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O Dom do Temor nos faz amar a Deus e fugir dos laços da morte

quarta-feira, maio 16th, 2012

Já aprendemos que os dons do Espírito Santo aperfeiçoam as virtudes. As virtudes abandonadas a si mesma não podem chegar a grandes alturas. A nossa razão, mesmo iluminada pela fé, é ainda imperfeita para perceber toda a realidade espiritual. Só os dons do Espírito Santo elevam o homem às alturas da própria dignidade. A palavra Temor de Deus em hebraico “Girate” e pode tanto significar temor como piedade.

O Dom do “Temor de Deus” aperfeiçoa a virtude da Esperança.

No temor do SENHOR está a segura confiança, esperança para seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida, que afasta dos laços da morte (cf. Provérbios 14,26-27). Há várias espécies de temores: o temor mundano, o temor servil a Deus e o temor filial a Deus. Destes, só o último é o Temor de Deus.

1) O temor humano é o medo que se sente com relação a criaturas ou situações mundanas. São temores humanos o medo de pessoas, como a mulher que teme o marido ou o marido que teme a esposa, os filhos que temem o pai ou a mãe, os alunos que temem os professores… São temores às situações mundanas, por exemplo, o medo de andar de elevador, o medo do escuro, o medo de tempestades, etc. Incluem-se ainda nesta classe os medos supersticiosos, como o medo de passar embaixo de uma escada, o medo de ver um gato preto cruzar o caminho, o medo do dia 13… Os temores ou medos mundanos originam-se de traumas. Podem desaparecer pela oração de cura interior ou por tratamentos psicológicos adequados.

2) O temor servil é principalmente o medo de ser castigado por Deus, de ir para o inferno. Esse temor é gerado pela idéia de um Deus que nos vigia constantemente, pronto a nos castigar pelas nossas faltas. E isso nos inquieta, agita, deprime. O temor servil pode afastar-nos do pecado, mas é um temor imperfeito, porque não se baseia no amor de Deus.

3) O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso.

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais:

1 – O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2 – Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3 – Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.

Padre Eliano Gonçalves, da Fraternidade Jesus Salvador, fala sobre O Dom do Temor:

Oração: Concede-me Senhor o Dom do Santo Temor, para que eu seja liberto de todo o temor que me escraviza. Derrama o Teu Espírito Santo sobre mim, para que eu saiba distinguir o que vem de Ti e o que vem do mal, do pecado e das minhas fraquezas. Que eu viva como verdadeiro filho de Deus, por intercessão de Nossa Senhora mulher cheia do santo Temos de Deus. Amém

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Padre Luizinho, Com. canção Nona.
Diretor Espiritual  e Formador do Pré-discípulado

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Oração em línguas é polêmica, mas é um Dom do Espírito Santo!
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A Verdadeira Sabedoria é Dom de Deus!
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– Eis a promessa: “sereis batizados no Espírito Santo

Essa é a promessa “sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias!”

segunda-feira, maio 14th, 2012

Esta foto que você esta vendo é da Sala superior em Jerusalém onde aconteceu o primeiro grande Pentecostes na Igreja, eu tive a graça de estar lá em Outubro de 2011 com um grupo de peregrinos e ai renovamos o nosso pentecostes: “Então os apóstolos deixaram o monte das Oliveiras e voltaram para Jerusalém, à distância que se pode andar num dia de sábado. Entraram na cidade e subiram para a sala de cima onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres — entre elas, Maria, mãe de Jesus” (cf. Atos 1, 12-14).No batismo no Espírito o primeiro Dom a se revelar é o Dom da Oração em Línguas, mas não será o único, ele é a porta para todos os outros Dons e Carismas do Espírito santo de Deus. Você poderá ir comigo novamente no dia 16 de Junho pela Obra de Maria.

Batismo ou Efusão no Espírito Santo

É bom que fique claro que não se trata do Batismo sacramental, mas de uma experiência da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, como diz o pregador do papa, frei Raniero Cantalamessa: “A efusão do Espírito Santo é o Batismo em ação”. O que ele quer dizer com isso, que a experiência da efusão traz pra fora tudo que recebemos no Batismo Sacramental, é A Pessoa do Espírito Santo agindo em mim e em você: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At. 1,8).

O batismo no Espírito é o Pentecostes hoje: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se” (cf. At. 2,1-4).

A promessa do Pai, Jesus é o batizador no Espírito: João Batista respondia a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá àquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desatar a correia de as suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Cf. Lc 3,16).

Ezequiel 36,25-26: “Derramarei sobre vós água pura e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne”.

Jesus fala a Nicodemos de uma Nova Vida: Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!… se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Cf. Jo 3,3-5).

“Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (At. 1,8).

A promessa é para todos, não só para os inícios da Igreja, essa promessa é para hoje, para mim e para você, o que devemos fazer?: Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar”. (At. 2,38-39).

Frutos do batismo no Espírito Santo:

1° – Reconstruir a Unidade que o pecado havia quebrado, desfeito, toda relação e submissão a Deus como Pai, recebemos de volta a graça que havíamos perdido;

2° – Reconhecer Jesus como messias e Senhor ressuscitado, proclamar o senhorio de Jesus!

