Acompanhe a divulgação da Carta Apostólica do Papa Bento XVI para o ano da Fé apresentada pelo Vaticano

Vaticano divulga apostólica de Bento XVIO Vaticano divulgou a Carta Apostólica com a qual o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé. O documento, intitulado Porta Fidei – A porta da Fé, foi assinado pelo Pontífice em 11 de outubro, mas foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 17.

A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma”, indica o Santo Padre no início do texto.

“Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”, salienta.

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.: NA ÍNTEGRA: Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI

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Pensando em vocação, contemplando o rosto de Cristo Sacerdote, louvo ao Senhor pelo chamado feito a mim e a todos os nossos irmãos no sacerdócio. Homens que fazem da vida uma experiência constante de doação, homens que Cristo escolheu para continuar a sua obra no tempo.

Hoje reflito a vocação sacerdotal, pois nestes meus poucos anos de padre já percebo seu valor em minha vida, mas também percebemos que muitos da nossa sociedade não a interpretam com o seu verdadeiro sentido ou a interpretam de forma limitada. Devemos lembrar-lhes sempre que a vocação sacerdotal é um caminho edificante, um dom de Deus, uma expressão do seu amor e cuidado para conosco e toda a sociedade. Como dizia o santo Cura d’Ars: “O sacerdote faz renascer no mundo o pensamento e o desejo das coisas do Céu”.

Compreende-se a vida do sacerdote olhando para a vida de Cristo, Ele é o Eterno e único Sacerdote, somos sacerdotes Nele, nos configuramos a Ele. Nele está nosso chamado e missão, assim Ele disse: “Como o Pai me enviou eu também vos envio” (Jo 20,21). O Senhor fazia como seu alimento cumprir a vontade do Pai e realizar a sua obra, não tinha onde recostar a cabeça. Assim é a missão do sacerdote.

A vocação sacerdotal é um verdadeiro “amoris officium”: um oficio de amor. Ele tem a missão, e deve abraçar com coragem e afinco, de fazer o que fez Jesus: “Ele passou a sua vida fazendo o bem” (At 10,38). Somos homens pelo e para os outros, somos chamados a amar, a defender a pessoa humana e sua dignidade, principalmente as mais vulneráveis, as que mais precisam de um braço amigo e solidário. O papa Bento XVI nos recorda: “O sacerdote é aquele que sai dos laços do mundo para Deus, e a partir de Deus, estar disponível para os outros, para todos”. Essa é a missão do sacerdote, para essa realidade é que o Senhor o chamou. Um serviço a Deus, um serviço aos homens.

Foi nessa disponibilidade de servir o povo de Deus que Dom Bosco viveu e nos deixou seu exemplo, assim ele dizia: “Por eles eu rezo, eu estudo, e por eles me santifico”. Os desafios são grandes e as lutas são constantes, o sacerdote deve se ancorar sempre na certeza do consolo de Cristo e se confiar à sua graça que nos renova a cada dia. É em Cristo que o padre encontra a força para o seu caminhar e o sustento necessário para se manter firme neste santo serviço.

Nas minhas recordações, tenho a viva lembrança de Dom Aluísio Lorscheider (in memoriam, 2007), grande mestre na arte teológica, ensinava-nos em suas aulas de Teologia que: “O sacerdote é grande benfeitor da humanidade, é promotor da justiça e da paz; mensageiro do amor de Cristo a cada um e a todos os homens”.

Pedimos que toda a Igreja reze por nossos padres, pela sua fidelidade e, para que continue a nascer na Igreja novas e santas vocações. Que no amor de Cristo possamos nos espelhar, nos renovar e nos empenhar durante toda a nossa vida.

Padre Geraldinho
É missionário da Comunidade Canção Nova (Aliança), apresenta o Programa Tocantins Terra de Missão.
Acesse: blog.cancaonova.com/padregeraldinho

Amado, amada de Deus, jovem da Arquidiocese de Palmas,

Tenho Sede!

Querido jovem, sou ainda do tempo em que a carta era o meio mais popular de comunicação entre as pessoas. Hoje, com o advento da internet, ela deixa de ter esta função, que passa a ser exercida pelas redes sociais. Palavras como “internauta”, “facebook”, “conectar”, “navegar”, “twittar”, “teclar”, “download”, “interatividade” etc, fazem parte do vocabulário do jovem de hoje. Penso exatamente como pensa o poeta: “os jovens são como os pássaros: voam sempre em direção da primavera” (Giorgio La Pira). Precisamos voar juntos, na direção da primavera que a juventude está vivendo. Temos muitas coisas boas e bonitas para conversar, para dizer e para ouvir: notícias, sonhos, projetos e eventos, programados em função da evangelização da juventude. Por isto convido você para arrastar as cadeiras, sentar em círculo, formar uma roda de conversa e bater um papo legal.

