Archive for abril, 2010

TOC NÃO É DOENÇA INFECCIOSA

quinta-feira, abril 29th, 2010

Acabo de receber um e-mail em que a pessoa pergunta se a filha casar com seu noivo que têm TOC, ela vai “pegar” a doença.

Fiquei muito preocupado com esta dúvida porque revela duas possibilidades de pensamento: a) ou a pessoa não sabe mesmo e pergunta para tirar dúvidas; b) ou é uma pergunta preconceituosa.

Entendo que quem pergunta quer saber. Sabendo que muitos perguntam já tendo a resposta, e assim o fazem para apenas comparar resposta.

Neste caso, prefiro entender que a pergunta é um  pedido de socorro.

TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo ), é um Transtorno emocional adquirido por processos de vínculos emocionais na história de vida pessoal, ou por reprodução de sistema educacional familiar ou também por traumas emocionais. Nada é confirmado sobre fatores genéticos do transtorno, por isto que o tratamento deve seguir a prescrição medicamentosa, após cuidadosa avaliação Psiquiátrica e psicoterapia de suporte, para colaborar na eliminação do sintoma. Sabemos que remédio não pensa, e por isto, tratamentos só na base medicamentosa, são fadados ao fracasso.

Há correntes da Psiquiatria que insistem em dizer que não têm cura. sempre coloco estes fatalistas sobre os transtornos emocionais na ordem daqueles que são muito parceiros dos laboratórios químicos.

Sou da corrente que diz que transtorno é um estágio, que bem tratado pode evoluir para cura. Mas sabemos que estes transtornos emocionais levam tempo para observarmos melhoras dos sintomas, e muitos casos a alta do tratamento está relacionado com o momento em que o paciente consegue lidar com seu sintoma mesmo em situações que eles se manifestam. Há casos que a cura não é a eliminação de sintomas, mas sim o lidar com os sintomas.

Como os Transtornos emocionais carregam em si a ansiedade pela cura, torna-se um tratamento com muita resistência, pois a própria ansiedade investe contra o processo.

Temos monitorado tratamento de TOC com melhoras de sintomas em 78% dos pacientes que atendemos e que dão continuidade ao processo, são fiéis e seguem todos os passos indicados pelo Psiquiatra e Psicólogo. Mas nossa média de um tratamento com boa evolução é de dois a três anos, com sessões psicoterapêuticas semanais e medicação contínua.

Desta forma, devemos eliminar esta idéia que TOC não têm cura ou que é uma doença infecciosa “que pega”.

Um beijo em sua mãe

quarta-feira, abril 21st, 2010

Neste momento deu saudade de minha querida mãe. Mas estou há 1600Km de distância. Beijo de mãe é memória afetiva. Por isto a saudade.

Se estiver próximo de sua mãe, não perca tempo, dê aquele beijo nela. Isto é uma massagem na alma.

Mas se mesmo estando próximo dela agora, e não der coragem de beija-la, pelo menos a contemple. Lembrando que nela você viveu a primeira experiência de acolhida – o ninho de amor, o útero materno-.

Quando homens possuem dificuldade em relacionamento afetivo com a própria mãe, tendem a transferir esta dificuldade na parceira, com agressividade ou ataques de controle machista. Este tipo de neurose pode ser superado quando se é promovido o reencontro afetivo com a mãe.

Por isto que, não basta curas espirituais com foco na relação com a mãe, após a cura espiritual é necessário o reencontro real. Daí teremos a cura afetiva total, e um homem que transmitirá muito afeto à sua esposa ou parceira (namorada ou noiva,  e em muitos casos até com colegas de trabalho).

TODOS PASSAMOS POR UM ÚTERO

terça-feira, abril 20th, 2010

UMA HOMENAGEM À VIDA

sexta-feira, abril 16th, 2010

Corrida Presidencial - Primeiro turno terá debate com nível intelectual

segunda-feira, abril 12th, 2010

Já estamos na fase de vermos as definições dos candidatos à presidência da república através das convenções dos Partidos Políticos.