3° – Conversão e a Vida Nova no Espírito: Eu vos exorto: deixai-vos sempre guiar pelo Espírito, e nunca satisfaçais o que deseja uma vida carnal (Gl 5, 16-25);

4° – Assumir a filiação adotiva somos filhos de Deus e herdeiros das realidades do céu: “De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!”O próprio Espírito se une ao nosso espírito, atestando que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se, de fato, sofremos com ele, para sermos também glorificados com ele” (Cf. Rm 8,15-17);

5° – Conduz a santidade: “e revestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade (Efésios 4,24).

6° – Necessidade de viver toda essa novidade em comunidade: “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Perseverantes e bem unidos, freqüentavam diariamente o templo, partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração” (At. 2,44-46).

7° – Abertura para a missão e servir na Igreja com os Dons, carismas e frutos: Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (I Coríntios 9,16).

O Pe Roger Luiz reza: Um Pentecostes todos os dias:

Oração: Vem Espírito Santo, vem e encha-me, restaura-me, derramai-vos sobre mim como fostes derramado sobre os apóstolos no cenáculo com Maria. Vinde Espírito consolador e enchei os nossos corações com os vossos sete dons. Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fieis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre das Suas consolações. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

Ó vinde Espírito Criador, as nossas almas visitai e enchei os nossos corações com Vossos dons celestiais. Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar. Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por Ele prometido a nós, por nós Seus feitos proclamai. A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai qual força eterna e protetor. Nosso inimigo repeli, e concedei-nos Vossa paz, se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás. Ao Pai e ao Filho Salvador, por Vós possamos conhecer que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.

Clique em comentários você precisa de um Pentecostes hoje? Faça o seu pedido: Vinde Espírito Santo!

Escute o PODCAST:

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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A Boa Notícia: Jesus nos salvou somos vencedores da batalha entre o bem e o mal!

segunda-feira, maio 7th, 2012

Foi assim que Deus também nos acolheu em Cristo. Falou a verdade quem disse: Deus tanto amou o mundo, que deu seu Filho Unigênito: “Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna” (Cf. João 3,16).

De fato, ele foi dado em resgate pela vida de todos nós, e assim fomos arrebatados da morte e libertados da morte e do pecado. E ilustra a finalidade deste desígnio ao dizer que Cristo se tornou ministro da circuncisão, para demonstrar a fidelidade de Deus. Com efeito, Deus prometera aos patriarcas do povo judeu que abençoaria toda sua descendência e a multiplicaria como as estrelas do céu. Por isso se revestiu da carne, tornando-se homem, ele o próprio Deus e Verbo que conserva todas as coisas criadas e lhes dá a salvação. Veio, porém, a este mundo na sua carne não para ser servido por ele, mas ao contrário, como ele mesmo afirma, para servi-lo e dar a sua vida pela redenção de todos (São Cirilo de Alexandria).

Jesus é vencedor na batalha entre o bem e o mal! Ele venceu o pecado e se fazendo “pecado”, sendo em tudo igual a nós menos na pratica do pecado, Ele nos libertou do mal e da morte, assinando a nossa carta de libertação com o seu sangue dando a Sua vida. “Sim, no mundo há muito mal, há uma batalha permanente entre o bem e o mal e parece que o mal seja mais forte. Não! Mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro Rei e sacerdote, Cristo, porque combate com a força de Deus e, apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar do êxito positivo da história, vence Cristo e vence o bem, vence o amor, não o ódio”, afirmou confiante o Papa Bento XVI na Catequese. s menos na pratica do pecado, Ele nos libertou do mal e da morte, assinando a nossa carta de libertação com o seu sangue dando a Sua vida.

Filipenses 2,8-11“E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor”.

“Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: se este homem está curado diante de vós, é por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos. Este é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devamos ser salvos” (cf. At. 4, 10-12).

Com estas passagens da Sagrada Escritura reconhecemos que só Jesus Cristo é o Senhor. Senhor quer dizer proprietário, dono, aquele que exerce poder sobre algo ou alguém. Quem tem sido o senhor da sua vida? Antes de conhecermos Jesus Cristo o nosso salvador nós éramos escravos do pecado e tínhamos muitos senhores. Esse passo é importantíssimo para chegarmos a Pentecostes e sermos possuídos pelo Espírito Santo como foram os Apóstolos e a Virgem Maria. Você quer ser cheio do espírito Santo? Proclame Jesus Cristo O Senhor de sua vida!

§450 CIC – “Desde o principio da história cristã a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter sua liberdade pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai, ao Senhor Jesus Cristo”.

Jesus nos comprou por um alto preço, o seu sangue derramado na cruz: “De fato, fostes comprados, e por preço muito alto! Então, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Coríntios 6,20). Jesus venceu os nossos maiores inimigos, satanás, o pecado e a morte, por isso, toda autoridade lhe foi dada: Jesus se aproximou deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra” (São Mateus 28,18).

