Archive for novembro, 2007

O Prazer Sexual está em baixa

quinta-feira, novembro 29th, 2007

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Gerson Abarca*

A formula mágica da alegria na vida conjugal ou em outras formas de estabelecimento de parceria sexual encontra-se  em baixa.

As disfunções sexuais são cada vez mais objeto de queixas nas múltiplas clínicas e especialidades médicas ou psicológicas. E os índices das disfunções sexuais apontam a constatação da queda do prazer sexual.

Entre diferentes institutos que medem índices da disfunção sexual, quero resgatar dados de um órgão capixaba – ICAPES (Instituto Capixaba de Pesquisa Ensino e Serviços) que aponta a baixa do desejo sexual nas mulheres atingindo 32% delas e nos homens a disfunção erétil em 41,3%. Já para as mulheres, o ICAPES aponta que 21,3% delas revelam inadequação sexual na vida conjugal, e nos homens 18%.

Para a pesquisadora Carmita Helena Najjar Abdo, autora do livro: Descobrimento Sexual do Brasil, editora Summus, 2004 – edição 1; a média de relação sexual por semana constatada entre mulheres de até 25 anos, é de 2,5 e nos homens na mesma faixa etária é de 3,6. Porém as mulheres até 25 anos desejariam ter em média 5,4 relações sexuais por semana e os homens 8,4.

Para a faixa etária de 26 a 40 anos entre a média de relação sexual semanal realizada e desejada há uma diferença em quase 50% do real para a fantasia. As relações realizadas estão sempre na quantidade inferior às desejadas, e mantém-se nesta constância também entre 41 a 61 anos. Após os 61 anos para as mulheres não chega á uma por semana (0,9) sendo a desejada 2,5 e nos homens são realizadas 1,8 semanal para um desejo de 3,5.

Ao analisarmos estes dados coletados em todo o Brasil de forma longitudinal, caímos na questão: será que o desejável é resultado de uma produção subjetiva midiática e o realizável é de fato o desempenho normal esperado para a fisiologia humana? Ou será mesmo que o prazer sexual está em queda na comparação dos índices desejados com os realizados?

Se somos resultados de publicidade, prevalece a frustração entre aquilo que se deseja (o esperado) com aquilo que realmente acontece, pairando a sensação de que algo está errado, gerando nos parceiros aquela sensação de que há algo fora de lugar.

Se temos um desempenho sexual normal conforme aquilo que é realmente praticado, estamos sendo invadidos por mensagens subiliminares que coloca-nos com fantasia desejante   inatingível à realidade, levando-nos constantemente a não valorizar de fato aquilo que é vivenciado.

Neste dilema do que somos ou do que fazem de nós ou nos sujeitamos que façam, não tenho dúvidas que o resultado são  as disfunções, que conforme dados do início deste artigo chegam a atingir 70% dos homens e mulheres.

A fórmula da felicidade, que durante anos parecia estar próxima da percepção no ato sexual e no prazer que dele emana, com certeza terá que achar um outro lugar (…) ou olhar. Pois a felicidade no prazer sexual parece ter virado uma “lua de fel”.

(*) É Psicólogo, autor do livro Prazer Sexual na Vida Conjugal, Ed. Paulus.

Que Deus é o seu?

quarta-feira, novembro 28th, 2007

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Gerson Abarca* 

            No limiar do Natal, a sociedade brasileira vê-se diante da celebração do aniversário de Deus.

            Estranho… mas Deus nasceu em 25 de dezembro? O Natal é o nascimento do menino Jesus, “… o Deus que se fez carne e habitou entre nós” (João 1). Esta realidade das celebrações natalinas para a cultura Cristã Católica, muitas vezes não é percebido nos presépios montados em praças, igrejas ou residências. Pois o menino Jesus muitas vezes não é visto como Deus. Na fé com os pés nas nuvens, que insiste em colocar Deus muito distante de nossa realidade, o Menino Jesus parece não ter descido.

            Mas, ao pensarmos no Deus que se fez carne por meio da pessoa do menino Jesus, trazemos uma perspectiva clara de que Deus estamos falando. Aquele que se faz pessoa, palpável e por isto mais fácil de ser entendido.