Fiquei muito feliz com o lançamento do ex-Deputado Federal Constituinte Plínio de Arruda Sampaio, eleito na convenção do PSOL. Dele podemos esperar elevação do nível do debate em função de sua bela tragetória pela democracia no Brasil e por ter sido consultor da FAO-ONU para assuntos agrários, como também um Católico atuante e colunista mensal da revista Família Cristã há anos.

Também a definição de Marina Silva do PV, ex-ministra do Meio Ambiente no Governo Lula e que foi convidada a sair, mesmo recebendo prêmios internacionais pela questão do meio ambiente. Não podemos negar que dela, o debate nos norteará para continuarmos a pensar sobre a ecologia.

Já a candidatura de Ciro Gomes-PSB, que geralmente colabora nas contraposições das idéias.

De Dilma Rousseff-PT e José Serra-PSDB, já sabemos que não virá debate, mas ataques e defesas, pois na verdade a polaridade dos votos estão neles. As demais candidaturas servem mais para que possam manter vivo seus Partidos e suas idéias, pois infelizmente nosso sistema político está viciado em polarizar candidatos entre dois partidos (hoje PT e PSDB).

Ainda bem que temos a possibilidade de ouvirmos diferentes idéias e propostas no primeiro turno, pois se dependessemos de pesquisa, já poderiamos ir direto ao turno final com os dois primeiros nomes e pronto. Porém ficaria muito pobre, mais do que já é , a corrida presidencial brasileira.

O povo brasileiro - sinais de esperança na solidariedade

sábado, abril 10th, 2010

Hoje passei a tarde ministrando uma aula para pós-graduação à profissionais do programa de Estratégia Saúde da Família ( ESF ). Com o tema “Antropologia e Sociologia”, conduzi os profissionais presentes a fazerem uma viagem pela antropologia ( ciência que estuda a humanidade em todas as suas dimenções), partindo de si e olhando para as diversidades culturais que compõe o povo brasileiro até as configurações sociológicas ( formas de convivência grupais, institucionais ) que vamos observando em nossas cidades.

Este momento de estudo deixou-me mobilizado quando logo mais à noite, ao assistir ao telejernal, vi o quanto nossa população é capaz de solidarizar-se em situações de calamidades. Muitos voluntários se organizaram em Niterói-RJ para arrecadarem donativos às vítimas dos desabamentos em virtude das fortes chuvas dos últimos dias.

Em que estrutura antropológica observamos fazer emergir nesta população os ventos da solidariedade?

É na origem da qual foi se configurando nosso povo. Povos indígenas de histórico de mais de 25 mil anos de existência em sólo brasileiro conforme consta as cavernas arqueológicas do estado do Piauí; Os negros que chegaram para serem forças de trabalho escravizado com um perfil de sistema tribal que está configurado nos moldes comunitário ( tribos africanas ); nos descendentes imigrantes europeus que em busca de trabalho para sobreviverem à miséria européia da época, chegam ao brasil com sede de crescimento, e com isto organizados em grupos e estruturados com a força da família.

Nossa antropologia de mistura de povos, nações e etnias, fez do brasileiro um povo que resiste, insiste e solidariza-se quando solicitado e quando as realidades exigem. É nesta mistura de raças, culturas com uma semelhança entre todos, a construção social em comunidade ,que faz brotar em mim a esperança que poderemos um dia termos uma nação sem diferenças sociais e desigualdades econômicas.

De imediato, quando mergulhamos nossas análises no processo colonizador do Brasil, uma história de esplorações, genocídios. Temos uma desesperança em relação ao futuro. Vemos só os traços de um povo que na sua miscigenação, tornou-se passívo, e absorvido pelo desejo apenas de reproduzir a ordem do colonizador, ontem dos protuguêses, há pouco tempo dos americanos e agora dos governantes ( esperando tudo deles).

Mas quando vemos as manifestações coletivas de solidariedade, temos outras perspectivas. Temos a perspectiva da esperança no Brasil pelo força e jeito de ser de seu povo.

EU SOU BRASILEIRO, COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOR!!!!

Viver sem culpas

segunda-feira, abril 5th, 2010

Os transtornos emocionais quando instaurados na mente humana, trazem uma semelhança nas suas diversas formas de manifestações: a culpa.

