SEMANA NACIONAL DA VIDA - SEXTO TEMA - ADOÇÃO

Neste sexto dia da Semana Nacional da Vida, a CNBB nos chama a pensarmos a ADOÇÃO como defesa da vida.

O compositor Eduardo Dusek imortalizou uma de suas canções que sempre parafraseamos quando pensamos em adoção: “… Troque seu cachorro por uma criança pobre…”. Mas sabemos que comparar um cachorro com uma criança, é meio estranho, mesmo que tenhamos a certeza de que há muitos cachorros sendo melhor tratados que crianças. É que cachorro dá bem menos trabalho.

Mas adotar crianças pelo fato de estarem passando fome, é um gesto nobre, mas não basta. É preciso estar desejando adotar um filho, para que realmente filho ele seja, pois as adoções tocadas apenas por sentimentos de compaixão geralmente causam adoções complexas, pois no final das contas a criança adotada passa a ser um fardo.

Já atendi muitos casos de crianças que eram adotadas e necessitavam um processo psicoterapêutico, mas como eram adotadas, os pais abandonavam rapidamente com o argumento mais que comum – não vai dar resultado mesmo, já nasceu problemático -. Mas se o filho for biológico, o ter nascido problemático, delata a própria estirpe dos conjugues, assim, investir em tratamento vale a pena. Lógico que para pais adotantes que assim fizeram como ato de amor e desejosos de terem filhos, o papo é outro, realmente não há diferença de postura.

Dúvidas em relação a adoção têm dificultado o crescimento de casais em busca de adotar. Questionamento sobre o bem estar psicológico da criança, tipo: “Será que carregam traumas da vida intra-uterina?” Ou com o emergente das doenças sexualmente transmissíveis, o medo da criança ter AIDS: “Já pensou se lá no meio do caminho descobre-se uma AIDS?”.

Outro fator que tem dificultado o crescimento de pais adotantes é o trâmite judicial sobre a adoção. Há muitos casos na fila de espera para reconhecimento de pátrio-poder aos pais adotantes. Isto gera muita insegurança nos casais. Imagine o casal ter de conviver com o processo por anos, e depois os pais biológicos solicitarem a reintegração de posse da criança, pois a justiça ainda não decidiu sobre a adoção permanente… é cruel.

A adoção é um grande desafio na defesa da vida. Poderia ser a solução de milhares de casais inférteis que gastam muito dinheiro em fecundação artificial. Vemos que se a Adoção fosse melhor propagada e elaborada pelas famílias, teríamos a solução para muitos casais e muitas crianças. Veríamos o emergir de soluções para situações reais de abandono. Veríamos sim muitas crianças serem trocadas por cachorros. Pois o destino quase que único de casais sem filho são gatos e cachorros, e olha que eles custam muito caro. Eduardo Dusek não estava tão errado assim. 

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