A tibieza está profundamente ligada aos pecados, principalmente os capitais. E entre eles destaca-se a preguiça. Em geral, a preguiça é a inclinação a procurar o repouso e o conforto do corpo. É a acomodação que a tibieza nos proporciona, para assim nos tirar de uma vida constante de oração.

Por isso, a tibieza tem uma grande intenção: além de nos tirar o fervor e uma vida de oração, nos leva a pecados que quebram o relacionamento com o Senhor.

A tibieza opõe-se à caridade e nos fecha em nós mesmos, sem dar-nos aos outros. Ela provoca a permanência no pecado, sem deixar-nos sair da situação e com isso recusamos os meios que Deus pôs a nosso dispor para alcançarmos a salvação.

A tibieza leva-nos a sérios pecados, entrando pela porta que é a preguiça e os outros capitais:

Desespero da salvação; pecados capitais (orgulho, avareza, inveja, ira, impureza, gula, preguiça); pusilanimidade (é a atitude medrosa, fraca, envergonhada diante das coisas de Deus e da Igreja, tanto no nosso coração quando nas manifestações exteriores da nossa fé); fraqueza no cumprimento dos mandamentos; rancor e raiva contra os que nos chamam a atenção para que voltemos a rezar; ódio das coisas espirituais que impedem a alma de se soltar no pecado; atenção voltada para as coisas ilícitas, interesse por elas, desejo de as praticar etc.

“A alma tíbia serve a Deus com negligência e desgosto; os exercícios de piedade aborrecem-na; a mortificação a cansa, não sente atração alguma por coisas espirituais; o cumprimento de seus deveres se torna penoso, a freqüência aos sacramentos não lhe causa a menor impressão, tudo faz por rotina; seu espírito se abre a toda e qualquer distração que se apresentar; seu coração á ávido das afeições sensíveis; tudo faz superficialmente; o menor pretexto a leva a deixar de fazer práticas de piedade que se impôs ou que a regra lhe prescreve; ela se deixa envolver, sem escrúpulos pela perda de tempo e pelas conversas inúteis; arrasta-se penosamente pelo caminho da virtude” (Pe. Júlio Chevolier, Meditações 1, pp. 354-356).

Não podemos deixar que esses pecados e outros entrem na nossa vida, principalmente pela preguiça. Nos entregarmos totalmente a Deus. O nosso corpo só quer moleza e a tendência na indisposição é procurar logo o conforto, deixando a oração de lado ou para depois. Mesmo sem vontade, precisamos nos dobrar diante do Senhor.

A preguiça juntamente com a tibieza nos leva a pecar contra a caridade e o amor de Deus. “Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade; menospreza a delicadeza da caridade divina e nega a sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligencia em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar a alegria que vem de Deus e a Ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas” (CIC 2094).

Cada vício ou pecado capital, há pecados relacionados a eles:

1. Soberba: orgulho, vaidade vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor próprio, exibicionismo, egocentrismo, egolatria etc; combater com a virtude da humildade;

2. Avareza: ganância, apego, corrupção; combater com o desprendimento;

3. Luxúria : toda espécie de pecados relacionados com a impureza, nos sentidos, olhares, comportamentos, gestos, palavras, ações etc; combater com a castidade;

4. Gula; combater com a temperança;

5. Ira: violência, revanche, ódio etc; combater com o perdão;

6. Inveja: fofocas, maledicência, intrigas, brigas, rivalidades, calunias, ódios etc; combater com a benevolência;

7. Preguiça: negligência, imperícia, imprudência etc; combater com a diligência.

Precisamos fugir desses pecados para podermos ser totalmente do Senhor.

  O tíbio, diante a Eucaristia, torna-se insensível

Hoje, há um grande esvaziamento espiritual no mundo inteiro. O povo está caindo na indiferença religiosa. O relacionamento com Deus tem se tornado fraco, principalmente por aqueles que já O conhecem ou tiveram uma profunda experiência com Ele.

O mal de tudo isto é a chamada tibieza, que em primeiro lugar é hesitação em responder ao amor de Deus. E se diz ser também frouxidão, fraqueza, indolência, falta de ardor, ser morno… A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial. A tibieza tem levado muitos à prostração espiritual, ao desânimo para com as coisas de Deus. Muitos têm caído no sedentarismo espiritual e se acostumado com a presença e ação de Deus na sua vida e no mundo. Nada para a pessoa tíbia é interessante ou novo, tudo vira rotina para ela.

Há um profundo rompimento com a intimidade com Deus. Deus se torna tão banal para o tíbio que, muitas vezes, nem mesmo existe mais um relacionamento com Ele. E além disso, torna-se uma pessoa morna em tudo.