Não há salvação fora de Jesus Cristo, é preciso crer e proclamar que Jesus é o Senhor e o centro de nossas vidas: “Senhores, que devo fazer para me salvar? Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua família” (At. 16,30-31). Da minha vida Jesus Cristo é o Senhor! Da minha vida Jesus é o centro! E para você pergunta Jesus quem dizeis que Eu Sou? (Cf. São Marcos 8,29)

Falsas Doutrinas: Mas infelizmente muitas pessoas são iludidas pelo príncipe deste mundo e servem a outros senhores. Tem pessoas se enganando procurando benzedeiras, curandeiros, leitura de horóscopo, cirurgias mediúnicas, adivinhações, leitura de mão, espiritismo, esoterismo, banhos de arruda, banhos de pipoca. Hoje nós temos uma grande vitrine de filosofias e falsos profetas prometendo a paz. Com a grande desculpa do respeito à fé e a cultura das pessoas, eu concordo em respeitar a fé e a cultura dos outros, mas não podemos cair na tentação de não anunciar Jesus Cristo como único Senhor e salvador do Homem.

“Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Mc 12,29). “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração, de toda tua alma e de todo o seu espírito” (Dt 6,5).

Na palavra de Deuteronômio 18,9– “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus”.

Pessoas colocando o dinheiro como Senhor de suas vidas, outras colocam a cerveja, as drogas, a bebida alcoólica como senhor de suas vidas. Quantos jovens são de grupo de oração, e na hora de dizer não a carne, se entregam a suas paixões, não buscam a castidade, entregam seus corpos ao sexo antes do matrimônio! Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devamos ser salvos” (cf. At. 4, 10-12).

O Espírito Santo nos faz proclamar que Jesus é o Senhor, a sua vida é para ser ocupada pelo senhorio de Jesus Cristo, aquele diante do qual todo joelho se dobra. O que é necessário ainda fazer para que as terras de seu coração sejam ocupadas pelo senhorio de Jesus? Digo que só N’Ele é que encontraremos a felicidade plena e é necessário que você se renda a Deus. Existem campos em nossos corações que queremos reservar, se existir isto no meio de nós é necessário que deixemos de lado estas reservas, às vezes temos uns pecados de estimação e não percebemos o quanto isso nos impede de caminhar para Deus. Muitas vezes deixamos que Deus tome conta da nossa oração, mas não deixamos que Ele tome conta do nosso coração, e por isso, muitas vezes trazemos a idolatria ao dinheiro ou a prisão por alguns afetos e isso não deixa que nos abandonemos inteiramente a Deus.

Se você já se entregou a alguma destas práticas, está na hora de proclamar Jesus como seu único Senhor, renunciando aos outros senhores que há tanto tempo você tem se curvado. Procure um padre para se confessar, e opte pelo caminho de Deus.

“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho, eis que tudo se faz novo” (II Cor 5,17).

“Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl. 2,9-10).

Oração com Salette Ferreira: Proclamai o Senhorio de Jesus

Clique em comentários e proclame Jesus Cristo O Senhor de sua vida.

Oração: Em Nome de Jesus Cristo, pelo Seu sangue derramado, pelas suas cinco chagas e por intercessão de Nossa Senhora eu renuncio ao demônio e a satanás, renuncio ao pecado e a tudo que se coloca em minha vida como senhor. Proclamo hoje para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador da minha vida, não há outro nome pelo qual eu deva ser salvo. Diante do amor de Deus por mim manifestado em Seu Filho que deu a vida para me salvar, eu declaro o Senhorio de Jesus sobre mim, sobre minha vida, passado, presente e futuro e nada nem ninguém a partir de hoje é o Rei e o Senhor de minha vida. Vem Espírito Santo e ocupa o Teu lugar e não permitas que mais ninguém, nem eu mesmo reine em minha vida, em meu ser, vinde Espírito Santo. Amém.

Vinde Espírito Santo, quero viver o senhorio de Jesus!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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Seminário de Vida no Espírito Santo
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Tem lhe faltado coragem? Peça o Dom da Fortaleza!

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PODCAST: A Boa Notícia Jesus nos salvou!

A Verdadeira Sabedoria é Dom de Deus!

quarta-feira, maio 2nd, 2012

“Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus e mais forte do que os homens. Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes.” (I Cor 1,25-27).

Quero abordar agora a necessidade de sabedoria no uso dos dons, porque tem lugar para tudo no nosso coração: cura física, cura interior, libertação… Tem lugar para tudo. De nossa parte, temos de ter a sabedoria de ir colhendo uma coisa depois da outra. É o Dom que habita o coração do humilde, pois quanto mais sábio mais humilde e manso, não precisa ostentar, nem provar que sabe tudo. Sua experiência e como ele conduz as coisas e sua vida prova que a pessoa é cheia do Dom da Sabedoria de Deus.  A sabedoria humana é falha. A sabedoria divina é plena e perfeita. Unicamente Deus tem a plenitude da sabedoria, e somente Ele nos pode dá-la, pelo dom da sabedoria.

Quando o Senhor nos dá uma palavra de profecia, de ciência, de discernimento ou qualquer revelação, temos de procurar discernir se aquilo que recebemos deve ser dito, quando deve ser dito e como deve ser dito. Porque alguns são afogueados. Receberam um dom, uma palavra de profecia, e a pessoa é tão apressada que já quer dizer. Mas você perguntou ao Senhor se essa palavra de profecia deve ser comunicada? Muitas vezes, trata-se de uma palavra para ser comunicada aos líderes, aos coordenadores, aos encarregados e não ao grupo

Imaginem que eu chegue a uma cidade dizendo:

_Preparem-se, porque dentro em breve um terrível terremoto acontecerá aqui, as casas haverão de desabar; preparem-se, preparem o meu povo…

Vejam que confusão. E o povo com medo. Como se preparar?

