O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos” (1 Jo 1, 1-3). A Vida Nova que, ano a ano, instante a instante podemos celebrar se chama Jesus Cristo.

Isso quer dizer que nem a mentira, nem o caos, nem a morte têm a última palavra desde que Alguém teve a loucura e o atrevimento de proclamar “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. E nós acreditamos nessa Vida Nova, que se fez um de nós, que habitou entre as contendas das nossas insídias. Ou estava louco para dizer semelhantes coisas, ou simplesmente era Deus… E Homem verdadeiro.

O Evangelho deste domingo é um convite à vigilância. Uma série de imperativos tentará nos aproximar do assombro desta espera: levantai-vos, erguei a cabeça, tende cuidado, estai acordados, ficai de pé (cf. Lc 21, 34-36). Vale a pena escutar este grito do nosso coração que continuamente nos exige o milagre de uma novidade que não acabe, e reconhecer que Alguém, como nenhum outro e para sempre, levou a sério este grito, abraçou o grito do coração humano, do meu coração, podendo então voltar a estrear esperanças e brindar felicidades.

O Advento cristão sempre é recordar Aquele que já chegou, é acolher sua vinda incessantemente presente e, por último, é preparar-nos para o dia da sua volta prometida. Este é o paradoxo da nossa fé: recordar quem veio, a partir da acolhida de quem nunca foi embora, para preparar-nos para receber quem voltará. O paradoxo consiste em que o sujeito é a mesma pessoa: Jesus Cristo. Este é o tempo que nos prepara para a celebração do Natal cristão.

Levantemo-nos, despertemos. É possível uma novidade, que não dependa dos panettones nem do champagne, bem de umas datas combinadas, mas de algo que aconteceu, de alguém que está entre nós.

Feliz ano novo, feliz vida nova.