Archive for dezembro, 2008

LEI DA ATRAÇÃO OU DA ENGANAÇÃO

segunda-feira, dezembro 29th, 2008

Com o objetivo de estimular seus clientes a driblarem a crise econômica atual, uma determinada grife de roupas envia esta historinha que gostaria que você lesse com atenção: Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz: – Ah, que delicia este tigre que acabo de comer! O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando: “Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!” Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre furioso, diz: – Cachorro maldito! Vai me pagar! O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas. “Ah, macaco traidor! O que faço agora?”, pensou o cachorrinho. Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz: – Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou.

Será que este cachorrinho era tão esperto assim, ou é o tigre que estava com perda de sua real identidade?

È aqui que entra a lei da atração na publicidade, onde o cliente será seduzido ao produto na medida em que está desfigurado de sua própria identidade. Como o tigre que acreditou na força do cachorrinho, por estar destituído de sua real identidade.

Quando estamos angustiados ou ansiosos, desejamos possuir coisas para suprir nossas carências e neuroses. Fazer neuróticos é a regra do consumo, o jogo da atração.

Se no seu negócio ou trabalho, ainda você não têm clareza de seus potenciais, dos pontos fortes e fracos tanto externamente como internamente, estará se sujeitando com facilidade ao jogo de atração publicitária. Se estiver no comércio, sem clareza das forças que regem a economia local, regional ou nacional, cairá na ilusão de fazer grandes estoques de produtos e ficar com eles encalhados e duplicatas a pagar. É interessante que muitos comerciantes de cidades pequenas, ao verem toda a movimentação comercial dos grandes centros e dos shoppings imaginam que vão vender muito no natal ou em outras datas comemorativas do ano. Mudam os horários de atendimento ao público, deixam o comércio aberto até à noite e até abrem aos domingos, mas os resultados nunca são os esperados. Entra ano e sai ano e a reclamação sempre está no mesmo lugar. Tentam adaptar o comércio local a um outro contexto social, são atraídos por uma rede de publicidade das grandes marcas que conseguem iludi-los sobre o sucesso de vendas. Mas podemos observar que na mesma proporção que abrem lojas, também fecham. E se perguntarmos qual o segredo das lojas ou outros estabelecimentos comerciais que estão operando com estabilidade à longo prazo, vamos detectar que é pelo processo de fidelização de clientes, e um dos principais fatores de fidelização é o cliente consciente sobre o que deseja. Lógico que vemos algumas redes de negócios fazendo sucesso por questões apelativas de preços e publicidades milionárias ao longo dos anos, mas isto é quase que uma exceção. Um comerciante que abre um estabelecimento acreditando em lucro certeiro à curto prazo, é parecido com o tigre que acreditou que o cachorrinho é mais poderoso que ele; ou estará se posicionando como o cachorrinho que ao enganar um tigre, pensa que continuará enganando outros tigres.

Mas o jogo de sedução e enganação não serve apenas para quem é comerciante ou industriário, é também para pessoas que possuem seu emprego fixo, que ao caírem na ilusão global da estabilidade econômica, entram em dívidas impagáveis, como se o emprego estivesse garantido. Mas ao serem demitidos, ficam com o nome sujo na praça por não terem mais o salário sagrado de todos os meses para ficar em dia com seus vencimentos.

Mas se o cachorrinho acreditar que sempre ele estará enganando o tigre, e se sempre o tigre estiver acreditando nas jogadas do cachorrinho, uma hora ambos podem ser pegos por um efeito surpresa. Daí a lei da atração vira depressão.

Nesta história toda, como fica o macaco? Ele é o leva e trás de recados. O macaco nada mais é do que o intermediário, aquele que media. É a própria mídia consumista, responsável para fazer veicular o produto da sedução enganosa. Por isto que no final a culpa é do macaco. Mas afinal de contas, qual é um dos filmes mais assistidos na atualidade, que também leva o título do livro mais vendido? Por acaso é “a lei da atração”? É melhor saber de qual macaco você está dependente, se não, distraidamente você também será atraído e traído.

Gerson Abarca – É Psicólogo, Diretor do Instituto Pensamento. Especialista em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas.

