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Namoro - Amor e afeto ( pate II )

segunda-feira, junho 21st, 2010

CONTINUAÇÃO:

Deus acreditou no homem e na mulher e por meio de uma mulher Deus se fez carne, Maria foi aquela que trouxe Jesus o nosso Salvador. Os atos de Deus para nós tem um sentido, tem um significado e Ele sabe que o futuro da humanidade passa por uma família e uma família forte, bem estruturada, contribui para uma humanidade melhor.

Muitos pais e mães se dedicam tanto aos filhos e esquecessem-se de estarem enamorados e isso é necessário, pois não se pode perder este sentido para que o relacionamento seja sadio sempre. Nós somos um sinal para o mundo e precisamos fazer nosso namoro ter sentido, então perguntem-se casais, porque vocês estão namorando, qual é o motivo de vocês estarem juntos. Sua história é única e houve um inicio e uma atração.

Precisamos lembrar que uma das portas de entrada para o inicio de uma relação é o corpo, você se sentiu atraído pelo físico de uma mulher e ela se sentiu atraída pelo físico de um homem e isso é natural de nós graças a Deus. Nós somos pessoas dotadas de um cérebro que Deus nos deu e nos ajuda a sermos capazes de decidir o que fazer, diferente dos animais, por exemplo, os cachorros que não são dotados de inteligência e são atraídos pelo cio da cachorra, nós não somos assim.

Deus nos deu capacidades sensíveis para que sintamos prazeres sexuais, você não pode dizer que porque sentiu um arrepio a partir de um carinho recebido de seu namorado ou namorada, que isso é coisa do demônio, não! Pois isso foi Deus quem nos deu, mas o mundo sabendo disso deturpa usando de forma errada as nossas capacidades físicas.

Se você esta em dúvida de levar um namoro cristão, se você perdeu de vista que Deus te deu uma pessoa para que você junto a ela O ajudasse a construir seu Reino aqui na terra, e deixou-se apegar somente pelas questões físicas, você está pré anunciando o fracasso de seu namoro, de seu noivado ou casamento. É muito bom vocês após anos de casados sentirem o prazer sexual ou o prazer de estar com a pessoa amada, como sentiam no inicio.

Gerson Abarca no Acampamento para Namorados e Noivos

quinta-feira, junho 10th, 2010

O Psicólogo Gerson Abarca será um dos palestrantes no Acampamento para Namorados e Noivos na Canção Nova no dia 12 de Junho 2010 às 14:20 hs.

O tema será: Amor e Afeto

E no dia 15 de Junho às 20:30 hs no Programa Trocando Idéias.

Tema: Internet e Relacionamento.

Vale a pena Conferir!

Meu Aniversário com a Equipe do Instituto Pensamento

quarta-feira, junho 9th, 2010

     

 

Equipe do Instituto Pensamento

Hoje é dia do meu Aniversário!

quarta-feira, junho 9th, 2010
Fui acordado com bolo na cama.
Fui acordado com bolo na cama.

Psicanálise não é profissão

quarta-feira, maio 12th, 2010

Neste ano celebro 20 anos de carreira profissional. Sou resultado de uma graduação em psicologia que primou pela qualidade na formação de seus graduados, tive a oportunidade de em 1985 ser aprovado na Universidade Estadual Paulista (UNES-CAMPUS-SP). Na época ela já se configurava como destaque da psicologia no Brasil e hoje ela se configura no rancking das graduações em psicologia como a primeira. Tive esta bela oportunidade que agarrei à “unhas e dentes”. Foram 5 anos de formação período integral e um pouco mais . A partir de 1990 iniciei a carreira profissional, sempre cunhando pelo exercício ético profissional e por isto sempre pagando o registro anual no Conselho Regional de Psicologia. Minha atuação nestes 20 anos esteve pautada no compromisso de construção da psicologia comprometida com a sociedade. Transferi-me para o Espírito Santo, após 6 anos atuando no estado de São Paulo e há 5 anos faço extensão clínica na cidade de Linhares, pelo Instituto Pensamento, a qual dirijo, cuja sede é na cidade de São Mateus – ES com extensão também em Vitória.

