Meu marido perdeu a vontade sexual, o que faço?

Esta é a realidade de muitas mulheres. Estatísticas apontam para índices muito elevados de homens com problema de ereção. Entre a ejaculação precoce e disfunção erétil estima-se que aproximadamente 70% do público adulto masculino encontra-se com dificuldade.

Geralmente quem procura ajuda são as mulheres e os homens sentem-se envergonhados, pois as dificuldades sexuais neles são associadas com perda do poder masculino sobre as mulheres. Assim, vítimas do machismo, escamoteiam o problema, e muitos chegam a procurar a superação na prostituição, pois as parceiras sexuais de programas de prostituição encenam a virilidade daqueles que as perderam, vendendo a falsa idéia para eles de que não perderam nada.

A mulher que quer garantir a vida conjugal, deve lutar para a recuperação de seu esposo. Ficar também camuflando o problema, não vai levar à felicidade conjugal. Nem através do deslocamento de ações no mundo do trabalho e nem na transferência de energia aos filhos; muito menos na prática excessiva da religião – tendo em vista que há casais que vivem praticamente em função das atividade da pastoral-, esquecendo do lazer conjugal e até dos filhos. Enfim, tudo o que for desvio para não fazer manifestar o problema, são atitudes que só estará adiando o fracasso maior do casamento. Isto porque há um homem em sofrimento por sua frustração sexual e cujo machismo não permite a busca de uma ajuda, e por outro lado há uma mulher crescendo na carência sexual.

Como as mulheres são protagonistas na busca de soluções para as dificuldades na família, indico que diante da disfunção sexual do marido, a parceira não fique quieta. Diga de seus sentimentos em relação a ausência sexual do esposo e proponha em parceria com ele a buscar uma solução. Para isto, agende uma consulta com o Médico Urologista de confiança da família para se detectar causas orgânicas ( primeiro momento) e posteriormente, caso as intervenções orgânicas não derem resultados, procurem um profissional de Psicologia para um processo de psicoterapia conjugal.

Geralmente os problemas de disfunção erétil devem ser monitorados com auxílio médico e psicológico. Não se omita, provoque em seu companheiro a necessidade da busca de solução. Afinal de contas a sexualidade conjugal dotada do prazer é um dom de Deus, que não pode deixar de ser vivida.

Esta busca deve ser com muito respeito e carinho, sem pressão psicológica ou ataques.

Para ajudar, consulte meu livro : “Prazer sexual na vida conjugal”, ed. Paulus S/P

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