Archive for abril, 2008

Aurora – Segredos de um filho

quarta-feira, abril 30th, 2008

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 Gerson Abarca*

             Aurora, palavra horizonte. Futuro traçado. Em ti descobri muitas belezas na vida que me projetaram para uma visão de futuro. Sempre mostrastes que o olhar de um filho precisava ir para a Aurora.

            Naquela noite de frio, quando criança, você chega e puxa o cobertor, quando eu já dormia. Acordo assustado e ao olhar para você vejo o acalanto de suas mãos acertando o cobertor em meus ombros. Aperta-me gostoso, e o frio desaparece pelo afago daquela brincadeira.

            Ainda criança, quando você nem imaginava que havia um problema de aprendizado chamado dislexia, era paciente no acompanhamento de minha leitura gaguejante, de minha escrita disforme. Fez-me acreditar que superaria. Ao repetir a quinta série, você simplesmente me disse: “Se você tiver que ficar dez anos na quinta série, não tem problema meu filho, você vai ficar na quinta… o importante é que você estude e eu vou estar ao seu lado até quando você for dono de seu nariz”. Mas não precisou – no ano seguinte passei com notas ótimas e nunca mais deixei de ser bom aluno.   

            Naquele dia em que cheguei perto de você e disse que iria estudar em outra cidade para fazer técnico agrícola, uma das poucas possibilidades para emprego em uma família pobre, você teve uma reação de perda, pela distância e por tudo o que diziam das badernas dos colégios agrícolas daquela região. Mas você nunca disse-me não. Calou-se, mas apoiou:- “vai meu filho, conquiste seu espaço”.

            Seu nome não tinha sobrenome, era a submissão dos critérios machistas da época, você repetia o sobrenome do esposo, meu pai. Seu Abarca me encantava. Principalmente quando fui observando em mim, múltiplas competências. Queria abarcar tudo mesmo. No meu primeiro livro editado, coloquei o Abarca como sobrenome fantasia, você pegou o livro e teve uma reação espontânea, de quem reencontra-se com sua identidade e daí para sempre, passou a assinar seu Aurora Abarca e eu trilhei os caminhos jurídicos para legalizar o Abarca no meu nome como pessoa física, e nunca mais parei de escrever. Hoje você é uma das grandes divulgadoras de meus livros e aquela sempre admiradora “– mãe coruja -”.

            Na Fé, ensinastes a respeitar as coisas de Deus e quando jovem, acolhia a moçada do grupo de jovens cristão com seu almoço de domingo. Eu chegava com a galera sem avisar, mas sempre havia água para por no feijão. Já naquela época confiavas em mim, até deixava a chave de casa para eu poder chegar à noite. Sabia que nossas noites de sábados eram serenatas para as namoradas dos amigos do grupo de jovens. Seu acreditar em mim, forjou um cidadão seguro e determinado.

            Nesse dia das mães, quero só lembrar alguns muitos segredos que pouco pude partilhar com você. Os segredos de um filho que muito foi amado por sua mãe.

            Minha querida mãe, feliz dia das mães.

*Psicólogo – Diretor do Instituto Pensamento.   

Depressão – Perguntas e Respostas (Continuação)

terça-feira, abril 29th, 2008

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*As respostas às dúvidas que emergiram da enquête que o Blog Pensando Bem realizou com os internaltas, estão baseados no Código Internacional de Doenças CID-10 e no DSM IV – Além dos 21 anos de experiência psicoterapeutica do psicólogo Gerson Abarca.

            Foi priorizado responder as dúvidas adaptadas ao público leigo.

3 – Senti muita vontade de ter a chance de me tratar com um profissional de gabarito como você. Gostaria de perguntar também se você tem algum artigo sobre DDA e se é possível tratar destes transtornos mesmo acima dos 40 anos?             