Geralmente é pela culpa que um sintoma comportamental indesejável se instaura. Na culpa a pessoa se pune com o mesmo comportamento que não gostaria de ver manifestado. A coisa funciona mais ou menos assim:

Vamos pegar o exemplo de uma compulsão sexual, manifestada pela masturbação intensa. O sujeito se masturba e após o ato se condena, associando a atividade com idéias de que os pais vão persegui-lo, que Deus vai castiga-lo e que ele é um fraco por não conseguir dominar seu impulso masturbatório. A culpa instaurada leva o indivíduo a se fixar no ato compulsivo e repetir a ação como uma auto-condenação. Ela paga a culpa, ou se chicoteia com o próprio comportamento indesejável. Por isto vira uma compulsão, repetição e um circulo vicioso.

Da mesma forma acontece com o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Imagine a pessoa com mania de ao ver uma escada ter que passar por debaixo dela dez vezes, até ter sua desejo satisfeito, e se assim não fizer imagina que algo ruim vai acontecer em sua vida. Com certeza, só de imaginar em ter que passar por debaixo da escada, o sujeito já está se condenando , e ao fazer isto pela primeira vez, se condena um pouco mais. Assim, novamente a culpa passa a ser o elemento que desencadeia a repetição do ato.

Os tratamentos para trasntornos emocionais, além dos casos que necessitam auxília medicamentoso, requer também processo Psicoterapeutico contínuo exatamente para ser elaborado a origem das fixações das culpas, levar a pessoa e entender como que ela foi se organizando inconscientemente pela culpa.

Primeiro passo do processo é começar a deixar o chicote de condenação guardado na bolsa, ou aprender a eliminá-lo do cotidiano

RELIGIÕES CRISTÃS, MAS SEM FESTAS

sábado, abril 3rd, 2010

Hoje estamos no segundo dia do trido Pascal. Nossa Igreja Católoca têm muito o que comemorar durante o ano. Sabemos que a Semana Santa é a celebrações mais importante, mas não para por aí. Sempre temos  a cada dia um santo a comemorar, o Natal, o dia da Anunciação à Maria, enfim, somos celebrativos. Aqueles que vivem a religião Católica  com entusiasmo, terá a cada dia uma festa, através da celebração da Eucaristia.

Porém, esta não é a realidade de muitos Cristãos que estão vivendo a religião em outras denominações religiosas, ou como muitos dizem os “evangélicos”.

Recentemente em conversa com um grande amigo que pertence a uma destas religiões, dizia-me em tom de frustração que na sua igreja eles não tinham festas, não comemoravam datas como nós Católicos. Perguntei-lhe o que achava disto, ele me respondeu que era muito chato. Para tentar achar alguma luz no fundo do túneo da conversa, perguntei se eles não comemoravam nem a data do fundador da igreja, ele respondera que não da nem para saber quem era o fundador, porque a igreja em que ele estava indo já era discidente da original na sua vigésima edição. Falou-me que em junho eles fazem as festas junina e que no final do ano fazem a festa de ano novo.

Perguntei também para este amigo, se eles não celebravam pelo menos o Natal. Ele revelou-me que nesta igreja não comemoram estas datas por oposição a Igreja Católica, por serem datas já institucionalizadas  pelos Católicos e incorporadas no calendário oficial do Brasil.

Depois de varias tentativas animando o amigo dentro de sua igreja, brinquei com ele do por que não experimentar estar na Igreja Católica. Mas ele respondeu-me que pelo seu tempo na sua igreja, ficaria inviável. Ele falou-me que seu pai era um Católico muito praticante.

Quase que eu brinco com ele sobre a necessidade de ele revitalizar a religião dele matando a saudade de seu próprio pai que hoje é falecido. Mas preferi respeitá-lo.

Ao terminar esta conversa, conclui que a ação Missionária ainda é uma forte necessidade na sociedade contemporânea, para resgatarmos muitos Católicos que por um motivo ou outro, deixaram a Igreja Católica, mas que carregam dentro de si a saudade das festas, como é o caso da Semana Santa.

Uma Igreja sem Celebração e festas, é uma Igreja sem vida

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