A Palavra realmente é dura para nós e para aquela época em que Jesus falou. Mas Ele sabia o que estava dizendo e a quem aplicar esta palavra. Se Jesus foi enérgico com os escribas e fariseus, de fato, eles não estavam no céu e nem deixavam outros entrarem. Será que a nós esta palavra não pode ser aplicada?

Não podemos achar que só nós seremos salvos ou já estamos; ou que somente aqueles que estão no nosso grupo, que estão na Igreja serão salvos. Claro que Jesus veio para todos e todos precisam ser atingidos pela Graça que é o próprio Deus. Cabe a nós, provocar através de nossa vida e evangelização aos que estão longe o encontro pessoal com Deus. E não desprezar aqueles que ainda não tiveram uma experiência com o Deus vivo o qual servimos.

“Além disso, a acção salvífica de Jesus Cristo, com e pelo seu Espírito, estende-se, para além dos confins visíveis da Igreja, a toda a humanidade. Falando do mistério pascal, em que Cristo agora já associa vitalmente a Si no Espírito o crente e lhe dá a esperança da ressurreição, o Concílio afirma: « E isto vale não apenas para aqueles que crêem em Cristo, mas para todos os homens de boa vontade, no coração dos quais, invisivelmente, opera a graça. Na verdade, se Cristo morreu por todos e a vocação última do homem é realmente uma só, a saber divina, nós devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao mistério pascal (…)A presença e acção do Espírito não atingem apenas os indivíduos, mas também a sociedade e a história, os povos, as culturas, as religiões, Cristo ressuscitado, pela virtude do seu Espírito, actua já no coração dos homens . É ainda o Espírito que infunde as “sementes do Verbo”, presentes nos ritos e nas culturas, e as faz maturar em Cristo”( Dominus Iesus , 12).

Muitas das vezes não queremos nem ter contato com os filhos de Deus que estão no mundo das músicas profanas, que estão nas drogas, na prostituição, no alcoolismo etc. simplesmente os desprezamos por não fazerem parte do nosso seletivo grupo.

Como não entendemos o amor de Jesus, sua missão, paremos e nos coloquemos no lugar deles, que não somos melhores em nada que as pessoas que ainda não encontraram Jesus. Às vezes nós que aparentemente, estamos na Igreja, servindo o Senhor fazemos coisas piores que eles. E nos esquecemos de onde saímos, o que fazemos, quem nos trouxe para Deus.

Tudo isso é que não temos ainda uma fé madura capaz de enfrentar esta realidade; nós não temos capacidade de acolher os outros da sua condição social e espiritual. Tudo porque nos achamos os puros, os separados. Se nossa missão é evangelizar precisamos buscar as pessoas que estão lá pedindo socorro e ajuda. Mas se eles vêem atrás de nós, precisamos acolher, amar e dar o Remédio que é Jesus.

“O que o Espírito realiza no coração dos homens e na história dos povos, nas culturas e religiões, assume um papel de preparação evangélica e não pode deixar de referir-se a Cristo, Verbo feito carne pela acção do Espírito, “a fim de, como Homem perfeito, salvar todos os homens e recapitular em Si todas as coisas” (Dominus Iesus, 12).

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