 Todo tipo de transtorno é possível ser tratado em qualquer idade o único cuidado que deve ser tomado, é de não deixar o sintoma ficar crônico.No passado davam-se nomes de psicoses a alguns diagnósticos que hoje são tratados como transtornos. Esta foi uma boa evolução da psiquiatria, pois hoje podemos ter clareza que o transtorno pode passar, como uma tempestade. A antiga idéia de psicose, taxava as pessoas e as deixavam com o estigma de doente mental.

4 – Esta em tratamento para depressão, com psiquiatra e psicólogo. Após perca do pai. Teve uma considerável melhora depois do tratamento, antes de começar o tratamento sempre teve mudança repentina de humor, fica triste e sente vontade de chorar.    
Parece que quando surgem os problemas procura desculpas para não resolvê-los, apesar de afirmar para todo mundo que é muito decidida. Acha que na verdade se mostra para as pessoas de uma forma que não é que não consegue aceitar que é assim. Na verdade parece que se esconder atrás da doença por medo de enfrentar as coisas, os problemas, a vida e isso a faz muito mal.         
Queria saber o que eu faço para controlar isso, será que todos estes problemas são causas da depressão? Como posso encontrar o meu verdadeiro caminho, estou muito confusa?                                                                                                                  

Não, estes sintomas não são da depressão – Representa hábitos que a pessoa aprende a manusear para ter algum benéfico. Sentir-se doente muitas vezes é bom. Lembra, quando uma criança fica doente, ela recebe mais atenção dos pais, até recebe o prêmio de não ir à escola.

5 – Sempre tive uma tendência um tanto para o medo. Moro fora do Brasil há sete anos. Me casei com um europeu, cujo casamento também está com os dias contados,  sinto falta do Brasil, em si, da minha cidade. Choro de saudades da minha vidinha aí, no Nordeste. Desde que vim pra cá, comecei a ter insônia, problemas de coluna, dores no corpo, dor de cabeça, problemas de estomago etc., etc., etc.…          
Já fui a vários médicos, os quais passaram antidepressivos, mas nunca consegui tomá-los, pois ficava pior do que estava sem tomá-los. Fiz tratamento com uma psicóloga, mas parei o tratamento, pois não estava satisfeita com a profissional.           
Sentir muita falta do meu filho – que foi o principal motivo da minha tristeza profunda, pela culpa de tê-lo deixado no Brasil – e, pra completar, o fato de não gostar mais do meu marido. Não o vejo mais como homem, mas como um amigo, um protetor. Inclusive, não existe mais contato sexual entre a gente.         
Como é que se começa de novo, depois dos 40, sozinha, cheia de responsabilidade e, principalmente, cheia de vontade de ir embora, esquecer tudo e recomeçar?                                 

Este dilema, na forma apresentada, faz-nos pensar, nos muitos momentos que cada um de nós tem vontade de fugir, abandonar o caminho ou ter uma solução mágica para um problema.Quando fazemos isto, sempre deixamos pendências para trás. Neste caso, houve novas escolhas, quem sabe em busca de uma melhora, uma possibilidade do encontro da felicidade, mas a custas de perdas, filho, pais. No encontro com o cotidiano, à vida é real, é dura. A felicidade não é uma conquista mágica. Daí a vontade de voltar, as culpas pelo que deixou. Neste sentido, o terreno está fértil para a instauração de uma depressão, pela volta ao apego no passado. É possível recuperar o passado, se posicionar no presente, sabendo para onde se pretende chegar. Mas isto não é do dia para a noite.                                                                

Uma boa psicoterapia, não agrada. Muitas vezes procuramos psicólogos para que eles passem a mão na nossa cabeça. Mas o bom profissional nos faz sair do senso comum.           

Fique plugado no Blog, que mais tarde vem mais perguntas e respostas.

Gerson Abarca – Psicólogo  

Depressão – Perguntas e Respostas

segunda-feira, abril 28th, 2008

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*As respostas às dúvidas que emergiram da enquete que o Blog Pensando Bem realizou com os internaltas, estão baseados no Código Internacional de Doenças CID-10 e no DSM IV – Além dos 21 anos de experiência psicoterapeutica do psicólogo Gerson Abarca.