Diante de uma palavra dessas, o que eu deveria fazer? Primeiro, Orar ao Senhor para saber como e quando o Senhor quer que eu diga, e para quem o Senhor quer que eu diga. Depois de eu ter certeza de ter recebido uma palavra de profecia, tenho de perguntar ao Senhor e, de acordo com a resposta dele, ser dócil, mesmo que isso signifique gestar nove meses essa palavra de profecia dentro de mim. Não quero ser um farmacêutico apressado, não quero matar com os remédios do Senhor. Todos nós temos de ter essa responsabilidade. Quando o Senhor me disser: “Você vai falar a tais pessoas, desse jeito e nessa hora”, aí eu falo. Falo, mesmo que falar me arrebente.

Para que pedir ao Senhor sabedoria no uso dos dons? Para ministrar o remédio certo a nosso povo, para que aquilo que o Senhor quer nos dar não se torne veneno. O Senhor quer que nós vivamos a sabedoria. Vive-se a sabedoria com humildade, com paciência, dando tempo ao tempo, perguntando ao Senhor como, quando e a quem manifestar os seus dons. nesta cultura do imediatismo não sabemos esperar o tempo das coisas e das pessoas, queremos agora. O sábio é aquele que espera com paciência os frutos de cada tempo e se prepara para colhê-los.

Não adianta fazer as coisas que nós achamos boas: “Eu acho…” “Ah, eu pensava…”. O povo diz que de pensar morreu um burro. Não adianta esse “eu pensava, eu achava”. A sabedoria se faz a partir daquilo que o Senhor nos manda fazer. Quando fazemos as coisas segundo nosso entendimento, perdemos a unção: “Porque eu acho, porque eu penso, porque seria melhor, porque o povo me pressionou”.

Mais do que nunca, o Senhor, o Senhor quer nos ensinar a sabedoria. É como se fossemos ovelhas. A ovelha é um animal que não tem sabedoria nenhuma. Os cães tem faro, os gatos são espertíssimos, as aves conhecem as coisas… mas de todos os animais, o mais desprovido de inteligência, sem tino, sem direção, é a ovelha. E a nós, que somos ovelhas, o Senhor quer dar sabedoria. Às vezes pensamos que a sabedoria do Senhor é assim: ele nos dá sabedoria, e ficamos sábios, sabemos tudo. Já sabemos como nos conduzir. O que fazer, o que não fazer, que ordens dar, como educar os filhos, como educar os filhos, como trabalhar, como trabalhar na paróquia, como renovar as coisas na paróquia, como promover a Renovação, como fazer palestras. A pessoa pensa que agora sabe de tudo: “Eu recebi sabedoria…”, e fala até grosso, “porque agora eu tenho sabedoria”. E não é assim.

A sabedoria do Senhor é dada a quem for manso como as ovelhas. A ovelha precisa continuamente da direção do pastor: “Agora é para cá, agora é para lá, agora é mais pra lá, e agora é para cá”. A Sabedoria é conhecimento da Vontade de Deus para mim e para cada situação da minha vida, requer, intimidade, escuta e obediência as inspirações do Espírito de Deus: “ As ovelhas me conhecem e escutam a minha voz”. João 10

Nossa Senhora e o Dom da Sabedoria

Maria tinha todas as virtudes no mais alto grau. São Jerônimo nos aconselha: “Tome Maria como exemplo de virtudes”. Maria teve também a plenitude dos dons. Edificou sua vida sobre os sete dons de santificação. A virgem recebeu, mais do que qualquer outra pessoa, o dom da sabedoria, por isso ela é Sede da Sabedoria.

A sabedoria celeste a fez compreender e aceitar o plano de Deus para sua vida e, ao mesmo tempo, a encheu do mais puro e intenso amor a Deus e ao próximo. Assim a vemos na anunciação, na visita a Isabel, no nascimento de Jesus em Belém, na apresentação do menino Jesus no Templo, na fuga para o Egito, no reencontro com Jesus no Templo, nas bodas de Caná, aos pés da cruz e no Cenáculo. Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lucas 2, 19. 51).

Como nos Abrir a esse Dom

1. A sabedoria é um dom que Deus promete conceder a quem o pedir com fé (Tg 1,5).
2. Ler e meditar a oração de Salomão, pedindo a Deus o dom da sabedoria (Sb 9,1-18).
3. Procurar saborear tudo o que se relaciona com Deus, principalmente a Vida de Oração;
4. Não agir com impulsividade animados pelos sentimentos ou somente pela razão, agir no poder do Espírito Santo que une, coração, razão e espírito.

Padre Bruno Costa fala-nos sobre o Dom da Sabedoria:

Em que você precisa da Sabedoria Dom do Espírito? Deixe o seu comentário, seus pedidos de orações.

Vinde Espírito Santo / e dai-nos o Dom da Sabedoria  /para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho / e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. / Dai-nos o Entendimento / uma compreensão mais profunda da verdade / a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção. / Dai-nos o Dom do Conselho / que ilumina a nossa vida / e orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência. / Dai-nos o Dom da Fortaleza / e sustentai-nos no meio de tantas dificuldades / com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho. / Dai-nos  o Dom da Ciência / para distinguir o Único necessário /  das coisas meramente importantes. / Dai-nos Piedade / para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco.  / e, finalmente, dai-nos vosso santo Temor / para que, conscientes de nossas fragilidades, / reconhecermos a força da vossa graça. / Vinde Espírito Santo /e dai-nos um novo coração. Amém.