            Porém, no dia 25 de dezembro alguns celebram o nascimento de Cristo, outras não possuem nem a imagem de Cristo na elaboração religiosa pessoal. Haverá aquelas que até acreditam em Cristo, mas se faz reencarnado e por isto não verão no Natal a presença do nascimento do Menino Jesus como essencial. O ocidente, politicamente falando, principalmente pelos paises cujo controle ideológico está sob o auspígo de J. Busch, estará passando o Natal com muito medo de um mulçumano barbudo estragar as festas natalinas, principalmente lá na terra do “tio San”. E com certeza Busch, o sanguinário legitimizado pelas pesquisas de opinião publica americana, estará renovando a sua missão de salvar a humanidade dos ataques terroristas. No Brasil, vamos acreditando que este povo  mulçumano é tudo terrorista.

            E olha que os mulçumanos são humanos e a religião que praticam está polarizada entre os que promovem a paz e os que em nome de Deus justificam a guerra. Assim como os Cristãos que em nome de Deus tende para a paz ou para a guerra, como é o caso do “cristão Busch”.

            Já para muitos brasileiros de cultura afrodescendente, o Natal é tempo de expectativa para adorar Yemanja com a chegada do novo ano.

            Para Hugo Chaves, presidente da Venezuela o Papai Noel foi abolido através de Decreto Nacional proibido a veiculação do símbolo consumista de Natal, pois acredita ele, que o Papai Noel é americano – quem sabe anti-mulçumano e com certeza vermelho-. Coitado no Papai Noel, aquele velhinho que fica distribuindo presentes às crianças, isto mais parece coisa de quem é socialista, porém, este Papai Noel só distribui presente para as crianças cujo os pais podem comprar o presente, ainda bem que existe os projetos assistencialistas, que pelo menos distribuem os brinquedos quebrados ou usados dos que podem comprar novos brinquedos e bolas de R$0,99 (aquelas que só de olhar para elas já murcham).

            Mas para isto, graças a grande quantidade de Santos que a Igreja Católica proporciona aos fiéis, o Papai Noel pode ser associado à imagem de São Nicolau – o velhinho Santo e bom -.

            Na busca de saber qual é o seu Deus, o meu Deus e o nosso Deus, como fica quem nem acredita em Deus? Algum significado para todos, devemos buscar no Dia de Natal, que pelo menos fique o desejo da Paz universal. Sem que para isto, precisemos manusear a vontade  de Deus conforme nossas conveniências, para não cairmos na tentação de achar que o Deus na forma que acredito é o mais correto. Pois se for assim, o Dia de Natal será um campo minado de crenças, onde cada um estará puxando suas orações para suas necessidades pessoais.

            Façamos deste Natal, uma festa universal em que o aperto de mãos, a troca de presentes e o desejo de se encontrar para confraternizar, inclua todos sem diferenças em busca da verdadeira construção de Paz. Desta forma, o teu Deus e o meu Deus terá sentido na medida em que nossas crenças se unam em um único propósito – A Paz.

*Psicólogo.

Dia Nacional da Vida – Para não esquecermos dele

terça-feira, novembro 27th, 2007

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Gerson Abarca* 

            No dia – 08/10 de cada ano – celebra-se no Brasil o Dia Nacional da Vida. Neste dia a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – incentiva às pastorais refletirem sobre o Nascituro.

            Nesta semana, dia 04/10, temos a comemoração também do dia de São Francisco de Assis, aquele que nos ensinou o diálogo com os pequeninos mais miseráveis e com os animais, trazendo-nos a perspectiva do sentimento ecológico onde o ser humano é parte integrante do ecossistema em busca de sintonia com todos os seres vivos. Este anúncio ao dia 08 de outubro, à partir de São Francisco, em que na atual conjuntura a sociedade vê-se ameaçada pela legislação do aborto, em que legitimará a morte daquele que não pode se defender – o feto -; procede à  celebração do dia das crianças – 12/10, em viva vós ao apelo de Jesus: – “ Vinde a mim as criancinhas …” .        Elas não sendo protegidas pela sociedade, podem apelar por uma mãe no céu – Nossa Senhora Aparecida -, que também no dia 12/10 conduz milhões de pessoas  ao Santuário de Aparecida mesmo em tempos de crises religiosas e perdas de identidades espirituais.

