Archive for março, 2010

Compulsão sexual

segunda-feira, março 29th, 2010

Pouco temos falado ou ouvido sobre a compulsão sexual. Seus portadores geralmente tratam de quadros de ansiedade ou outras disfunções emocionais. Mas são poucos os pacientes encaminhados por médicos para serem acompanhado terapeuticamente da compulsão sexual. Isto pelo fato de seus portadores geralmente verem vantagens nos sintomas, que é basicamente a necessidade obstinada em atividade sexual. Na mulheres até vemos caracterizado alguns diagnósticos, como é o caso das que apresentam quadro de ninfomaniacas, com vários filmes já produzidos sobre. Mas nos homens, não temos uma definição mais acentuada para o que nas mulheres nominamos de ninfomaniacas.

O certo é que a compulsão sexual acarreta uma ansiedade generalizada, e geralmente é associada com uma tendência de ausência afetiva na constituição do desenvolvimento da estrutura da personalidade ( histórico de vínculo afetivo).

Trocando em miudos, é a necessidade inquietante de atividade sexual cotidianamente e até seguidamente. Aqueles casos em que a esposa queixa-se que nem bem acabaram uma relação e o esposo já quer outra; como também é o caso nas mulheres que estão sempre experenciando em alguém uma nova sensação que julgam ainda não terem alcançado. É necessidade de sexo, sexo e sexo…pronto e pronto.

O resultado é a enorme dificuldade de se pontuar o prazer, e sempre a espera de que ele vai acontecer. Há casos que é tão intenso que além da relação sexual a pessoa necessita de se masturbar.

Casamentos onde um dos conjugues estão apresentando este sintoma, acabam em verdadeiro campo de confronto, pois aquele que não encontra-se com a patologia sente a pressão do parceiro(a) para que uma hora satisfaça esta necessidade.

O melhor caminho é procurar uma ajuda profissional e seguir a proposta de tratamento que melhor couber. Geralmente o processo Psicoterapêutico deverá ser associado com auxílio medicamentoso sob orientação de um médico psiquiátra.

Se for necessário, no primeiro momento, o casal pode procurar a ajuda juntos.

O inconsciente coletivo do "caso Isabella".

sábado, março 27th, 2010

São três os motivos que atribuo para o caso da menina Isabella ter virado um episódio de interesse nacional:

PRIMEIRO: A mídia televisiva e impressa deu destaque. A ponto de colocar sob suspeita o julgamento, tendo em vista a formação de opinião pública gerada pela mídia.

Estão morrendo jovens à “rodo” pelo tráfico de drogas, mas estas mortes não têm uma câmera global para fazer audiência em telejernais. Alguns vão até dizer:”gente ligado ao tráfico têm mais é que morrer mesmo”. Só na cidade em que resido, de apenas 100 mil habitantes, foram eliminados 7 jovens, por pendências com traficantes. Eles recebem o número de tiros no corpo referente ao número de pedras que estão devendo.

De tempos em tempos, a mídia escolhe um episódio para transformar em drama nacional e deixar a todos atorduados, e um pouco mais neuróticos, é claro.

SEGUNDO: Este caso Isabella mexe com cada pai e mãe, ao se depararem com os delitos pessoais não filmados pela TV no cotidiano da educação de seus filhos. Quem não tem pecado em relação à violência doméstica, principalmente no processo educacional de um filho, que atire a primeira pedra. Assim, quando nomeamos uma tragédia alheia, dizemos que ela é um problema do outro. Izabella é um caso que nominaria de “bode espiatório” da sociedade. Naquela família acontece delitos, nas nossas não. E quando após o julgamento o povo vai às ruas e até solta foguetes em comemoração, é sinal de uma insanidade coletiva que ao mesmo tempo  que quer justiça a faz  com as próprias mãos. Se a polícia não tivesse reprimido a população, com certeza aquele casal estaria morto hoje. Ainda vale o olho por olho e dente por dente.

TERCEIRO: Quem não se sembiliza com a violência às crianças cometida por adultos? É sem dúvida uma situação que mexe com o emocional de todos, pois revela grande covardia. Porém não vemos a covardia que é realizada por milhares de mulheres que diariamente provocam o aborto de Crianças na forma de feto, ainda no ventre materno. Ah! ai não vale.