            Foi priorizado responder as dúvidas adaptadas ao público leigo.

1 – Você fala de um trabalho interdisciplinar, unindo a terapia à psiquiatria, fale melhor sobre esta parceria?

Não podemos conceber um tratamento emocional hoje focado apenas ao olhar de um único profissional. Antes mesmo de se diagnosticar a depressão e definir tratamento, é necessário exames médicos para observar se a depressão é de caráter orgânico, decorrente de outras disfunções fisiológicas. Este tipo de procedimento requer o olhar do médico. Mas precisa também do psicólogo, que observará o grau de depressão e o comprometimento comportamental e riscos que o paciente está pré-disposto. Constatado a depressão, sua origem, precisará o médico psiquiatra fazer a orientação medicamentosa e esta é a especialidade. Há casos que antes mesmo ou paralelamente, necessite de um neurologista para detectarem-se questões de disfuncionalidade fisiológicas. Muitos são os pacientes que já atendi; que solicitei avaliação fisioterapeutica, pois havia problema de postura física ou falta de atividade aeróbica.Desta forma, não podemos descartar que um bom tratamento é uma somatória de profissionais para terem-se vários olhares em comum com um procedimento. Até o contato com orientadores espirituais às vezes de faz necessário, como por exemplo, indicar que o paciente regresse à sua prática religiosa, quando observa-se conflitos de caráter espiritual.

2- Estou com uma filha adolescente de 15 anos que está nesse processo doloroso de depressão e estou lutando com ela para que supere. Gostaria que você me indicasse um psicoterapeuta. O senhor deve conhecer vários profissionais competentes em todo país. Moro em BH-MG e talvez você possa me indicar um profissional aqui?  

Minas Gerais possui boas escolas de psicoterapias, mas ao mesmo tempo há um emergente de pessoas fazendo psicoterapias alternativas e outras se intitulando psicanalistas. A indicação é que certifiquem-se que o psicoterapeuta seja formado em psicologia e registrado no conselho regional de psicologia. Cuidado em delegar sua alma ou a alma de sua filha para profissionais não registrados. Chamo estes não registrados de “psicaretas”. Para que o pessoal de MG tenha melhor referência, há o departamento de psicologia clínica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e também pode solicitar  informações na sede do CRO – MG – Este CRP é uma referência de organização dos psicólogos legais. Aliás, Minas Gerais têm um dos CRPs mais atuantes do Brasil. Vale a pena buscar um psicoterapeuta, psicólogo que tenha experiência com adolescente. Lembre-se a família deve estar envolvida e ter acesso às técnicas desenvolvidas pelo psicólogo. Não entregue sua filha a um tratamento sem participar.                   

Por agora, vamos ficar nestas 2 questões… Fique plugado no Blog, que mais tarde vem mais perguntas e respostas. 

Gerson Abarca – Psicólogo

DEPRESSÃO - O QUE É ? POR QUÊ ?

domingo, abril 27th, 2008

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A depressão é um estado emocional em que o indivíduo não consegue ter pensamentos positivos ou sentir-se bem de humor.

Comparo a depressão como o limbo de uma calçada, que após a chuva, qualquer pessoa que passar por ela tenderá a escurregar. Você vê a calçada mas não consegue se segurar nela, pois há uma camada de limbo, que ao longo dos anos foi fixando-se na superfície da calçada que faz com que ela não cumpra a sua real função, de facilitar as pessoas de passarem por ela.

Estranha esta comparação?

Veja bem, a mente ao longo dos anos, cria uma camada de “limbo”, entre o inconsciente (aquilo que desconhecemos de nós mesmos) e o consciente ( o que é conhecido de nós). Lembrando que temos conhecimento de 10% de nossa mente, 90% é desconhecido. Com o tempo, as manifestações inconscientes que geralmente aparecem em forma de sonhos, fantasias, desejos, etc, deixam de se manifestar por causa deste “limbo”. A vida fica limitada, e a realidade camuflada pelo “limbo”. Há um distanciamento entre a fantasia e a realidade. A vida fica só realidade, e o cotidiano de qualquer pessoa se dá de acertos e erros, ganhos e perdas, mas como não deixamos a fantasia elaborar mecanismos para elaboração das perdas, tendemos a ficar apegados naquilo que não deu certo, no fracasso. A realidade se torna cruel, a vida fica sem fantasia. Como na calçada, ela vai derrubar a pessoa. O tombo é a depressão ( o estado mental de sofrimento , onde a vida perde o encanto e o colorido)

POR QUÊ ?