(Inspirada na Carta de João Paulo II aos sacerdotes do mundo inteiro por ocasião da quinta-feira santa de 1998)

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

Vejam os outros temas do seminário de vida e de Dons do Espírito Santo:

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Oração em línguas é polêmica, mas é um Dom do Espírito Santo!
A Fé autêntica leva a conversão

PODCAST: MARIA SEDE DA SABEDORIA:

A Fé autêntica nos leva a conversão!

segunda-feira, abril 30th, 2012

Caros amigos internautas, dando mais um passo em direção a vida no Espírito Santo em nosso seminário de Vida On-line, hoje iremos refletir e aprofundar sobre: A Fé que nos leva a Conversão! A Sagrada Escritura usa o termo Fé mais de 327 vezes na versão Ave Maria, para nos dizer que a fé é antes de tudo um Dom de Deus. Jesus veio para a Galiléia, proclamando a Boa Nova de Deus: Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova” (Mc 1,14-15). Tomando consciência do Amor de Deus e de nossa recusa através do pecado, agora é preciso tomar uma decisão crer e mudar de vida.

A Igreja do Brasil, em seu projeto nacional de evangelização, convida-nos ao acolhimento de um clamor que brota de cada coração humano: “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida” (cf.Jo 12,21). O verbo ver traz consigo, principalmente nos escritos do evangelista João, uma maravilhosa força dinâmica, pois aquele que vê o Senhor não consegue não se apaixonar por Ele, envolvendo-se assim em seu mistério de amor. Ver é um olhar penetrante, é a contemplação da verdade de Deus, como Criador, Redentor e Santificador.

Por este VER, experimenta-se a graça do encontro pessoal com Jesus que é a única resposta ao desejo de plenitude e felicidade presente no coração de cada pessoa humana. Transformando assim o sentido do viver, os valores éticos, os compromissos morais, sociais, políticos e culturais, o modo de julgar os acontecimentos da história, inspirando iniciativas concretas para construir um mundo novo. Este “ver” só é possível por meio de um dom especial que Deus Pai concede a seus filhos e filhas por meio do Espírito Santo: a Fé.

Às vezes, encontramos pessoas que expressam o desejo de que alguma coisa dê certo em sua vida, dizendo: “Tenho tanta fé que isso vai dar certo”. Apesar de reconhecer sua importância perguntamos: Será que é este o tipo de fé que citamos acima? Não! A fé autêntica não é um simples sentimento positivo ou um desejo de sorte. Fé é um dom, um presente do amor de Deus que, em sua infinita bondade, não abandona o coração humano em sua incessante busca de sentido, de felicidade. Por meio da fé, Deus desperta a consciência da pessoa para o conhecimento e experiência do seu mistério de amor.

Deus, que se revelou a nós por meio de seu Filho Jesus, possibilitou-nos conhecê-lo, apesar de nossas limitações, através do dom da Fé. Como vimos o dom da fé está ligado ao conhecimento da Verdade de Deus, mas tal conhecimento não exige necessariamente estudos universitários, pois a experiência do conhecimento de Deus só faz quem cultiva a humildade de coração, no sentido de depositar em Deus, e não em si mesmo, a esperança da própria salvação. Sendo assim, percebemos que o dom da Fé é imprescindível à salvação, à realização plena de toda e cada pessoa humana. Quantos são os exemplos salientados nos textos bíblicos de pessoas expressando, pelo dom de Deus, a fé como convicção que não há outra possibilidade de se viver uma vida plenamente humana fora da comunhão com Deus por meio de seu Filho Jesus. Eis a verdade autenticamente libertadora!

A Conversão é conseqüência de uma autêntica profissão de fé. Uma sutil tentação pode desviar a caminhada de salvação de muitas pessoas. Esta tentação é a separação entre fé e comportamento moral. Crer em Cristo é converter-se ao seu Reino, empenhar-se em seu projeto de salvação, de modo que todos se amem mutuamente como Ele nos amou.

“Deste modo, o quilate de vossa , que tem mais valor que o ouro testado no fogo, alcançará louvor, honra e glória, no dia da revelação de Jesus Cristo”. “Por ele, tendes no Deus que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, vossa e vossas esperanças estão em Deus” (I São Pedro 1,7 e 21).

A fé não é um desejo de sorte, é conversão! Porque ela exige uma mudança de vida, ela implica nos nossos comportamentos e escolhas, ela pede uma coerência entre aquilo que eu creio e professo com aquilo que eu faço e vivo. A raiz da fé não está firmada nos sentimentos. Nenhuma situação ou acontecimento pode alterar o verdadeiro sentido desta certeza manifestada pela glória de Deus (Cf. Jo 11,40).

‘Fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê’ (Hb 11,1). É a posse antecipada do que se espera, é uma demonstração da realidade ainda não acontecida.  Fé é o caminho da entrega e do abandono. É como atravessar um túnel, embora tudo pareça escuro, temos a certeza de encontrar a luz no final.

Como opção definitiva, a fé exige perseverança e fidelidade: ‘Combate o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram naufragar na fé’ (I Tim 1,18-19).