Quero dizer inicialmente que sou igual a um pai que cuida mais do filho pequeno até que ele cresça; que cuida mais do filho doente até que ele fique bom; e que cuida mais do filho ausente até que ele volte. E como um pai, caro filho, cara filha, me alegro com suas lutas, seus sonhos e as suas vitórias; ao mesmo tempo, me entristeço e sofro com os seus problemas, seus desafios e, sobretudo, com a falta de políticas públicas para a juventude. “Não temos em nossas mãos a solução de todos os problemas do mundo, mas diante dos problemas do mundo temos nossas mãos” (Friedrich von Schiller).

Estamos em compasso de contagem regressiva para um dos maiores eventos juvenis, em escala mundial, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), que acontecerá de 23 a 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro. O “ide e fazei discípulos em todas as nações” (Mt 28,19), lema da referida JMJ Rio2013, se constitui um verdadeiro programa de vida, um mandato e um convite de Jesus para você. O santo padre, o papa Bento XVI, disse que “a JMJ é uma formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e de crescimento na fé: uma verdadeira cascata de luz”. É missão nossa conduzi-lo a este encontro com Jesus vivo, irmão e amigo, mestre e pastor misericordioso, luz e pão, caminho, verdade, vida e esperança do jovem cristão. Que Jesus missionário, de braços abertos, habite neste seu coração verde, amarelo, azul e branco.

O convívio com o Senhor desperta e demonstra o que o jovem deve ter de melhor: a fé. O “ide e fazei discípulos entre todas as nações”, é um anúncio para a vida toda e para toda a vida. É urgente a missão do jovem que se encontrou com Jesus comunicar aos outros mais afastados a luz e a beleza da fé e a alegria de ser discípulo missionário de Jesus Cristo. Abra o seu coração a Deus. Deixe Cristo o surpreender com seu amor. Não tenha medo de Jesus. Ele não tira nada de ninguém, ao contrário, dá tudo, inclusive sua vida em nosso resgate. Quem deixa Jesus entrar na sua vida não perde nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande.

Faz parte da nossa missão estimulá-lo ao estudo, à participação, à preparação e à missão para a JMJ Rio2013, aqui na arquidiocese de Palmas. Posso imaginar que você dirá o que um dia disse o jovem Jeremias: “ah, Senhor Deus! Não sei falar, porque ainda sou um menino!” (Jr 1,7). Ele o quer assim mesmo, do jeito que você é e da forma como você está vivendo. Deus não quer simplesmente o perfeito. Ele quer o imperfeito para aperfeiçoá-lo com seu amor. É nesta hora que começa a missão da Igreja, Mãe e Mestra.

Querido jovem, exorto-o a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que ela lhe seja como uma bússola que indica o caminho a seguir. Ele quer você como quis São João Diego: com a bíblia nas mãos, Jesus no coração e os pés na missão. Deixe que Deus o ilumine com a sua luz a sua mente e toque com a sua graça o seu coração.

Preocupam-nos a fragilidade da educação religiosa, na catequese familiar e paroquial, a perda progressiva dos valores cristãos, a fragilidade dos grupos e das pastorais das juventudes. Vivemos num mundo onde há muitosdesperdícios de talentos e perdas de vidas humanas. A cultura de morte, a violência, o assassínio de tantos jovens, sobretudo dos negros e dos pobres, a avidez do mercado, através da massiva publicidade, leva os jovens ao mundo ilusório e maravilhoso do consumismo, do prazer das drogas, do sexo e, portanto, a falta do sentido da vida.

