Archive for maio, 2010

Quando o Professor de Português desencanta seu aluno para a escrita

sexta-feira, maio 28th, 2010

Degolas do processo educacional por parte de professores para com alunos em sala de aula,  tenho observado há 20 anos  de exercício profissional com a especialidade da Psicologia Educacional. Sei que falar de Professor não é uma tarefa das mais fáceis, pois é uma categoria em um país de semi-analfabetos, pouco valorizada. Mas sei que há delitos de postura, por parte de uma minoria não vocacionada, que por estarem fora de lugar, ou não vocacionados para o exercício da profissão, tendem a transferir suas frustrações nos alunos. E esta é uma verdade na disciplina de Português, que para a maioria dos alunos é a grande vilã no processo educacional.

A degola de um potencial para a escrita acontece sutilmente. E só quero neste momento resgatar apenas uma prática que passa desepercebida pela maioria dos professores de português. Quando o aluno escreve em seu caderno de tarefas de casa ou na apostila que a escola adota, o professor tende a circular ou grifar em vermelho as palavras que estão escritas erroneamente. Mas ao olhar estas anotações, perguntamos se o professor parou junto ao aluno para realizar a correção e reescrita da palavra dentro do texto. A resposta é não. Desta forma, o aluno terá seu caderno bombardeado de vermelho sem que aquela intervenção traga melhoras na escrita do aluno. Papel escrito ontem, é passado. Erro apontado sem correção, é tortura. E consequentemente estímulo negativo para o encantamento do aluno àquela disciplina.

Já pensou, em uma prova de história, o professor ficar tirando pontos por erros ortográficos? Muitos alunos que seriam nota dez em história, acabam tornando-se medianos na disciplina e a grande vilã será novamente o protuguês. Com certeza, muitos dos professores que fazem esta degola a alunos, ou “aborto à língua portuguesa”, também passaram por esta tortura no período em que eram alunos, e sem perceber reproduzem os mesmos procedimentos no exercício profissional.

Em uma prova de português, o professor deve ter clareza do que ele está solicitando do aluno e o que ele deseja saber do seu conhecimento. Por exemplo: um texto para verificar a capacidade de interpretação de texto, não deverá se preocupar em corrigir ortografia, mas na mesma prova o professor colocará questões que avaliem a sua ortografia, grafia, conjugação, etc.

Sabemos que o melhor caminho para o bom desempenho do aluno em determinada disciplina, é sua identificação com a mesma. E um bom caminho para levar ao encantamento da disciplina, não é o processo punitivo, mas sim estimulacional.

Sou vítima de professores de português que conduziram-me ao analfabetismo funcional. Escrevo com o dicionário aberto, e preciso consultar palavras simples para ver se não estou escrevendo errado. O que fez melhorar minha escrita foi o ciclo intenso de leituras que potencializei em minha vida. Hoje já não sou um analfabeto funcional, coisa que com certeza eu era ao sair da universidade, e com certeza 70% dos que terminam cursos de graduação sofrem deste problema. Mas foi na leitura literária que aprendi escrever. Na época de meu ensino fundamental, tirava dez nas idéis dos textos que escrevia e zero na ortografia, mas os professores não sabiam que eu era portador de uma dislexia leve. Poucos professores no Brasil sabem detectar esta forma de ser e escrever  dislexa de alunos. Porém, hoje já estou com cinco livros escritos.

Olha, depois que descobri que as editoras possuem o profissional revisor de texto, perdi  o medo de escrever livros.

E no entanto não sou uma sumidade em português!

Vai aí uma dica aos professores, no lugar de tarefinhas para casa, exijam que seus alunos leiam . Solicite deles que elaborem resenhas dos livros lidos, e não corrija a ortografia, apenas observe se entenderam o livro e sabem relacioná-lo com a vida. Com o tempo, estes alunos serão bons escritores, e encantados com nossa língua portuguesa.

ESTIVE EM GUANHÃES-MG, ESTA TERRA DE GENTE BOA DE CONVIVER!

sábado, maio 22nd, 2010

Entre os dias  20, 21 e 22 de maio estive na cidade de Guanhães-MG desenvolvendo trabalho na área de gestão de pessoas para a Empresa EMFLORA. Há 5 anos mantenho assessoria a esta Empresa e uma de suas filiais é em Guanhães, município localizado entre as cidades de Governador Valaderes -MG e Ipatinga-MG. região com uma geografia cheia de cachoeiras e um povo muito acolhedor.

