UM CASO DE AMOR COM A CANÇÃO NOVA - O ENCONTRO

Desde 2002 tenho frequentado a Canção Nova em Cachoiero Paulista-SP. No início cheguei com um pé atrás e o outro também. Imaginem um militante de movimentos sociais através da Pastoral Social, com longa história de formação em Teologia da Libertação, receber um telefonema da Irmã Marta Bhering da CENPLAFAM ( Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família) solicitando que eu fosse participar do programa Manhã Viva para lançar meu livro “Prazer sexual na vida conjugal”, Ed. Paulus. Cheguei e logo fui muito bem recepcionado por todos. Este carísma dos membros da comunidade, de acolhida, respeito. O programa foi maravilhoso, até então nunca tinha assistido. Depois veio o Ronaldo que trabalhava no jornalismo da Rádio e queria que eu participasse de seu programa à tarde, nossa identificação foi tão grande que logo fui ao estúdio da rádio para gravar uma série de vinhetas sobre psicologia. Naquele dia à noite, agendaram um encontro com os namorados e noivos na casa do Mazinho e Celiane, entrava um pouco na intimidade dos consagrados ou  de quem estavam a caminho. Meu ônibus de volta era de madrugada, e o Ronaldo me acompanhou até o último minuto, via que estava muito cansado, mas depois fiquei sabendo que esta é a forma de acolher quem chega. Saí de lá como se estivesse com uma tormenta na cabeça, parace que cada minuto não saia de meu pensamento.

Perguntava a mim mesmo: como pude ter tido criticado tanto uma organização sem conhecer? São as amarras da militância fanática, que coloca à frente a ideologia, mais do que os relacionamentos. Uma dívida que já pedi perdão.

Falava para todos o que vi e o que senti. Em meu peito ardia a chama do Espírito Santo, em um Cristão que já não estava mais acreditando em Espírito Santo. Renascia em mim o fervor da minha juventude, quando pela parábola do Semeador recebi o chamado de Deus para seguir na Fé Cristã, pois o que me chamava muito a atenção neste primeiro dia de trabalho na Canção Nova era ver tantos jovens trabalhando, e como o Monsenhor Jonas entregava responsabilidades  a eles , em uma verdadeira confiança na juventude.

 Falava para colegas de trabalho, militantes de Pastorais e eles achavam que eu estava ficando louco. Que estava virando Carismático. Respondia dizendo que eles estavam sendo preconceituosos. Que eles estavam cometendo os mesmos preconceitos que contestávamos no movimento social. Um deles até satirizou dizendo:”Só falta começar a rezar em línguas…”.

E começaram a aparecer novos convites: participação em outros programas; realizamos até um encontro nacional do Método da Ovulação Billings, em parceria C.N. e CENPLAFAM. O Ronaldo me ligava constantemente para entrevistas na Rádio C.N.. Enfim, do encontro surgiram reencontros, e que virou namoro.

Aí a história começou a ficar outra… Virou noivado…Depois te conto mais.

Só posso te garantir uma coisa, depois deste encontro com a Canção Nova, minha vida revirou, transformou, e hoje sou um homem renovado sem ter perdido uma virgula de toda minha experiência de caminhada Cristã. As experiências se interligam, somam-se.

2 Responses to “UM CASO DE AMOR COM A CANÇÃO NOVA - O ENCONTRO”

  1. Maria Inês disse:

    ..depois de muito rempo por aqui no Blog Canção Nova, ainda existia um fato que eu não entendia “Oração em Linguas”… a solução era mudar de canal, ou desligar a TV, para não deixar o ” homem velho tomar conta”…
    Neste texto abaixo do Padre Joãozinho scj, essa frase resolveu meu problema. então quem como eu tiver essa dificuldade, convido a conhecer o texto na integra
    “Rezam em línguas estranhas quando lhes falta a palavra conceitual. Não faz mal. Deus entende… e os bons teólogos (como Santo Agostinho) também.Vivem uma dinâmica carismática ao sabor do vento e tentam manter os pés no chão. Os que conseguem se tornam santos e acabam preferindo a oração de contemplação.

    Totalmente católicos
    Filed under: Artigos — padrejoaozinho at 8:42 am on Wednesday, October 8, 2008

    Padre Joãozinho, scj
    blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

  2. Daniel disse:

    Meu querido irmão, obrigado pelo testemunho. Realmente uma benção de Deus que nos encoraja a viver nossa vida de consagração. Deus lhe pague!
    Ahh só falta escrever sobre o casamento agora (rsrsr)

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