Tudo bem, esta pode até ser algo que não avilta nossos olhares, mas e as milhares de crianças que são moradoras de rua e morrem prematuramente pelas sargetas das praças das grandes cidades no Brasil, e passamos por elas e se quer nos sensibilizamos. Quem sabe porque a TV global esqueceu de colocar como episódio de sensacionalismo. Mas o certo é que também não as vemos.

Então dizer que o motivo da mobilização é o fator criança, é super relativo. O certo é ver que no caso Isabella estamos sendo mobilizados pela grande tendência do ser humanop pós-moderno, que é a auto destrutividade. Em casos como este observamos como que em uma projeçao aquilo que já está dentro de nós, mas negamos e preferimos ver nos outros – o grande desejo coletivo de morte -.

Propaganda e crianças, a lei da selva

sexta-feira, março 26th, 2010

A Suécia baniu, em 2004, a publicidade na TV dirigida às crianças, com apoio de 88% da população. Desde 1991 ela já não podia ser veiculada antes das 21 horas. As decisões estão fundamentadas em pesquisas conduzidas pelo sociólogo Erling Bjurström. Diz ele que “algumas crianças já aos 3 ou 4 anos de idade conseguem distinguir um comercial de um programa normal de televisão, mas que somente dos 6 aos 8 anos é que a maioria consegue fazer a distinção”.

Para o sociólogo, só aos 12 é que todas as crianças conseguem ter uma posição crítica em relação à publicidade ou discernir corretamente sobre os seus objetivos. No Brasil nunca se fez esse tipo de pesquisa, mas acredito que, apesar de todas as diferenças culturais e econômicas existentes entre os dois países, as respostas seriam semelhantes. Afinal não é justo impor pressões comerciais às crianças quando elas ainda não tem idade nem para diferenciar ficção da realidade.

Está mais do que provado o poder de indução da TV às diferentes formas de comportamento infantil, positivas e negativas. Infelizmente estas últimas são predominantes, variando apenas o grau de periculosidade. Desde amarrar um avental às costas e pular de alguns degraus da escada, imitando um herói de desenho animado, até esfaquear a coleguinha como fez um menino em Brasília, reproduzindo imagens vistas na televisão, como ficou comprovado.

Aprende-se com os anúncios que só através do consumo se chega à felicidade e que a posse de determinados objetos torna algumas pessoas diferentes e superiores a outras. Molda-se, dessa forma, toda uma vida. Os únicos antídotos existentes para esse envenenamento precoce são oferecidos pelo entorno familiar e pela escola, instituições capazes de relativizar o poder da televisão. Em reduzidos setores da sociedade brasileira isso é perceptível. Escolas com métodos pedagógicos modernos e competentes, país intelectualizados e com um nível de renda que permita o acesso a outras formas de conhecimento impedem que a televisão e a propaganda exerçam domínio absoluto sobre a cultura infanto-juvenil. Falamos, infelizmente, de uma minoria privilegiada. A maioria no Brasil têm na televisão sua única fonte de informação e entretenimento, tornando-se presa fácil da monopolização cultural.

Sobre as crianças mais velhas, há uma pesquisa da Unesco, realizada em 23 paises (entre eles o Brasil), com cinco mil jovens de doze anos, mostrando a importância dos heróis televisivos e “pop-stars” na imaginação infanto-juvenil. Eles são cada vez mais modelos de vidas consideradas bem sucedidas. Não é por acaso que astros da televisão, pelo menos aqui no Brasil, transfiguram-se em garotos-propaganda, usando para vender mercadorias a aura conquistada nos programas de entretenimento.

Trata-se de uma violência praticada por adultos que seduzem as crianças e os jovens com seus encantos ficcionais, conseguindo estabelecer com eles uma relação fraternal e de confiança, mas ao mesmo tempo os traem, ao se apresentarem como vendedores de todo tipo de mercadoria. Fazem isso, muitas vezes, sem o mínimo pudor, inserindo o comercial no meio do programa infantil, impedindo a distinção entre o entretenimento e o comércio. É o tão decantado merchandising, xodó de publicitários e camelôs eletrônicos.