A escolha teórica e técnica que trilho é psicanálise, uma teoria que é utilizada por diversas profissionais em diferentes áreas. Pois sendo uma das teorias de personalidade de destaque e aplicada em todo planeta, sabemos que muitos profissionais acabam se interessando por conhecer a psicanálise, o que é muito bom. Só para terem uma idéia desta importância, na Argentina o estudo de psicanálise faz parte da disciplina curricular no 2º grau . Não tenho dúvidas que uma sociedade que aprende a entender os fatos com os objetos da teoria psicanalítica, é uma sociedade elevada.

Porém, no estado do Espírito Santo vemos um uso abusivo da psicanálise. Há um elevado número de “psicanalistas” que se intitulam profissionais e estão atendendo em consultórios. Em Linhares esta é uma realidade, há muitos se intitulando psicanalista e estão atendendo clinicamente. Sei que na sociedade há lugar para todos, mas temos um estado de direito e nele regras que possibilitam a convivência humana coletiva. No Brasil não há lei federal que regulamenta psicanálise como profissão e as leis que existem na regulamentação em Psicologia que todo atendimento na área psi é área reservada ao profissional Psicólogo, estão regulamentado em lei federal e organizado em altarquia federal pelo sistema no Conselho Federal de Psicologia.

Esta e uma realidade que esta mais ligado a questão de vigilância sanitária, que regula sobre o exercício profissional de atuação na área da saúde, e especificamente em clinica. Esta falta de clareza da população sobre a psicanálise de se colocar o titulo psicanalista confunde as pessoas e seus entes queridos para um processo psicanalítico. Nos deparamos com muitos pacientes que nos procuram com sintomas de transtornos emocionais e que já passaram por vários “psicanalistas” pensando que os mesmos eram psicólogos . Há uma propaganda enganosa.

Pelo tempo que atendo em Linhares, posso afirmar que este município e sua população, merecem um olhar diferenciado e ao mesmo tempo nobre (de uma população que tem sua cultura e é educada institucionalmente falando). Pela evolução do município de Linhares no aspecto sócio-político-econômico-cultural, com certeza a população fará com o tempo, escolhas que condizem com o que está estabelecido constitucionalmente – Psicologia para Psicólogos.

Você iria fazer uma cirurgia de joelho com um profissional que vende carne no açougue? Cuidado! Psicologia é para psicólogos e por trás de um psicólogo há um Conselho Regional que fiscaliza sua ação profissional. Pelo menos os usuários estarão mais respaldados. Mas o que responde um “psicanalista”?

Só para ir mais longe, nos Estados Unidos só podem atender em Psicologia Clínica, Psicólogos que tenham doutorado e registro profissional. No Brasil, há leis que garantem que o profissional seja registrado no CRP, mas não são cumpridas. Aqui ainda vale o ditado “Em terra de cego quem tem olho é rei”, mas Linhares não é terra de cegos, ao contrário, de cidadãos esclarecidos e inteligentes.

Propaganda e crianças, a lei da selva

sexta-feira, março 26th, 2010

A Suécia baniu, em 2004, a publicidade na TV dirigida às crianças, com apoio de 88% da população. Desde 1991 ela já não podia ser veiculada antes das 21 horas. As decisões estão fundamentadas em pesquisas conduzidas pelo sociólogo Erling Bjurström. Diz ele que “algumas crianças já aos 3 ou 4 anos de idade conseguem distinguir um comercial de um programa normal de televisão, mas que somente dos 6 aos 8 anos é que a maioria consegue fazer a distinção”.

Para o sociólogo, só aos 12 é que todas as crianças conseguem ter uma posição crítica em relação à publicidade ou discernir corretamente sobre os seus objetivos. No Brasil nunca se fez esse tipo de pesquisa, mas acredito que, apesar de todas as diferenças culturais e econômicas existentes entre os dois países, as respostas seriam semelhantes. Afinal não é justo impor pressões comerciais às crianças quando elas ainda não tem idade nem para diferenciar ficção da realidade.

Está mais do que provado o poder de indução da TV às diferentes formas de comportamento infantil, positivas e negativas. Infelizmente estas últimas são predominantes, variando apenas o grau de periculosidade. Desde amarrar um avental às costas e pular de alguns degraus da escada, imitando um herói de desenho animado, até esfaquear a coleguinha como fez um menino em Brasília, reproduzindo imagens vistas na televisão, como ficou comprovado.

