Archive for the ‘adolescente’ Category

Bullying, imagem que fala.com e pronto

sábado, maio 7th, 2011

http://youtu.be/ETz4C_U0Loc

LINHA DE RISCO

quinta-feira, abril 14th, 2011

* GERSON ABARCA

Quando chega o limiar dos 14 anos, a vida toma uma nova roupagem.

Meninos tornam-se sarados e meninas saradas. Muitos olhares passam a admirar a beleza e alegria adolescentes. Uns, contemplando com felicidade o crescimento juvenil, outros com olhares maliciosos, a muitos com inveja.

Mas , quase todos os olhares diferenciados remetidos por adultos. Alguns deles por que passaram bem pela própria adolescência, outros por que não aceitam envelhecer e se identificam apaixonadamente com um adolescente para sentirem-se sempre jovens, e grande parte por estarem frustrados nos objetivos pensados na adolescência e que a vida adulta os impossibilitou de realizarem.

Por isto, LINHA DE RISCO.

Os adolescentes passam a viver sobre a mira de muitos olhares, que na realidade se transformam em ataques inconscientemente compartilhados pelos adultos de maneira indireta. São filmes apelativos convidando a galera ao descompromisso ou a violência; Igrejas domesticantes conduzindo milhares de jovens a uma fé “papagaística”; escolas torturantes induzindo à competitividade dos vestibulares – serão o que os muitos professores de ensino médio não conseguiram ser, e no final cairam em uma sala de aula para torturarem jovens, lógico que sustentados por muitos pais que não conseguindo sucesso educacional na juventude e transferem todo o desejo educacional aos filhos. Sexo livre e sensualidade pelos poros de toda e qualquer publicidade, careta é não transar, liberdade é pegar o maior número de parceiros em uma festa, aliás, poderíamos chamar as micaretas – carnavais fora de época – de “beijoquetas”, pois no final, é melhor quem beijou mais. Damas ninfetas, solteiras e frustradas por relacionamentos frustrados, focam interesse por adolescentes malhados, e o negócio é malhar mesmo.

E se falando em malhar, academias mordem este filé e sem nenhum critério técnico iniciam meninos e meninas em atividades de musculação, muitas até vendem produtos químicos para acelerarem a performace muscular- é um tal de peito prá frente e “poupança” prá trás, que mais parece encontro de trombadas ombrais.

Poxa, mas se formos ver, por detrás de muitas iniciativas bem intencionadas, pode haver uma indução maléfica?

Com certeza sim. Por isto os pais devem monitorar sempre, até que os adolescentes se tornem adultos.Tranquilo mesmo, só depois dos 22 anos.

Mas,  isto mais parece coisa de superproteção ou de educação de “filhinhos de papai”?

Já pensei nisto também, até já tive outro tipo de visão. Mas,  ao constatar nas diferentes classes sociais, o quanto os adolescentes são alvos do ataque de consumo, sendo utilizado para isto dos processos de sedução pelo “viés ” do prazer o mais rápido possível, onde os principais elementos de sedução passam a ser o corpo, sexo, poder (força, beleza e dinheiro).

Por acaso quem alicia adolescentes para o narcotráfico? Quanto se paga para um adolescente ser usado como “avião” das drogas? E as meninas na periferia usam como poder, serem as namoradinhas dos traficantes, pois assim ficam protegidas. Em conversa com um grupo de educadores de rua de Belo Horizonte, constatamos que muitos adolescentes ligados em projetos sociais, estavam sendo obrigados a trabalhar para o tráfico tendo que abandonar os projetos.

As casas de prostituição no Brasil ou o que camufladamente chamam de “boyte”, são comandadas por senhoras “cafetinas”, que em frente de escolas aliciam adolescentes sensuais e que de preferência estejam em conflito com os pais. Quem frequenta estas casas? Parece que adultos fixados em sexo – ou quem sabe pedofílicos -.

E as baladas tocadas a cerveja R$ 0,99. Estas promoções patrocinadas por cervejarias que ao constatarem que os estoques estão esgotando o praso de validade do produto, “desovam” em festas banhadas à cervejas. Geralmente frequentadas por adolescentes. “Tudo bem que no Brasil não se pode vender bebida alcoólica para menores de 18 anos.”