NATAL, NINHO DE AMOR E ESPERANÇA

quinta-feira, dezembro 25th, 2008

 

Nas últimas semanas tenho dedicado nesta categoria a meditar sobre a Teoria do Desenvolvimento Emocional à partir dos estudos de Donald Winnicotti. Para não quebrar a seqüência deste pensamento, pretendo neste artigo associar o sentido da construção afetiva no ser humano com o Natal. Na tentativa de enaltecer este importante momento celebrativo da sociedade, transformando-o em algo sublime.

Na manjedoura Deus se fez Gente, para lembrar-nos e alertar-nos de que com Gente é diferente. Escolhe o ventre de uma mulher, trazendo brilho à fecundidade feminina, fazendo-a protagonista da vida. Mas escolhe também um casal, para lembrar-nos que um ser humano (Gente) só existe a partir de uma Tríade (Pai-Filho-Mãe).

O cenário do presépio é representação simbólica que teve início com São Francisco de Assis, quando ele criou uma forma palpável de sentirmos o nascimento de Jesus Cristo à partir da narrativa dos Evangelistas. Neste cenário vemos a movimentação em torno da pessoa de Jesus, em uma manjedoura e sendo contemplado por José (Pai) e Maria (Mãe), além dos pastores, animais, e Reis Magos. Toda criança que olha para um presépio, para e fica contemplando. O presépio de natal mobiliza em cada um de nós o estado regressivo para nosso próprio momento de nascimento. Retoma a energia afetiva de nossa própria trajetória fecundativa. Por isto mesmo que Deus se Fez Gente, numa Mulher, esposa de um Homem, em uma manjedoura para representar que a manifestação de afeto se dá na simplicidade das relações, e que com Gente a única forma de acontecer a vida é pela manifestação de afeto. Por isto ao vermos um presépio, nos mobilizamos com sentimentos afetivos.

Como o útero da mulher tem seu revestimento de proteção que é o ninho onde o feto se instala por toda a gestação (endométrio), Deus escolheu que o primeiro ninho de amor a se alojar fosse o útero de Maria, para logo em seguida nascer e ser acolhido afetivamente na manjedoura (em um curral). Enquanto isto, os Judeus esperavam por um Rei forte e poderoso, que provavelmente nasceria em um castelo.

Mas em castelos e em ambientes com muitas formalidades e luxo, dificilmente o afeto acontece. Pois afeto é a manifestação mais verdadeira do amor que sentimos uns pelos outros. Afeto é a aliança que liga meu amor ao amor do outro. Deus se Fez aliança de Amor à humanidade na pessoa de Jesus Cristo, e da forma mais simples e humilde possível. Diante de um presépio, até os mais nobres e ricos se dobram emocionalmente.

Mas este ninho de Amor, é também ninho de Esperança anunciado pelo profeta Isaias: “Lobo e cordeiro pastarão juntos, o leão comerá capim junto com o boi, quanto à serpente, a terra será seu alimento. Ninguém fará o mal, ninguém pensará em prejudicar na minha santa montanha”. (Is:65,25).

Isaías profetiza a grande Esperança para a humanidade, de estarmos unidos em um mesmo ideal: da justiça e paz entre todos nas diferenças sociais, culturais e econômicas. Uma esperança que em tempos de CRISES Ético-Moral e econômica, aflora como desejo universal. As pessoas no Planeta Terra já não estão suportando mais tantas disputas pelo poder, tanta ganância pelo ter, tantas diferenças e intransigências relacionais. Deus se faz Gente novamente neste Natal, para fazermos lembrar que com Gente é diferente. Com Gente deve prevalecer o Amor manifestado pelo afeto, e a Esperança de um só Reino, um só Pastor.

Feliz Natal.

Gerson Abarca – É Psicólogo – Psicoterapeuta. Diretor do Instituto Pensamento.

 

EXISTE PESSOA QUE NÃO ACREDITA EM NATAL?

terça-feira, dezembro 23rd, 2008

Esta foi a pergunta que não se fez calar hoje pela manhã, quando a balconista da loja de papelaria, ao desejar feliz Natal para um cliente pensa em voz alta: “será que têm alguém que não acredita em Natal?

Ai a conversa rolou. Coloquei a minha opinião que no Brasil provavelmente um número muito pequeno de pessoas devem não acreditar em Natal. Considerando que mais de 90% da população se entitulam Cristãs.

Porém, em que Natal a população acredita, já não posso afirmar que seja o Natal do Menino Jesus.