Não se respeita na TV nem a distinção que jornais e revistas responsáveis fazem entre anúncios e conteúdo editorial, separando-os muitas vezes com fios grossos e, se necessário, colocando em destaque a expressão “informe publicitário”. Não se respeita nem o artigo 36 do Código Brasileiro do Consumidor onde consta que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”. E nem mesmo o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária que também exige a identificação do anúncio em seu artigo 28.

Se de um lado a ofensiva publicitária é cada vez mais intensa, buscando conquistar corações e mentes desde o berço, de outro alguns governos começam a se sensibilizar para a questão, instituindo formas de proteger a infância da televisão. Aliás, a Constituição brasileira diz que a lei deverá criar mecanismos para proteger a família da TV, lei que até hoje inexiste. Mas na Europa, a década de 1990 mostrou avanços sensíveis, impulsionados pela Convenção da ONU de 1989 que preconizava a necessidade de “encorajar o desenvolvimento de orientações apropriadas para proteger a criança de informações e materiais prejudiciais ao seu bem estar”.

Colocando em prática essa orientação, França, Inglaterra, Alemanha e Itália estabeleceram regras de proteção à infância, entre elas a exigência de uma distinção clara por meio de sinais óticos ou sonoros das emissões publicitárias. É exatamente o oposto da confusão proposital efetivada pelo merchandising.

Além disso, a Diretiva Européia sobre Televisão sem Fronteiras, adotada por vários países do continente, indica que os anúncios não devem incitar diretamente as crianças a comprar, ou estimulá-las a persuadir seus pais para que comprem alguma coisa, valendo-se da inexperiência e da credulidade infantis. Nem pensar, por exemplo, a exibição do comercial que passou na TV brasileira, onde um jovem não queria chegar à festa trazido pelo pai, para não se sentir criança na frente dos amigos. Mas quando o pai trocava de carro e ele aparecia descendo de um modelo novo e caro, a vergonha era deixada de lado, superada pelo orgulho de possuir um carro último tipo.

Alguns países foram além do sugerido pela Diretiva Européia. A Alemanha proibiu a inserção de publicidade em qualquer programa infantil. Nos canais públicos italianos não pode haver propaganda em programas infantis e na França o merchandising é proibido. A decisão sueca é ainda mais avançada e se apóia, além da pesquisa, na constatação de que as crianças não nascem com anticorpos necessários para se defender das pressões comerciais e, por isso, têm direito a zonas protegidas.

Aqui continua imperando a lei da selva. Produtos para o público infantil são anunciados antes, durante e depois dos programas dirigidos a essa faixa etária. Qualquer tentativa de civilizar a televisão é apontada como censura ou obstáculo à livre iniciativa, sem que os autores dessas falácias se sensibilizem com as deformações culturais e psicológicas impostas pela propaganda. São os mesmos que se queixam da violência urbana, da brutalidade no trânsito, do mau comportamento das crianças e adolescentes, fechando os olhos para a relação desses fatos com a educação para o consumo e o individualismo, impostas incessantemente pela propagada na TV.

Laurindo Lalo Leal Filho*

* Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e jornalista, professor de Jornalismo da ECA-USP.

PJ se une ao Ministério Jovem da RCC para formação - sinais de evolução

sábado, março 20th, 2010

Hoje estive ministrando um curso para a Pastoral da Juventude da Paróquia de Guriri-São Mateus-ES. Este curso faz parte do planejamento de ações da PJ no Brasil, e pela grata surpresa estavam lá jovens do Ministério Jovem da RCC. Este é um belo sinal de crescimento, pois anos atrás isto seria uma missão quase impossível. Ficavam as atividades de uma paróquia fragmentadas em pastorais sem o envolvimento dos movimentos. As pastorais criticando os movimentos por serem fechados em seus carísmas, e os movimentos com a dificuldade de relacionarem-se com os diferentes.

O encontro de hoje teve um ganho fantástico, do compromisso prático da PJ nas comunidades de base somados à animação do Ministério Jovem da RCC. Um encontro necessário e produtivo. Sinal de crescimente e integração, pois a Igreja Católica possui uma grande riqueza, que é a diversidade dos carísmas, que quando se unem faz brotar vida e esperança nas comunidades.