O Brasil é o resultado da pequenas cidades. Onde o povo cultiva a simplicidade e suas características de raiz.

Interessante, que estava no hotel e pala manhã, no café, o telejornal matutino apresentava a agenda cultural para Minas Gerais. É ridículo, só eventos da cidade de Belo Horizonte-MG, como se todo o povo desta nação mineira fosse assistir. E em Guanhães, nenhum evento cultural agendado.

Estes Governos desconhecem a cultura brasileira. E esta mídia globalizada pensa que divulga cultura. Nem em BH o povo frequenta os eventos culturais, que ainda estão restritos a quem pode deslocar e pagar ingresso. Vai falar que a galera de Contagem-MG ( grande BH ) foi na agenda cultural divulgada pelo telejornal matinal?

Mas a cultura do povo de Guanhães, estava lá, povo alegre e acolhedor.

Cheguei em casa, após sete horas de estrada, com um sentimento de felicidade, por ter bebido desta acolhida mineira, que atinge o âmago da alma.

Parabéns povo de Guanhães-MG

Manhã literária reune escritores na Escola Alternativa

sábado, maio 15th, 2010

Uma bela iniciativa educacional foi realizada pela Escola Alternativa na cidade de São Mateus-ES. A bibliotecária da escola em conjunto com professores das disciplinas de português, produção literária e literatura, das séries de quinta a oitava séries, convidaram escritores que residem no município para debaterem sobre o ato de escrever e editar um livro.

Fui um dos convidados, e pude degustar de um belo momento, daqueles que enaltecem a alma. Como foi interessante responder perguntas de alunos, e melhor ainda perceber-se membro de um grupo seleto de pessoas que já conseguiram plantar uma árvore, gerar um filho e escrever um livro.

A conversa rolou horas, até que surgiu outra idéia de realizar-se um caldo literário com os pais, conversando com escritores, em uma noite de inverno, na própria escola.

Bom é ver que através de iniciativas como esta, o sistema educacional poder fazer a diferença e construir referenciais aos alunos da importãncia do livro e seus autores. Assim, podemos ainda acreditar na educação

Este meu final de semana começou muito bem, que bom!

Apena 36% dos estudantes chegam ao terceiro ano do segundo grau.

sexta-feira, maio 14th, 2010

O índice de evasão escolar no brasil é simplesmente absurdo. Pesquisa entre jovens de 15 a 17 anos -MEC-INEP – revela que nas séries ingressantes( pré -escola), o índice de frequência é de 100%. e depois de 12 anos, já no terceiro ano do segundo grau o índice de frequência é de 36%. Isto equivale a 64% de alunos que não concluem o ensino fundamental no Brasil.

Um dado que nos faz questionar se realmente estamos dentre os países em desenvolvimento, ou se ainda somos subdesenvolvidos.

Somado a estes índices, temos a constatação do IBGE que 70% da população brasileira estão no quadro de analfabetismo funcional, isto é, sabem escrever o nome e ler poucas palavras.

Para agravar a situação, temos as pseudos universidades particulares espalhadas por todo o território brasileiro, vendendo a ilusão do diploma de terceiro grau. Com outro sério agravante  dos cursos de terceiro grau à distância, sem critérios definido de cumprimento curricular, de tutoria, etc – como ocorre nos Estados Unidos -.

Mas chegou a hora da propaganda política eleitoral, e educação será novamente o trunfo de todos os candidatos. Tanto dos que estão governando, com índices nada equivalentes a estes, como aqueles que desejam o poder, com propostas de tirar o coelho da cartola.

Precisamos conversar mais sobre educação neste país, se pretendemos ser uma nação soberana.

Doença espiritual e a Psicologia

quarta-feira, maio 12th, 2010

Na ciência da psicologia não vamos encontrar elementos que abordem o tema doença espiritual. Isto porque é área de estudos das religiões. Mas podemos fazer um paralelo entre doença emocional e doença espiritual a partir das demandas clínicas que os especialístas da psicologia têm acumulado na prática de tratamento dos transtornos emocionais.

