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Pecados Capitais: A Preguiça é um diagnóstico de como esta a minha alma!

quarta-feira, março 28th, 2012

Avançando no conhecimento, crescemos também na fé e nas armas contra o Pecado, vejamos o que O Catecismo da Igreja Católica nos diz sobre este pecado, que hoje é tão banalizado que é quase normal e natural ter e nos entregar a preguiça. Por desculpa da “lei” do menor esforço, ter tudo na mão ou na ponta dos dedos, por falta de disciplina e interesse. Quando a Acídia ou preguiça já dominou as nossas atitudes é porque ela já se instalou no coração e na vontade. E ninguém esta livre dela.

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

§2733 Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é a acídia (chamada também “preguiça”). Os Padres espirituais entendem esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Quanto mais alto se sobe, tanto maior a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria Passa então a ter mais confiança, a perseverar na constância.

§2755 Duas tentações freqüentes ameaçam a oração: a falta de fé e a acídia, que é uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, que leva ao desânimo.

Preguiça espiritual: §2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige às penas.

Na verdade, preguiça é um diagnostico de como esta a minha alma, é uma doença espiritual.

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado…” (Gn. 3,19). Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12). O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mal cristão. Um operário displicente é um mal cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino Livro: Os pecados e as virtudes capitais– www.cleofas.com.br

Clique em comentário e diga como você vence a preguiça no dia-a-dia? Seus pedidos de orações.

Ouça o Podcast com o Professor Felipe Aquino:

Oração: Pai Todo-poderoso, daí-me coragem e decisão para não permanecer na miséria das minhas fraquezas e pecados sem nunca poder experimentar a Riqueza de ser filho de Deus. O Senhor dotou-me de dons e qualidades, de capacidade e, para completar no Batismo deu-me a graça do Espírito Santo. Agora com a Tua graça e a intercessão da Virgem Maria, quero sair desta preguiça e comodismo e dar os passos necessários e decididos para alcançar a harmonia Contigo, comigo mesmo e com os meus irmãos. Quero fazer como se tudo dependesse de mim, sabendo que tudo depende da Tua graça e misericórdia.

Conte com as minhas orações, minha benção fraterna.
Padre. Luizinho, Com. Canção Nova.

Assista ao vídeo com Padre Paulo Ricardo: A Preguiça é uma doença espiritual.

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Pecados Capitais: Orgulho e soberba são a mesma coisa?

segunda-feira, março 26th, 2012

Queridos irmãos, Deus tem um plano para nós, que inclui felicidade e salvação. O Pecado é quando éramos o alvo em nossa vida e pagamos o preço, ou seja, as conseqüências de nossas escolhas erradas. Mas é possível reconhecer que erramos e começarmos tudo de novo e refazer a sua caminhada. Deus sempre nos espera de braços abertos como o pai do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32). Refletir sobre o pecado e suas conseqüências em nossas vidas pode muito nos ajudar a entender melhor e fugir deles, Medite a Palavra de Deus pra você hoje e vamos para mais um exercício espiritual, refletir sobre o pecado do Orgulho ou Soberba:

A soberba ou orgulho

A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”. Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus, “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e também marcou a vida de Maria, “a serva do Senhor” (Lc 1, 38), José, e todos os santos da Igreja.

São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com esta arma ele foi vencido por Jesus, Maria, José, S. Miguel e os santos. A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma, e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai  das luzes” (Tg 1,17).

O soberbo se esquece que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, Dele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele “rouba a glória de Deus”, pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só a Deus. São Paulo lembra aos coríntios que: “nossa capacidade vem de Deus” (2 Cor 3,5). Aos romanos ele disse: “Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto” (Rm 12,3). “Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Rm 12,16). Aos gálatas, Paulo diz: “Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gl 6, 3). A soberba tem muitos filhos: orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor próprio, exibicionismo, egocentrismo, egolatria, etc.