Aprende-se com os anúncios que só através do consumo se chega à felicidade e que a posse de determinados objetos torna algumas pessoas diferentes e superiores a outras. Molda-se, dessa forma, toda uma vida. Os únicos antídotos existentes para esse envenenamento precoce são oferecidos pelo entorno familiar e pela escola, instituições capazes de relativizar o poder da televisão. Em reduzidos setores da sociedade brasileira isso é perceptível. Escolas com métodos pedagógicos modernos e competentes, país intelectualizados e com um nível de renda que permita o acesso a outras formas de conhecimento impedem que a televisão e a propaganda exerçam domínio absoluto sobre a cultura infanto-juvenil. Falamos, infelizmente, de uma minoria privilegiada. A maioria no Brasil têm na televisão sua única fonte de informação e entretenimento, tornando-se presa fácil da monopolização cultural.

Sobre as crianças mais velhas, há uma pesquisa da Unesco, realizada em 23 paises (entre eles o Brasil), com cinco mil jovens de doze anos, mostrando a importância dos heróis televisivos e “pop-stars” na imaginação infanto-juvenil. Eles são cada vez mais modelos de vidas consideradas bem sucedidas. Não é por acaso que astros da televisão, pelo menos aqui no Brasil, transfiguram-se em garotos-propaganda, usando para vender mercadorias a aura conquistada nos programas de entretenimento.

Trata-se de uma violência praticada por adultos que seduzem as crianças e os jovens com seus encantos ficcionais, conseguindo estabelecer com eles uma relação fraternal e de confiança, mas ao mesmo tempo os traem, ao se apresentarem como vendedores de todo tipo de mercadoria. Fazem isso, muitas vezes, sem o mínimo pudor, inserindo o comercial no meio do programa infantil, impedindo a distinção entre o entretenimento e o comércio. É o tão decantado merchandising, xodó de publicitários e camelôs eletrônicos.

Não se respeita na TV nem a distinção que jornais e revistas responsáveis fazem entre anúncios e conteúdo editorial, separando-os muitas vezes com fios grossos e, se necessário, colocando em destaque a expressão “informe publicitário”. Não se respeita nem o artigo 36 do Código Brasileiro do Consumidor onde consta que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”. E nem mesmo o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária que também exige a identificação do anúncio em seu artigo 28.

Se de um lado a ofensiva publicitária é cada vez mais intensa, buscando conquistar corações e mentes desde o berço, de outro alguns governos começam a se sensibilizar para a questão, instituindo formas de proteger a infância da televisão. Aliás, a Constituição brasileira diz que a lei deverá criar mecanismos para proteger a família da TV, lei que até hoje inexiste. Mas na Europa, a década de 1990 mostrou avanços sensíveis, impulsionados pela Convenção da ONU de 1989 que preconizava a necessidade de “encorajar o desenvolvimento de orientações apropriadas para proteger a criança de informações e materiais prejudiciais ao seu bem estar”.

Colocando em prática essa orientação, França, Inglaterra, Alemanha e Itália estabeleceram regras de proteção à infância, entre elas a exigência de uma distinção clara por meio de sinais óticos ou sonoros das emissões publicitárias. É exatamente o oposto da confusão proposital efetivada pelo merchandising.

Além disso, a Diretiva Européia sobre Televisão sem Fronteiras, adotada por vários países do continente, indica que os anúncios não devem incitar diretamente as crianças a comprar, ou estimulá-las a persuadir seus pais para que comprem alguma coisa, valendo-se da inexperiência e da credulidade infantis. Nem pensar, por exemplo, a exibição do comercial que passou na TV brasileira, onde um jovem não queria chegar à festa trazido pelo pai, para não se sentir criança na frente dos amigos. Mas quando o pai trocava de carro e ele aparecia descendo de um modelo novo e caro, a vergonha era deixada de lado, superada pelo orgulho de possuir um carro último tipo.

Alguns países foram além do sugerido pela Diretiva Européia. A Alemanha proibiu a inserção de publicidade em qualquer programa infantil. Nos canais públicos italianos não pode haver propaganda em programas infantis e na França o merchandising é proibido. A decisão sueca é ainda mais avançada e se apóia, além da pesquisa, na constatação de que as crianças não nascem com anticorpos necessários para se defender das pressões comerciais e, por isso, têm direito a zonas protegidas.