Para a grande maioria das crianças, com certeza o que vale é o papai noel. Quando observamos as tendências das crianças em qualquer aspécto comportamental, vemos nelas o reflexo dos pais, daquilo que eles acreditam. Desta forma, poderiamos dizer que dos mais de 90% que acreditam em Natal, podemos dizer que a sua maioria provavelmente não associam diretamente o Natal com a pessoa de Jesus e toda a trajetória da caminhada do povo de Deus ao longo da Históia de Salvação.

Por isto mesmo,  para nós que crermos no Natal como nascimento do “Deus que se Fez Carne e Habitou entre nós”(Jo,1), é tempo de missão . Precisamos contaminar a sociedade com nosso exemplo de como viver o tempo de Natal como um momento de espiritualidade, oração, partilha, solidariedade. Se no nosso jeito de fazer acontecer o Natal, espelharmos coisas boas e dispertarmos curiosidade aos que estão ao nosso redor, ai sim estaremos atuando como Cristãos, como sal na terra e luz para o mundo. Salgando com o tempero da Esperança e iluminando com a claridade do Amor.

Façamos neste Natal, brilhar a Luz de Deus na humanidade na pessoa do Menino Jesus. Só assim a sociedade dispertará para ver o verdadeiro motivio do Natal. Só com nosso textemunho de Cristãos faremos a Luz de Cristo brilhar mais forte que as luzes do consumo.

Viva o Natal!

Relacionamento Paterno Infantil*

segunda-feira, dezembro 15th, 2008

Gerson Abarca*

As projeções que o sujeito faz no mundo está diretamente relacionado com as experiência de campo relacional (Holding) estabelecidos no vínculo materno/ paterno/filial desde os primeiros vínculos estabelecidos do bebê com a mãe. (Winnicott – 1958)

No processo analítico, observa-se às manifestações deste vínculo na transferência do paciente ao analista pelo nível de fixação e projeção. A percepção neurótica – da história sendo repetida – será percebida pelo paciente na medida em que o analista tiver a capacidade de conduzir o processo analítico no tempo e no conteúdo do paciente, sem antecipar-se ou atropelar o insight do mesmo. A boa interpretação é como se fosse o alimento do paciente, colocada no momento certo para que seja o ponto real do paciente e não meras conclusões de analista. Será sentido pelo paciente como o alimento dado afetuosamente pela mãe suficientemente boa.

Mães funcionais, que entendendo de todos os mecanismos para profilaxia de trato com o bebê podem desencadear na criança as mesmas sensações de perda e abandono das mães com ausência de afeto (ausentes pela insuficiência da maternagem). O analista técnico e experiente poderá cair na tentação e impaciência da espera do analisando para pontuar a melhor interpretação. Assim, este analista será tão insuficiente como à mãe funcional. Como transcreve Winnicott em um fragmento da fala de uma paciente: “uma boa sessão analítica em que se dá a interpretação correta no momento oportuno é uma boa alimentação.” (Winnicott – 1958).

A técnica pela técnica aproxima o terapeuta da mãe insuficiente e faz provocar no processo analítico a emergência de impulsos destrutivos no analisando, como acontece com a análise infantil, com a necessidade ansiosa do analista em interpretar, para mostrar serviço. A seqüência de uma construção interpretativa na análise infantil se dá de forma lenta e dentro de um ciclo contínuo de sessões. A reação do paciente em relação a uma interpretação funcional do analista muitas vezes vem em forma de uma ação destrutiva pelo impulso negativo que a interpretação fora de lugar ocasiona, levando a criança a agredir o analista ou a transferir a destruição ao analista nos brinquedos, danificando-os ou destruindo parcialmente objetos da sala terapêutica. Quando nos colocamos aliados à família e compactuados na necessidade de dar aos pais a resposta e o resultado que eles esperam para o filho, deixamos de ser continentes na história de vínculos afetivos da criança, e passamos a ser bonecos dos pais.

