Archive for janeiro, 2011

Sobre transtornos emocionais - Natal, Ano Novo e Férias, passaram. Mas o tristeza ficou no mesmo lugar.

terça-feira, janeiro 25th, 2011

Antes mesmo de chegar o Natal, a tristeza já ocupava grande parte do dia. Mas pensava que era por conta do estresse de final de ano. Mas chegou o Natal e a tristeza não saiu do lugar. Restava ainda a cartada de final de ano, aquela festa super animada de passagem de ano. O ano novo chegou o velho se foi, e a tristeza ficou no mesmo lugar. Tudo bem! ainda tinha janeiro, férias na praia, ou no campo ou mesmo trabalhando, mas com caminhadas todos os dias por conta do horário de verão.

Mas as férias e o mês de janeiro já está terminando e a tristeza ainda continua no mesmo lugar.

Pois é! Acho que chegou a hora de você fazer uma boa avaliação psicológica, pois com certeza você está passando por um transtorno depressivo ao algo similar.

Procure um Psicólogo devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia para organizar seu pensamento.

Nenhuma festa ou datas celebrativas conseguirão conter esta depressão que está dentro de você.

PS: Se você leitor não está passando por isso, certamente você têm algum conhecido que esteja nesta situção. Por isso, indique que busque uma ajuda.

Faleceu a precursora do Método da Ovulação Billings no Brasil (MOB)

sábado, janeiro 22nd, 2011

Ir. Martha Bhering

Faleceu ontem e foi sepultada hoje, Irmã Martha Bhering , Enfermeira Obstetra que introduziu sistematicamente o MOB no Brasil. No início da década de  70, com incentivo da CNBB, tendo como grande parceiro Dom Luciano Mendes , Ir. Martha introduziu o MOB  em toas as regiões do País. Criou a CENPLAFAM ( Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família), que hoje é a única instituição no Brasil autorizada pela WOOMB ( Organização mundial do MOB) para ensinar o MOB, cuja sede é na Austrália.

Para os casais usuários do MOB, Ir. Martha já deixa saudades, pois com sua força espiritual e determinação na defesa da vida, levou milhares de casais brasileiros ao encontro desta metodologia que é uma filosofia de vida, em defesa da vida.

Aos 91 anos, Martha trabalhou intensamente até 2009, e mesmo já nos seus últimos dias, ainda conversava com os amigos e casais sobre a organização dos trabalhos pela CENPLAFAM.

Eu e minha esposa Maria Celina somos gratos pela vida de Ir. Martha em nossas vidas. Desde 1985, quando ainda namorávamos, Martha já era nossa orientadora, e fez-nos amantes da vida e usuários convictos do MOB .

Sem medo de errar, Martha Bering é uma Santa dos dias de hoje. Pela sua vida e coerência entre a teoria e prática, e sua sede de justiça e amor pelos casais.

As famílias brasileiras, a Igreja Católica , organizações não governamentais, saúde pública e todos os amantes da vida, devem estar muito gratos pela obra de amor construída ao longo da existência de Ir. Martha aqui na terra.

Culpa, o maior obstáculo nos transtornos emocionais

quarta-feira, janeiro 12th, 2011

Mais do que superar os sintomas imediatos dos transtornos emocionai, é necessário entender todo o movimento interno da construção do emocional da pessoa para superar os sintomas indesejáveis de cada transtorno.

Sabemos que é a culpa a maior barreira, e por ela a fixação e evolução do transtorno.

No TOC, quanto mais culpado a pessoa se sente, mais sintomas obsessivo compulsivo terá. Geralmente são fatores da história pessoal que estão associados ao sentimento de culpa que leva à comportamentos que geram sofrimento. Por de trás de do TOC temos um individuo que precisa se desvincular das culpas. Por isso, devera entender os motivos que desencadearam a culpa. Pode ter sido por repressão, sentimento de fracasso, etc.

Também na ansiedade pela TAG, muitas vezes a necessidade de estar no amanhã para fugir de fatores que no presente geram culpa. Como se a antecipação trouxesse a sensação que haverá a superação do objeto de culpa.

O que nos derruba emocionalmente não são tanto nossos atos, mas sim a culpa que carregamos por eles.

Se as culpas não forem elaboradas em um tratamento de transtorno emocional, dificilmente veremos caminhos de cura. E só pela psicoterapia ou processos analíticos um paciente conseguirá buscar esta construção interna para a destruição das culpas que o sufocam. Medicação é química que soma, mas não faz pensar, e nem conversa ou confronta com o paciente.