1) DE ORIGEM ORGÂNICA -Há depressão que se instaura na pessoa por disfunções fisiológicas. São as provenientes de situações orgânicas. Doenças como câncer, reumatismo, artrite, disfunções de sono, alteração hormonal, problemas de coluna, fibriomalgia, enfim, todo tipo de disfunção orgânica que coloque a pessoa na condição de limite com a vida, diante da morte, ou mesmo que causam dores contínuas ou alterações nos hábitos cotidianos.

2) DE ORIGEM DE PERDAS AFETIVAS. São as depressões que emergem a partir da perda de entes queridos ou de estruturas materiais ou profissionais, tipo: a perda de um emprego. O que é fator preponderante é a perda de algo valioso.

3) DE ORIGEM DE VÍNCULOS AFETIVOS – Estas depressões são as mais desestruturantes, pois é o resultado de vínculos afetivos que foram sendo estabelecidos ao longo dos anos . Hoje já podemos diagnosticas depressões desta origem em crianças desde o primeiro ano de vida. Tanto, que a Sociedade Brasileira de Pediatria, elabolrou um questionário para os Médicos Pediatras conseguirem detectar depressão em crianças, para que o tratamento se estabeleça logo no início. Este tipo de depressão geralmente está relacionado a forma em que a criança se liga na mãe e pai, desde o processo de amamentação. Quando delimitamos um diagnóstico de depressão em adulto, tendo como origem o vínculo afetivo, sabemos que teremos uma depressão com um longo período de fixação na mente da pessoa, e sabemos que este tipo de depressão durará um período maior para ser tratada.

4) DE ORIGEM GENÉTICA – Definir a depressão como uma doença de origem genética, é parecido com a figura que tenta procurar agulha no palheiro. Na Psiquiatria, poucas são as possibilidades de se confirmar que uma doença emocional é de origem genética. O que tentamos buscar nos casos de depressão é ver se há um histórico de descendências familiares que possa ter facilitado o estabelecimento da depressão. A lógica desta busca na família de pessoas que já passaram pela depressão, é para se detectar a formação cultural da família do portador da depressão. Se a bisavó materna era deprimida, a avó da mesma estirpe também, a mãe da pessoa em tratamento também, poderemos concluir que o ambiente familiar ao longo dos anos contribuiu para a formação da depressão no paciente alvo. Mas não podemos constatar que este processo seja genético.

5) DE ORIGEM SÓCIO-CULTURAL – São os casos que decorrem do contasto da pessoa com a realidade, com o cotidiano. Nesta atual sociedade de consumo e de perda de valores culturais, a depressão é resultado. O caso Isabella está aí para comprovar. Existe um Meio de Comunicação que tem caráter comercial e o objetivo de levar as pessoas ao consumismo. A regra do consumismo é fazer as pessoas se adoecerem emocionalmente para que doentes elas consumam mais.

6) SEM ORIGEM ESPECÍFICA – São as depressões que surgem sem conseguirmos delimitar uma causa específica.

MAS COMO A PESSOA PODE SE TRATAR DA DEPRESSÃO ?

Não temos outra possibilidade que não a procura de um bom Médico Psiquiatra ou Psicólogo, para organizar a medicação, com o objetivo de fazer com que a pessoa saia o mais rápido possível dos sentimentos depressivos. Digo um bom Médico, pois alguns  se quer olham para o paciente e carregam uma série de medicações, amarrando a pessoa e levando-a a se patologizar ainda mais. O Médico deverá rastrear as causas da Depressão e verificar se há fatores orgânicos desencadeando o sintoma, para isto deverá solicitar uma série de exames. Após diagnosticado o perfil da depressão, se não for de origem orgânica, mas sim estrutural, do estabelecimento de vínculos afetivos, deverá indicar processo de Psicoterapia continuado com um Psicólogo devidamente registrado.