Mas o Senhor adverte aos que são mornos: “Conheço a tua conduta. Não é frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio ou quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,15-16).

Hoje, cresce entre os católicos a falta de ardor, até mesmo entre os consagrados, padres e religiosos. O ardor, o fervor em ser de Deus foi se perdendo de maneira assustadora. E a vida com Deus, para muitos, torna-se um peso ou apenas um trabalho. De maneira que se perde o verdadeiro sentido missionário e o amor por ser do Senhor.

Outras coisas que caíram na tibieza foram alguns grupos de oração, nos quais não há mais o fervor dos inícios, onde o Senhor podia agir de maneira esplêndida com a abertura das pessoas, tanto dos que estavam à frente, como daqueles que os freqüentavam.

Por isso, muitos têm deixado a Igreja, por falta de fervor e ardor na vida espiritual. Inclusive muitos padres deixam o ministério, porque perderam o sentido da sua vocação, deixando-se ser levados pela tibieza, esfriando na vida de oração, na intimidade com Deus e, assim, acabam por despencar no sedentarismo e ativismo. A vida vira rotina quando não se faz mais as coisas com fervor. Perdeu-se a empolgação missionária e o gosto de ser consagrado ao Senhor.

Assim, muitos grupos de oração perderam o essencial, que é a intimidade com Deus, a vida no Espírito e o ardor na oração. Deixando-se ser apenas conduzidos pela razão humana afim de entender as coisas do Espírito. A tibieza entrou na vida de muitos grupos por causa da disputa por cargos, onde um quer ser melhor que o outro, e mesmo a inveja também foi entrando nos grupos.

Precisamos voltar ao primeiro amor, ao fervor no Espírito Santo. Onde é sanada toda raíz de tibieza que foi tomando conta da nossa vida espiritual.

A tibieza nos amarra aos pecados, principalmente, aos vícios e aos veniais. Ela retira nossa força de lutar para sermos mais de Deus e superarmos os nossos pecados e falhas. E acabamos nos acostumando com o “feijão com arroz de todo os dias” da vidinha de oração que temos. Contentamo-nos com o pouco, sabendo que Deus tem o muito para nos ofertar.

Acabamos cometendo pecados de olhos abertos, com plena consciência, aceitando-os numa boa, sem que sequer façamos algum esforço para evitá-los.

A tibieza impede a nossa santificação.

São Gregório escreve: “a tibieza, que deixou o fervor, cai no desespero”.

A tibieza é um fermento do diabo, que quer arrastar todos para o inferno, a começar por aqueles que estão na vida com Deus. O tíbio, mesmo diante da Eucaristia, torna-se insensível. O seu coração se fecha à ação do Espírito e o novo que Deus tem para sua vida. De modo que acaba por tornar-se uma pessoa carrancuda, mal-humorada, triste, insatisfeita, rancorosa, entristecendo-se com o progresso espiritual do outro. Perde, de fato, o sentido da vida, e por fim tende a abandonar tudo, todo progresso espiritual com Deus.

Mas, se o tíbio não abandonar tudo, vai fazendo com os outros, que estão na caminhada ou na comunidade com ele, vão esfriando na fé também, tornando-se tíbios como ele.

Precisamos combater a tibieza de nossa vida e de nossa comunidade.

 

O Homem é evento de absoluta, livre, gratuita e indulgente da autocomunicação de Deus.

Autocomunicação (significa que Deus se torna Ele mesmo em sua realidade mais própria como que um constitutivo interno do homem). O homem tem responsabilidade pessoal por si mesmo na consciência de si e na liberdade.

Na autocomunicação, Deus realmente comunica o seu próprio Ser e o homem se torna aquele que receba a comunicação ; assim, ele conhece, possui Deus na visão imediata e no amor.

Para entender melhor esta comunicação do próprio Deus, não podemos separar graça (o processo da justificação, a divinização do homem) e a visão bestifica (visão sobrenatural imediata de Deus, visão que, constitui o fim e a consumação do homem). A visão imediata de Deus se define na consumação co-natural da divinização do homem, pois o homem só se santifica e justifica mediante a comunicação do Espírito Santo .

Graça e visão de Deus estão na única autocomunicação de Deus aos homens. O homem em sua plena liberdade, toma a posição de acolher ou rejeitar a autocomunicação de Deus. Mas o próprio Deus move o coração do homem para aceitar livremente sua autocomunicação e isto acontece por meio da graça.