As divisões já faziam parte da Igreja primitiva, quando São Paulo sempre alertava sobre a tendência das pessoas se ligarem a um ou ao outro, como se houvesse um melhor. É assim mesmo, onde há gente há necessidade de controle e poder.

Por isto que integrar diferentes carísmas só fortalece a caminhada do povo de Deus organizado em comunidades.

Cura espiritual é diferente de cura emocional - sobre transtornos emocionais -

sexta-feira, março 19th, 2010

Nesta semana tive uma grata surpresa vinda de um grande amigo que também é um grande pregador da RCC e um santo homem. Ele chegou até mim e disse -“Gerson, há um ano atrás falei para você de alguns sintomas físicos e havia me alertado que pareciam sintomas emocionais ( psicossomáticos ). Fique chateado na hora e logo fui julgando que estes psicólogos só sabem ver o lado emocional. Como que eu, um cara totalmente envolvido com a RCC poderia ter uma doença emocional, principalmente por já ter passado por várias curas espirituais?” Lembro-me que este amigo naquele momento tinha ficado decepcionado comigo, meio questionando minha fé. Dissera-lhe na época que ele confundia cura espiritual de cura emocional, assim como fazem muitos pregadores desavisados em grupos de oração. Lembro-me de um pregador que afirmava categoricamente que a cura é espiritual e que nenhum psicólogo conseguirá curar por exemplo uma depressão. Falas que ao invés de promover saúde, provoca angústia naqueles que estão com algum transtorno emocional ou que convivem com parentes portadores destes transtornos.

Mas este amigo chega com um diagnóstico de simdrome de pânico definido por uma excelente psiquiátra, sindrome que estava camuflada em um processo progressivo de emagrecimento e outros sintomas como perda de sono e ansiedade generalizada. Disse-me também que estava indo á psicóloga, pois  havia recusado de ser seu psicólogo por sermos amigos. E a grata surpresa foi de ouvir da boca dele -“Bem que você me alertou, tudo bem que demorei para aceitar, mas já estava a ‘ponto de bala’ e não estava se quer conseguindo trabalhar”.

Com certeza, este amigo estará partindo para um outro processo de cura, o emocional, pois a espiritual dele já estava em plena libertação. O tempo e sua fidelidade ao tratamento trará para si um homem realmente renovado.

Já passei pessoalmente por questão semelhante, onde elaborei curas espirituais em relação a pessoa de minha mãe, mas que precisei trabalhar em análise a cura emocional decorrente dos processos afetivos que ficaram pendentes ao longo da minha história de vínculo com minha mãe. Hoje, com a força na espiritualidade e após um longo processo de análise ( um cidadão analisado), consigo avançar em diversos campos de atuação de minha vida. Se tivesse ficado apenas na cura espiritual, teria dado um grande passo, mas estaria patinando em muitos outros, principalmente no campo das relações interpessoais.

MP3 mata jovem - som alto nos ouvidos leva jovem a não identificar veículo ao atravessar BR

segunda-feira, março 15th, 2010

Hoje perdemos um jovem de 18 anos, filho de um casal muito participativo na vida da Paróquia que participo.

Pasmem! o garoto de 18 anos coloca seu MP3 conectado aos ouvidos, provavelmente com o som bem alto, e caminhando desprovido de atenção nas ruas da cidade, mas concentrado na música do MP3, atravessa a BR101 despreocupado de olhar para os lados. Um caminhão em velocidade até baixa,conduzido por um motorista atento, que buzina desesperadamente ao ver o garoto atravessando a BR 101. Mas o som alto do MP3 não permitiu o garoto ouvir a buzina e se quer perceber que estava atravessando uma BR.

Uma morte que coloca qualquer pai com a “pulga atrás da orelha”. Um vacilo, que qualquer manual de prevenção a acidentes já vem alertando.

Acontece estas coisas com celulares também. Todos sabemos mas não acreditamos que o pior pode acontecer.

Na dor deste pais, que hoje velam o filho, fica um sinal para todos. É melhor previnir do que remediar.

Que esta família consiga superar com Fé e Esperança.

E que todos tenhamos atenção nos atos de isolamento que desenvolvemos quando queremos nos apoderar de uma tecnologia que chegou para servir e não para escravizar.

