Archive for the ‘desenvolvimento-emocional’ Category

O programa trocando idéias de terça - foi 10.

quinta-feira, setembro 8th, 2011

Gerson Abarca, Ricardo Sá e Raria Celina no Trocando Idéias

Com o tema Construindo a afetividade, tendo como pergunta geradora de enquete:”Quando nasce a afetividade?”; O programa Trocando Idéias foi realmente muito produtivo. Muitas perguntas on line e por telefone. Um tema pouco trabalhado, por ser de caráter filosófico e ao mesmo tempo vital para a vida humana.

O apresentador Ricardo Sá, sempre brilhante, focou a temática para os vinculos familiares com temas do cotidiano.

Este é um programa que  sempre gosto de estar.

Minha querida esposa Maria Celina estava impecável.

A morte do pai.

sábado, agosto 20th, 2011

Pai é uma necessidade humana. Lógico que para existirmos fisicamente é necessário a existência de um pai. Porém, este pode ser apenas biológico ou simbólico. Assim acontece na comemoração do dia dos pais, que para muitos é apenas uma lembrança de uma existência biológica, conhecida ou não; ou simbólica.

Quando falamos do pais simbólico, isto é, daquele na qual depositamos  vínculo afetivo, na qual temos identificação, poderemos estar falando do pai biológico, do avô que se fez pai, do tio e até de um amigo da família. Pois a lembrança do pai simbólico é a representatividade de laços vividos ao longo da história pessoal de cada um.

Para ser pai, é necessário primeiro ser filho. A construção da identidade paterna, ou melhor dizendo, da capacidade para um dia se ser pai, passa pela relação direta que o homem estabeleceu com a pessoa na qual nomeou de pai. Primeiro por identificação projetiva, onde copia aquele que se faz de grande herói, e depois projeta no mundo esta relação. Por isso a criança pode se desenvolver no mundo e nas relações interpessoais de forma definida ou indefinida, isto é, com segurança de ter um porto seguro ou não. Com a possibilidade de um pai em que pode projetar-se, fica mais fácil de se encontrar com um mundo.

Nesta semana, conversando com uma linda jovem de 15 anos, dizia-me que gostava muito de estudar e não estava preocupada em encontrar logo um namorado. Falava de seu pai como um grande parceiro, carinhoso e atencioso a ela. Além disso, narrava que seu pai se relacionava muito bem com sua mãe. Campo fértil para filhas não escorarem tão sedo nos braços de um namorado por carências afetivas.

Mas para crescer, o menino cujo pai herói era imagem de identificação, deverá sofrer um abalo de imaginário. È quando o menino começa a ficar adulto e entrará em choque com a autoridade de um pai, do seu pai. Por isto o conflito salutar e inevitável de filhos homens com seus pais. Lógico que haverá vínculos onde não acontecerão confrontos ou crises, mas geralmente onde há um pai que entende a necessidade de seu filho construir sua própria identidade. Estes pais, ao invés de sofrerem com a busca de autonomia do filho que muitas vezes se manifesta na postura de rebeldia, tendem a acolher por que entendem que a rebeldia já é um sintoma de busca de independência.

Neste sentido, só é possível construir uma identidade paterna nos homens que conseguirem matar o pai, isto é, saírem da relação de dependência do herói para construírem seus próprios referenciais. Quando um filho é capaz de confrontar seu pai com argumentos e opiniões próprias, é sinal que um novo pais está sendo elaborado.

Matar o pai é  uma necessidade simbólica  para a continuidade do pai como referência na sociedade.

A Trindade como referência de uma relação madura entre pai e filho.

sábado, agosto 13th, 2011

O Pai se fez carne e habitou entre nós (Jo 1) . De Pai torna-se Filho, e ficam dois em um. Nesta relação de vínculo um terceiro se faz, que é a lucidez, o Espírito Santo.

Na Trindade Santa podemos ter a convivência de papéis diferentes que se relacionam em um patamar de igualdade. Pai, Filho e Espírito Santo.

Neste dia dos pais veio-me esta analogia para identificar a saudável relação de filhos adultos com seus pais. Os papeis diferenciados mas em um mesmo posicionamento de igualdade. De adulto para adulto pode nascer um relacionamento de amizade. Dissolve-se a dependência e estabelece a parceria. Assim, o pai deixa de ser o pai enquanto função, e o filho deixa seu papel de subordinado. Estabelecem trocas.

