Archive for abril, 2011

Da ostentação monárquica à humildade de João Paulo II

sábado, abril 30th, 2011

Nesta semana vimos a mídia mundial dar destaque quase que exclusivo ao casamento na monarquia Inglesa. Tudo que um bom conto de fada propõe foi vivenciado nesta semana. Tudo bem que esta é uma forma cultural de preservação de identidade de uma nação. Sabemos a custas de quantas batalhas e reinados  o Reino Unido tornou-se um conglomerado de paises desenvolvidos e com economia forte no cenário mundial. Sabemos também que a monarquia de lá é só peça de museu, porém vivo. Mas também sabemos que a sustentação destes rituais em tempos modernos nada mais é do que a ostentação ditatorial da elite. Reis e Rainhas já não mandam, mas com certeza espalham uma rede enorme de privilégios e benefícios para seus herdeiros, às custas de impostos do povo. O povo , por sua vez, prefere sustentar esta encenação, pois nela projeta seus sonhos. Quem sabe da pequena menina de um dia vir a ser escolhida por um herdeiro da corte.

Mas a salvação dos noticiários da mídia mundial ficou por conta da Beatificação do Papa João Paulo II. O Papa popular, aquele que caiu nas graças dos países católicos e não católicos. O Papa da Juventude e da família. O mensageiro da paz em puro sorriso.

Em João Paulo II, a maior de todas as ostentações esta no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo . Os noticiários não estão noticiando pompas e mordomias, mas sim a história de um homem que primou pela vida simples e dedicada aos estudos, o principal deles a  defesa da vida.

A Beatificação de João Paulo II é um sinal de esperança para este planeta que insiste em exaltar a individualidade e o prazer pelo prazer. No mundo globaliza do consumo, do cada um por si , a “morte de Deus” é insistentemente anunciada. …E viveram felizes para sempre trancafiados em um castelo encantado. Mas na Beatificação de João Paulo II, a esperança de que  Deus está cada vez mais vivo entre nós, é vitalizada. Pois o testemunho de João Paulo II é a vida comunitária. Deus vive onde há encontro.

LINHA DE RISCO

quinta-feira, abril 14th, 2011

* GERSON ABARCA

Quando chega o limiar dos 14 anos, a vida toma uma nova roupagem.

Meninos tornam-se sarados e meninas saradas. Muitos olhares passam a admirar a beleza e alegria adolescentes. Uns, contemplando com felicidade o crescimento juvenil, outros com olhares maliciosos, a muitos com inveja.

Mas , quase todos os olhares diferenciados remetidos por adultos. Alguns deles por que passaram bem pela própria adolescência, outros por que não aceitam envelhecer e se identificam apaixonadamente com um adolescente para sentirem-se sempre jovens, e grande parte por estarem frustrados nos objetivos pensados na adolescência e que a vida adulta os impossibilitou de realizarem.

Por isto, LINHA DE RISCO.

Os adolescentes passam a viver sobre a mira de muitos olhares, que na realidade se transformam em ataques inconscientemente compartilhados pelos adultos de maneira indireta. São filmes apelativos convidando a galera ao descompromisso ou a violência; Igrejas domesticantes conduzindo milhares de jovens a uma fé “papagaística”; escolas torturantes induzindo à competitividade dos vestibulares – serão o que os muitos professores de ensino médio não conseguiram ser, e no final cairam em uma sala de aula para torturarem jovens, lógico que sustentados por muitos pais que não conseguindo sucesso educacional na juventude e transferem todo o desejo educacional aos filhos. Sexo livre e sensualidade pelos poros de toda e qualquer publicidade, careta é não transar, liberdade é pegar o maior número de parceiros em uma festa, aliás, poderíamos chamar as micaretas – carnavais fora de época – de “beijoquetas”, pois no final, é melhor quem beijou mais. Damas ninfetas, solteiras e frustradas por relacionamentos frustrados, focam interesse por adolescentes malhados, e o negócio é malhar mesmo.

E se falando em malhar, academias mordem este filé e sem nenhum critério técnico iniciam meninos e meninas em atividades de musculação, muitas até vendem produtos químicos para acelerarem a performace muscular- é um tal de peito prá frente e “poupança” prá trás, que mais parece encontro de trombadas ombrais.

Poxa, mas se formos ver, por detrás de muitas iniciativas bem intencionadas, pode haver uma indução maléfica?

Com certeza sim. Por isto os pais devem monitorar sempre, até que os adolescentes se tornem adultos.Tranquilo mesmo, só depois dos 22 anos.

Mas,  isto mais parece coisa de superproteção ou de educação de “filhinhos de papai”?

Já pensei nisto também, até já tive outro tipo de visão. Mas,  ao constatar nas diferentes classes sociais, o quanto os adolescentes são alvos do ataque de consumo, sendo utilizado para isto dos processos de sedução pelo “viés ” do prazer o mais rápido possível, onde os principais elementos de sedução passam a ser o corpo, sexo, poder (força, beleza e dinheiro).