Podemos dizer que a soberba é a “cultura do ego”. Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra eu? Eu vou, eu acho, eu penso que…, mas eu prefiro…, etc. A luta do cristão é para que essa “força” puxe-o para Deus, e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: “Não busco a minha glória”. (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: “É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus” (Gl 1,10).

A soberba é o oposto da humildade. Essa palavra vem de “húmus”, aquilo que se acha na terra, pó. O humilde, é aquele que reconhece o seu “nada”, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a sua glória, como dizia santo Irineu, já no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: “Toda a vitória do Salvador  dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!”.

Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso Jesus afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como santa Teresinha que procurava o último lugar…

Disse Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Mt 11,28.


Jesus já nos deu a receita para vencermos o orgulho e a soberba a virtude da HUMILDADE.

Como você acolhe as oportunidades de ser humilde em sua vida? Clique em comentários e diga como vencer o pecado do orgulho.

Oração Diante das Tentações

Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Enchei o meu coração das virtudes da humildade e mansidão, que são qualidades que a senhora imprimiu no Teu filho Jeus Cristo. Amém.

Clique em comentário e diga como você vence o orgulho no dia-a-dia? Seus pedidos de orações.

Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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O Ventre da Virgem Maria foi o primeiro Sacrário da fase da terra!

sábado, março 24th, 2012

A Igreja dá uma pausa na Quaresma para celebrar a solenidade da Anunciação do Senhor, pois Cristo é o centro de todo o mistério litúrgico que estamos nos preparando para viver na Páscoa através dos Exercícios quaresmais de conversão que são a Oração, o Jejum e a Esmola. Meditando hoje a Sua Encarnação no ventre precioso de Maria, Deus entra em nossa historia para salvar todo o ser humano. Por causa desta solenidade nesta sábado, quando o dia 25 de Março cai num Domingo é transferida para o dia anterior. O centro de toda vida Liturgica é o Mistério de Cristo, sua Paixão, Morte e Ressurreição. Na Segunda-feira continuaremos a refletir sobre os Pecados Capitais.

A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza, pela força, a mortalidade, pela eternidade. Para saldar a dívida de nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à natureza passível. Deste modo, como convinha à nossa recuperação, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, podia submeter-se à morte através de sua natureza humana e permanecer imune em sua natureza divina.

Por conseguinte, numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. Por “nossa humanidade” queremos significar a natureza que o Criador desde o inicio formou em nós, e que assumiu para renová-la. Mas daquelas coisas que o Sedutor trouxe, e o homem enganado aceitou, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo fato de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana, tornou-se participante dos nossos delitos.

Assumiu a condição de escravo, sem mancha de pecado, engrandecendo o humano, sem diminuir o divino. Porque o aniquilamento, pelo qual o invisível se tornou visível, e o Criador de tudo quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não uma falha do seu poder. Por conseguinte, aquele que, na sua condição divina se fez homem, assumindo a condição de escravo, se fez homem.

Entrou, portanto, o Filho de Deus neste mundo tão pequeno, descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai; é gerado e nasce de modo totalmente novo. De modo novo porque, sendo invisível em si mesmo, torna-se visível como nós; incompreensível, quis ser compreendido; existindo antes dos tempos, começou a existir no tempo. O Senhor do universo assume a condição de escravo, envolvendo em sombra a imensidão de sua majestade; o Deus impassível não recusou ser homem passível, o imortal submeteu-se às leis da morte.

Aquele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem; e nesta unidade nada há de falso, porque nele é perfeita respectivamente tanto a humanidade do homem como a grandeza de Deus. Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia nem o homem é destruído com sua elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza, em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza aquilo que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.

A natureza divina resplandece nos milagres, a humana, sucumbe aos sofrimentos. E como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, também a carne não deixa a natureza de nossa raça.

É um só e o mesmo – não nos cansaremos de repetir – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem. É Deus, porque no principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus: e o Verbo era Deus. É homem porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,1. 14).

