Archive for abril, 2009

PAULO, UM MISSIONÁRIO AUTO SUSTENTADO

sexta-feira, abril 24th, 2009

São Paulo, o primeiro missionário. Aquele que desbravou o Evangelho de Jesus Cristo para além mundo, adentrando os pagãos gregos, definindo-se Paulo para além de Saulo. Este Judeu que preferiu se inculturar aos pagãos, como Paulo.

Sua missão era auto financiada, produzia tendas, profissão que lhe valia a possibilidade de viajar e pregar a Palavra ( At 18,3 ). Quem sabe para não ficar dependente ou subordinado de nenhum afortunado. Em suas cartas não poupa a quem não esteja seguindo os ensinamentos de Cristo. Se recebesse dinheiro dos afortunados poderia não falar livremente em favor da verdade evangélica.

Neste tópico identifico-me muito com São Paulo. Procuro auto financiar-me nas missões que me proponho a seguir dentro das atividade pastorais. Aprendi a ver a providência de Deus naquilo que Ele me deu de talento, a arte de levar as pessoas a pensar, pelo ato de ouvir. Vivo como nos confirma o Salmo 112,3:” Na sua casa há riqueza e bem estar, e sua justiça permanece para sempre”, sobre aqueles que temem o Senhor.

Em São Paulo, o trabalho se justifica pela evangelização, e pela experiência dele aprendi que o trabalho sem dúvida dignifica o homem, como afirmava João Paulo II.

UM PAÍS DE GENTE ENCANTADORA

segunda-feira, abril 20th, 2009
Paragominas - PA

Paragominas - PA

Caros amigos leitores, depois de mais de uma semana sem escrever no blog, por ocasião de uma viagem á serviço nos estados do Maranhão e Pará, retorno aos textos reflexivos para juntos pensarmos a vida.

Ao sair do Espírito Santo ao Norte do País, estados que nunca tinha ido, surpreendi-me com o perfil de receptividade dos Paraenses e Maranhenses. Estive nas cidades de Imperatriz-MA , Dom Eliseu e Paragominas -PA. Nestes lugares tive contato com pessoas muito afetivas, uma forte marca daquele povo. Em assessoria de gestão de pessoas para a empresa Emflora, tive contato com muitos jovens com imenso desejo de crescimento profissional, e com talento suficiente para este crescimento acontecer. Saí daqui com comentários de que no Norte do Brasil as pessoas são muito limitadas ao trabalho. Comentários estes provenientes de famílias com parentes naquela região, pois praticamente no sul do Pará muitas fazendas foram desbravadas por Capixabas.

Mas a surpresa foi grande. Por lá existem pessoas tão bem intencionadas e telentosas como pelo sudeste do Brasil. O que levou-me a concluir que a melhor forma de respeitarmos as pessoas é entendermos sua cultura, seus costumes, entende-los dentro de seu espaço geográfico. Nossa tendência é de ficarmos preconceituando relacionamentos por estruturas econômicas e educacionais. Quando deixamos o preconceito como porta de entrada nas relações humanas, deixamos também de entendermos e vermos o valor dos outros.

Nerste País, todas regiões estão interligadas. Todos dependem de todos.

No Pará e Maranhão emerge os reflorestamentos como solução de sustentabilidade ecológica, pois os estados do sudeste não possuem grendes áreas geográficas para tal. Por lá, temos minérios, e muito o que ser explorado. O aproveitamento da mão de obra existente por lá, é o melhor caminho para o crescimento educacional daquela região. As ermpresas que por lá estão se estruturando, não conseguirão se manter só pensando em contratar especialistas do sul e suldeste do país. O serviço que fui prestar  é uma ação inteligente, que resgata as pessoas de talentos na sua realidade sócio cultural e econômica.

Cheguei ontem em casa, feliz da vida. Pois conclui que somos todos iguais. Só precisamos respeitar as diferenças.

O Senado Brasileiro Revisitado

sexta-feira, abril 3rd, 2009

 

A verdade dos benefícios oferecidos aos senadores e seus correligionários faz-nos espantados diante de tantos benefícios. A intimidade dos gastos públicos na instancia do senado é a ponta do iceberg. O imposto pago pelos brasileiros vai para o ralo das instituições que existem para legislar, fiscalizar e disciplinar as ações do Executivo. Mas no meio do caminho, o poder Judiciário também começa a ser revisitado e vem a baile as mordomias conferidas a desembargadores, procuradores, etc. Gastos com altos salários; ticket-alimentação; auxílio-saúde; carros e motoristas; celular; férias prolongadíssimas; diárias vultuosas de viagens; 13° – 14° – 15° salários.

            O Senado revisitado faz-nos perceber que os benefícios de hoje que devem ser controlados pelo Presidente do Senado José Sarney, muitos deles foram criados pelo próprio Sarney.

            Faz-nos ver que até filho do ex-Presidente da República tem cargo e benefícios no Senado. Sabemos que tudo está legal, todas as vantagens são previstas nas leis que eles mesmos criaram. Legislam em benefícios   próprio.

            Por que será que no Brasil temos a cultura de calote aos impostos? Por que será que a arte de assessorar empresas, para muitos especialistas, está na capacidade de levar seus clientes a mecanismos disfarçados de sonegação?

            É o povo que vicia os políticos ou os políticos que viciam o povo. Quem veio primeiro o ovo ou a galinha?

            Por enquanto, nós aqui na praça dando milho aos pombos, de camarote vendo, quem sabe, tudo acabar em pizza.