Juventude noveleira

sábado, março 13th, 2010

Aquilo que parecia mania de pessoas com mais de quarenta anos, parece que está virando costume também de adolescentes e jovens.

Se minha geração aprendeu a depender da programação da TV Globo, pois nossos pais assim nos ensinaram quando da emergência da teledramaturgia da TV brasileira, vemos o mesmo fenômeno acontecendo na atualidade. Adolescentes e jovens ficam na telinha da TV Globo na seguinte proporção: logo após o almoço vem a novela que ficou velha – no vale a pena ver de novo -. Depois têm a malhação, quase que sagrado. Mas como a galera diz que novela é coisa de gente velha, dizem que preferem esperar o BBB, mas até que este chegue, o melhor é acompanhar a mamãe nas suas novelas. Eles dizem: não ficamos assistindo, só passamos por perto. Mas pergunte a cada um deles quem são os personagens, sabem todos na ponta da língua.

O papai, lógico que não assiste novela, mas como todos que também dizem que não assistem, fica só esperando alí na sala o horário do jornal  nacional – uma outra novela -.

Interessante é que na atual conjuntura, muitas famílias possuem vários televisores espalhados pelos quartos além dos computadores é claro. Mas mesmo assim, no final das contas, todo mundo cai na tal da globo mesmo.

Caimos na mesma porque foram anos de uma carga horária  intensa de televisão para a família. Hábito este  que continua quase que no mesmo lugar, e em um único canal.

Como pode ? Com o avanço da tecnologia digital, onde podemos ter acesso a muitos canais  de TV  e diversificadas programações, vermos a juventude ligadona em novela e a maior novela delas o BBB ?

É que o poder da globo está associado com os poderes econômicos que ela foi construindo ao longo de décadas, com concessões, facilidades de financiamentos e atrelamento ao poder político governamental desde os militares até na atual democracia. Assim, por mais canais que tenhamos para acioná-los, ainda vemos que a globo é a que possui para a realidade brasileira a melhor qualidade tecnológica e diversidade, além de uma rede de distribuição e telejornalismo que está em todo o território nacional.

JUVENTUDE NOVELEIRA é sinônimo de sociedade alienada, sociedade que pensa com a cara de plim!plim! É certeza de uma nação sem perspectivas de mudanças e uma população que continuará deitada em berço esplêndido, acreditando na virada do Ronaldo no corinthias, torcendo pelo equilíbrio emocional do Adriano no flamengo e acreditando que Kaká é um menino muito bom.

Caros leitores, estou tentando nadar contra a correnteza, pelo menos em casa. Globo, só em algumas transmissões esportivas, que se for futebolística ainda temos que aguentar o bueno. Bem , ainda bem que quando começa a fórmula um, este se ausenta um pouco.

Criminalidade não é questão de classe social.

sexta-feira, março 12th, 2010

Neste mês, muitos jornais estamparam crimes de jovens de classe média/alta nas grandes cidades brasileiras. Eu mesmo fiz reportagem para três Meios de Comunicação sobre a temática.

Os jovens envolvidos geralmente possuem mentores do crime por de trás, adultos especializados em rastrear jovens de qualquer classe social para introduzi-los na criminalidade. Estes adultos se aproveitam dos direitos estatutário das crianças e adolescentes para usá-los de laranjas do crime.

Dois são os principais itens característicos destes jovens: agitação ou agressividade e envolvimento com dependência química, principalmente o craque.

Se antes imaginávamos que os candidatos para a escola do crime eram os empobrecidos, hoje esta não é uma verdade. Pois a criminalidade é de todas as classes.

Na classe alta, umas criminalidade camuflada, pelos financiamentos à campanhas eleitorais à políticos com um único objetivo de construirem espaços de corrupção. E olha que esta forma de criminalidade está em setores públicos e privados.

Na classe média, a principal criminalidade está na  alienação e enclausuramento. Trancafiados em apartamentos e residências, crian esteriótipos do tipo: ” cuidado com aquele  escurinho que anda sem camisa pela rua; olha os bêbados…cuidado!cuidado!cuidado”. Geralmente construindo nas crianças a idéia que o criminoso é aquele mais pobre. Uma forma de criminalidade (da exclusão social).