A comunicação de Deus ao homem se dá de forma direta e próxima, presente e atual; como quem se comunica a si próprio. Não no sentido de à distancia, mas se faz vivo e atuante no meio do homem. Isto significa que Deus comunica sua própria realidade, a uma realidade não-divina sem que se perca a realidade infinita e absoluta; que é Deus e também o homem não deixa de ser ente finito e distinto de Deus.

“… Até na graça e na visão imediata de Deus, Deus permanece Deus, ou seja, o primeiro e último critério que por nada pode ser medido. Permanece o mistério, o único que é evidente em si mesmo. Permanece o Aonde da ação mais excelsa do homem, o Aonde que possibilita e move esta ação. Deus permanece sendo santo somente acessível na adoração. Permanece como quem é puro e simplesmente o Deus inominado indizível, que jamais pode ser compreendido, nem sequer por sua autocomunicação na graça e na visão beatífica imediata, que jamais se torna sujeito do homem, que jamais pode entrar em uma classificação dentro de sistema humano quer de conhecimento, quer de liberdade” ·1

Deus ao se comunicar , o homem tem um conhecimento imediato e esse conhecimento leva a amar a Deus na sua essência.

Deus só se comunica ao homem, a uma criatura, porque ama e é dom gratuito de sua liberdade. Ele que se abre sua intimidade ultima e no amor absoluto. Não vai cobrar do homem esta autoconhecimento, pois é uma ação graciosa e indevida de Deus para com o ser criado. Esta autocomunicação é vitória sobre a rejeição pecaminosa do homem que se em perdão, pois o Deus é a realização da existência humana.

A natureza do ser humano é criada, porque desde o inicio Deus quer comunicar-se e doar-se por amor e também quer a transcendência do homem que se realizará na autocomunicação na qual encontrará sua realização.

Deus em sua plenitude deixa um vazio na criatura para poder comunicar-se a si mesmo e preencher livremente o vazio da existência humana. A graça da autocomunicação de Deus torna o homem justo e verdadeiro filho de Deus que Nele habita e o torna participante na natureza divina “...que verá face a face a Deus tal como Ele é em si, sem nenhuma mediação de espelho, comparação ou enigma; que já agora está de posse do que um dia será, muito embora apenas de forma escondida na graça santificante que é penhor e germe vivo do que será ”. Sendo uma auto doação de Deus nos proporciona vê-lo em sua própria realidade, o mistério inefável e santo. Mas o homem terá pleno acesso a este Deus que comunica através da fé, esperança e caridade, sendo Ele mesmo o próprio doador dos dons.

No seu ponto crucial o homem é evento da absoluta autocomunicação no sentido pleno e ontológico. Tal é a experiência transcendental da pessoa humana que Deus concede a própria autocompreensão no mistério a ser atingido. E este conhecimento são para todos os homens, sem separar de batizados e pagãos; mas isto não quer dizer que todos em sua liberdade e graça vão acolher a comunicação de Deus.

Uma vez apresentada a autocomunicação, não semente como dom, mas condição e possibilidade da acolhida pelo homem. Neste caso Deus se torna o próprio dom, claro que não diminuído sua infinitude . Contudo, possibilita, anima e dá todas condições necessárias para o homem acolher a sua autocomunicação; não como imposição mais respeitando a liberdade humana. Então se torna condição prévia para o acolhimento.

Esta auto-oferta de Deus possibilita a transcendência e transcendentalidade do homem. Ele só terá a realização plena da autocomunicação de Deus quando atingir a sua consumação no estado final e definitivo que é a visão beatifica de Deus.

1 – Karl Rahner- curso fundamental da fé

 A Palavra realmente é dura para nós e para aquela época em que Jesus falou. Mas Ele sabia o que estava dizendo e a quem aplicar esta palavra. Se Jesus foi enérgico com os escribas e fariseus, de fato, eles não estavam no céu e nem deixavam outros entrarem. Será que a nós esta palavra não pode ser aplicada?

Não podemos achar que só nós seremos salvos ou já estamos; ou que somente aqueles que estão no nosso grupo, que estão na Igreja serão salvos. Claro que Jesus veio para todos e todos precisam ser atingidos pela Graça que é o próprio Deus. Cabe a nós, provocar através de nossa vida e evangelização aos que estão longe o encontro pessoal com Deus. E não desprezar aqueles que ainda não tiveram uma experiência com o Deus vivo o qual servimos.