Nós Psicólogos somos treinados a fazer um bom diagnóstico, porém muitos profissionais da área procuram tratar a depressão sem auxílio medicamentoso com orientação do Psiquiatra, e podem levar o paciente a uma piora do quadro, pois o processo psicoterápitico pode acentuar a depressão, principalmente se no início da terapia for mobilizado questões do vínculo afetivo na qual o paciente não está preparado para lidar.

Alguns profissionais tentam tratar depressão com medicações naturais ou florais . Infelismente, para os transtornos emocionais ainda não temos procedimentos medicamentosos naturais que consigam levar o paciente à saida da depressão. Tratamentos que demoram para levar o paciente a superar o sentimento de angústia, ansiedade e tristeza, podem predispor a um estado crônico da doença.

O tratamento de depressão leva em torno de dois anos contínuo para que a pessoa comece a ver resultados. O mair complicador do tratamento, é o apego a medicação, acreditando que só por meio dela que se chega a cura. Outro fator é quando o paciente começa a ter uma melhora do sintoma e acredita que já está bom. Isto é parecido com o sujeito que começa a dirigir, e logo em seguida acredita que já pode começar a aumentar a velocidade do carro. A preça pela cura, é inimiga de um bom tratamento de depressão.

AGUARDE… VAMOS CONTINUAR PENSANDO A DEPRESSÃO, POIS NA PESQUISA DESTE BLOG ,TIVEMOS MUITAS PARTICIPAÇÕES. MUITAS DÚVIDAS FORAM ELABORADAS PELOS INTERNAUTAS.

Mantenha plugado na gente…

SAUDADE DE MÃE

sábado, abril 26th, 2008

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O poema de Pe. Fábio de Melo , contido no CD ” Enredos do meu povo simples”, trouxe em mim a saudade de minha mãe. Tanto, que já comprei um CD para a minha mãe Aurora e para a minha sogra Celina.

É simplesmente divino o dom de ser poeta.

“Coloquei o filtro da arte naquela cena comum e a luz que até então estava escondida veio surpreender-me com seu poder de claridade(…)

Saudade de mãe é coisa sem jeito. Chega quando menos imaginamos: um cheiro, uma melodia uma palavra…

O resto do poema, é melhor que você compre o CD. É simplesmente divino.

Antes mesmo do dia das mães, vou escrever neste blog um texto que já entitulei “Aurora – Segredos de um filho”. Uma reflexão que surgiu do momento de cura interior pessoal no encontro vocacional da CN, nos dia 18 a 20 de abril de 2008, em lavrinhas. Neste momento pude rever algumas amarras pessoais em relação à minha mãe. E Deus, em sua infinita bondade, fez-me entrar após o encontro, na loja da CN em Cachoeiro Paulista-SP, e colocou-me em minhas mãos este CD do Pe. Fábio. Tudo de bom, o reencontro com minha querida mãe estava compactuado.

DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - AS QUESTÕES DO ENQUETE

sexta-feira, abril 25th, 2008

Hoje prometi trabalhar as questões sobre depressão que fizemos na enquete do texto anterior a partir do programa”Minha Família é assim” que foi ao ar no dia 18 de abril de 2008.

MAS…

Neste dia 25/04, o sistema Velox saiu do ar na cidade de São Mateus – ES, onde resido, e a Natália, minha secretária não conseguiu colocar no blog a elaboração que fizemos de perguntas e respostas sobre depressão. São mais de 30 participantes com muitas dúvidas. Ficou muito legal o material. Prometemos que até segunda dia 28/04, colocaremos no ar.

