MÉTODO DA OVULAÇÃO BILLINGS E O ABORTO

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* Gerson Abarca
Ao entrar hoje no blog do Professor Felipe Aquino, refletimos sobre a polêmica do aborto, e da posição de lideranças Católicas em torno do tema ( blog.cancaonova.com/felipeaquino).
Dificilmente veremos um casal usuário do Método da Ovulação Billings (MOB) ser a favor do aborto, mesmo que liderem trabalhos com empobrecidos em periferias ou em realidades distantes do Brasil, que mais parece pré colonial ( cantos do Amazônas e do setão nordestino ).
A precursora do MOB no Brasil, Ir. Martha Bhering, sempre atuou no meio de mulheres empobrecidas e também prostitutas, e nunca precisou orientar uma mulher a fazer um aborto por causa de sua realidade social.
Não é o caso da coordenadora da Pastoral das mulheres marginalizadas, que para se ver “adaptada”, aceita em seu trabalho e neste meio. Prefere entrar no jogo apelativo de que os meios justificam os fins.
Infelizmente, são poucas Paróquias no Brasil que incrementaram e criaram mecanismos para os casais escolherem o Planejamento Natural da Família (PNF). As Paróquias que assumiram a causa da vida com trabalhos concretos de ensinamento do MOB, estão ganhando casais para a ação Pastoral e a fidelidade destes pela defesa da vida. Já assessorei trabalhos em Paróquias, que com o tempo até lideranças de Pastoral Familiar fizeram de tudo para não dar certo, porque os casais usuários do MOB incomodavam a muitos casais lideranças da Pastoral que não queriam reconhecer a própria escolha pela esterilidade. Diziam, ” agora vamos só ficar falando de sexo…”;” eu já fechei a porta e joguei a chave pela janela, filho ehm!!!”.
POR QUE UM CASAL USUÁRIO DO MOB NÃO SERÁ A FAVOR DO ABORTO?
Dificilmente, porque “maldito o Homem que confia no próprio homem…”.
Os usuários do MOB, partem do princípio Cristão de ” Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo:10,10). É uma escolha fruto de uma filosofia de vida, da defesa pela vida. Não se dá para usar o MOB apenas para se evitar um filho ou para se ter, escolhas deste tipo, duram apenas o tempo de seu desfecho. Assim que o casal têm dois filhos, laqueia para não ter mais. Podemos dizer que quem assim o faz não pode ser considerado usuário do MOB, mas sim usuário de um controle natural da natalidade. Controle! porquê já têm um fim em si, o desejo unilateral do casal.
Não é à toa que em muitas Paróquias, os cursos de noivos ensinam todos os métodos possíveis de planejamento familiar, mesmo os não indicados pela Igreja, e quando vão falar do método indicado pela Igreja,dizem método de “controle natural”.
Achar um casal usuário do MOB, é como procurar agulha em um palheiro, é quase parecido com o achar um Cristão. Não é verdade que muitos vão à Igreja, mas poucos são os escolhidos? Aqueles que se deixam ser escolhidos, pois Deus chama a todos.
Neste sentido, os casais que podemos considerar usuários do MOB, mantem-se fiéis à escolha inicial, porque incorporaram a escolha pela vida no âmago do casamento. Caminhar com esta escolha por todo o ciclo de fertilidade da vida de uma mulher, entre tantas as facilidades de controle de natalidade que a sociedade oferece, é uma luta de Davi contra Golias, cuja resistências estão impregnadas dentro da própria vida Pastoral dos Católicos. Mesmo depois que a mulher já não precise mais se preocupar com seu ciclo menstrual, por ter entrado na menopausa e consequentemente sua fisiologia tenha estancado sua fertilidade, ela continuará ensinando o MOB, pois esta vivência é tão apaixonante, que desejará transmitir para o resto de sua vida à outras mulheres, e o parceiro Homem, continuará parceiro nesta empreitada, porque ele obteve tantos benefícios na vivência do MOB, que não deseja parar de querer dispertar outros homens para a reeducação sexual.
Um casal que escolheu os filhos e conseguiu inclusive escolher o dia da fecundação deles ou mesmo que assim não o fizeram, mas conseguiu acolher o ser fecundado com alegria, não terá no aborto a saida para as dificuldades financeiras, sociais ou de relacionamento conjugal que a vida impõem. Os usuários do MOB, que escolheram por amor à vida, terão nos filhos fecundados o sinal de esperança. Filhos não são problemas, mas sim soluções.
E quando não tivermos quase úteros que fecundem, pela avassaladora propagação da infertilidade; quando o Brasil estiver dentro do ranking de país envelhecido; quando a taxa de natalidade já estiver negativa entre todas as nações; aí sim teremos os casais usuários do Planejamento Natural da Família, que não chegam a 4% da população, prontos para acolherem a vida plenamente fecundade, sem recursos laboratoriais e de especulação científica. E OLHA QUE A MAIORIA DOS CASAIS USUÁRIOS DO MOB NO MUNDO NÃO SÃO CATÓLICOS. Aliás, o casal Billings conseguiu colocar o MOB no programa de planejamento familiar da China.
Não serão os usuários do MOB a favor do aborto, porque estes representam e representarão a resistência contra a morte em favor da vida.
Isto é vivência, é realidade, não é teoria.
Mesmo que as portas estão fechadas para o MOB, na quase totalidade das Paróquias do Brasil, mesmo em tempo de Campanha da Fraternidade que enfatiza a defesa da vida, os usuários, divulgadores, e instrutores do MOB, estão de prontidão para servir.
Graças a Comunidade Canção Nova, e todos os seus veículos de comunicação, o MOB está se revigorando. Os casais usuários estão saindo do anonimato e testemunhando a vida em plenitude.
A Igreja Católica é a única instituição religiosa no Brasil que possue nos seus documentos a indicação do Planejamento Natural da Família por meios científicos e baseado no cíclo de fertilidade do casal, como é o caso do MOB, o com melhor desempenho e estudos ciêntíficos, por respeitar o ciclo natural da mulher sem necessidade de outros instrumentos de suporte, e de fácil aprendizado. Se há grupos ou pastorais que não estão preocupados em fazer aperecer esta indicação da Igreja Católica, sabemos que é porque somos Igreja povo, que é construida por seres humanos sujeitos a erros.Assim como vamos encontrar adeptos do aborto, mesmo estando falando em nome da Igreja Católica.
Queres fidelidade na defesa da vida em sua Paróquia? Estruturem um centro de ensinamento e acompanhamento do MOB, à longo prazo, vereis o resultado…