            O Dia da Vida é cercado de um largo espectro de lembranças – desde o profetismo de Assis até a incorporação da Mãe de Deus ao cenário sócio cultural brasileiro por nossa Senhora Aparecida. Neste intermediário, prevalece a vida representada na fecundação, daquelas que insistem em nascer mesmo no contexto de esterilidade – as crianças -.

Os nascituros, desejados pelo DEUS DA VIDA que  insistentemente aponta para a humanidade: – mesmo na manipulação à esterilidade pela contracepção química, as crianças continuarão sendo fecundadas –[1]. Pois como poetizou São Francisco de Assis: “Enquanto houver uma árvore a florir, um riacho a correr e uma criança a nascer, haverá esperança, prevalecerá a vida…”

* É psicólogo; Co-autor do livro: Mulher Fonte de Vida e Esperança, 2000 – CEAFAM.


[1] Detalhe – neste mês soube de três mulheres que engravidaram usando pílula; 2 que engravidaram mesmo com DIU e 4 que engravidaram após terem sido laqueadas.

O Poder da Escolha

sexta-feira, novembro 23rd, 2007

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Gerson Abarca*

Escolher é uma forma de poder. Saber que faremos algo que pudemos escolher a partir do nosso próprio desejo, é muito saudável à mente. Triste mesmo é fazer algo que outro escolheu por nós, principalmente quando nos tornamos adultos. Pois ser adulto, é estar livre para fazer escolhas.

Esta reflexão serve em todos os sentidos e lugares. Na política, quando votamos em um candidato, porque escolhemos conscientemente por ele  e depois de eleito fizer algo que desagrade a minha escolha, saberei que escolhi em sã consciência e procurarei acertar em uma próxima escolha. Porém, se escolho um candidato por favores, ai não tenho nem que reclamar dos possíveis erros dele lá na frente. Torno-me um escravo do favor.

Ao escolher a esposa, ou o marido, as pessoas sabem os motivos que os levaram a escolher e por isto têm consciência das conseqüências destas escolhas. Tempos atrás, uma senhora reclamava comigo que quando casou com seu marido, ele era um “doce”, e no dia seguinte após o casamento ele virou um “demônio”. Perguntei para ela se no namoro ela não tinha percebido algum comportamento estranho nele, e ela revelou que por algumas ocasiões ele tinha sido agressivo com ela no namoro, mas estava apaixonada por ele. Desta forma ao resgatar a história, esta senhora saiu do “muro das lamentações” e procurou agir para que sua escolha desse resultado positivo, e assim procurou ajuda.

Mas , de todas as escolhas das que mais trouxe alegria para mim, foi ter escolhido livremente ao casamento, que me projetou para a vivência da construção de uma família; e ter nesta escolha, podido escolher os três filhos junto com minha esposa.

A maior alegria ainda, é de ter podido escolher o dia, hora e local para fecundá-los. Esta escolha trás em minha vida paterna uma enorme alegria de saber que os filhos gerados em parceria com a Celina, carregam dentro deles a marca da vitória pela vida plenamente desejada. E agora, ainda cedo na vida destes filhos, já posso observar neles uma auto-estima positiva e um irradiar felicidade.

Como é bom ver os filhos bem. Como é melhor ainda ter podido escolher filhos, e como é maravilhoso escolher fazer família em uma sociedade que insiste que a família morreu e que filho é problema. Estes, que insistem na morte, estão colhendo tristezas, melancolias. Prefiro continuar com a minha escolha pela vida degustando o prazer de estar com Celina e a felicidade de cuidar de Samuel Iauany, Davi Taynã e Helder Manacô, na certeza que um dia poderão seguir o caminho que eles mesmos traçarem e na esperança que sejam fiéis à Deus e construtores da paz.

*É Psicólogo.