“Além disso, a acção salvífica de Jesus Cristo, com e pelo seu Espírito, estende-se, para além dos confins visíveis da Igreja, a toda a humanidade. Falando do mistério pascal, em que Cristo agora já associa vitalmente a Si no Espírito o crente e lhe dá a esperança da ressurreição, o Concílio afirma: « E isto vale não apenas para aqueles que crêem em Cristo, mas para todos os homens de boa vontade, no coração dos quais, invisivelmente, opera a graça. Na verdade, se Cristo morreu por todos e a vocação última do homem é realmente uma só, a saber divina, nós devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao mistério pascal (…)A presença e acção do Espírito não atingem apenas os indivíduos, mas também a sociedade e a história, os povos, as culturas, as religiões, Cristo ressuscitado, pela virtude do seu Espírito, actua já no coração dos homens . É ainda o Espírito que infunde as “sementes do Verbo”, presentes nos ritos e nas culturas, e as faz maturar em Cristo”( Dominus Iesus , 12).

Muitas das vezes não queremos nem ter contato com os filhos de Deus que estão no mundo das músicas profanas, que estão nas drogas, na prostituição, no alcoolismo etc. simplesmente os desprezamos por não fazerem parte do nosso seletivo grupo.

Como não entendemos o amor de Jesus, sua missão, paremos e nos coloquemos no lugar deles, que não somos melhores em nada que as pessoas que ainda não encontraram Jesus. Às vezes nós que aparentemente, estamos na Igreja, servindo o Senhor fazemos coisas piores que eles. E nos esquecemos de onde saímos, o que fazemos, quem nos trouxe para Deus.

Tudo isso é que não temos ainda uma fé madura capaz de enfrentar esta realidade; nós não temos capacidade de acolher os outros da sua condição social e espiritual. Tudo porque nos achamos os puros, os separados. Se nossa missão é evangelizar precisamos buscar as pessoas que estão lá pedindo socorro e ajuda. Mas se eles vêem atrás de nós, precisamos acolher, amar e dar o Remédio que é Jesus.

“O que o Espírito realiza no coração dos homens e na história dos povos, nas culturas e religiões, assume um papel de preparação evangélica e não pode deixar de referir-se a Cristo, Verbo feito carne pela acção do Espírito, “a fim de, como Homem perfeito, salvar todos os homens e recapitular em Si todas as coisas” (Dominus Iesus, 12).

Agora é o tempo da manifestação da Verdade Única que é o CristoEstamos passando por uma profunda indiferença religiosa do sagrado e a verdade está em crise. O povo tem se afastado da Verdade.
Uma vez que a verdade designa o plano de Deus e sua vontade, torna também mistério.
Mas agora é o tempo da manifestação da Verdade Única que é o Cristo. A verdade se manifesta ao mundo para nossa redenção. É pela verdade e na verdade que somos remidos dos nossos pecados.Jesus é a única Verdade; as verdades que existem só podem proceder da única verdade que é o Cristo. Fora Dele tudo é mentira.Deus é a própria verdade e como tal não se engana e não pode enganar. Ele é luz e Nele não há trevas (1Jo 1,5). O Filho eterno, Sabedoria encarnada, foi enviado ao mundo para testemunho da verdade (Jo 18,37).O demônio tem espalhado falsas verdades, e com isso muitos tem seguido afastando-se do caminho verdadeiro que só brota do Cristo.
“Se, pois, o Filho nos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8,36).
Que mentira você tem assumido em sua vida e tem regido-a? Jesus veio para nos libertar de toda mentira, para reinar em nossos corações. O demônio é o pai da mentira desde principio.
É necessário retirar todas as máscaras que a mentira foi colocando e fazendo com que você fosse sendo outra pessoa, não aquela que DEUS criou.
“Todo homem tem o direito e o dever moral de procurar a verdade, especialmente no que diz respeito a Deus e a Igreja e, uma vez conhecida, abraça-la e guarda-la fielmente, prestando a Deus um culto autentico. Ao mesmo tempo, a dignidade da pessoa humana exige que em matéria religiosa ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência nem impedido, nos justos limites da ordem publica, de agir em conformidade com a sua consciência, de modo privado ou publico, de forma individual ou associado” ( Compendio do CIC , 444). 