Uma boa entrevista diagnóstica psicológica, perguntará sobre qual a prática religiosa que o paciente possui. Pois desta prática poderemos obter muitas informações a cerca dos estabelecimentos de regras e normas ( moral), que o paciente ao longo de sua história foi absorvendo, e que poderá ou não ter relação direta com a patologia psicológica manifesta no presente.

Sabemos que há delírios persecutórios de caráter religioso, isto é, o paciente faz fantasia em relação à símbolos religiosos; ou mesmo escutam a voz de um ser superior designando que faça isto ou aquilo. Também temos em alguns casos obsessivos, elementos de repetição religiosa, como a intensa repetição de processos de auto fragelo, etc. Por isto que surge a grande confusão ao se falar em doença espiritual e doença emocional.

A doença espiritual é aquela relacionada a fatores de interação com a expressão da religiosidade e que geralmente está associado às culpas por falta de perdão ( no sentido religioso – penitente ). Isto é, a pessoa carrega mágoas relacionais que estão levando ao sofrimento pela prática religiosa. Àquelas religiões que são orientadas na regra dos dez mandamentos, onde está definido como norma “não ofender pai e mãe” ou “não abandonar pai e mãe”, onde a pessoa se vê cometendo erro neste campo, por ofença ou distanciamento aos pais, se pega em castigo e sofrimento. Este sofrimento poderá levar a um problema emocional, mas de imediato é um sofrimento espiritual ( Doença espiritual ).

Outro exemplo de sofrimento (Doença) espiritual, é quando nos deparamnos com mulheres que casaram e tiveram que se separar, e no decorrer da vida estreitaram laços amorosos com outro parceiro estabelecendo uma segunda união. Mesmo em plena atividade religiossa, seguindo as orientações da Igreja Católica de não participar da Comunhão Eucarística, tendem a sofrer quando nas Missas não comungam, gerando um sentimento de culpa e remetendo a angústia e sofrimento pelo fato de não poderem Comungar . Este sofrimento é uma forma de doença espiritual, que se não entendida poderá evoluir para uma doença emocional.

O papel do Psicólogo é constatar a ordem do sofrimento, e respeitando a escolha religiosa do paciente, remeter a uma orientação de caráter espiritual, por isto deverá indicar que procure o orientador espiritual da igreja a que pertence, podendo ser um Padre, um Pastor e até um membro da igreja que seja orientador qualificado. Na Pastoral da Família da Igreja Católica temos o setor do aconselhamento familiar que muito está ajudando a corrigir ou esclarecer pendências de ordem religiosa. Por isto mesmo que dizemos que uma Confissão com o Padre pode evoluir para uma cura espiritual.

Negar que há uma doença espiritual por parte da Psiquiatria ou da Psicologia, é não respeitar as práticas religiosas vivenciada por mais de 90% da população brasileira. Não vamos aqui entrar no mérito das religiões, todas elas possuem seu valor e seus adeptos. Um profissional Psique, precisa conhecer as diferentes práticas religiosas de sua região para poder entender entre um sofrimento emocional proveniente de um doença espiritual com um sofrimento emocional proveniente de um transtorno emocional. Sabemos que um pode levar ao outro e vice-versa.

Lembro-me de um caso que atendi há muitos anos atrás, onde a paciente tinha desmaios diante do Santíssimo da capela em que frequentava. Ela era uma paciente psiquiátrica que fora tratada da sua primeira crise em um hospital psiquiátrico espírita. Como havia melhorado de seus sintomas, ela manteve-se ligada ao centro espírita de sua cidade, porém era Católica de origem e cultuava Nossa Senhora de Aparecida. Estáva em um dilema espiritual. Mesmo sendo uma paciente psiquiátrica, observamos que seus desmaios diante do Santíssimo era por conflito religioso. Ela tinha uma dívida com os espíritas que a levaram para o hospital, divida que ela mesma criou, não que ouve indução para isto, mas no fundo queria ser fiel a sua religião Católica e à Nossa Senhora. Quando ela conseguiu ver este dilema e entender, com ajuda da psicoterapia de suporte, definiu sua escolha religiosa ( manteve-se na Igreja Católica e parou de frequentar o centro espírita), deixou de desmaiar diante do Santíssimo. Ela estava neste item em sofrimento espiritual (doente espiritualmente). Veja que este caso muito complexo, trás os dois elementos, uma doença emocional e uma doença espiritual.