Dom Luciano, Porta Voz dos Empobrecidos

quinta-feira, novembro 22nd, 2007

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  No domingo de dia 26/08/06, às 18:h, Dom Luciano deixa-nos para a casa do Pai, e justamente na hora de Maria. Soube da notícia na segunda-feira, dia 27/08/06 por intermédio da TV Canção Nova que ligou para solicitar-me informações de Bispos que tivessem maior vínculo com Dom Luciano para que pudessem entrevistá-los. Minha alma ficou em luto, desde o conhecimento do falecimento de Dom Luciano. E um único pensamento não faz calar em mim: – os empobrecidos do Brasil perdem mais um porta voz – Muitos já passaram pela presidência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas poucos podemos lembrar do marco que deixaram à frente da CNBB. Dom Luciano, nos anos 80, quando esteve à frente da CNBB, deixou a sua principal marca: “A evangélica opção preferencial pelos pobres” – uma postura que não abriu mão em hipótese alguma, mesmo com todas as pressões existentes na época, para que a Igreja Católica no Brasil se preocupasse mais com a fé do povo do que com questões sociais e políticas. Já, no segundo mandato de Dom Luciano Mendes à frente da CNBB, representava o regional do Estado de São Paulo no Conselho Nacional dos Leigos (CNL), onde tínhamos muito espaço e abertura de voz nas decisões dos caminhos da Igreja Católica no Brasil. Nesta época emergia a força dos cristãos leigos e Dom Luciano insistia no processo de formação continuada para as lideranças das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e representantes de organismos leigos. Lembro-me queem uma Assembléia Nacional do (CNL), grupos mais conservadores, que insistiam que a Igreja tinha de cuidar da fé dos seus fieis, diziam: – “Enquanto este Bispo tiver à frente da CNBB, dificilmente conseguiremos avançar na fé dos católicos, ficaremos politizando em nome desta evangélica opção pelos pobres”, e logo em seguida, Dom Luciano foi transferido para a Arquidiocese de Mariana – MG; e os organismos sociais e CEBs aclamavam que aquela transferência poderia ser uma forma de dificultar o espectro de influência do pensamento de Dom Luciano Mendes na Igreja do Brasil e na mídia brasileira. Porém sua obstinada luta pela justiça social, onde repetia inúmeras vezes que: “justiça é o novo nome da paz…”, transformou sua ação pastoral em Mariana como um pólo de difusão intelectual e de opção preferencial pelos pobres. Tanto que a Arquidiocese de Mariana foi uma das que mais investiu nas rádios comunitárias, na autonomia dos cristãos leigos à frente das pastorais; na formação dos Seminaristas com engajamento nas CEBs e na defesa do direito à vida que ele fez questão de estar à frente através da inserção do Planejamento Natural da Família, na qual convidou a  equipe da CENPLAFAM a implantar o MOB (Método da Ovulação Billings)
em toda Arquidiocese.
Que a ausência física de Dom Luciano em nosso meio, não nos deixa a sensação que as causas sociais, por justiça na busca da eliminação das diferenças sociais fiquem enfraquecidas. Ao contrário, devemos revitalizar dentro de nós, o maior ensinamento de Dom Luciano: – “ Que nossas ações estejam na ótica da  evangélica opção preferencial pelos pobres”.  Dom Luciano Mendes é uma voz que o sistema econômico não o fez calar, pois imbuindo do Espírito Santo e em profunda comunhão com o Pai, Dom Luciano manteve-se firme e predestinado pelas causas na qual o Evangelho de Jesus Cristo convidou –lhe  a lutar. Que sua voz, Dom Luciano, seja um consolo e motivação para não acovardarmos diante os múltiplos desafios sociais que a sociedade brasileira apresenta. Que sua voz seja um pensamento que não se cale em nossos pensamentos. Saudade, esta palavra brasileira, já faz soar em nossas almas de forma intensa e ao mesmo tempo provocativa. Dom Luciano, interceda por todos, para que à Igreja Católica no Brasil não esqueça jamais da sua Evangélica opção preferencial pelos pobres.

*É Psicólogo.

Família e Universidade Pública

terça-feira, novembro 20th, 2007

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        Gerson Abarca*

              A conquista dos novos cursos superiores para as várias regiões do Brasil, reascende nas famílias brasileiras a expectativa sobre o futuro educacional de seus filhos, mesmo que ainda, muitas famílias não perceberam o grau de importância desta conquista, pois não possuem estrutura econômica para direcionarem a educação dos filhos à galgar a Universidade Pública. Com o tempo a “ficha” vai cair, pois o governo Lula têm demonstrado esforços reais na ampliação dos cursos e campus universitários pelo Brasil e também tem pautado na definição da política educacional das quotas (tanto para favorecer alunos da rede educacional pública, provenientes de histórico escolar de 100% de escola pública desde o ensino fundamental; como também pela quota dos negros e índios).

