{"id":82,"date":"2009-03-03T11:35:41","date_gmt":"2009-03-03T13:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/?p=82"},"modified":"2012-01-13T14:57:19","modified_gmt":"2012-01-13T16:57:19","slug":"dar-um-sentido-ao-sofrimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/dar-um-sentido-ao-sofrimento\/","title":{"rendered":"Dar um sentido ao Sofrimento."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/files\/2009\/03\/foto-neo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-83\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/files\/2009\/03\/foto-neo.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"528\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Hist\u00f3rias de m\u00edstica de seis anos contadas pela sua irm\u00e3. Antonietta Meo, conhecida como Nennolina, poder\u00e1 ser beatificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por Carmen Elena Villa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">ROMA, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Em pleno centro de Roma, muito perto da bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, encontra-se a casa onde nasceu e viveu Antonietta Meo, mais conhecida como Nennolina. L\u00e1 mora Margherita, sua irm\u00e3 mais velha, que agora tem 87 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nennolina foi reconhecida como vener\u00e1vel pelo Papa Bento XVI em dezembro de 2007 e foi apresentada como modelo de inspira\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as (cf. Zenit, 20 de dezembro de 2007). Poder\u00e1 ser a beata n\u00e3o m\u00e1rtir mais jovem da hist\u00f3ria da Igreja. Nasceu em 1930 e morreu em 1937, aos seis anos, logo que foi detectado um osteossarcoma (c\u00e2ncer \u00f3sseo) no joelho; apesar de ter de amputar a perna, houve met\u00e1stase em todo o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antonietta, menina muito alegre e profundamente espiritual, ofereceu suas dores, como Jesus no Calv\u00e1rio, pela convers\u00e3o dos pecadores, pelas almas do purgat\u00f3rio e para que n\u00e3o come\u00e7asse a guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram muitas as cartas que ela escreveu a Jesus. Antes de aprender a escrever, ela as ditava a Maria, sua m\u00e3e; depois as redigia sozinha. Nas \u00faltimas, assinava \u00abAntonietta e Jesus\u00bb. Por tr\u00e1s das frases simples h\u00e1 um surpreendente conte\u00fado m\u00edstico e teol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u00abJesus, d\u00e1-me a gra\u00e7a de morrer antes de cometer um pecado mortal\u00bb, dizia a pequena em uma de suas cartas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Bas\u00edlica da Santa Cruz em Jerusal\u00e9m, que foi sua par\u00f3quia, encontra-se seu t\u00famulo, assim como algumas de suas rel\u00edquias: suas roupas, seus brinquedos e alguns manuscritos. L\u00e1, Antonietta recebeu os sacramentos do Batismo, Confirma\u00e7\u00e3o e a Primeira Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Zenit conversou com Margherita Meo, a irm\u00e3 de Nennolina. Ela tinha 15 anos quando Nennolina morreu. Sua casa est\u00e1 cheia das fotos e retratos da irm\u00e3zinha vener\u00e1vel. Esta anci\u00e3 conserva intactas as hist\u00f3rias de sua irm\u00e3, a quem sempre amou com particular afeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma inf\u00e2ncia cheia de amor<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A inf\u00e2ncia de Antonietta foi tranquila e muito feliz. Tinha as ocorr\u00eancias t\u00edpicas das crian\u00e7as de sua idade. No di\u00e1rio que sua m\u00e3e escreveu, publicado pela associa\u00e7\u00e3o Apostolicam Actuositatem, ela conta como Nennolina, ao passar junto ao Coliseu Romano, disse-lhe: \u00abVeja! Um copo quebrado!\u00bb.<\/p>\n<p>Por sua profunda f\u00e9 e pela f\u00e9 de seus pais, a pequena Antonietta foi inscrita aos 4 anos na A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em outubro de 1934, come\u00e7ou a ir \u00e0 escola materna das irm\u00e3s Zeladoras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o. Gostava muito de ir \u00e0 escola. Dizia que ao obedecer \u00e0s suas professoras, obedecia tamb\u00e9m ao plano de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As aventuras com suas colegas eram diveritdas, e ao mesmo tempo falam de seu esp\u00edrito. \u00abHavia um menino que se chamava Michelino. Sempre o castigavam e ela pediu \u00e0 professora que o perdoasse. \u2018V\u00e0 falar com a diretora\u2019, disse-lhe um dia a professora. E ela foi. A diretora se comoveu e o perdoou\u00bb, recorda Margherita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sofrimento com sentido<\/p>\n<p>Por causa do C\u00e3ncer, tiveram de amputar a perna esquerda de Nennolina em 25 de abril de 1936. Recorda Margherita que seus pais sofreram ao pensar como seria a dor da pequena. Ao despertar da opera\u00e7\u00e3o, sua m\u00e3e disse a Antonietta: \u00abFilha: tu disseste que, se Jesus queria tua m\u00e3o, tu lhe darias. Agora Ele te pediu que lhe d\u00eas tua perna\u00bb e ela respondeu: \u00abdei minha perna para Jesus\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00abA primeira noite ap\u00f3s a amputa\u00e7\u00e3o foi terr\u00edvel \u2013 testemunha Margherita. Mas ela oferecia todas as suas dores. At\u00e9 o ponto de que, quando se completou um ano desde opera\u00e7\u00e3o, ela celebrou muito contente, porque era um ano de oferecimento a Jesus.