Das Cartas de São Leão Magno, papa
(Epist. 28, ad Flavianum, 3-4: PL 54,763-767 Séc. V).

Meditando neste magnífico mistério da Encarnação do Senhor pensamos: então o ventre de Maria realmente foi o primeiro Sacrário da fase da terra, ela foi quem primeiro adorou Jesus Cristo salvador. O sim de Maria a salvou em primeiro lugar e esse é o seu grande mérito. Ela é a primeira adoradora em espírito e verdade, por isso, mestra e modelo de todo adorador. O mesmo Jesus pequeno, gerado pelo Espírito Santo, ainda embrião no seio de Nossa Senhora é o mesmo Jesus crucificado por amor e Ressuscitado para a nossa vitória. Logo depois que soube que estava grávida e com ela também sua prima Isabel, mãe de João Batista, carregou consigo Jesus e o Espírito Santo pelas montanhas para confirmar João e exercer o serviço do amor. Foi o primeiro grande Pentecostes, ou seja, batismo no Espírito Santo na história.

“Ele será grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada; e, desde o ventre da mãe, ficará cheio do Espírito Santo. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (cf. Lc 1, 15.41).

O nosso desejo é acolher Jesus e aprender com Maria nesta escola a adorar, a viver a experiência da Eucaristia, do batismo no Espírito Santo e a ser grandes intercessores pela salvação do mundo. Contra o aborto, anunciar a salvação a tantas mães e crianças que morrem vitimas desta crueldade. Mãe ensina-nos a mar, adorar e acolher o mistério de nossa vocação.

Oração A Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Virgem imaculada, Mãe do Salvador, cuja carne e sangue tomados em vosso castíssimo seio nos alimentam na divina Eucaristia, nós vos saudamos sob o título de Nossa Senhora do SS. Sacramento, porque fostes a primeira a praticar os deveres da vida eucarística, ensinando-nos, com o vosso exemplo, a assistir ao santo sacrifício da missa, a comungar menos indignamente e a visitar frequentemente e com devoção o augustíssimo sacramento do altar.

Ó Maria fazei que, seguindo os vossos passos, possamos cumprir sempre mais perfeitamente nossos sagrados deveres e mereçamos assim a eterna recompensa. Assim seja.

Clique em comentários como é sua experiência com Jesus Sacramentado e com Maria? E deixe os seus pedidos de orações.

Clique aqui Veja a série dos Pecados Capitais: IRA / Inveja / Gula / Luxúria

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento rogai por nós!

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho
, Com. Canção Nova.
Diretor e Formador no Pré-discípulado.

Pecados Capitais: Terapia de Cura do Pecado da Luxúria ou Impureza

sexta-feira, março 23rd, 2012

O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, acho necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas, sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. Faça a leitura da Palavra de Deus (cf. Marcos 7, 14-23) hoje para você e depois vamos refletir sobre mais um pecado capital: O Papa Bento XVI disse: “O mundo não compreende o pecado”, por isso, é necessário a formação da reta consciência através da pregação e da catequese.

O pecado da Luxuria ou impureza

“É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas…”

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15).

“Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)” (1 Cor 6,16). Toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. De forma especial isso ocorre no pecado da impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, dentre os quais havia esse problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).

São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deu s no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso…” (Fl 3,20).

Isso explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós” (1 Cor 3,16-17). Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). O Senhor quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é, no coração dos nossos pensamentos.

“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como nos recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.

São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo preparo para serem mães; pais solteiros, filhos abandonados e “órfãos de pais vivos”, abortos, adultérios, destruição familiar, doenças venéreas, AIDS etc. O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atômica.

Fonte: www.cleofas.com.br no Livro Os pecados e as virtudes capitais, Prof. Felipe Aquino.