            Gostei da posição do Dunga no programa PHN deste sábado último (28/03/2009) onde ele revitalizava os cristãos à prática do exercício político, incentivando as pessoas a envolverem-se com a política na perspectiva cristã, da moral e da ética. A oração é ora e ação. A vergonha do Congresso Nacional só vai ser eliminada quando os cristãos também se implicarem neste compromisso para mudança.

            Quantas pessoas hoje deixariam de estar morrendo de fome se as mordomias dos nossos políticos não existissem.

 

*Gerson Abarca é Psicólogo e Diretor do Pensamento – Instituto de Psicologia e Pedagogia

A história e suas facetas

sexta-feira, abril 3rd, 2009

 

 

O filme A Outra, de Other Boleyn Girl, com Natalie Portman; Scarlett Johansson; Eric Bana, é uma história passional de intriga, ambição e traição mas que nos remete para a hitória da Inglaterra e faz-nos viajar no rompimento do império inglês com a igreja católica, transformando a igreja anglicana como a oficial do reinado de Henrique VIII – Scarlett Johansson. Na busca frenética por um herdeiro homem ao trono, o rei assume sua infidelidade para com a rainha e também com suas amantes. O concubinato quase que oficial é vivenciado dentro da corte em um nítido pacto de mediocridade, onde “todos sabem, ninguém vê mas nada acontece”. O filme em si é uma trama passional de caráter fictício. Não retrata em si a época, mas leva-nos a pensar em como a humanidade se desenvolve na convivialidade do ilícito, do imoral.

            O que mais me despertou no filme, foi a conversa que tive com meu filho Samuel de 16 anos, que assistiu comigo, e trazia ele as posições de alguns professores de história que constantemente tentam denegrir a Igreja Católica, como se a Igreja fosse culpada de todas as atrocidades da história da civilização ocidental – “pai, esta Igreja da Inglaterra pelo jeito passou a ser a Igreja oficial para satisfação das necessidades pessoais do rei”, refletimos respeitando a linguagem limitante da cinematografia e também por que o filme não tem este caráter de ser o retrato de uma história verídica. Ponderei que estes tipos de conflitos de instituições religiosas com o poder político na história não é decorrente apenas de episódios isolados.

            Mas a reflexão sobre como se posiciona os professores de história  na interpretação das épocas para alunos de 2° grau, leva-me a pensar que realmente, muitos destes professores acabam falando e transferindo aos alunos questões pessoais mal resolvidas. Se o que está mal resolvido no professor é a sua posição religiosa, aí a análise da história vai criticar a religião, ou melhor, a Igreja Católica.

            As grandes besteiras realizadas pela humanidade ao longo da história, necessariamente são desvios de pessoas no exercício do poder. A Igreja Católica é composta de pessoas, falíveis, assim como os reinados, os governos e todas as instituições no mundo.

            Este filme desperta-nos a pensar em muitas fragilidades humanas, principalmente as da tentação do poder. Vale a pena conferir.

 

*Gerson Abarca é Psicólogo e Diretor do Pensamento – Instituto de Psicologia e Pedagogia

Sujeira humana e insanidade mental

sexta-feira, abril 3rd, 2009

Ao rememorizar minha história acadêmica para psicólogo, lembrei-me de um sábio ensinamento do Pe. Heraldo Hans da Fazendo do Senhor Jesus de Campinas-SP. Quando no meu primeiro ano e primeira férias da universidade (Unesp – Assis/SP), fui estagiar na fazenda de Capinas e tive a providencia de Pe. Heraldo Hans estar naqueles meses junto com os recuperandos (drogas licitas e ilícitas) , na sua maioria jovens.

            Pe. Heraldo avaliava o ritmo da recuperação dos internos na fazenda através da higiene do ambiente. Toda manhã, por volta das 5:horas, ele andava pela fazenda com um saco de estopa, recolhendo lixos produzidos por pessoas. As 6:horas na capela, quando todos na fazenda se encontravam para a oração da manhã, ele despejava todas as sujeiras que recolhera na sua caminhada matinal bem no centro do grupo em oração e dizia: “Vocês são estas sujeiras, hoje tem mais do que na semana passada. É sinal de que vocês não estão se recuperando. Pois a sujeira que deixam no ambiente em que vivem é reflexo da condição emocional de vocês. Quando temos menos sujeira é sinal que o tratamento está indo melhor. Na droga, vocês são piores do que este lixo no chão”. Uma fala radical para um tratamento radical. Como a droga e os drogaditos estabelecem uma parceria de um caminho sem volta (apenas 4% conseguem se manter em abstinência após longo período de tratamento), qualquer posição amena não contribuirá para o despertar de uma nova vida. Na época, o processo acontecia em 9 meses, como uma analogia para que os dependentes renascessem para esta nova vida.

            Depois desta bela experiência com o Pe. Heraldo Hans, sempre primei em observar como é os ambientes nas instituições que assessoro e tento ver as cenas da realidade dos muitos pacientes que atendo em psicoterapia. É incrível como que as pessoas em maior conflitos emocionais tendem à desorganização de seus objetos pessoais e a não observarem as sujeiras que espalham por onde passam.

            Dentro desta perspectiva podemos certificar-nos que a humanidade no planeta terra está realmente demonstrando uma total perda da sanidade emocional, pois a poluição começa a tornar inviável a vida em algumas partes do planeta.

 

*Gerson Abarca é Psicólogo e Diretor do Pensamento – Instituto de Psicologia e Pedagogia

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