No inicio desta contagem regressiva para o maior evento de jovens católicos do mundo, temos muitas coisas para conversar sobre a preparação dos jovens para proporcionar e assegurar uma participação ativa, consciente e frutuosa neste evento. Temos que investir muito nesta preparação espiritual e missionária de todas as expressões da juventude existentes no arco da arquidiocese de Palmas. Nossa missão é ajudar a você, amado, amada de Deus, a descobrir o sentido da vida e o projeto que Deus tem para você.
Permita-nos apontar três caminhos que se fazem necessários seguir nesta preparação para a JMJ Rio2013:
1) Fortalecer o SETOR DA JUVENTUDE: funcionar como um guarda-chuva; contar com a participação de todas as expressões da juventude existentes na arquidiocese, para o seu pleno funcionamento: coordenar os trabalhos; dividir os serviços; adquirir instrumentos de trabalho; informatizar o Setor; escolher de um local e definir o horário de atendimento; escolher voluntários; coordenar o envio dos jovens à JMJ Rio2013, a CF-2013 e a Semana Missionária. Pedimos aos grupos de jovens aguardem o calendário do Setor da Juventude para 2013 para depois elaborarem os seus calendários. Para quaisquer outras informações, favor dirigir-se ao coordenador, Padre Camilo (63 81142106) e com o assessor de Comunicação, Heraldo (63 84456086).

2) Participar de três eventos, inicialmente chamados de “PREPARAI OS CAMINHOS DO Rio2013”;
1. 7 a 8 de setembro: – ADORAI JOVEM;
2. 28 de outubro: – DNJ – PALMAS 2012;
3. 8 a 9 de dezembro: – Encontro de preparação dos delegados à JMJ – Rio2103.
3) Convidar também para a II CARAVANA MISSIONÁRIA ARQUIDIOCESANA, a realizar-se em Lagoa do Tocantins e Santa Teresa, nos dias 16 a 23 de dezembro deste ano em curso.

Invoquemos juntos a proteção dos santos e das santas patronos e intercessores da JMJ Rio 2013. A Igreja necessita de santos. Todos nós somos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. A Igreja necessita também de autênticos testemunhos para a nova evangelização: jovem, cuja vida seja transformada pelo encontro com Jesus; jovem capaz de comunicar esta experiência aos outros. Quem descobriu Cristo deve levar os outros para Ele. Um grande presente como este e uma grande alegria como esta não podem ser guardadas para si mesmo. É necessário transmiti-lo aos outros.

E, para concluir, façamos nossas as palavras do papa dos jovens, o beato João Paulo II: “precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.

Caro jovem, fé firme, esperança jubilosa e amor ardente são os nossos desejos para este tempo de preparação dos caminhos, rumo à JMJ Rio2013.

Um abraço cordial deste pai, irmão e amigo, com minha bênção.

“Eu amo você em Jesus Cristo” (1Cor 16,24).

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas, é formado em Mestrado e Doutorado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Também é Cantor, compositor e escritor com o lançamento do livro “Tenho Sede”.

Acesse: http://www.arquidiocesedepalmas.org.br/arcebispo

A palavra vocação vem do verbo no latim “vocare” (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. E como estamos no mês vocacional, a Missão Canção Nova de Palmas homenageia os sacerdotes da Arquidiosece de Palmas e Comunidade Canção Nova. Homens de Deus que entregam diariamente a própria vida por causa da missão que lhes foi confiada: serem intercessores entre Deus e o povo. Oremos pelos nossos sacerdotes!

ELEIÇÕES 2012 – NOTA DOS BISPOS DO TOCANTINS

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!” (Mt 22,21)

Nós, Bispos da Igreja Católica, no Estado do Tocantins, dirigimo-nos às comunidades eclesiais, aos eleitores, aos candidatos a prefeitos e a vereadores, e a todas as pessoas de boa vontade, com o que segue:

Estamos nos aproximando das eleições municipais, marcadas para o dia sete de outubro deste ano. Um tempo particularmente propício para a participação consciente e responsável de todos na vida política, seja como eleitor, seja como candidato, fazendo valer o slogan: “voto não tem preço, tem consequências!”

AIgreja tem como missão, recebida de Jesus Cristo, iluminar a consciência das pessoas com a luz do Evangelho e dos valores do Reino de Deus, motivando-as ao exercício da plena cidadania. Neste sentido, o papa Bento XVI disse que “a política é mais do que uma simples técnica para a definição dos ordenamentos públicos: a sua origem e o seu objetivo estão precisamente na justiça, e esta é de natureza ética”.E ainda mais: “a Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Cf. Deus Caritas Est, 28).

A política, enquanto serviço para a construção, a garantia e o aprimoramento da cidadania, deve ser praticada como busca sincera do bem-comum, de modo a promover os direitos dos cidadãos, a começar do âmbito municipal, e não segundo os interesses particulares de candidatos, de indivíduos ou de grupos.

Constatamos uma profunda indignação do povo diante da falta de ética na política, especialmente, da corrupção que agrava a miséria de tantas pessoas. Em meio ao desinteresse de muitos pela política se faz necessário retomar e fortalecer o compromisso social dos cristãos, enquanto cidadãos, procurando conhecer os candidatos para votar bem nas eleições e depois, acompanhar e fiscalizar o desempenho dos eleitos, prefeitos e vereadores.