Já, na classe pobre, temos as condições favoráveis para a criminalidade, quando pensamos na questão econômica, onde de forma preconceituosa imaginamos que a fome ou a falta de perspectivas de trabalho e educação somam para uma corrida à criminalidade.

Se analisarmos esta temática pelas classes sociais, cairemos no erro de esteriotiparmos  e preconceituarmos todos.

Se pensarmos a criminalidade como uma condução humana do processo de civilização, entenderemos que ela faz parte das tendências destrutivas da pessoa, que está em constante dilêma entre a luta do mal contra o bem e vice-versa. Condição humana que se agrava na medida em que no processo de socialização a ausência de valores éticos vivenciados de forma autônoma, conduz o coletivo humano à perdas de referências.

Em uma sociedade de vivência da “meia-ética”, a bola de neve da criminalidade toma proporções assustadoras. Ao ponto de um pai levar um tremendo susto ao ver o rosto estampado na capa de um jornal de grande circulação com a seguinte manchete: “Jovem de classe média mata para roubar”.

DIA DA MULHER - O olhar pouco diferenciado dos homens

segunda-feira, março 8th, 2010

Hoje é uma importante data no calendário mundial. É o Dia Internacional da Mulher.

Mais do que pensar nas mulheres em si, vou preferir neste momento falar de como o coletivo do masculino tem se portado e se comportado com a imagem da mulher.

Para isto, quero simplesmente fazer emergir o como a mídia está apresentando as mulheres hoje. E observando durante esta semana os conteúdos televisivos, os sites que polulam diante de nossos olhos quando estamos pesquisando e as manchetes dos grandes jornais de circulação, logo vou identificando uma triste realidade: Para o imaginário do masculino na nossa sociedade, mulher ainda está muito associado com “Objeto de cama, mesa e banho”.

Desde as publicidades de cervejas, até manchetes de jornais impressos para se ter atrativo de quem vai comprar o jornal; chegando às telinhas das telenovelas e dos BBBs, parece que não avançamos muito neste referencial.

Só para lembrar, metade do emprego gerado no mundo, é gerado por empresárias mulheres. Mas os empresários dos Meios de Comunicação e diretores de empresas de publicidade, nas sua esmagadora maioria, são homens.

Será que este imaginário de “Cama, mesa e banho”, é uma produção inconsciente negativa, de uma classe que não está suportando a ascenção feminina na sociedade?

Ainda bem que as mulheres por si, estão se superando, em uma proporção que os ataques da subjetividade midiática não conseguirá atingir tal proporção de crescimento da Mulher.

Sobre mulheres - As trí-gêmeas após 13 anos. O que parececia um sufoco, virou pura alegria.

segunda-feira, março 8th, 2010

Nos dias de Carnaval, recebemos em casa a ilustre visita do casal Rita e João, ele Engenheiro Agrônomo e ela Economista Doméstica. Ambos funcionários público pela Encaper-ES, na cidade de Venda Nova do Imigrante-ES.Também as filha Julia, Giovana e Daniela ( as trí-gêmeas)

Há 13 anos, a cidade de Venda Nova ganhava as trí-gêmeas. Foi assim que a família de Rita e João passou a ser conhecido na cidade. O casal já estava com suas duas filhas adolescentes, quando Rita engravida das três lindas meninas, quando a própria Rita já não imaginava poder ter filhos mais.

Rita , na época, levou um grande susto, por o Governo do estado não pagava os salários em dia e assim , o nascimento das trí-gêmeas acabou sendo um sufoco . Porém, Rita, uma mullher que luta pela vida, e acredita na força das mulheres, encarou este desafio e superou-se. Mantendo-se como uma mãe afetiva, presente e amando muioto as filhas. João, um pai muito presente e que sempre soube partilhar as tarefas de casa com Rita. Resultado:

Só pelas fotos deste texto, você já pode imaginar.

Na sua visita em casa, Rita e João estavam irradiantes de felicidade, pois o que no início foi um sufoco, hoje se transformou em uma grande alegria.

É a certeza do triunfo da vida sobre a morte, que quando encaramos com alegria, colhemos os frutos da felicidade.

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