Aqui continua imperando a lei da selva. Produtos para o público infantil são anunciados antes, durante e depois dos programas dirigidos a essa faixa etária. Qualquer tentativa de civilizar a televisão é apontada como censura ou obstáculo à livre iniciativa, sem que os autores dessas falácias se sensibilizem com as deformações culturais e psicológicas impostas pela propaganda. São os mesmos que se queixam da violência urbana, da brutalidade no trânsito, do mau comportamento das crianças e adolescentes, fechando os olhos para a relação desses fatos com a educação para o consumo e o individualismo, impostas incessantemente pela propagada na TV.

Laurindo Lalo Leal Filho*

* Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e jornalista, professor de Jornalismo da ECA-USP.

O CARNAVAL CHEGOU E ONDE VOCÊ VAI ESTAR?

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010
Carnaval na Canção Nova

Carnaval na Canção Nova

Que loucura que é o carnaval. As pessoas ficam frenéticas parecendo que vai acontecer uma apoteose.

Se o carnaval acontece logo após as férias de janeiro, parece que o Brasil só começa a funcionar depois do carnaval.

Até empresas que não podem parar, há um aumento no número de funcionários que apresentam atestado médico bem na sexta de carnaval.

Na mídia comercial só da carnaval, e que pena, sempre as mesmas notícias todos os anos. Se colocarem cenas de carnavais passados, nenhum telespectador vai perceber facilmente que não é ao vivo e se quer atual.

Mas têm muita gente que aproveita o carnaval para oração. Estou vendo a movimentação pela TV Canção Nova, que o acampamento de carnaval em Cachoeiro Paulista-SP promete muita gente.

Eu estarei com toda minha família no retiro de carnaval da RCC da Diocese de São Mateus-ES , inclusive, no domingo, em conjunto com a minha esposa Maria Celina, pregaremos sobre sexualidade.

Sabe, na minha juventude pude participar de sete retiros de carnaval consecutivos. Foi uma maravilhosa contribuição para minha formação pessoal. Mas também já pulei muito atrás de trio-elétrico. Fazendo um comparativo, não tem comparação. Os retiros deixam marcas profundas na alma, e os carnavais de trios, entram no esquecimento em questão de semanas.

Eu vou para o retiro da RCC e você?

UMA MORTE EM MISSÃO - ZILDA ARNS

quinta-feira, janeiro 14th, 2010
Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Ao receber a notícia da morte da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, fiquei entristecido. Tenho certeza que todos aqueles que tiveram contato pessoal com ela ou atuaram em algum projeto liderado pela Pastoral da Criança, ficaram também entristecidos.

À noite, com mais detalhes do terremoto no Hait, começamos a pensar sobre a morte. minha querida cunhada Isa disse – “quem dera quando chegar a minha morte eu esteja em missão como a Dra. Zilda.” Achamos este comentário valioso, tendo em vista a perspectiva Cristâ do serviço. Neste sentido, a Dra.  Zilda conseguiu mostrar com seu textemunho durante toda a sua vida.  Ela estava em missão no Hait, levando a boa nova da Pastoral da Criança para aquele país cujo as crianças estão sem voz, vez,vida.

A perda para a Pastoral da Criança é imensurável, assim como o Brasil também perde uma porta voz dos empobrecidos, aquela que sempre nos lembrava e lembrava  também aos gestores públicos da existência de crianças em sofrimento pela fome e abandono.

A Morte da Dra. Zilda Airns, leva-nos a ver na morte um sinal. O sinal de quando a morte chegar, estejamos vigilantes. Para Zilda, estar vigilante era estar em serviço.

Em serviço, não morremos. Simplesmente continuamos, passamos para uma nova vida. Com a diferença que deixamos o legado das obras construidas.

No caso da história da Dra. Zilda, não veremos prédios construidos, mas sim pessoas reerguidas; crianças salvas; famílias reconstruidas; esperança anunciada; justiça tornando-se sinônimo da paz.

OBRIGADO ZILDA ARNS

POR QUE DORMIMOS DEITADOS

quinta-feira, outubro 29th, 2009

Você já parou para pensar do por que nossa fisiologia definiu que dormir deve ser deitado em uma cama reta?