O alerta que faço, é que ao se curar uma doença espiritual, tendo observado fatores reais desta manifestação, a pessoa poderá continuar em sofrimento emocional, o que estará caracterizando que ela necessitará também de um processo de cura emocional. Aí sim , de uma ajuda profissional com Psicólogo e em alguns casos auxílio medicamentoso Psiquiátrico.

Psicanálise não é profissão

quarta-feira, maio 12th, 2010

Neste ano celebro 20 anos de carreira profissional. Sou resultado de uma graduação em psicologia que primou pela qualidade na formação de seus graduados, tive a oportunidade de em 1985 ser aprovado na Universidade Estadual Paulista (UNES-CAMPUS-SP). Na época ela já se configurava como destaque da psicologia no Brasil e hoje ela se configura no rancking das graduações em psicologia como a primeira. Tive esta bela oportunidade que agarrei à “unhas e dentes”. Foram 5 anos de formação período integral e um pouco mais . A partir de 1990 iniciei a carreira profissional, sempre cunhando pelo exercício ético profissional e por isto sempre pagando o registro anual no Conselho Regional de Psicologia. Minha atuação nestes 20 anos esteve pautada no compromisso de construção da psicologia comprometida com a sociedade. Transferi-me para o Espírito Santo, após 6 anos atuando no estado de São Paulo e há 5 anos faço extensão clínica na cidade de Linhares, pelo Instituto Pensamento, a qual dirijo, cuja sede é na cidade de São Mateus – ES com extensão também em Vitória.

A escolha teórica e técnica que trilho é psicanálise, uma teoria que é utilizada por diversas profissionais em diferentes áreas. Pois sendo uma das teorias de personalidade de destaque e aplicada em todo planeta, sabemos que muitos profissionais acabam se interessando por conhecer a psicanálise, o que é muito bom. Só para terem uma idéia desta importância, na Argentina o estudo de psicanálise faz parte da disciplina curricular no 2º grau . Não tenho dúvidas que uma sociedade que aprende a entender os fatos com os objetos da teoria psicanalítica, é uma sociedade elevada.

Porém, no estado do Espírito Santo vemos um uso abusivo da psicanálise. Há um elevado número de “psicanalistas” que se intitulam profissionais e estão atendendo em consultórios. Em Linhares esta é uma realidade, há muitos se intitulando psicanalista e estão atendendo clinicamente. Sei que na sociedade há lugar para todos, mas temos um estado de direito e nele regras que possibilitam a convivência humana coletiva. No Brasil não há lei federal que regulamenta psicanálise como profissão e as leis que existem na regulamentação em Psicologia que todo atendimento na área psi é área reservada ao profissional Psicólogo, estão regulamentado em lei federal e organizado em altarquia federal pelo sistema no Conselho Federal de Psicologia.

Esta e uma realidade que esta mais ligado a questão de vigilância sanitária, que regula sobre o exercício profissional de atuação na área da saúde, e especificamente em clinica. Esta falta de clareza da população sobre a psicanálise de se colocar o titulo psicanalista confunde as pessoas e seus entes queridos para um processo psicanalítico. Nos deparamos com muitos pacientes que nos procuram com sintomas de transtornos emocionais e que já passaram por vários “psicanalistas” pensando que os mesmos eram psicólogos . Há uma propaganda enganosa.

Pelo tempo que atendo em Linhares, posso afirmar que este município e sua população, merecem um olhar diferenciado e ao mesmo tempo nobre (de uma população que tem sua cultura e é educada institucionalmente falando). Pela evolução do município de Linhares no aspecto sócio-político-econômico-cultural, com certeza a população fará com o tempo, escolhas que condizem com o que está estabelecido constitucionalmente – Psicologia para Psicólogos.

Você iria fazer uma cirurgia de joelho com um profissional que vende carne no açougue? Cuidado! Psicologia é para psicólogos e por trás de um psicólogo há um Conselho Regional que fiscaliza sua ação profissional. Pelo menos os usuários estarão mais respaldados. Mas o que responde um “psicanalista”?