O exercício do voto é um dos mais importantes atos de cidadania para as transformações sociais nos municípios e no país. O eleitor consciente, sujeito ativo de mudanças na construção de uma nova sociedade, vota com as mãos, o coração e a cabeça. E isso só é possível quando ele se sentir corresponsável pelo bem comum e se comprometer a dar a sua contribuição para concretizá-lo. No momento do voto, o eleitor não depõe seus direitos nas mãos do candidato, mas o nomeia como seu representante, não somente porque o escolhe para defender os valores, nos quais acredita, mas porque antes da eleição procura conhecer o seu programa de governo e depois o acompanha, tanto para dar o seu apoio como para cobrar o cumprimento das promessas de campanha.

O bom candidato, independentemente do seu poder econômico, não é aquele que promete mais; é, ao contrário, aquele que é comprometido com as causas e os anseios do povo, sobretudo dos mais pobres; é aquele que não governa para os seus próprios interesses; é aquele que não vive trocando de partido, conforme sua conveniência, geralmente para o partido que está no poder.

“As eleições municipais, como as deste ano, tem características próprias em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Isso torna ainda mais importante a missão de votar bem, ficando claro para o eleitor que seu voto, embora seja gesto pessoal e intransferível, tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do País.

As eleições são, portanto, momento propício para que se invista, coletivamente, na construção da cidadania, solidificando a cultura da participação e os valores que definem o perfil ideal dos candidatos. Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitos, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades” (cf. Mensagem da CNBB sobre as eleições municipais de 2012).

No caso concreto do Estado do Tocantins, destacamos como critérios para a votação, os seguintes: o comportamento ético dos candidatos; a defesa da vida, da família, da educação e da saúde, de todos, principalmente dos pobres e das comunidades tradicionais: indígenas e quilombolas. As qualidades imprescindíveis de um bom candidato são a honestidade, a competência, a transparência e a vontade de servir ao bem comum, comprovadas por seu histórico de vida.

Independentemente do perfil do candidato, a Igreja do Tocantins não emprestará sua voz, nem servirá de palanque eleitoral para nenhum candidato, pensando em ser beneficiada posteriormente e atendida nas suas solicitações. Seu compromisso primeiro é a favor da ética na política, a defesa da Lei da Ficha Limpa, contra a corrupção eleitoral, a compra de votos e o poder econômico de candidatos e partidos e a compra de votos.

Afirmamos, igualmente, com base nos vários Documentos, que a missão da Igreja é evangelizadora e de natureza eminentemente pastoral. Por isso “ela não concorda com a militância político-partidária de membros do clero ou de religiosos” (CNBB, Doc. 22,5; Puebla 524), por duas razões principais: primeiro, porque “o vasto e complexo mundo da política, da realidade social e da economia é campo próprio dos leigos” (Evangelii Nuntiandi 70); segundo, porque “a missão do presbítero tem algo de específico, na sua configuração do Cristo Pastor, que não se coaduna com a partidarização política” (CNBB, Doc. 75, 41). Mais explicito ainda é o Código de Direito Canônico: “os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil” (CIC, c. 285 § 3° e c. 287 § 2°).

Portanto, com base nestes textos pastorais e legislativos, membros do clero do Tocantins que se candidatarem a cargos eletivos, deixarão os seus ofícios eclesiásticos e estarão sujeitos, durante a campanha eleitoral e o exercício de eventual mandato, a restrições e a suspensão do uso de ordem. Aos outros padres recomendamos que não subam em palanques, nem façam campanhas e nem propagandas partidárias para candidatos a cargos eletivos.

Apesar da Sagrada Ordenação nunca se tornar nula, quando algum padre é suspenso do uso de ordem, deve deixar de usar o título de “padre” ou “frei”, seja durante a campanha eleitoral ou no exercício de cargo eletivo.

Os leigos, membros de conselhos pastorais animadores de comunidade, ministros extraordinários, coordenadores de pastoral e de outras instâncias pastorais, ao se candidatarem a um mandato político, recomendamos o afastamento de suas funções durante o período eleitoral.

Por fim, incentivamos o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições.

Deus abençoe e ilumine a todos, eleitores e candidatos, nas eleições municipais deste ano, para o bem do povo tocantinense e de todo o Brasil!

Palmas – TO, 15 de julho de 2012