Legal mesmo, é quando as lojas vendem roupas para as adolescentes sem a presença dos pais para autorizarem, e depois vão cobrar nas casas. Estes donos de lojas que agem desta forma, jogam toda a sedução de venda sobre quem ainda não possue autonomia para compra.

Refletindo desta forma, parece não vermos saida. Lógico que tem saida. A melhor delas é não fugir da realidade e nem sequer construir uma redôma de vidro para proteger os filhos do mundo, dos riscos.

Ao contrário, o caminho é deixar viver, participar, estar acompanhando. Porém, sendo referência e compartilhando. É educar com malícia, levando o adolescente a transitar sem se deixar levar. É acreditar que vale a pena não abrir mão dos ideais, dos valores humanos, da Fé. E além de tudo, é ajudar os adolescentes a terem identidade própria, sem que tornem-se preconceituosos, do tipo – só quem está no meu grupo é o certo, é o bom-.

LINHA DE RISCO, pois a fase é “do parece mas não é”. Adolescente ensaia ser adulto ( falso self), para no futuro ter construido sua própria identidade -já como adulto -. O risco é inerente ao crescimento.

Como ensaio e erro, uma hora acertamos outra erramos, a diferença vai estar na presença afetuosa e amiga, mas elém de tudo libertadora, que os pais , parentes e amigos podem oferecer.

Coisa boa, é lembrar de adultos que na nossa adolescência se fizeram de amigos e estavam sempre próximos, principalmente quando algum problema acontecia.

Um dia, ainda adolescente, eu e minha galera fomos nadar no rio pardo. Atrativo, por ser cinistro, este rio conduzia-nos ao poder – de quem conseguiria atravessa-lo primeiro-. Mas neste dia, escondido dos pais, dos nove que pularam um não voltou. Retornamos pálidos para casa, e demos a cruel notícia… O Jorginho não voltou.

Poderiamos pensar que nossos pais foram irresponsáveis. Mas nesta cena, podemos dizer que a ousadia é adolescente, e mesmo com muita presença, nada é garantia de nada. Imaginem se faltar a presença na atual conjuntura, onde o perigo não é o rio, mas que sabe o riso fácil de um “baseado”.

* PSICÓLOGO, ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA CLÍNICA. ATUA COM FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E REALIZA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA PRÉ-VESTIBULANDOS.

FÉRIAS ESCOLAR EM TEMPOS ON-LINE

quarta-feira, julho 16th, 2008

* Gerson Abarca 

Tenho observado uma nova maneira dos adolescentes curtirem as férias escolar. Ficam de “bode” nos seus computadores e se ligam com muita gente pelo MSN. Dormem tarde, varam a madrugada e no outro dia só acordam para almoçar ou quem sabe tomar o café da tarde. Legal…né!

Não sei para quem!

A galera está ficando com cabeça grande e corpo pequeno. Enquanto imaginamos que férias é para grandes aventuras, gastar energias, a galera está se empanturrando de computador. Tudo o que aprenderam no primeiro semestre na escola, vomitam nas férias em frente ao computador.

Lembro-me que no meu ensino fundamental, tinhamos um mês de férias em julho e na virada do ano, mais três mêses, entre dezembro a março. Mesmo assim, parecia que era pouco tempo de férias. Quase nos acabávamos de tanto gastar energia, fazendo mil coisas. Aliás, também me lembro que os conteúdos educacionais não ficavam muito para trás dos tempos de hoje. Já na minha época, meu pai dizia que só tinha cursado até a quarta série e sabia mais do que a gente, e fazia uns testes conosco de português e matemática, e realmente constatávamos que tinha aprendido muito. Hoje, tenho minhas dúvidas do armazenamento de conteúdos que os estudantes estão conseguindo manter no cérebro. Pode ser que as escolas tenham crescido em tempo na sala de aula e disciplinas, tenho minhas dúvidas se estão fazendo com que os conteúdos aprendidos  sejam absorvidos na prática ou se estão  sendo armazenados no cérebro.

Será que a geração on-line: de estudos , namoros, amigos e férias; com as nádegas quadrada na cadeira e desvinculados da vida real, estão ganhando em relação às gerações anteriores ao computador? O tempo nos dirá.