Assim acontece na relação do terceiro (pai) quando entra como elemento que quebrará a relação de vinculo mãe/ filho. Se o pai teme interferir no clima relacional mãe/filho, estará impossibilitando o crescimento do filho para novas etapas de desenvolvimento. Fará o jogo da mãe e perpetuará a simbiose de dependência. Do contrário, a entrada do pai na relação com o filho, provocará angústia e ansiedades no filho, que estava acomodado na relação materna filial; porém os resultados serão altamente favoráveis na construção da autonomia da criação. Assim acontece na análise infantil, cujos pais muitas vezes atacam ao processo, ou por interrupção ou por julgarem não ver resultados, mas pelo fato de sentirem que a análise está provocando no filho um processo de separação para a construção da própria identidade. Mas os pais tendem querer que os filhos continuem dependentes deles.

Também no adulto em análise, observa-se o apego paterno/filial, onde o processo transferencial se da na necessidade de ser orientado, conduzido pelo analista. Uma repetição de uma fase onde o filho necessitava dos direcionamentos de um pai. Se o analista se sujeitar a este jogo estará desenvolvendo não um processo analítico, mas sim uma psicoterapia indutiva. Estará suprindo e direcionando as necessidades do paciente contribuindo para a manutenção da neurose de ser suprido e conduzido. Deixará o paciente na condição de filho e manterá a dependência no paciente.

*Baseado no estudo do livro: O Ambiente e os Processos de Maturação. Teoria do desenvolvimento emocional. (Winnicott) Artmed.

EM CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ A VIDA TRIUNFOU

quarta-feira, dezembro 10th, 2008

Nos dias em que estive ministrando o curso de Planejamento Natural da Família junto com minha esposa Maria Celina na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, nos dias 6-7-8 de dezembro 2008, pudemos vivenciar o triunfo da vida sobre a morte.

O curso que foi uma iniciativa da Casa de Missão C.N. de Campos, e encontrou terreno fértil para florescer a vida: casais com muita vontade da experiência profunda com o encontro dos corpos no casamento como fonte de  viva. O resultado não podia ter sido melhor, onde 15 casais já sairam do encontro com o compromisso de vivenciar a experiência do MOB ( Método da Ovulação Billings), com a certezada  de continuidade das orientações da Instrutora nível três da CENPLAFAM, a Maria Celina.

Nasceu em Campos um núcleo de referência para a região e que poderá ser sinal para outras Casas de missão da C.N. espalhadas pelo Brasil.

Pela primeira vez pude ministrar um curso com o jeito Canção Nova de ser. E foi simplesmente maravilhoso. Principalmente com a animação do casal missionário C.N e coordenadores da Casa de Missão de Campos, Renilson e Jamile. Tivemos momentos de profunda oração onde o conteúdo do curso foi sendo absorvido pelos casais participantes inspirado pelo Espírito Santo. E olha que o resultado foi surpreendente.

Conseguir o sim de 15 casais para o Planejamento Natural da Família não é tarefa das mais fáceis, só com a ação do Espírito Santo. Principalmente porque estamos mergulhados em uma sociedade de cultura de morte em que convence a maioria dos casais de que o melhor caminho para planejar a família são as intervenções contraceptivas e definitivas.

No final lançamos um desafio aos casais presentes, se eles desejavam ser florestas naturais ou florestas de reflorestamento. Estas são necessárias para pelo menos não destruirem as florestas nativas, mas tornarão carvão e papel. Aquelas naturais, tornam-se verdadeiras relíquias, que encantam a todos os seus visitantes, e são fonte inesgotáveis de vida fecunda. A escolha de se utilizar o MOB é o melhor caminho para transformar o casal em floresta natural, fonte de vida.

E olha que somos mais de 60 milhões de casais usuários do MOB em todo mundo. Quanto que já não custa um utero fecundo em alguns países da Europa, diante de tamanha taxa de infecundidade que coloca em risco a reposição natural da espécie humana naquela região?

Mas no Brasil não ficamos muito para trás, pois já em 2007 a nossa taxa de fecundidade era de 1,8 , sendo que o índice para reposição populacional é de no mínimo 2,1.

Assim, em Campos dos Goytacazes, algumas relíqueas foram cultivadas para o Brasil.

Parabéns aos casais de Campos pela melhor escolha.

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ - COMEÇA HOJE O CURSO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA

sexta-feira, dezembro 5th, 2008

Chegamos de madrugada desta quinta para sexta na cidade de Campos-RJ. Fomos muito bem acolhidos  pelo casal missionário Renilson e Jamile, responsáveis pela Casa de Missão Canção Nova de Campos.

Fiquei surpreso de ver como que a Canção Nova por aqui está bem desenvolvida.