            Com o mecanismo de quotas, as famílias empobrecidas começarão a ver o emergir de novos universitários que jamais teriam a oportunidade de estar na universidade pública, que até hoje ainda é privilégio da classe média/alta e por isto uma demanda das famílias mais abastadas.

            Alguns especialistas da universidade, vão dizer que as quotas para os negros é uma forma de racismo, e que melhor seria fortalecer o ensino público fundamental. Provavelmente, estes que defendem esta postura são de raça branca, ou nunca foram vítimas do racismo. Ainda bem que as quotas para os negros está sendo definida pelo Fenotípo e não pele descendência genética. Pois teremos louros de olhos azuis, descendentes negros e que não são vítimas de racismo. É pelo Fenotípo (imagem/estética), que o racismo realmente acontece.

            Outros especialistas vão indicar que a quota para alunos da rede fundamental do ensino público, vai abaixar o nível da qualidade acadêmica dos que ingressarem na universidade. Porém esta tese, só pode ser sustentada por especialistas que nunca fizeram parte da classe empobrecida. Parece que estes preconceituosos especialistas imaginam que pobre não tem orgulho, ética ou moral. Mas os pobres que galgaram a universidade pública pelas poucas quotas do sistema atual ou que tiveram sorte de entrar pelo vestibular, estão demonstrando que possuem médias superiores na universidade aos alunos que vieram de escolas particulares e entraram pela seleção de vestibular, sem benefícios de quotas. Parece que esta constatação ajudá-nos a entender que quando uma pessoa possui um limite, ela se esforça além do que se esperam dela para provocar a superação.

            Eu estou vibrando com a possibilidade dos vários campus da Universidade Federal se espalharem pelo Brasil. Estou otimista também com os Cursos Técnicos do CEFETE, e já comecei a projetar expectativas de muitos jovens  conquistarem uma vaga na Escola de 2º Grau que é indiscutivelmente um dos maiores sucessos educacionais do Brasil. Já pensou, um pai e uma mãe poder ter o filho estudando
em uma Escola de 2º Grau Pública que é melhor do que as melhores escola particulares, e bem perto de casa? … É tudo de bom.

            A Universidade Pública é , sem dúvida alguma , o maior presente que as famílias brasileiras conquistaram, pois ela emergirá para todos uma nova visão de futuro, mesmo para quem não for estudar nela, pois as cidades ganharão em qualidade de vida, em cultura e repensará a antiga idéia de quem é de fora é “forasteiro”, pois a magia da Universidade Pública é a de fazer com que a sociedade entenda que o limite geográfico e territorial do ser humano não está inscrito apenas na sua municipalidade, mas na universidade planeta.

*É Psicólogo formado em uma Universidade Pública (UNESP – Assis – SP).

PROGRAMA MINHA FAMÍLIA É ASSIM

sábado, novembro 17th, 2007

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Ontem alguém nos ligou dizendo que estávamos no PROGRAMA MINHA FAMÍLIA É ASSIM.

Estávamos no Rio de Janeiro, na oportunidade do casamento de Francisco e Maura, grandes amigos. Maior surpresa ainda, foi neste sábado, quando chegando em casa por volta das 11:30h e ao ligamos na TV Canção Nova e vimos o reprise do programa de ontem.

Como é bom poder fazer parte desta família e estarmos contribuindo para a reflexão de conteúdos da sexualidade conjugal.

Para você ir mais fundo, entre no blog: minha família é assim, encontre lá parte de nossa entrevista com a Marcia e o Nelsinho.

LINHA DE RISCO

quarta-feira, novembro 7th, 2007

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* GERSON ABARCA

Quando chega o limiar dos 14 anos, a vida toma uma nova roupagem.

Meninos tornam-se sarados e meninas saradas. Muitos olhares passam a admirar a beleza e alegria adolescentes. Uns, contemplando com felicidade o crescimento juvenil, outros com olhares maliciosos, a muitos com inveja.

Mas , quase todos os olhares diferenciados remetidos por adultos. Alguns deles por que passaram bem pela própria adolescência, outros por que não aceitam envelhecer e se identificam apaixonadamente com um adolescente para sentirem-se sempre jovens, e grande parte por estarem frustrados nos objetivos pensados na adolescência e que a vida adulta os impossibilitou de realizarem.

Por isto, LINHA DE RISCO.