O que é necessário para combater a Luxuria? Com certeza a virtude da Pureza, vamos ver o que o Padre Paulo Ricardo nos aconselha:


Clique em comentários e diga como você lida e foge do pecado da impureza?


Reze com Salete Ferreira para a libertação desse pecado

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

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Pecados Capitais: Gula, busca da felicidade nos bens e no comer

quarta-feira, março 21st, 2012

Continuando os nossos exercícios quaresmais meditando sobre os efeitos dos pecados cabeças em nossas vidas. Pecados cabeças são aqueles que dão origem a muitos outros pequenos e grandes vícios em nossa vida. Para que conhecendo possamos lutar contra eles. A Palavra de Deus é fonte de conhecimento e força contra o pecado. Ouça o que Deus fala com você hoje, reze e depois de ler o texto e refletir sobre a Gula clique em matéria relacionada e veja os artigos sobre os pecados capitais da IRA e da INVEJA e um texto sobre Jejum, muito legal!

A GULA

Gula é comer além do necessário para se alimentar. Para alguns o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo, esse é o erro. Frustram-se quando a refeição não é “suculenta e variada”.

Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (Fl 3,19); isto é o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital, é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc. Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.

Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isto: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. Santo Ambrosio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem deixar-se submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei porque é capaz de reger a sua própria pessoa”. Ghandi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.

A virtude oposta à gula é a temperança; evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso santificador. São Paulo ensinou aos gálatas e aos romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gl 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito, fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom 8,12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza, e dá-nos a graça de superar os vícios.

Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.” Não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.

Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi-nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa, e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que o queria afastar do caminho traçado por Deus para Ele seguir, para salvar a humanidade.

Algumas pessoas têm o “hábito” de comer demais, às vezes de maneira compulsiva, que revela “fuga” de outros problemas. Isto pode ser um problema emocional e psicológico que deve ser tratado.

Para refletirmos melhor vejamos o vídeo onde o Padre Paulo Ricardo nos esclarece um pouco mais, bom exame de consciência pra você:


Deixe o seu comentário, como voce esta se preparando para fazer uma boa confissão?

Diante das Tentações

Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias e o pecado me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Amém.

Os frutos de conversão do Jejum

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Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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São José, modelo de santidade para os homens!

segunda-feira, março 19th, 2012

A Igreja hoje abre um espaço no tempo da Quaresma para celebrar uma solenidade, a festa do ultimo dos patriarcas,  guardião dos maiores tesouros de Deus Pai a Virgem Maria e Jesus Salvador. São José é patrono universal da Igreja, Esposo de Maria e pai de Jesus. Ele teve a sublime missão de guardar, zelar, amar e defender a Virgem Maria e a Cristo o nosso Salvador. Neste tempo de Quaresma riquíssimo em espiritualidade é propicio meditarmos e rezarmos com este grande homem de Deus.

Nestes nossos tempos fracos e pobres em referências autenticas de homens de verdade, forjados no caráter pela justiça, temor de Deus, da castidade e paternidade responsável, cheia de ternura e força do ser masculino, São José nos é apresentado hoje como modelo para todo homem. Seus valores, virtudes e sua fé podem ser imitados por todo menino, rapaz ou homem feito que busquem a realização e fidelidade à sua vocação de ser guardião e defensor da humanidade. Os evangelhos destacam algumas qualidades do homem José:

“Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” (cf. Mateus 1,16. 18-21.24ª).

Justo, respeitou Maria, humano, tinha medos e dúvidas, mas também um homem cheio de fé e confiança em Deus. Casto e submisso, ou seja, obediente à missão que o Senhor lhe confiou, guardar Maria e ser Pai de Jesus. Responsável, trabalhador e apaixonado pela sua família. Protegeu sua mulher e seu filho quando perseguidos.

Guarda fiel e providente

É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão. Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da rainha do mundo e senhora dos anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse: Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor! (Mt 25,21).

Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: acaso não é ele o homem especialmente escolhido, por quem e sob cuja proteção se realizou a entrada de Cristo no mundo de modo digno e honesto? Se, portanto, toda a santa Igreja tem uma dívida para com a Virgem Mãe, por ter recebido a Cristo por meio dela, assim também, depois dela, deve a São José uma singular graça e reverência.

Ele encerra o Antigo Testamento; nele a dignidade dos patriarcas e dos profetas obtém o fruto prometido. Mas ele foi o único que realmente possuiu aquilo que a bondade divina lhes tinha prometido. E não duvidemos que a familiaridade, o respeito e a sublimíssima dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como um filho para com seu pai, certamente também nada disso lhe negou no céu, mas antes, completou e aperfeiçoou.

Por isso, não é sem razão que o Senhor lhe declara: Vem participar da alegria do teu Senhor! Embora a alegria da felicidade eterna penetre no coração do homem, o Senhor preferiu dizer: Vem participar da alegria. Quis assim insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o envolve de todos os lados e o absorve e submerge como um abismo sem fim.

Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com vossas orações junto de vosso Filho adotivo; tornai-nos também propícia vossa Esposa, a santíssima Virgem, mãe daquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim. Amém.

Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero.
(Sermo 2, de S. Ioseph: Opera 7,16. 27-30) (Séc. XV).

Deus me fez, como se eu fosse o pai do rei e me fez senhor de toda a sua casa. Para salvar a muitos povos me exaltou. O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação.
Cf. Gn 45,8; 50,20; Sl 104(105), 21; Sl 117(118), 14.

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Concedei-nos ainda Senhor pela Vossa fidelidade as virtudes e qualidades de vosso querido amigo e guardião São José, para que sejamos homens mais justos e santos  para nossas familias e para a humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

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Exercicio Espiritual: Reze com as alegrias e dores de São José

São José, modelo de santidade para nós homens rogai por nós!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discipulado. 

Pecados Capitais: Inveja, a tristeza da alma sem Deus

sexta-feira, março 16th, 2012

O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, é necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas. Sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. A semana passada vimos um artigo e um vídeo com o Padre Paulo Ricardo sobre O Pecado Capital da IRA e os seus danos para a nossa vida. Ao tomarmos consciência do pecado peçamos ao Espírito Santo a graça de um coração arrependido e busquemos o Sacramento da CONFISSÃO, pois buscamos a conversão e a nossa meta é a criatura nova renascida em cristo na Ressurreição.

A Inveja

Diz o livro da Sabedoria que é por causa da inveja que o demônio levou a pecar os nossos primeiros pais no início da história da humanidade. “É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sb 2,23-24). Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz a pó”.

A inveja é companheira daquele que não suporta o sucesso dos outros, e que não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro; e quando este fracassa, diz no interior “bem feito!”. No fundo quem é sempre acometido pelo pecado da inveja deve trabalhar o complexo de inferioridade, baixa auto-estima, insatisfação pessoal e falta de amor próprio, confiança em si mesmo. Estes sentimentos não podem nos dominar, eles estão indicando um estado de nossa alma que pela Graça pode mudar.

O primeiro pecado dos filhos de Adão e Eva foi cometido por inveja: Caim matou o irmão Abel (cf. Gn 4). Pior do que um homicídio (assassinato de um homem), o crime de Caim, movido pela inveja, foi um fratricídio (assassinato de um irmão). Também por causa da inveja os filhos do patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores Do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto. (cf. 1Sm 18,8; 19,1).

O caso mais triste que as Escrituras nos relatam, por causa da inveja, é o da morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? Ele sabia que tinham entregado Jesus por inveja” (Mt 27, 18).

Diante disto temos que nos acautelar diante dela; uma vez que movidos por ela somos levados a praticar muitas injustiças. Quantas fofocas, maledicências, intrigas, brigas, rivalidades, calúnias, ódios, etc., acontecem por causa de uma inveja. O pior de tudo para nós cristãos, é constatar que ela se entranha até mesmo nas obras e nos filhos de Deus. Podemos dizer seguramente que muitas rivalidades e disputas que surgem também no coração da Igreja, tristemente, são causadas pela inveja, ciúme e despeito.