É para que nosso corpo passe por uma faxina, com a equipe de enzimas responsáveis em limpar todas as porcarias que durante o dia foram produzidas. As enzimas só funcionam com o corpo deitado na horizontal e à noite. Elas são programadas para agirem dentro de um período de 8 horas na noite. Mas se você ao invés de dormir este quantitativo de horas para ficar fazendo outra coisa, como eu neste momento (23:50), as enzimas ficam aguardando o corpo repousar para iniciar o trabalho. Hoje, no meu caso, elas estão esperando com seus equipamentos de limpeza desde as 22:30H, que é meu padrão para ir dormir. Com certeza já estão cançadas de esperar e já começam a comprometer as metas deste trabalho, pois logo mais às 5:45H terei que acordar, e elas só terão em torno de 5horas para realizarem o trabalho de 8horas. Com certeza estarei deixando algumas sujeiras pelo corpo.

Imagine se ficar todos os dias atuando desta forma. Com os anos terei um acúmulo de porcarias não elaboradas dentro de mim que trará algum malefício em algum órgão do corpo.

Mas se a pessoa não está com sono? É melhor ficar deitada na cama com tranquilidade até o sono chegar.

Mas e se a pessoa ficar estudando na cama ou assistindo TV?

Ela estará demonstrando atividadde física corporal levando as enzimas a não começarem o trabalho. Todos os sérios manuais de prevenção para saúde corporal e emocional, enfatizam que a cama é o lugar privilegiado para dormir, e que estudos e TV devem ser evitados no quarto ou na cama.

DEPRESSÃO - O QUE É ? POR QUÊ ?

domingo, abril 27th, 2008

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A depressão é um estado emocional em que o indivíduo não consegue ter pensamentos positivos ou sentir-se bem de humor.

Comparo a depressão como o limbo de uma calçada, que após a chuva, qualquer pessoa que passar por ela tenderá a escurregar. Você vê a calçada mas não consegue se segurar nela, pois há uma camada de limbo, que ao longo dos anos foi fixando-se na superfície da calçada que faz com que ela não cumpra a sua real função, de facilitar as pessoas de passarem por ela.

Estranha esta comparação?

Veja bem, a mente ao longo dos anos, cria uma camada de “limbo”, entre o inconsciente (aquilo que desconhecemos de nós mesmos) e o consciente ( o que é conhecido de nós). Lembrando que temos conhecimento de 10% de nossa mente, 90% é desconhecido. Com o tempo, as manifestações inconscientes que geralmente aparecem em forma de sonhos, fantasias, desejos, etc, deixam de se manifestar por causa deste “limbo”. A vida fica limitada, e a realidade camuflada pelo “limbo”. Há um distanciamento entre a fantasia e a realidade. A vida fica só realidade, e o cotidiano de qualquer pessoa se dá de acertos e erros, ganhos e perdas, mas como não deixamos a fantasia elaborar mecanismos para elaboração das perdas, tendemos a ficar apegados naquilo que não deu certo, no fracasso. A realidade se torna cruel, a vida fica sem fantasia. Como na calçada, ela vai derrubar a pessoa. O tombo é a depressão ( o estado mental de sofrimento , onde a vida perde o encanto e o colorido)

POR QUÊ ?

1) DE ORIGEM ORGÂNICA -Há depressão que se instaura na pessoa por disfunções fisiológicas. São as provenientes de situações orgânicas. Doenças como câncer, reumatismo, artrite, disfunções de sono, alteração hormonal, problemas de coluna, fibriomalgia, enfim, todo tipo de disfunção orgânica que coloque a pessoa na condição de limite com a vida, diante da morte, ou mesmo que causam dores contínuas ou alterações nos hábitos cotidianos.

2) DE ORIGEM DE PERDAS AFETIVAS. São as depressões que emergem a partir da perda de entes queridos ou de estruturas materiais ou profissionais, tipo: a perda de um emprego. O que é fator preponderante é a perda de algo valioso.