Por acaso quem alicia adolescentes para o narcotráfico? Quanto se paga para um adolescente ser usado como “avião” das drogas? E as meninas na periferia usam como poder, serem as namoradinhas dos traficantes, pois assim ficam protegidas. Em conversa com um grupo de educadores de rua de Belo Horizonte, constatamos que muitos adolescentes ligados em projetos sociais, estavam sendo obrigados a trabalhar para o tráfico tendo que abandonar os projetos.

As casas de prostituição no Brasil ou o que camufladamente chamam de “boyte”, são comandadas por senhoras “cafetinas”, que em frente de escolas aliciam adolescentes sensuais e que de preferência estejam em conflito com os pais. Quem frequenta estas casas? Parece que adultos fixados em sexo – ou quem sabe pedofílicos -.

E as baladas tocadas a cerveja R$ 0,99. Estas promoções patrocinadas por cervejarias que ao constatarem que os estoques estão esgotando o praso de validade do produto, “desovam” em festas banhadas à cervejas. Geralmente frequentadas por adolescentes. “Tudo bem que no Brasil não se pode vender bebida alcoólica para menores de 18 anos.”

Legal mesmo, é quando as lojas vendem roupas para as adolescentes sem a presença dos pais para autorizarem, e depois vão cobrar nas casas. Estes donos de lojas que agem desta forma, jogam toda a sedução de venda sobre quem ainda não possue autonomia para compra.

Refletindo desta forma, parece não vermos saida. Lógico que tem saida. A melhor delas é não fugir da realidade e nem sequer construir uma redôma de vidro para proteger os filhos do mundo, dos riscos.

Ao contrário, o caminho é deixar viver, participar, estar acompanhando. Porém, sendo referência e compartilhando. É educar com malícia, levando o adolescente a transitar sem se deixar levar. É acreditar que vale a pena não abrir mão dos ideais, dos valores humanos, da Fé. E além de tudo, é ajudar os adolescentes a terem identidade própria, sem que tornem-se preconceituosos, do tipo – só quem está no meu grupo é o certo, é o bom-.

LINHA DE RISCO, pois a fase é “do parece mas não é”. Adolescente ensaia ser adulto ( falso self), para no futuro ter construido sua própria identidade -já como adulto -. O risco é inerente ao crescimento.

Como ensaio e erro, uma hora acertamos outra erramos, a diferença vai estar na presença afetuosa e amiga, mas elém de tudo libertadora, que os pais , parentes e amigos podem oferecer.

Coisa boa, é lembrar de adultos que na nossa adolescência se fizeram de amigos e estavam sempre próximos, principalmente quando algum problema acontecia.

Um dia, ainda adolescente, eu e minha galera fomos nadar no rio pardo. Atrativo, por ser cinistro, este rio conduzia-nos ao poder – de quem conseguiria atravessa-lo primeiro-. Mas neste dia, escondido dos pais, dos nove que pularam um não voltou. Retornamos pálidos para casa, e demos a cruel notícia… O Jorginho não voltou.

Poderiamos pensar que nossos pais foram irresponsáveis. Mas nesta cena, podemos dizer que a ousadia é adolescente, e mesmo com muita presença, nada é garantia de nada. Imaginem se faltar a presença na atual conjuntura, onde o perigo não é o rio, mas que sabe o riso fácil de um “baseado”.

* PSICÓLOGO, ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA CLÍNICA. ATUA COM FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E REALIZA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA PRÉ-VESTIBULANDOS.

Sindrome do Pânico têm cura?

quarta-feira, abril 6th, 2011

Tenho recebido muitos pacientes que foram avaliados como portadores de Sindrome de Pânico e cujo profissionais afirmam que é um quadro que não têm cura e que o tratamento consiste em o paciente adapitar-se aos sintomas.

Este tipo de orientação é típica de uma visão da saúde centrada na doença, escrava dos laboratórios.

Sindrome do Pânico têm cura sim. Mas é necessário participar de um processo de tratamento que tenha monitoramento medicamentoso sob orientação de um Psiquiátra e psicoterapia semanal contínua ao longo do tratamento.

Observamos em nossas pesquisas com os pacientes que se colocam fielmente ao tratamento, que os resultados começam a ser pontuados depois de aproximadamente dois anos, quando o paciente já inicia sua percepção dos sintomas e consegue colocar-se em posição de enfrentamento do pânico. Logo em seguida, com uma sequência de episódios de superação, o paciente tende a diminuir o número dos sintomas do pânico.

A psicoterapia entra em processo de alta quando o paciente já saiu da medicação com a orientação médica. Pois assim teremos a certeza de que o paciente superou a sindrome.

A dica é procurar Psicólogos que trabalhem com abordagens que leve o paciente a se encontrar com sua própria história, pois é nela que foi construido o processo do pânico ( quem sabe no passado fobia).

Outra dica importante é procurar Psiquiátras que saibam desenvolver ação interdisciplinar e que não mediquem apenas para derrubar os sintomas mas sim preparar o paciente para uma boa Psicoterapia. Pois remédio não pensa e não conversa com o paciente.

Cuidado com as intervenções que estimulam técnicas de auto estima( regrinhas desconectadas com a realidade do paciente)

Desta forma, devemos categóricamente afirmar que Sindrome do Pânico têm cura

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