Hoje iniciaremos o curso de Planejamento Natural da Famíla através do MOB ( Método da Ovulação Billings), sob metodologia da CENPLAFAM ( Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família).

A iniciativa da Canção Nova em Campos nasceu da demanda de casais procurando pelas orientações do MOB, que segundo Jamile é grande e não estão preparados para acolherem tamanha demanda.

Neste sentido, minha esposa Maria Celina e eu, estaremos desenvolvendo o dispertar da consciência por uma vida plena à partir da vivência da sexualidade conjugal que consiga seguir seu ciclo natural de vida, sem necessitar de instrumentos artificiais.

Vamos iniciar hoje, aqui em Campos-RJ, uma grande impreitada pela vida, projetando para médio e longo prazo um núcleo de atendimento para Campos que possa se transformar em referência aos casais da região.

Assim como a casa de Missão de Campos-RJ, outras casas podem se estruturar para este tipo de investimento, que muito favorece na construção de casais “sarados” e capazes de vivenciarem a Plenitude do Amor no Matrimônio do Casamento.

Para nós, está sendo uma bela experiência, pois é a primeira missão nossa nesta área, ligado à formação da Comunidade Canção Nova. Mesmo estando colaborando em Cachoeiro Paulista-SP  desde 2002 com as reflexôes do MOB para programas televisivos e radiofônicos, além de formações internas, estamos dando início neste dia a uma profecia que tinhamos visualizado no último encontro nacional do MOB em 2006 realizado na C.N. em Cachoeiro Paulista: “Que tinhamos que desenvolver uma rede Canção Nova de divulgação e orientação para o MOB – com o carísma Canção Nova…” Hoje estamos dando início a esta profecia auto realizável.

Tudo isto porque a Canção Nova é a protetora dos ventres fecundos neste Brasil, pois confia na metodologia de trabalho da CENPLAFAM e descobriu com muita Sabedoria Divina que pelo Planejamento Natural da Família teremos mais recursos para proteção dos casais Cristão da orquestrada campanha pela destruição da família através da cultura da morte.

VAMOS FAZER ACONTECER ESTA REDE PELA VIDA, ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

Maria Celina e Gerson Abarca – psipensar@psipensar.com.br

OU COM A FABIANA AZAMBUJA (BIA) – C.N.- CACHOEIRO PAULISTA-SP

Na próxima segunda, dia 08/12 eu te conto mais sobre Campos-RJ,

Abraços,

Gerson Abarca

QUANDO A CRIANÇA CONSEGUE FICAR SÓ

quarta-feira, dezembro 3rd, 2008

Gerson Abarca*

O processo da construção da identidade pessoal e da configuração da capacidade de se estar só  passa pelo caminho da dualidade na relação mãe/filho nos primeiros meses, e evolui para a tríade com o vínculo e estruturação do complexo de Édipo, (onde a relação se estabelece com um terceiro – a figura paterna -), acontecendo o processo de relacionamento cruzado entre masculino e feminino na tríade mãe/ filho/ pai; depois o desenvolvimento evolui para a relação unipessoal, pela construção da própria identidade, que passa de processos narcisicos primários aos secundários, até o narcisismo estrutural. Entendendo aqui narcisismo como a formação pessoal de olhar para si mesmo, sendo primária na relação mãe/filho, secundário na relação mãe/filho/pai e  estrutural quando o indivíduo forma sua identidade (self) – ( WINNICOTT – 1962 )

É na condição unipessoal, que vamos perceber a capacidade do indivíduo ficar só. A criança que brinca no seu espaço pessoal, em uma intrínseca relação com seu brinquedo e ele mesmo, está demonstrando a construção de seu ego pessoal, de estar consigo mesma. É notório em processo de análise infantil, que crianças com dificuldades de perdas de vínculos ou relacionamentos simbióticos (dependência com a figura materna) ou em pleno campo de batalha edípica por ciúmes de irmãos na relação com os pais, tendem a se posicionar em análise com grande apego ao terapeuta, ou fazem muito o uso dos jogos de competição, revelando um frenético movimento de disputa e apego, isto é, só brincam na condição de existir um outro.