Enquanto isto, continue colocando suas dúvidas nos comentários deste artigo:

DEPRESSÃO - TIRE SUAS DÚVIDAS

segunda-feira, abril 21st, 2008

Nesta sexta, dia 18 de abril 2008, estive no programa “Minha Família é assim”. Com o tema Depressão, o casal Nelsinho e Márcia foram conduzindo as múltiplas perguntas que vinham ao vivo, de todo o Brasil. É uma satisfação estar junto deste casal em um dos melhores programas da T.V. brasileira. Se este programa fosse às 20:30H, competiria com os telejornais globais, com certeza. É incrível, mesmo sendo às 15:30H, a audiência é de causar inveja a qualquer outra T.V. comercial.

O tema depressão fez emergir muitas dúvidas, por isto quero que você deixe registrado sua dúvida  sobre a depressão, coloque-a nos comentários, logo abaixo. Na sextas, dia 25 de abril, colocarei neste blog as respostas para as muitas dúvidas que não puderam ser respondidas no programa e que inundaram meu e-mail e no blog.

Caso queira deixar sua dúvida no meu e-mail pessoal, anote ai: psipensar@psipensar.com.br

Caso prefira escrever agora a sua dúvida, deixe escrito no comentário:

RICARDO SÁ - UMA IRREVERÊNCIA SANTA

segunda-feira, abril 21st, 2008

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Acabei de ouvir o CD “Mio Tutto”, de Ricardo Sá. Simplesmente divino. Vamos conhecendo as pessoas pelas suas produções. O primeiro contato direto que tive com Ricardo, foi quando participei do programa “Trocando Idéias” onde ele era o entrevistador. Na oportunidade debatíamos o tema Planejamento Natural da Família, junto com a Fabiana (BIA) da CN. Ricardo me impressionou pela capacidade de deixar-nos à vontade no programa, aí as idéias fluiram.

Depois, em contato com suas musicas e músicos. O Marquinhos, contra baixista, figura muito amorosa e grande amigo, que faz parte da banda com o Ricardo, estava empolgado com o lançamento do CD na Itália, o que aconteceu com sucesso. Neste final de semana, quando de minha ida para a Canção Nova, pude comprar o CD em italiano e com certeza pude constatar que só gente com irreverência santa, são capazes de ousar. A ousadia no Senhor, que faz-nos superar tudo e à todos. O CD é maravilhoso.

Amamos o que conhecemos, e quanto mais conhecemos mais amamos. A Canção Nova , uma obra de Deus, é a composição de pedras preciosas que Deus vai fazendo aproximar-se. Há trinta anos, Monsenhor Jonas reuniu 12 jovens, e hoje são milhares. Uma destas pedras  preciosas, que possui poder de cativar, atrair, é o Ricardo Sá. Sabemos que ele sozinho não é tão forte, que com os componentes de sua banda fica bem mais forte, e mais ainda com a Comunidade Canção Nova. Sabemos que um dos Carísmas da CN é a vida em comunidade, como os primeiros Cristãos. Mas nesta comunidade há valores que possuem força diferenciada, força que atrae.

Quer ir mais fundo, ouça Ricardo Sá.

Brincadeira Sexual Infantil

sexta-feira, abril 18th, 2008

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É comum professores ficarem desesperados quando presenciam cenas de crianças na escola brincando de relação sexual ou tentando desvendar as intimidades do sexo oposto. Geralmente o maior índice de preocupação está na pré-escola, exatamente nas fazes do desenvolvimento infantil que as crianças estão descobrindo a genitalidade. Aos 4 a 6 anos de idade, meninos e meninas começam a ter maior interesse sobre as tramas amorosas dos pais e transferem isto para as brincadeiras infantis. E são nas brincadeiras de papai e mamãe, titio e titia, médico e paciente que elas vão elaborando a vivência do sexo oposto nas suas diferenças. Não é a toa que elas tendem a insistir com os pais em dormir junto deles, e morrem de ciúmes quando os mesmos estão manifestando carinho um pelo outro. Estou com meu filho menor, o Helder, com 5 anos, e ele quando presencia eu e Celina nos beijando, fica todo envergonhado e coloca a mão na boca. Quando viajo, parece que é uma super-conquista poder dormir na cama junto com a mãe, e a disputa é enorme com o Davi de 10 anos.