Mas o tempo atual já dá indícios de que a superficialidade descomprometida ocupa o existir da moçada que se entrega ao sistema on-line. Muito papo e pouca ação. Resultado: escolas quase explodindo de agressividade, pais irritados com o descompromisso e desligamento geral. Tanto que, filho de férias é um tormento para pais, que até reclamam com a escola se o período for muito longo. Fazer o que com os filhos? Melhor é, deixar o computador ligado… pelo menos não incomodam.

Qual é o melhor caminho? Interferir e colocar agito na galera. Não deixa-los muito tempo parados e faze-los gastar energia.

Mas como, se os pais estão trabalhando? Monitorem o controle do tempo no computador, quem sabe uns 120 minutos por dia. Planeje atividades e promova coisas interessantes. Não sei exatamente o que, mas só sei que ser pai e mãe é ser criativo também. Não adianta contratar “super nanes” para terem receitas prontas. O negócio é não deixar “água parada”… pode dar bicho e apodrecer.

Só pais que amam profundamente seus filhos terão a coragem de colocar palpite nas férias dos filhos. Pois sabemos que a hipinose on-line, boa coisa não vai trazer para o cérebro da moçada. Pergunte aos professores sobre o comportamento dos alunos após as férias. Dirão que a atenção concentrada deles estará em baixa, e o agito estará quase insuportável.

É muito papo e pouca ação. É muita futilidade e pouca intelectualidade. É cabeça grande e corpo pequeno. Imaginem, depois de um chá de isolamento on-line, naquela morosidade e morbidade em frente ao computador por longos dias de férias; quando se encontram para terem que produzir conhecimento… Coitado dos professores, haja criatividade para fazerem voltar a terem foco para os estudos.

Se antes os professores gastavam até mais de uma aula para que os alunos pudessem narrar as aventura de uma férias escolar, hoje com certeza em  alguns minutos conseguirão fazer a rodada geral na sala, pois não vai sair do trivial:” foi legal véio… maior papo com a galEra da minha comunidade…um barato!”. Só…Só…Só… 

* Psicólogo, Psicoterapauta. Diretor do instituto Pensamento

LINHA DE RISCO

quarta-feira, novembro 7th, 2007

linha-de-risco.jpg

* GERSON ABARCA

Quando chega o limiar dos 14 anos, a vida toma uma nova roupagem.

Meninos tornam-se sarados e meninas saradas. Muitos olhares passam a admirar a beleza e alegria adolescentes. Uns, contemplando com felicidade o crescimento juvenil, outros com olhares maliciosos, a muitos com inveja.

Mas , quase todos os olhares diferenciados remetidos por adultos. Alguns deles por que passaram bem pela própria adolescência, outros por que não aceitam envelhecer e se identificam apaixonadamente com um adolescente para sentirem-se sempre jovens, e grande parte por estarem frustrados nos objetivos pensados na adolescência e que a vida adulta os impossibilitou de realizarem.

Por isto, LINHA DE RISCO.

Os adolescentes passam a viver sobre a mira de muitos olhares, que na realidade se transformam em ataques inconscientemente compartilhados pelos adultos de maneira indireta. São filmes apelativos convidando a galera ao descompromisso ou a violência; Igrejas domesticantes conduzindo milhares de jovens a uma fé “papagaística”; escolas torturantes induzindo à competitividade dos vestibulares – serão o que os muitos professores de ensino médio não conseguiram ser, e no final cairam em uma sala de aula para torturarem jovens, lógico que sustentados por muitos pais que não conseguindo sucesso educacional na juventude e transferem todo o desejo educacional aos filhos. Sexo livre e sensualidade pelos poros de toda e qualquer publicidade, careta é não transar, liberdade é pegar o maior número de parceiros em uma festa, aliás, poderíamos chamar as micaretas – carnavais fora de época – de “beijoquetas”, pois no final, é melhor quem beijou mais. Damas ninfetas, solteiras e frustradas por relacionamentos frustrados, focam interesse por adolescentes malhados, e o negócio é malhar mesmo.

E se falando em malhar, academias mordem este filé e sem nenhum critério técnico iniciam meninos e meninas em atividades de musculação, muitas até vendem produtos químicos para acelerarem a performace muscular- é um tal de peito prá frente e “poupança” prá trás, que mais parece encontro de trombadas ombrais.