3) DE ORIGEM DE VÍNCULOS AFETIVOS – Estas depressões são as mais desestruturantes, pois é o resultado de vínculos afetivos que foram sendo estabelecidos ao longo dos anos . Hoje já podemos diagnosticas depressões desta origem em crianças desde o primeiro ano de vida. Tanto, que a Sociedade Brasileira de Pediatria, elabolrou um questionário para os Médicos Pediatras conseguirem detectar depressão em crianças, para que o tratamento se estabeleça logo no início. Este tipo de depressão geralmente está relacionado a forma em que a criança se liga na mãe e pai, desde o processo de amamentação. Quando delimitamos um diagnóstico de depressão em adulto, tendo como origem o vínculo afetivo, sabemos que teremos uma depressão com um longo período de fixação na mente da pessoa, e sabemos que este tipo de depressão durará um período maior para ser tratada.

4) DE ORIGEM GENÉTICA – Definir a depressão como uma doença de origem genética, é parecido com a figura que tenta procurar agulha no palheiro. Na Psiquiatria, poucas são as possibilidades de se confirmar que uma doença emocional é de origem genética. O que tentamos buscar nos casos de depressão é ver se há um histórico de descendências familiares que possa ter facilitado o estabelecimento da depressão. A lógica desta busca na família de pessoas que já passaram pela depressão, é para se detectar a formação cultural da família do portador da depressão. Se a bisavó materna era deprimida, a avó da mesma estirpe também, a mãe da pessoa em tratamento também, poderemos concluir que o ambiente familiar ao longo dos anos contribuiu para a formação da depressão no paciente alvo. Mas não podemos constatar que este processo seja genético.

5) DE ORIGEM SÓCIO-CULTURAL – São os casos que decorrem do contasto da pessoa com a realidade, com o cotidiano. Nesta atual sociedade de consumo e de perda de valores culturais, a depressão é resultado. O caso Isabella está aí para comprovar. Existe um Meio de Comunicação que tem caráter comercial e o objetivo de levar as pessoas ao consumismo. A regra do consumismo é fazer as pessoas se adoecerem emocionalmente para que doentes elas consumam mais.

6) SEM ORIGEM ESPECÍFICA – São as depressões que surgem sem conseguirmos delimitar uma causa específica.

MAS COMO A PESSOA PODE SE TRATAR DA DEPRESSÃO ?

Não temos outra possibilidade que não a procura de um bom Médico Psiquiatra ou Psicólogo, para organizar a medicação, com o objetivo de fazer com que a pessoa saia o mais rápido possível dos sentimentos depressivos. Digo um bom Médico, pois alguns  se quer olham para o paciente e carregam uma série de medicações, amarrando a pessoa e levando-a a se patologizar ainda mais. O Médico deverá rastrear as causas da Depressão e verificar se há fatores orgânicos desencadeando o sintoma, para isto deverá solicitar uma série de exames. Após diagnosticado o perfil da depressão, se não for de origem orgânica, mas sim estrutural, do estabelecimento de vínculos afetivos, deverá indicar processo de Psicoterapia continuado com um Psicólogo devidamente registrado.

Nós Psicólogos somos treinados a fazer um bom diagnóstico, porém muitos profissionais da área procuram tratar a depressão sem auxílio medicamentoso com orientação do Psiquiatra, e podem levar o paciente a uma piora do quadro, pois o processo psicoterápitico pode acentuar a depressão, principalmente se no início da terapia for mobilizado questões do vínculo afetivo na qual o paciente não está preparado para lidar.

Alguns profissionais tentam tratar depressão com medicações naturais ou florais . Infelismente, para os transtornos emocionais ainda não temos procedimentos medicamentosos naturais que consigam levar o paciente à saida da depressão. Tratamentos que demoram para levar o paciente a superar o sentimento de angústia, ansiedade e tristeza, podem predispor a um estado crônico da doença.

O tratamento de depressão leva em torno de dois anos contínuo para que a pessoa comece a ver resultados. O mair complicador do tratamento, é o apego a medicação, acreditando que só por meio dela que se chega a cura. Outro fator é quando o paciente começa a ter uma melhora do sintoma e acredita que já está bom. Isto é parecido com o sujeito que começa a dirigir, e logo em seguida acredita que já pode começar a aumentar a velocidade do carro. A preça pela cura, é inimiga de um bom tratamento de depressão.

AGUARDE… VAMOS CONTINUAR PENSANDO A DEPRESSÃO, POIS NA PESQUISA DESTE BLOG ,TIVEMOS MUITAS PARTICIPAÇÕES. MUITAS DÚVIDAS FORAM ELABORADAS PELOS INTERNAUTAS.

Mantenha plugado na gente…

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