“UM BANDO DE MULHERES GRÁVIDAS!”, dirão os desesperados. ”
” – NÃO!?!, UM CONTIGENTE ENORME DE CASAIS FECUNDOS PELA DEFESA DA VIDA ” ,reponderão os beneficiados
.

* É Psicólogo, usuário do MOB , autor do livro: ” Prazer sexual na vida conjugal”, Ed Paulus-SP.
Junto com Maria Celina sou usuário do MOB há 18 anos. No início atacavam-nos dizendo que iriamos engravidar todos os anos. Infelizmente não foi assim, planejamos três que com a graça de Deus fecundamos em dia e hora historicamente lembradas.Em muitos ambientes pastorais somos vistos como “ETs”, alguns nos chamam de arcáicos. Mas com certeza hoje já bebemos as alegrias de nossa escolha, a felicidade estampada nos rostos de nossos filhos e uma dinâmica conjugal que nos faz transmitir que a vida em Matrimônio é fonte de vida e esperança.

segunda-feira, fevereiro 4th, 2008 aborto

1 comentário to MÉTODO DA OVULAÇÃO BILLINGS E O ABORTO

A.M
27/02/2008

Gerson e Celina!

A paz de Jesus!

Peço-lhes orações por mim e meu esposo, pois sinto no meu coração um desejo imenso de viver o MOB. Já levei meu esposo em uma reunião e comprei o livro do casal Billings, contudo, ele não vive a fé católica, não vai à Igreja,etc, demonstrando muita dificuldade diante de tal proposta.Outro fator importante é que tomo desde 1994 uma medicação para transtorno obssessivo-compulsivo e, como nas duas gravidezes precisei interromper sua ingestão, sinto medo e insegurança em engravidar de novo, apesar de desejar muito ter outro filho. Em novembro de 2007 perdi espontaneamente um bebê com 2 meses de gravidez e tive mais uma depressão por sentir-me culpada pela perda (estava tomando o cloridrato de paroxetina, mas os médicos consideram que isto não foi o motivo, foi do próprio organismo). Dessa forma, decidi procurar o bispo da minha arquidiocese, o qual, apesar de ter dito que não seria o ideal, deu-me permissão para que meu esposo utilizasse do preservativo. O que devo fazer, pois sinto-me impura quando vou receber Jesus e, ao mesmo tempo já tive em média 5 depressões e muitas dificuldades na gravidez e no pós-parto, em termos afetivos, não físicos.Em concomitante, meu coração anseia por um novo bebê, mas não sei se é vontade de Deus, já que o desejo se mistura ao medo e à insegurança de passar por tudo que já vivi. Desde já, agradeço de coração pela resposta orante deste casal maravilhoso.

Da irmã em Cristo,
A.M

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