Veja este vídeo com o Dunga: “Se tu te converteres, Eu te converterei”

Oração: Senhor peço-te o dom da Fé. Que ela me leve a uma verdadeira experiência do amor de Deus e de conversão. Eu creio Senhor, mas aumentai a minha fé. Daí-me uma fé nova que possa traduzir em minha vida, traduzir em testemunho, em santidade. Para que, pela fé eu possa já possuir aqui na terra o que Jesus meu Salvador reserva para mim no céu. Maria mãe da fé intercedei por nós. Amém

“Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, pois todo o que foi gerado de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (cf. 1Jo 5, 3-5).

A fé é fundamental para nossa vida? Clique em comentários e dê a sua opinião, seus pedidos de orações.

Vinde Espírito Santo, ilumina a nossa fé para que ela nos leve a conversão!!!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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Oração em línguas é polêmica, mas é um Dom do Espírito Santo!

PODCAST: A fé não é um desejo de sorte, é conversão!

Oração em línguas é polêmica, mas é um Dom do Espírito Santo!

sexta-feira, abril 27th, 2012

O Dom da oração em línguas: é um Dom dado a nós pelo Espírito Santo e o primeiro a se manifestar. Dom para edificação pessoal, para santificação, pois ele nos abre as portas do sobrenatural, da vida de oração e da intimidade com Deus.

“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se” (cf. At. 2,1-4).

O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: ”Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração”. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: “Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo à profecia de Joel”. O primeiro dom criou confusão.

O que é o dom de línguas? Quando nós somos batizados no Espírito Santo, a primeira coisa da qual nos enchemos é de oração. E por que isso? Porque o Espírito Santo é a ligação entre o Pai e o Filho. A oração é a comunicação entre o Pai e o Filho; o Filho que fala ao Pai e o Pai que fala ao Filho. A beleza da intimidade que acontece dentro da Trindade é feita pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é oração.

Além disso, Ele é a ligação entre Deus e nós. A oração que vai e a oração que volta. Quando somos introduzidos no Espírito Santo, saímos cheios de oração, porque o Espírito Santo é oração, uma oração de fogo, infalível.

Nós damos o combustível, que é o nosso ar. Movemos nossas cordas vocais, movemos à boca, a língua, geramos sons; e o que acontece? O Espírito Santo ora, fala e canta em nós. Fornecemos a expressão palpável, mas quem dá o conteúdo, o fogo e a oração é o Espírito Santo. Você não imagina o valor dessa oração! Porque não somos nós orando simplesmente. É o Espírito Santo orando em nós!

Que acontece no dom de línguas? Quem entra em ação não é a nossa inteligência.

Movimentamos as cordas vocais, soltamos o ar, mexemos a língua, a boca, e produzimos som; mas o conteúdo vem do Espírito Santo. Da minha inteligência? Não! Da inteligência do Espírito Santo.

São Paulo explica isso na Epístola aos Romanos, 8,26: ”Do mesmo modo, também o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos rezar como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Portanto é um Dom para os humildes, que exige a humildade para recebê-lo e dele usufruir de seus frutos e graças.

Essa explicação é bem simples: ”gemidos inexprimíveis”, quer dizer: gemidos que não podem ser entendidos, a não ser quando Deus dá a interpretação.

Quando ora por seu filho ou sua filha, você sabe exatamente do que eles precisam? Não. É por isso que o Espírito Santo vem em nosso auxílio: porque não sabemos o que pedir, nem sabemos orar como convém. Ele mesmo intercede por nós e em nosso favor, com gemidos inexprimíveis. Daí as maravilhas acontecem, porque é o Espírito Santo orando dentro de nós, por nós. São Paulo continua:

“E aquele que perscruta os corações sabe qual é a intenção do Espírito: com efeito, é segundo Deus que o Espírito intercede pelos santos” (Rm 8,27).

1 – Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas: Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafel: Clique AQUI e leia a matéria completa.

1. “Benefícios” da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são “manifestações do Espírito para proveito comum”. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.

Conceituação: a) “É um dom de oração cujo valor, enquanto ‘linguagem de louvor’, não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo”. É uma linguagem a-conceitual, que se “assemelha” às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de “transe” para praticá-la, não corresponde a um estado “extático”, e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.

b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a “falar uma língua” que só Deus entende.

2. O “falar em línguas”, consignado nas Escrituras comporta três modalidades:

a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.

b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebram as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística”. Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo “Cantai ao Senhor um Cântico novo”, adverte que o cântico novo não é coisa “de homens velhos”. “Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?… Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo”.

c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de “mensagem em línguas”, ou ainda de “profecia em línguas”. Em oposição ao “falar em línguas” durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então “interpreta” a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de “falar mensagem em línguas” é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.

3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?

a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.

Clique e veja neste grupo de Oração à importância desde Dom:

Vinde Espírito Santo e dai-nos o Dom da Oração!

Padre Luizinho, Com Canção Nova.
Diretor espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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quarta-feira, abril 25th, 2012

A nossa vida espiritual tem duas dimensões, primeiro uma dimensão voltada para dentro de nós, que podemos chamar de “Vida Interior” e depois outra voltada para fora, que podemos chamar apostolado ou vida missionária. Ao falar dos Dons e Carismas estamos falando da Pessoa do Espírito Santo e de suas formas de agir, pois nenhuma pessoa se dá sem dar aquilo que é. Portanto, os Dons e Carismas são expressões da Sua ação e missão em nós e na Igreja: Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (cf. At. 1,8).