Poxa, mas se formos ver, por detrás de muitas iniciativas bem intencionadas, pode haver uma indução maléfica?

Com certeza sim. Por isto os pais devem monitorar sempre, até que os adolescentes se tornem adultos.Tranquilo mesmo, só depois dos 22 anos.

Mas,  isto mais parece coisa de superproteção ou de educação de “filhinhos de papai”?

Já pensei nisto também, até já tive outro tipo de visão. Mas,  ao constatar nas diferentes classes sociais, o quanto os adolescentes são alvos do ataque de consumo, sendo utilizado para isto dos processos de sedução pelo “viés ” do prazer o mais rápido possível, onde os principais elementos de sedução passam a ser o corpo, sexo, poder (força, beleza e dinheiro).

Por acaso quem alicia adolescentes para o narcotráfico? Quanto se paga para um adolescente ser usado como “avião” das drogas? E as meninas na periferia usam como poder, serem as namoradinhas dos traficantes, pois assim ficam protegidas. Em conversa com um grupo de educadores de rua de Belo Horizonte, constatamos que muitos adolescentes ligados em projetos sociais, estavam sendo obrigados a trabalhar para o tráfico tendo que abandonar os projetos.

As casas de prostituição no Brasil ou o que camufladamente chamam de “boyte”, são comandadas por senhoras “cafetinas”, que em frente de escolas aliciam adolescentes sensuais e que de preferência estejam em conflito com os pais. Quem frequenta estas casas? Parece que adultos fixados em sexo – ou quem sabe pedofílicos -.

E as baladas tocadas a cerveja R$ 0,99. Estas promoções patrocinadas por cervejarias que ao constatarem que os estoques estão esgotando o praso de validade do produto, “desovam” em festas banhadas à cervejas. Geralmente frequentadas por adolescentes. “Tudo bem que no Brasil não se pode vender bebida alcoólica para menores de 18 anos.”

Legal mesmo, é quando as lojas vendem roupas para as adolescentes sem a presença dos pais para autorizarem, e depois vão cobrar nas casas. Estes donos de lojas que agem desta forma, jogam toda a sedução de venda sobre quem ainda não possue autonomia para compra.

Refletindo desta forma, parece não vermos saida. Lógico que tem saida. A melhor delas é não fugir da realidade e nem sequer construir uma redôma de vidro para proteger os filhos do mundo, dos riscos.

Ao contrário, o caminho é deixar viver, participar, estar acompanhando. Porém, sendo referência e compartilhando. É educar com malícia, levando o adolescente a transitar sem se deixar levar. É acreditar que vale a pena não abrir mão dos ideais, dos valores humanos, da Fé. E além de tudo, é ajudar os adolescentes a terem identidade própria, sem que tornem-se preconceituosos, do tipo – só quem está no meu grupo é o certo, é o bom-.

LINHA DE RISCO, pois a fase é “do parece mas não é”. Adolescente ensaia ser adulto ( falso self), para no futuro ter construido sua própria identidade -já como adulto -. O risco é inerente ao crescimento.

Como ensaio e erro, uma hora acertamos outra erramos, a diferença vai estar na presença afetuosa e amiga, mas elém de tudo libertadora, que os pais , parentes e amigos podem oferecer.

Coisa boa, é lembrar de adultos que na nossa adolescência se fizeram de amigos e estavam sempre próximos, principalmente quando algum problema acontecia.

Um dia, ainda adolescente, eu e minha galera fomos nadar no rio pardo. Atrativo, por ser cinistro, este rio conduzia-nos ao poder – de quem conseguiria atravessa-lo primeiro-. Mas neste dia, escondido dos pais, dos nove que pularam um não voltou. Retornamos pálidos para casa, e demos a cruel notícia… O Jorginho não voltou.

Poderiamos pensar que nossos pais foram irresponsáveis. Mas nesta cena, podemos dizer que a ousadia é adolescente, e mesmo com muita presença, nada é garantia de nada. Imaginem se faltar a presença na atual conjuntura, onde o perigo não é o rio, mas que sabe o riso fácil de um “baseado”.

* PSICÓLOGO, ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA CLÍNICA. ATUA COM FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E REALIZA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA PRÉ-VESTIBULANDOS.

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