Os adolescentes passam a viver sobre a mira de muitos olhares, que na realidade se transformam em ataques inconscientemente compartilhados pelos adultos de maneira indireta. São filmes apelativos convidando a galera ao descompromisso ou a violência; Igrejas domesticantes conduzindo milhares de jovens a uma fé “papagaística”; escolas torturantes induzindo à competitividade dos vestibulares – serão o que os muitos professores de ensino médio não conseguiram ser, e no final cairam em uma sala de aula para torturarem jovens, lógico que sustentados por muitos pais que não conseguindo sucesso educacional na juventude e transferem todo o desejo educacional aos filhos. Sexo livre e sensualidade pelos poros de toda e qualquer publicidade, careta é não transar, liberdade é pegar o maior número de parceiros em uma festa, aliás, poderíamos chamar as micaretas – carnavais fora de época – de “beijoquetas”, pois no final, é melhor quem beijou mais. Damas ninfetas, solteiras e frustradas por relacionamentos frustrados, focam interesse por adolescentes malhados, e o negócio é malhar mesmo.

E se falando em malhar, academias mordem este filé e sem nenhum critério técnico iniciam meninos e meninas em atividades de musculação, muitas até vendem produtos químicos para acelerarem a performace muscular- é um tal de peito prá frente e “poupança” prá trás, que mais parece encontro de trombadas ombrais.

Poxa, mas se formos ver, por detrás de muitas iniciativas bem intencionadas, pode haver uma indução maléfica?

Com certeza sim. Por isto os pais devem monitorar sempre, até que os adolescentes se tornem adultos.Tranquilo mesmo, só depois dos 22 anos.

Mas,  isto mais parece coisa de superproteção ou de educação de “filhinhos de papai”?

Já pensei nisto também, até já tive outro tipo de visão. Mas,  ao constatar nas diferentes classes sociais, o quanto os adolescentes são alvos do ataque de consumo, sendo utilizado para isto dos processos de sedução pelo “viés ” do prazer o mais rápido possível, onde os principais elementos de sedução passam a ser o corpo, sexo, poder (força, beleza e dinheiro).

Por acaso quem alicia adolescentes para o narcotráfico? Quanto se paga para um adolescente ser usado como “avião” das drogas? E as meninas na periferia usam como poder, serem as namoradinhas dos traficantes, pois assim ficam protegidas. Em conversa com um grupo de educadores de rua de Belo Horizonte, constatamos que muitos adolescentes ligados em projetos sociais, estavam sendo obrigados a trabalhar para o tráfico tendo que abandonar os projetos.

As casas de prostituição no Brasil ou o que camufladamente chamam de “boyte”, são comandadas por senhoras “cafetinas”, que em frente de escolas aliciam adolescentes sensuais e que de preferência estejam em conflito com os pais. Quem frequenta estas casas? Parece que adultos fixados em sexo – ou quem sabe pedofílicos -.

E as baladas tocadas a cerveja R$ 0,99. Estas promoções patrocinadas por cervejarias que ao constatarem que os estoques estão esgotando o praso de validade do produto, “desovam” em festas banhadas à cervejas. Geralmente frequentadas por adolescentes. “Tudo bem que no Brasil não se pode vender bebida alcoólica para menores de 18 anos.”

Legal mesmo, é quando as lojas vendem roupas para as adolescentes sem a presença dos pais para autorizarem, e depois vão cobrar nas casas. Estes donos de lojas que agem desta forma, jogam toda a sedução de venda sobre quem ainda não possue autonomia para compra.

Refletindo desta forma, parece não vermos saida. Lógico que tem saida. A melhor delas é não fugir da realidade e nem sequer construir uma redôma de vidro para proteger os filhos do mundo, dos riscos.

Ao contrário, o caminho é deixar viver, participar, estar acompanhando. Porém, sendo referência e compartilhando. É educar com malícia, levando o adolescente a transitar sem se deixar levar. É acreditar que vale a pena não abrir mão dos ideais, dos valores humanos, da Fé. E além de tudo, é ajudar os adolescentes a terem identidade própria, sem que tornem-se preconceituosos, do tipo – só quem está no meu grupo é o certo, é o bom-.

LINHA DE RISCO, pois a fase é “do parece mas não é”. Adolescente ensaia ser adulto ( falso self), para no futuro ter construido sua própria identidade -já como adulto -. O risco é inerente ao crescimento.