Ao invés de se alegrar com o sucesso do irmão, no seu trabalho para o reino de Deus, muitas vezes se fica remoendo a inveja porque não se consegue o mesmo sucesso. O que importa afinal é o meu sucesso, o sucesso do outro, ou o crescimento do reino de Deus e a salvação das almas? Precisamos aprender a fazer com que a felicidade do próximo seja um motivo a mais para sermos felizes, e não o contrário. A inveja é uma perversão. Santo Agostinho nos ajuda a entender a gravidade da inveja:

“Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”

Oração: À medida que se aproxima a festa da salvação, nós vos pedimos ó Deus, que nos preparemos com maior empenho para celebrar o mistério da Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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Clique e assista este vídeo com o Padre Paulo Ricardo:


“A alegria exorciza o demônio”. São Francisco de Assis. Então nossa verdadeira alegria por nós e pelo dom dos outros será um antídoto contra a inveja.

Medite a Via-sacra durante a Quaresma

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Minha benção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do pré-discípulado.


Matéria relacionada: O Pecado Capital da IRA e os seus danos para a nossa vida.

A Esmola não é dar umas moedinhas que nos sobram

segunda-feira, março 12th, 2012

Quando ouvimos esta palavra ESMOLA vem logo a nossa cabeça algumas moedas ou um trocadinho que tiramos do bolso para dar a um mendigo que nos pede, na porta de casa, no farol de transito ou nas calçadas de nossa cidade. Quase sempre é algo que nos sobra ou um restinho do que a gente tem, mas esmola, CARIDADE é muito mais do que isso. É dar mais de si do que daquilo que se tem. Precisamos sim assistir aos nossos irmãos nas suas necessidades, a fome não espera, mas esmola é muito mais que assistencialismo é dar vida, dignidade, tirar o irmão da situação que ele se encontra. Dar algo material é muito mais fácil e cômodo do que dar de si, do seu tempo, das suas capacidades, daquilo que você sabe fazer, e principalmente do amor humano carregado do amor Divino.

A esmola celebra o relacionamento do homem com o seu próximo, na virtude Teologal da Caridade. Este assunto é polemico para quem não entende que esmola não é somente dinheiro, é doar-se concretamente ao próximo.

Escute na integra o Podcast:

O que significa a esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, dar sem egoísmo, sem pedir recompensa, em atitude de compaixão. Nisto ele imita o próprio Deus no mistério da criação e a Jesus Cristo, no mistério da Redenção. Jesus fala sobre esta verdadeira caridade na parábola do Bom Samaritano (cf. Lucas 10,25-37) quem é o teu próximo?

O homem recebeu tudo do seu criador. Tudo quanto tem, possui-o porquê recebeu. Ora, se Deus dá de graça e se o homem é criado à imagem e semelhança de Deus, se Cristo se doou totalmente, dando sua vida, também ele será capaz de dar de graça. Ao descobrir que dentro de si existe a sublime capacidade de dar de graça, a exemplo de Deus e de Cristo, brota nele o desejo de celebrá-la.

Quando, pois, na Quaresma a Igreja convoca a todos os fiéis a darem esmola, ela comemora aquele que por excelência exerceu a esmola: Jesus Cristo. Convida o homem à atitude de abertura ao próximo, convida-o a servir ao próximo com generosidade e desprendimento. Ora, neste momento a esmola começa a significar toda esta atitude de doação gratuita. Não só de bens materiais, mas o tempo, o interesse, as qualidades, o serviço, o acolhimento, a aceitação. E todo este mistério de abertura e gratuidade em favor do próximo na imitação de Deus e de Cristo possui então uma linguagem ritual. Tem valor de símbolo. Pela celebração da esmola a Igreja comemora a generosidade de Cristo que deu sua vida pelos seus e torna presente Cristo, dando-se a seus irmãos em cada irmão, formando o seu corpo. Assim, quando a Igreja convida os fieis a exercerem a esmola durante a Quaresma, sabe muito bem que não é pela esmola em si que ela vai resolver os problemas sociais e realizar a promoção humana, mas sabe também que é pelo que a esmola significa que ela vai realizar uma verdadeira promoção humana.