Só para ir mais longe, nos Estados Unidos só podem atender em Psicologia Clínica, Psicólogos que tenham doutorado e registro profissional. No Brasil, há leis que garantem que o profissional seja registrado no CRP, mas não são cumpridas. Aqui ainda vale o ditado “Em terra de cego quem tem olho é rei”, mas Linhares não é terra de cegos, ao contrário, de cidadãos esclarecidos e inteligentes.

Finais de semana, uma agenda com os filhos

segunda-feira, maio 10th, 2010
Hélder, nosso pequeno. O quarto em pé, da direita para a esquerda

Hélder, nosso pequeno. O quarto em pé, da direita para a esquerda

Na correria do dia a dia, tendemos a querer ficar na boa aos finais de semana. As vezes nos envolvemos com atividades da Igreja intensamente e no lazer com os amigos. Mas e os filhos?

Eles esperam por seus pais e anseiam por um final de semana com presença real. Aqui não vale a idéia de que vale a qualidade, mais do que a quantidade. Pois final de semana com os pais por perto, qualidade com quantidade é a coerência que fica registrado na mente dos filhos. Mas quando nossa atenção é mínima e os filhos nos vêem ao redor das mesas com amigos e irritados quando nos absorvem para brincar, a ansiedade deles vai a mil por hora. Não adiante criar conceitos de camaleão, eles saberão medir a nossa verdade. E se assim não formos ( verdadeiros), ficarão desconfiados e será estabelecido um vínculo de insegurança e desconfiança.

Já presenciamos uma antiga publicidade que explorava esta idéia: “não basta ser pai, têm que participar”.

E participar é estar junto, fazendo, acontecendo.

O resultado de centenas e milhares de finais de semanas com a presença qualitativa e quantitativa dos pais na vida  de uma criança, só dará resultados satisfatórios para a vida emocional de um filho, a quase certeza de um adulto feliz.

Muitos transtornos emocionais que remetem à variação de humor comportamental, estão associados à labilidade dos pais na relação com seus filhos, pela falta de frequência presencial lúdica.

Nosso querido filho Davi, de goleiro

Nosso querido filho Davi, de goleiro

Ansiedade, um "bichinho" do amanhã. Sobre TAG.

sexta-feira, maio 7th, 2010

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, é outro transtorno que está na lista dos diagnósticos médicos e têm levado muita gente ao afastamento do trabalho.

Geralmente emerge em situações de trabalho estressante, crises econômicas na saúde financeira de uma empresa e dos extratos negativos de contas bancárias pessoais. Mas estas são situações que geralmente faz emergir o sintoma, porém, ao analisarmos o histórico dos pacientes com diagnóstico de TAG, veremos que os emergentes situacionais financeiros ou de acúmulo de trabalhos, é apenas a gota d’agua no copo que já estava cheio. Pois o TAG é um transtorno de estrutura comportamental, na qual a pessoa já desenvolve ao longo de sua história pessoal.

Por isto que fazemos a clássica pergunta no caso TAG: quem veio primeiro, a ansiedade ou a situação que desencadeia a ansiedade?

Geralmente os portadores de TAG insistem em dizer que foi a situação de trabalho. Mais com frequência os empresários, que sempre justificam o TAG pela característica empresarial. Comentários do tipo:”Empresário é mesmo assim.”

Aliás, podemos pensar se a escolha em ser um empresário já não faz parte de um perfil ansioso, ou de estrutura ansiosa, que muitas vezes é encoberta com conceito de empeendedorismo. Mas empreendem tanto que chega em um ponto da vida que se sentem sufocados por tantas frentes que criaram de trabalho.

Podemos dizer de maneira bem simples, que a ansiedade é aquele “bichinho”, como o de pé, que fica insistindo em colocar o pensamento no futuro. É a não localização com o presente, e a fixação com o futuro.

TAG têm cura, mas é preciso disciplina no monitoramento medicamentoso e Psicoterapêutico. É um transtorno difícil de ser trabalhado pois o paciente anseia a cura para amanhã, aliás, vivem da certeza que a cura é rápida. Levando ao atropelamento do tratamento.

Aqui vale o ditado popular:”o apressado come cru!”

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