Crianças em processo de alta psicoterapeutica, quando já passado os processos de elaboração dos medos de separação dos vínculos materno filial e onde já se elaborou o complexo de Édipo na sua condição de possessão, tendem a construção de brinquedos e brincadeiras pessoais, dando ao analista a condição de ver com transparência os processos transferênciais. É a criança capaz de estar só, sentindo-se segura consigo mesma. A condição de estar só é terreno maturacional na criança que refletirá em posturas de autonomia para estabelecimentos de vínculos sociais, onde aumenta sua capacidade de estabelecer novas amizades e amizades duradouras; na escola com postura de autonomia aos estudos sem a necessidade de monitoramento intensivo dos pais e professores; e na incorporação de regras, pela construção de processo moral, em que torna-se capaz de fazer suas escolhas integrada com o contexto social em que vive. Ao vermos uma criança fantasiando com seu brincar de forma intensa e prazerosa, temos a certeza que ela está se conduzindo na sua individualidade.

Estar só e seguro, é resultado de uma mente que segue seu ciclo maturacional. No adulto isto é percebido quando consegue se encontrar consigo mesmo e na sua individualidade: como é no estudo; ler um livro; fazer sua oração pessoal; dormir sozinho, estar em uma longa viagem; esperar em uma fila de banco ou consultório, etc. Como acontece com os cônjuges em um coito orgástico, que após o ápice de prazer encontram-se sós estando juntos na seguridade de amor manifesto. Os corpos repousantes no degustar do gozo. Amo a ti por que sei que também me amas (Lacan).

O estar só é percebido naqueles que conseguem ser por si sem que haja necessidade de um outro para existir. Necessidade enquanto dependência.

A busca por um processo analítico incomoda muita gente quando tem que se deparar com o estar no seu silêncio mesmo tendo um analista ao seu lado. O não suportar o silêncio pode ser um sintoma de uma mente que não evolui da díade para a tríade e da tríade para o seu próprio eu. “A paz que você procura está no silêncio que você não faz” (LARRAÑAGA). Silenciar-se é um ato de maturidade emocional, evolução da díade para tríade até  chegar na condição unipessoal. O que somos na vida adulta é resultado de uma longa caminhada que teve início desde os primeiros vínculos afetivos de criança.

*É Psicólogo – Psicoterapeuta. Diretor do Instituto Pensamento.Autor do livro “O poder da T.V. no mundo da criança e do adolescente”, Ed Paulus-SP

CANÇÃO NOVA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES-RJ REALIZA CURSO SOBRE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

Estarei junto com minha esposa Maria Celina, na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ ministrando o Curso de Planejamento Natural da Família, promovido pela casa de Missão C.N. de Campos para todas as Paróquias da região, nos dias 5 – 6 – 7 de Dezembro 2008

Estaremos lá com muito alegria e conteúdo para partilharmos. Sabemos que a proposta é visionária, pois prevê a sistematização fututa de um núcleo de formação continuada e atendimento para casais. Muitos casais já se inscreveram, e a espectativa da casa de missão C.N. é muito boa.

Maiores informações entre em contato com a Comunidade Canção Nova de Campos-RJ

Na próxima segunda deixo você bem informado de como maconteceu o curso por lá…

EM VITÓRIA DA CONQUISTA - BA, CURSO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA FOI UM SUCESSO

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

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A comemoração dos DEZ anos do NUPLAFAM ( Núcleo de Planejamento Natural da Família) da cidade de Vitória da Conquista-BA foi um sucesso. Palestras, atividades culturais, Missa , debates e muita festa.

Parabéns aos casais da NUPLAFAM, que como guerreiros continuam animados na luta pela defesa da vida. Fiquei orgulhoso por ter sido convidado junto com minha esposa para assessorar este evento. Sem dúvida alguma, uma das poucas iniciativas no Brasil na área do Planejamento Natural da Família que está sobrevivendo à onda de ataques contra a vida que a atual sociedade têm vivenciado.

Melhor ainda foi  ter encontrado casais felizes.

Relacionei os casais usuários do Método da Ovulação Billings como árvores frondosas de uma floresta nativa. Coisa rara de se encontrar, mas quando a encontramos ficamos encantados.

Lembrei na oportunidades que muitos casais são ávores frondosas mas em áreas de reflorestamento, que virarão com o tempo carvão para indústria.

Aquela força a todos de Vitória da Conquista-BA. Que aliás recebem a maior força da Comunidade Canção Nova de lá.

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