Como ensaio e erro, uma hora acertamos outra erramos, a diferença vai estar na presença afetuosa e amiga, mas elém de tudo libertadora, que os pais , parentes e amigos podem oferecer.

Coisa boa, é lembrar de adultos que na nossa adolescência se fizeram de amigos e estavam sempre próximos, principalmente quando algum problema acontecia.

Um dia, ainda adolescente, eu e minha galera fomos nadar no rio pardo. Atrativo, por ser cinistro, este rio conduzia-nos ao poder – de quem conseguiria atravessa-lo primeiro-. Mas neste dia, escondido dos pais, dos nove que pularam um não voltou. Retornamos pálidos para casa, e demos a cruel notícia… O Jorginho não voltou.

Poderiamos pensar que nossos pais foram irresponsáveis. Mas nesta cena, podemos dizer que a ousadia é adolescente, e mesmo com muita presença, nada é garantia de nada. Imaginem se faltar a presença na atual conjuntura, onde o perigo não é o rio, mas que sabe o riso fácil de um “baseado”.

* PSICÓLOGO, ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA CLÍNICA. ATUA COM FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E REALIZA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA PRÉ-VESTIBULANDOS.

DROGAS - ELAS ESTÃO DO SEU LADINHO

sábado, novembro 3rd, 2007

DROGAS – Não fuja delas, pois elas estarão sempre perto de você.

Ao invés de você fugir, encare! Lembre, o medo pode estar representando insegurança.

Jovens que trato por dependência química, tendem a acreditar que se mudarem de cidade, trocarem todos os amigos e quem sabe, até mudarem de rosto, estariam protegidos do desejo de usar drogas. Pura fantasia.

Ao contrário, procurar um grupo de caretas, buscar comunidade espiritual, procurar um grupo de TA ou NA ( Toxicômanos ou Narcóticos anônimos), são caminhos mais próximos da defesa para não cair novamente nas drogas.

Mas ,para você que não usou e acredita que nunca vai usar, tome seus cuidados. Convites não lhe faltarão. É preciso estar atento, sem medo, e com muita coisa boa para fazer na vida: lazer, esporte, grupo de jovem Cristão, muito afeto com os familiares e amigos.

Enfim, ter uma escolha pela vida, ser sinal de vida no seu meio. Assim, mesmo que a droga esteja pertinho, ai do ladinho, não têm problema não,você estará auto-imune.

Se deseja conversar comigo sobre este tema, escreva para: psipensar@psipensar.com.br

Caso você seja pai ou mãe de adolescentes, entre no blog: parceiros da vida – da Canção Nova. Lá, escrevo uma mensagem para você.

DIA DOS MORTOS OU DOS VIVOS ?

sexta-feira, novembro 2nd, 2007

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Finados é dia de lembrar os mortos.

Mas qual é a lembrança que temos daqueles que já faleceram? Lembramos deles em vida. Pois se lembrássemos deles em morte, deveríamos ter as fotos dos esqueletos, do que restou dos mortos.

Nas fotografias, obras, escritos, e histórias revisitadas, que lenbramos das pessoas que já faleceram , temos a vida . Por isto, podemos constatar que o dia de finados, é o dia da VIDA. Neste dia, vitalizamos saudades, por isto que nos entristecemos. Pois surge a vontade de se ter a passoa querida próxima.

Mas as tristezas emergidas das saudades, tornam-se esperanças, alegrias, consolo, pois sabemos que não haverá morte. Com a esperança na Vida Eterna, a morte perde o significado de desespero, medos e sofrimentos. A morte passa a ser vista como passagem.

Quando ainda era criança e falava como criança(I Cr 13), tinha medo de atravessar a floresta à noite. Um sábio senhor ajudou-me, dizendo : -” quando a gente está com medo, é sinal que Deus está ausente. Se você confia na presença de Deus, não haverá motivo para o medo, porque Deus é a VIDA, a proteção”.

Depois destas palavras, comecei a enfrentar o medo da floresta e da morte, lembrando que Deus está presente em tudo. Cresci, e deixei as coisas de menino.

Fiz prevalecer a Fé, Esperança e o Amor. Mas acima de tudo o Amor.

Hoje, lembrei com alegria a vida de todos que passaram por mim e que já estão junto à casa do Pai.

Que boa Esperança.

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