Portanto, não é a quantia que importa, mas o que gesto ou o rito da esmola significa. Exercitando a atitude da esmola durante a Quaresma, a Igreja quer levar os cristãos a viverem a atitude da esmola durante todo o ano, durante toda a vida. Descobrimos, então, que no exercício da esmola está contida a atitude de conversão, em relação ao próximo.

O que diz o Catecismo da Igreja Católica:

No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem. As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos. As teologais são três: fé, esperança e caridade.

Com relação à virtude teologal da caridade, ou seja, do amor, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro; por isto, tanto mais poderemos amar ao próximo quanto mais amemos a Deus; e, por sua vez, tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amemos ao próximo.

§1822 A CARIDADE é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

§1823 Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus “até o fim” (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor” (Jo 15,9). E ainda: “Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).

§1824 Fruto do Espírito e da plenitude da lei, a caridade guarda os mandamentos de Deus e de seu Cristo: “Permanecei em meu amor. Se observais os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,9-10).

§1825 Cristo morreu por nosso amor quando éramos ainda “inimigos” (Rm 5,10). O Senhor exige que amemos como Ele, mesmo os nossos inimigos, que nos tornemos o próximo do mais afastado, que amemos como Ele as crianças e os pobres.

O apóstolo S. Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (l Cor 13,4-7).

§1826 Diz ainda o apóstolo: “Se não tivesse a caridade, nada seria…”. E tudo o que é privilégio, serviço e mesmo virtude… “Se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria”. A caridade superior a todas as virtudes. E a primeira das virtudes teologais “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1 Cor 13,13).

§1827 O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela Caridade, que é o “vinculo da perfeição” (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si; é fonte e termo de sua prática cristã. A caridade assegura purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a a feição sobrenatural do amor divino.

§1828 A prática da vida moral, animada pela caridade, dá ao cristão a liberdade espiritual dos filhos de Deus. Já não está diante de Deus como escravo em temor servil, nem como mercenário à espera do pagamento, mas como um filho que responde ao amor daquele “que nos amou primeiro” (1 Jo 4,19): Ou nos afastamos do mal por medo do castigo, estando assim na posição do escravo; ou buscamos o atrativo da recompensa, assemelhando-nos aos mercenários; ou é pelo bem em si mo e por amor de quem manda que nós obedeçamos… E estaremos então na posição de filhos.

§1829 A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia, exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão:

A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos.

§1844 Pela Caridade, amamos a Deus sobre todas as coisas e a nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. Ela é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14) e a forma de todas as virtudes.

Você pratica a escola, vive a caridade? Deixem em comentários os seus pedidos de orações.

Oração: Senhor daí-nos experimentar primeiro o Teu amor por nós e depois amaremos profundamente a Ti e a nossos irmãos, “pois sem Ti nada podemos fazer”. Eu quero e sei que este caminho é o caminho da perfeição, por isso, derrama sobre nós o Teu Espírito Santo, é Ele quem nos revela o Amor do Pai e do Filho, a clareza dos nossos pecados e a graça da conversão para poder amar de verdade os nossos irmãos.

Clique leia e escute: O Exercício Quaresmal da Oração e a Virtude da Fé
Viver o Jejum nos fazem crescer na virtude da Esperança

Conte com as minhas orações.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discípulado.

* Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM. Editora Vozes, 1991
* § Catecismo da Igreja Católica.