Quando entendemos esta trama do conhecimento infantil em torno da sexualidade, conseguimos lidar com mais tranqüilidade sobre muitas cenas que passamos a presenciar, principalmente quando temos muito contato com crianças de 4 a 6 anos. O entendimento passa primeiro em saber lidar com as situações. Se um professor de pré-escola assusta-se com uma cena presenciada de um menino simulando um ato sexual com outro menino, no banheiro da escola, o primeiro passo é entender que aquela cena é possível de acontecer, e que de fato ali não está acontecendo um ato sexual, ali não tem pervertido. Ver que o campo de interesse sexual das crianças não está na mesma ordem das preocupações dos adultos. Na criança, a sexualidade é exploratória, é conhecimento, é transferência e repetição do entendimento que elas fazem do mundo dos adultos. Se olharmos com o olhar de adulto, logo vamos imaginar besteiras.

O segundo passo é saber o porquê as crianças ficam muito interessadas nesta descoberta. Simplesmente porque estão na faze genital, onde começam as identificações projetivas com o masculino e feminino.

Não podemos negar a riqueza desta etapa. Se olharmos para ele com um olhar genitalizado, não conseguiremos adentrar no mundo fantasioso da criança, ai estaremos atuando de forma repressora e conseqüentemente pré-dispondo as crianças à uma péssima entrada na sexualidade.

Gerson Abarca – Psicólogo

O Menino que Virou Homem – Sobre a Primeira Ejaculação

sexta-feira, abril 18th, 2008

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Imagine um garoto de sete anos, tendo em seu quarto uma T.V. com sistema de canal aberto. À noite, quando seus queridos pais estão dormindo, ele liga a T.V. e começa a clicar no controle remoto, até se deparar com programas sexuais de canais que após meia noite, estão contaminados de filmes sexuais. Ano após ano, o menino bem precocemente começa a prática da masturbação, não agüenta, pois está com a mente impregnada de cenas sexuais. Projeta-se no futuro na perspectiva de virar homem, para poder com muita virilidade apoderar-se de uma mulher e dar vazão para seu gozo genital.

Sem perceber, os pais autorizam esta prática televisiva, pois em momento algum se preocuparam de ver o que o filho estava assistindo. Uma preocupação os pais tinham, o menino estava cada dia mais ansioso, a escola alertando que nas primeiras aulas da manhã só dormia e seu vocabulário altamente genitalizado.

Aos doze anos, precocemente ejacula, mas para conseguir esta proeza, precisava de muita prática masturbatória. Não podia ver meninas de saia curta, logo ficava excitado, tipo “cara de tarado”.

Ao começar a ejacular, imaginou-se homem, capaz de conduzir seus pensamentos. Investiu pesado na busca de atividade sexual, até que um dia, já aos treze anos realizou seu maior sonho, a primeira relação sexual, na sua cama, em uma tarde de domingo, com os pais em casa assistindo ele futebol ela programa de auditório.

Virou realmente homem, e nenhuma regra ele conseguia aceitar. Seu desempenho educacional já amargava duas repetências e desesperados os pais chegam para um processo psicodiagnóstico.

Ser homem nesta identidade construída por este jovem, desde sua infância, com autorização dos pais, estava associado com o poder da virilidade e com a capacidade de pegar uma mulher. Um sonho que ao se cruzar com a realidade cai no vazio de quem só tem o desejo fantasioso, mas não possui estrutura para sustentá-lo.

Na nossa cultura, ser homem é poder provar a força do genital. Virar homem é sentir que a virilidade é realizada, é gozar.

E eles continuam pensando que a honra de um homem está no tamanho de um pênis e na capacidade de pegar o maior número de mulheres para uma relação sexual. Mas os fracassos vão provando que este caminho é a sustentação de um falso self. Puro jogo de uma publicidade de consumo.

Gerson Abarca – Psicólogo

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