TOC – Quando os sintomas são preocupantes

sábado, janeiro 8th, 2011

Na seqüência deste tema sobre transtornos emocionais, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é o dos mais comentados nos artigos anteriores que escrevi neste blog. Mas devemos tomar cuidado em definir quando uma pessoa está com sintomas reais de TOC, tendo em vista que nós humanos somos constituídos de comportamentos repetitivos ao longo de nossa história, hábitos criados pela cultura e processos de educação para a higiene, como também para conviver com o cotidiano.

Desta forma, temos uma série de comportamentos que são necessários na vida humana. Como exemplo a necessidade de escovar os dentes após as refeições, ou mesmo a necessária condição de lavarmos as mãos em tempo de gripe suína.

Na prática religiosa temos rituais que são repetições, como é o caso do terço ou do rosário para os Católicos, que se forem vivenciados sem entendimento e consciência pode virar expressão obsessiva, sem significado.

Para que um sintoma possa entrar na ordem de preocupação se é ou não um transtorno obsessivo compulsivo, é preciso que o comportamento repetitivo esteja trazendo angustia e sofrimento, além de gerar na pessoa a sensação de ser incontrolável. Algo é um transtorno quando, pela própria palavra, causa transtorno. O comportamento desencadeado deixa a pessoa escravizada, com angústia e sem forças de sair daquele comportamento.

Se é comportamento repetitivo e que incomoda e impede da pessoa crescer e ser feliz, ai sim está na hora de procurar fazer uma boa avaliação psicológica para se verificar o grau do transtorno e traçar uma busca terapêutica.

Sobre Transtornos Emocionais – nunca é de mais.

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Hoje é quase moda na clínica médica diagnosticar pacientes com algum transtorno emocional. Às vezes penso que este modismo não saiu do lugar. Se hoje são os transtornos emocionais, ontem era o estresse, e mais antes ainda era psicoses. Enfim, dizer que uma pessoa está com transtorno ou algum quadro emocional, pode ser uma boa saída para não ficar sem respostas ao paciente durante um diagnóstico.

O último caso que vivenciei pelo fato do paciente ser meu amigo, foi o diagnóstico neurológico que dizia que o paciente estava com ansiedade, mas sua ansiedade aumentava mesmo com medicação. Até que este meu amigo foi levado às pressas ao hospital e estava com seus pulmões totalmente comprometidos. Saiu morto do hospital, após mais de dois anos sendo diagnosticado com Transtorno Generalizado de Ansiedade (TAG). Lógico, o cara não estava conseguindo respirar, isto da ansiedade mesmo. Fica sem respirar por um instante para ver como você se comporta. Falar que o sujeito é portador de um Transtorno Emocional só é indicado após ter-se esgotado todos os exames médicos possíveis.

Lembro-me de uma paciente minha que também era medicada por outro Neurologista por que estava com depressão. Seu sintoma era perda súbita de ânimo, e às vezes até desmaiava. Seu médico dizia que provavelmente teria um quadro de histerismo. Se ela tivesse caído nas mãos de um psicanalista lacaniano, sem experiência ambulatorial, até hoje estaria fazendo análise e desmaiando. Nas primeiras sessões, observei que seu quadro estava mais para disfunção fisiológica do que emocional. Após um especialista ter solicitado exames de sangue, constatou-se que a paciente era portadora de hipotensão ( o contrário da hipertensão), o que causara-lhe os desmaios e a perda de energia para o trabalho. Depois disto, elaboramos uma proposta terapêutica para ela aprender lidar com este sintoma, e por incrível que pareça, a paciente em dois meses teve alta medicamentosa e inclusive da psicoterapia. Só manteve o tratamento da hipotensão.

Outro desastre de intervenção médica foi em relação a uma senhora que chegou ao hospital dizendo que estava sentindo dores no peito e falta de ar. Mas o médico plantonista disse que era para despachar a paciente porque ela era “pitiática” (mania de chamar atenção com dramas de saúde), ao chegar em casa de volta, ela veio a óbito. Seu quadro era cardíaco.

Por tudo isto, quero continuar conversando com você neste mês sobre Transtornos Emocionais. Pois a questão é atualíssima.

Feliz 2011

sábado, janeiro 1st, 2011

Meu querido filho Davi Tainã, grava este breve vídeo onde desejo-lhe feliz 2011:

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