Dons de Santificação:

Na primeira dimensão voltada para dentro é a dimensão da nossa santificação, é a busca da nossa santificação, a busca do nosso retorno para Deus, é a luta contra o pecado e contra tudo que esconde em nós a imagem e semelhança de Deus. São eles: Dom da Fortaleza / Piedade / Sabedoria / Conhecimento / Conselho / Entendimento / Temor de Deus.

E isto é uma tarefa que supera as forças naturais, e que é preciso a força de Deus. E nisso Deus nos socorre com os chamados dons infusos ou dons de santificação, desde o batismo recebemos esses dons, que a Igreja chama de sete dons, mas não necessariamente precisa ser sete: fortaleza, piedade, sabedoria, conhecimento, conselho, entendimento e temor de Deus. Esses dons fazem crescer em nós a graça do batismo que recebemos como semente para que à medida que a criança vá crescendo também vá crescendo as coisas de Deus nela. São para isso os dons de santificação, sabedoria para buscar a Deus, ciência para mergulhar profundamente nos mistérios de Deus, enfim, todos eles para levar a pessoa à santificação.

Dons Carismáticos

Na segunda dimensão está a Igreja, é a dimensão de comunidade, a dimensão de caminhar com o povo de Deus, e Deus nos concede então os dons carismáticos, que não são necessariamente para nós, mas para os outros, por exemplo, o dom da sabedoria que não é a sabedoria para alimentar a nós, mas para alimentar os outros, não apenas para nos orientar, o dom da fé, da ciência, o dom de cura, de milagres que são dons como diz São Paulo para o bem da Igreja, para os outros, para utilidade de todos. São estes: Dom da Fé / interpretação / Profecia / Cura / Dom de línguas / Milagres / Discernimento / Palavra de Ciência e Palavra de Sabedoria.

Quando nós exercemos os dons carismáticos não quer dizer que já somos santos, porque Deus pode usar quem Ele quiser da maneira que quiser, mas é preciso dizer que quanto mais santo a pessoa for mais fácil é para Deus usar essa pessoa, por isso os dons carismáticos não estão separados dos dons de santificação, e eu até diria que existe uma grande interface entre eles, quanto mais a pessoa vive os dons de santificação mais aptidão ela tem para viver os dons carismáticos.

Na dimensão interior estão os dons de santificação. Na dimensão exterior estão os Dons Carismáticos.

* Fonte de pesquisa: Prof. Felipe Aquino

O dom da Fortaleza, também chamado “dom da coragem“, imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos.

Quando falamos em virtudes heróicas, ninguém pense que só existe heroísmo quando enfrentamos grandes causas. Você faz grandes heroísmos lá no interior da sua casa, no dia-a-dia de sua vida. Veja bem que heroísmo imenso é o de uma mãe que suporta o vício do álcool do marido ou do filho! Às vezes por 10, 20, 40 anos enfrenta aquela dor, aquele sofrimento, por amor a Deus, por doação e caridade. Essa mãe tem o Dom da Fortaleza. O Dom da Fortaleza não é só para os mártires, os grandes confessores da fé. É para cada um de nós. Hoje vemos uma multidão caindo nas tentações. Pode estar faltando o Dom da Fortaleza em muita gente. Saber não cair na tentação, já é um sinal da força desse Dom.

Santa Teresinha nos fala do “heroísmo do pequeno”. A fidelidade às pequenas inspirações que Deus nos faz todo dia e toda hora é fruto do Dom da Fortaleza. Nós deixamos passar ótimas oportunidades quando pequenas cruzes, pequenos sofrimentos vão passando pela nossa vida e nós não os aproveitamos para uma resposta fiel a Deus. Vem um aborrecimento, uma pessoa nos causa feridas porque falou qualquer coisa contra nós. O que fazemos? Há duas respostas: Revidamos com palavras amargas, com evidente menosprezo, com inimizades, etc., ou fazemos de conta que nem ficamos sabendo, não nos importamos com aquilo, etc.. Como funcionou o Dom da Fortaleza? É claro, naquela hora que suportamos a ofensa. O heroísmo está aí. Aprendemos agora um dos caminhos que nos leva a santidade.

São poucas as pessoas que fazem por Deus e pelo próximo aquilo que poderiam fazer mais. Porque, não temos coragem de nos empenharmos em grandes obras. Imaginem o bem que poderíamos fazer se ainda não fôssemos tão comodistas. Paulo afirma: “Tudo posso naquele que me fortalece” (CF.FL. 4,13). E nos diz mais: pode suportar as maiores dificuldades e tribulações e praticar, se necessário, atos heróicos. “Não pelas suas qualidades pessoais, mas pelo dom da fortaleza que Deus lhe concedeu”. Carta aos coríntios, descrevendo as tribulações pelas quais passou por amor ao Senhor e à Igreja:

“Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigo no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as Igrejas!” (II Cor 11,24-28).

Ao dom da Fortaleza se opõe à timidez, que é o temor desordenado, e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos. Estacionamos numa espiritualidade medíocre, temos medo de tudo, de prejudicar a amizade, de descontentar alguém e vamos comodamente parando no caminho da perfeição.