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Meses depois come\u00e7ou a ir \u00e0 escola com uma pr\u00f3tese de madeira. Na noite do Natal seguinte, ela fez a Primeira Comunh\u00e3o. \u00abAjoelhou-se para receber a Primeira Comunh\u00e3o e inclusive na segunda e terceira missa de Natal ela se ajoelhou\u00bb, conta Margherita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Era muito doloroso caminhar, mas ela repetia com alegria: \u00abQue cada passo que dou seja uma palavra de amor\u00bb. \u00abOs rem\u00e9dios provocaram muita dor e ela ficava p\u00e1lida, tremia\u00bb, testemunha Margherita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 22 de maio de 1937, Antonieta teve de interromper a escola, devido a que o tumor havia sofrido met\u00e1stase. Entrou no hospital S\u00e3o Stefano Rotondo, onde pouco tempo depois recebeu o sacramento da Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos. L\u00e1 come\u00e7ou sua agonia, que durou um m\u00eas e meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sua m\u00e3e conta no di\u00e1rio que muitos iam visitar a pequena e que uma das religiosas enfermeiras que cuidava dela perguntou: \u00abAntonieta, como pudeste suportar em sil\u00eancio?\u00bb, e ela respondeu: \u00abSe eu tivesse gritado, teriam me escutado em S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em sua \u00faltima carta antes de morrer, Nennolina escrevia a Jesus, dizendo: \u00abEu te agrade\u00e7o porque Tu me mandaste esta doen\u00e7a, pois \u00e9 um meio para chegar ao para\u00edso. (&#8230;) E te confio meus pais e a Margherita\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que \u00e9 a santidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Margherita recorda que a morte de Antonieta comoveu profundamente todos os que a conheciam: \u00abSeu funeral foi na par\u00f3quia. O p\u00e1roco n\u00e3o queria a cor preta, porque dizia que ela era um anjo. Preferiram o branco para a liturgia\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A irm\u00e3 de Antonietta assegura que esta pequena m\u00edstica ainda continua convertendo muitos cora\u00e7\u00f5es. Diz que, uma tarde, um sacerdote amigo seu lhe comentou que h\u00e1 algum tempo encontrou um fiel que se havia divorciado de sua esposa e morava agora com outra mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00abO sacerdote tinha em sua m\u00e3o um livro de Antonietta e aconselhou ao paroquiano, que havia sido um oficial do ex\u00e9rcito, que o lesse. O homem lhe respondeu escandalizado que ele, um alto oficial do ex\u00e9rcito, n\u00e3o podia ler a hist\u00f3ria de uma crian\u00e7a. Ao final, pela insist\u00eancia do sacerdote, aceitou e pegou o livro. Na manh\u00e3 seguinte, o sehor oficial foi ver o p\u00e1roco, havia lido o livro a noite toda e voltou arrependido \u00e0 casa de sua fam\u00edlia.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A anci\u00e3 assegura que a vida simples e bela de Antonietta \u00e9 um exemplo de santidade nas coisas pequenas: \u00abpara mim, ser santa \u00e9 aceitar dia a dia o que Deus quer e amar todos os demais, tamb\u00e9m as pessoas que parecem que n\u00e3o o amam. Com o amor se pode superar todos os obst\u00e1culos\u00bb, confessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Qual \u00e9 sua atitude diante do sofrimento? Pense nisso&#8230;<\/p>\n<p>Muitas vezes nos encontramos em situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o dificies que achamos que n\u00e3o vamos conseguir. Mas existe uma esperan\u00e7a, DEUS \u00e9 quem nos sustenta.<\/p>\n<p>Deus aben\u00e7oe voc\u00ea.<\/p>\n<p>Fonte: ZENIT<\/p>\n<p>Tia Tininha &#8211; Departamento Infantil Can\u00e7\u00e3o Nova<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias de m\u00edstica de seis anos contadas pela sua irm\u00e3. Antonietta Meo, conhecida como Nennolina, poder\u00e1 ser beatificada. Por Carmen Elena Villa ROMA, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Em pleno centro de Roma, muito perto da bas\u00edlica de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4340,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23,80],"tags":[16377,15792,8531,3,102861,102858,24541],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4340"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3900,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82\/revisions\/3900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/paisecatequistas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}