“Deus, sendo amor do Pai e do Filho na unidade do seu Amor comum, o Espírito Santo, deseja desde todo sempre participar fora de si seu amor de benevolência e de amizade. É este amor de Deus que está na origem da Criação e da redenção dos homens, tornados capazes de retribuir o amor com que Deus os ama. Para fazer-nos compreender e provar seu amor, na revelação Deus se mostra sob as formas de amigo” (Lexicon- Dicionário –Teologico-Enciclopedio).         A partir daí posso entender o verdadeiro sentido da frase “quem encontra um amigo, encontra um tesouro”, porque sem o amor de Deus no coração do ser humano, não pode haver uma amizade sincera e pura.          A amizade implica liberdade. Quem ama deixa o outro livre. O amigo não pode ser dono do outro, nem ser posse exclusiva um do outro. Amizade requer abertura para os outros. Quanto mais existe amizade entre duas pessoas há profundidade na vida de oração, no relacionamento com Deus e com as outras pessoas.         A verdadeira amizade deve ter no centro Deus r não o eu, pois Deus é origem da amizade.         Só se pode ter um verdadeiro amigo quando o amor vem em primeiro lugar, o amor puro, genuíno e que leva a santidade.         Deus sempre providencia para cada um de nós um verdadeiro amigo, no qual é conseqüência de ter amada a Deus em primeiro lugar. O amigo tem função de levar o outro para Deus.         A amizade deve ser marcada por este amor de Deus que é tão grande que não podemos ficar sozinho, deve-se partilhar com o outro e ai surge o amigo.         O amigo deve ser sinal de Deus, cura, comunhão, alegria, crescimento, escuta, amor e pureza.          Nenhuma amizade deve ser vivida na realidade da possessão do outro. Isto escraviza, oprime.         Tenho a alegria de poder experimentar o amor de Deus através do amigo. Eu diante dele sou livre, ele me ajuda a crescer. Realmente nossa amizade está fundamentada
em Deus. Há uma verdadeira amizade espiritual,
em que Deus tudo faz em mim através dele e nele através de mim. Tenho aprendido muito com ele, com sua doçura, simplicidade, pureza e santidade.
         “A pessoa humana, criada e redimida como imagem e semelhança de Deus-amor, é chamada a ser amada e o amar com um amor de benevolência e de amizade, quer dizer, gratuitamente, para seu próprio bem” (Lexicon).Todos nós precisamos de amor puro, principalmente entre os amigos.         Dedico tudo isto ao meu amigo que tanto amo, sou capaz de dar á vida por ele e posso dizez que encontrei um tesouro.      

Constantemente somos atacados , tanto na nossa vida espiritual como na vida física, psicológica e emocional. Precisamos viver em uma constante luta, vigilância e prudência pra não se deixar ser arrastado pelo mal. Mas quero te chamar a atenção para alguns perigos espirituais que aparentemente são bons.Vamos partir para a chamada gula espiritual manifesta assim: o gosto excessivo das consolações, a busca de austeridade e disciplina, a busca de alcançar uma devoção sensível, tudo com o intuído de viver só na consolação, tornando- se assim infrutíferos os esforços e desejos. Caindo assim, no desalento e ficando mais presos aos consolos espirituais que ao próprio Deus.Luxúria espiritual  busca de amizades sensíveis ou sensuais sob o pretexto de devoção, dizendo que essas amizades fazem alimentar a piedade e que estão levando para Deus, por fim,  ficam apegadas a essas pessoas, mesmo que sejam de Deus, mas tiram Deus no centro de suas vidas.Preguiça espiritual as pessoas ficam enfastiada dos exercícios espirituais, porque não encontra neles mais gosto, deixa-se ser levado pelo desânimo, pelo relaxamento e por fim abandona totalmente o Senhor.Avareza espiritual  pessoas que vivem uma certa compulsão na busca de conselhos, preceitos, devoções, mortificações, leitura, objetos e esquecem de colocar Deus como o principal de tudo isso. Deixam Deus para preferir estas coisas, dão preferência ao que é curioso e aparente.Entre os perigos espirituais a tibieza é considerada perigosíssima, uma doença espiritual. É uma espécie de relaxamento espiritual, que amortece as energias da vontade, inspirando horror ao esforço e conduz ao afrouxamento da vida cristã. Uma espécie de torpor, um enfraquecimento, um definhamento gradual das  forças espirituais e morais.Pode se destacar a causa principal: alimento espiritual defeituoso.Contudo podemos destacar dois tipos de  tibieza: a começada e a consumida. A  tibieza começada a pessoa tem horror ao pecado mortal, mas se deixa facilmente cair em pecado venial de propósito e deliberado. E  tibieza consumada a pessoa vai deixando de lado o horror ao pecado mortal e aumenta o amor ao prazer.Quem caiu na tibieza passa por serio perigo espiritual, entre eles são: enfraquecimento progressivo; cegueira da consciência; consciência relaxada; enfraquecimento progressivo da vontade.Mas precisamos buscar a libertação e a cura diante desses ataques espirituais, o caminho é: a busca de recuperar o fervor na vida espiritual, a pureza de consciência, a confissão sincera e ajuda de um sacerdote e sobre tudo a vida pessoal de oração e adoração.