Escute na integra o PODCAST:

Deixe seu comentário onde você mais precisa do Dom da Fortaleza? E seus pedidos de orações.

Daí-nos Senhor o Dom da Fortaleza no Espírito Santo!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discípulado.

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segunda-feira, abril 23rd, 2012

Depois de conhecermos em nosso Seminário de Vida online o Amor de Deus, ficam varias perguntas: Porque mesmo depois de experimentar este Amor, sinto-me impotente diante de minhas fraquezas, limitações e continuo fazendo coisas más que não quero? Se Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom, porque tanta tristeza no mundo, tanta infelicidade, desigualdade, guerras, doenças, desamor, porque a morte? Essa pergunta pode ser feita de maneira diferente: se Deus e o seu amor existem qual é a cauda de todo o mal? O pecado é o mal uso de nossa liberdade, erramos o alvo, o objetivo de nossa vida, pisamos na bola, desvirtuamos os nossos sentidos e vontades, se apresentava o Bem e eu escolho o mal.

É difícil e hoje tem muita gente que torce o nariz, neste mundo mascarado e superficial até ofende dizer isso para alguém, mas eu não posso esconder ou mascarar, a verdade, a realidade para você: “Todos pecaram e por isso, estão privados da graça de Deus” (Cf. Romanos 3,23).

Conseqüências do pecado em nossas vidas:

a harmonia estabelecida graças à justiça original, está destruída;

– o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido;

– a união entre o homem e a mulher é submetida a tensões; as suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação.

– a harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida ‘à servidão da corrupção’.

– Finalmente, vai realizar-se a conseqüência explicitamente anunciada para o caso de desobediência: o homem ‘voltará ao pó do qual é formado’. A morte entra na história da humanidade. (n.400)

– a partir do primeiro pecado, uma verdadeira ‘invasão’ do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado;

– A Escritura e a Tradição da Igreja não cessam de recordar a presença e a universalidade do pecado na história do homem: O que nos é manifestado pela Revelação divina concorda com a própria experiência. Pois o homem, olhando para seu coração, descobre-se também inclinado ao mal e mergulhado em múltiplos males que não podem provir de seu Criador, que é bom.

402 – Todos os homens estão implicados no pecado de Adão. O gênero humano inteiro é, em Adão, ‘como um só corpo de um só homem’ (sicut unum corpus unius hominis – São Tomás de Aquino). Em virtude desta unidade do gênero humano, todos os homens estão implicados no pecado de Adão, como todos estão implicados na justiça de Cristo. (cat. 404)

‘Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores’(Rm 5,19). ‘Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram… ‘(Rm 5,12).

‘Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo), resultou para todos os homens justificarão que traz a vida’(Rm 5,18).

Adão e Eva cometem um pecado pessoal, mas este pecado afeta a natureza humana, que vão transmitir em um estado decaído. (cat. 404). É um pecado que será transmitido por propagação (não imitação) à humanidade inteira; isto é, pela transmissão de uma natureza humana privada da santidade e da justiça originais. O pecado original é denominado ‘pecado’ de maneira analógica: é um pecado ‘contraído’ e não ‘cometido’, um estado e não um ato. Mas, hoje as nossas escolhas nos tornam participantes ativos no pecado, atualizamos a morte e optamos novamente contra Deus e o seu plano de Amor.

‘Morte da alma’(DS 1512)

O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e faz o homem voltar para Deus. Porém, as conseqüências de tal pecado sobre a natureza, enfraquecida e inclinada ao mal, permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual. 405 – Pelo pecado original a natureza humana não é totalmente corrompida: ela é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (esta propensão ao mal é chamada ‘concupiscência’).

“Não “o abandonaste ao poder da morte’  Todas as vezes que pecamos estamos mais perto da morte”.

Por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?

São Leão Magno reponde: ‘A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do demônio os havia subtraído’(Sermão 73,4: PL 54,396). São Tomás: ‘Nada obsta que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde a palavra de São Paulo: ‘Onde abundou o pecado superabundou à graça’(Rom 5, 20). E o canto do Exultet: Ó feliz culpa que mereceu tal e tão grande Redentor’ (S. Th. III,1.3 ad 3).

Mais o PECADO não tem a ultima palavra em nossa vida, pelo contrario, tomar consciência desta verdade e assumi-la abre-nos a Porta da solução, da SALVAÇÃO: “Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram tudo o que Deus fizera por meio deles e como ele havia aberto a Porta da Fé para os pagãos” (cf. At. 14,27).

Salette Ferreira reza com a Plavra de Deus pela libertação do pecador:

Clique em comentários e diga não ao pecado e faça a sua oração de renúncia.

Oração de Renuncia: Tomando consciência do imenso Amor de Deus, de Jesus Cristo meu Salvador eu renuncio ao pecado e a todo mal. Renuncio em Nome de Jesus ao Demônio e a Satanás autor do pecado e do mal e todas as suas astúcias para perder os filhos de Deus. Renuncio a tudo aquilo que possa me conduzir ao pecado e a morte nos sentimentos e nos atos, continue a oração de renunciando a todo pecado, aqueles que te impedem de caminhar e de ter uma nova vida…

Vinde Espírito Santo e arranca-nos do pecado!!!

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador no Pré-discipulado.

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