Feliz do filho que ao celebrar o dia dos pais esteja celebrando o dia de um de seus melhores amigos, quem sabe o maior de todos os amigos. Neste dia, os sentimentos são de alegria, jubilo, agradecimento, saudade. Do contrário, quando o filho ainda é filho mesmo tendo crescido e o pai ainda é o pai que domina com medo de perder sua posição, amargarão o dia dos pais como um dia de angústia.

Na fé acontece algo semelhante. Quando nos relacionamos com Deus na condição de filhos imaturos, só queremos pedir, sem muito a oferecer. Vemos deus como um Pai punitivo, que muitas vezes nos escondemos Dele, principalmente quando acreditamos estar no erro. Uma fé infrutífera. Mas se nossa relação com deus se dá na condição de adulto para adulto, faremos compromissos e parcerias, tornamo-nos missionários em construção do Reino. Somos parceiros. Fazemos acontecer o mistério da Santíssima Trindade, onde tornamo-nos um com o Pai sob a luz ( que é a maturidade das relações) o Espírito Santo.

Cura interior - Um olhar Teológico e outro Psicológico

sexta-feira, julho 15th, 2011

No debate de 12/07  do programa “Trocando Idéias”, Onde  eu  estava com o olhar da Psicologia e o Pe. Márlon Múcio com o olhar Teológico, fez emergir uma forma diferenciada para a percepção da doença espiritual e emocional na cura interior. Como um orientador espiritual pode detectar se a pessoa na qual está sendo orientada realmente sofre um conflito de ordem espiritual ou emocional?

Muitas perguntas dos internautas ou telespectadores do programa estavam relacionadas a esta necessidade de diferenciação. Quando Pe. Márlon apresentou os dez mandamentos para a cura interior, citou o décimo mandamento que consiste em encaminhar a pessoa em sofrimento a uma ajuda científica, Psiquiatria ou Psicologia.

Com este mandamento, tracei no programa a reflexão que a doença espiritual está diretamente relacionado ao rompimento afetivo da pessoas com Deus; e a doença emocional é o rompimento afetivo com os pais e familiares ao longo da história pessoal.

Desta definição, Pe. Márlon trouxe um outro argumento que clariou ainda mais a diferença, dando suporte para todos que trabalham em orientação espiritual. Falou que na sua experiência de cura interior, observa que quando a doença é de ordem espiritual ela gera ausência de paz. A pessoa fica conturbada, em guerra interior.

Com esta definição, pude trazer um novo elemento para percepção desta diferença, é que na doença emocional a pessoa tende aos sintomas de ansiedade ou depressão (angústia).

Assim, pudemos concluir que Paz é sintoma de saúde espiritual e ausência de ansiedade e depressão é sintoma de saúde emocional.

Outra questão que foi amplamente debatido no programa, foi como identificar um charlatão em cura interior. Para Pe. Márlon é quando o orientador não encaminha o sujeito nem para o Pe. e nem para um proficional de saúde. Ele dá conta de tudo, por ele mesmo.Minha posição nesta questão foi a de mostrar o crescente número de pessoas com prática religiosa fazendo cursos de hipinose ou psicanálise com objetivo de clinicarem sobre os fiéis.

Para não dizer que não falei das MÃES

sexta-feira, maio 6th, 2011

Houve um tempo em que ficava muito mal humorado com as comemorações do dia das mães. Sempre olhava pelo senso crítico da exploração comercial deste dia. O comércio faturando e as mães sendo enganadas. Um presentinho, beijinhos e depois novamente escrava dos filhos.

Nas escolas em que assessorava, cheguei até a indicar que não fizessem festas com teatrinhos melodramáticos, pois sempre acontecia uma choradeira daqueles que as mães, por causa de trabalho, não podiam comparecer na escola, ai os filhinhos desabavam em choro, e no trabalho as mães se torturavam se condenando por não poderem estar presentes.

E aqueles filhos adotivos, daquelas adoções realizadas sem critérios, os conflitos existenciais apareciam…Onde está minha verdadeira mãe!!.

Pasmem, já cheguei até a usar uma frase do Psiquiatra José Ângelo Gaiarça em uma palestra  no dia das mães: “Se toda mãe fosse boa não haveria doente mental”. Com certeza deixei muita mãe triste naquela noite.

Mas, com meus três filhos crescendo, fui observando o valor que eles depositam no dia das mães. E depois fui me tocar que eu também adorava ligar para minha mãe Aurora desejando-lhe um feliz dia das mães. Ela ficava toda derretida de emoção.

Agora, se o dia é explorado ou não pelo comércio, que assim seja. Afinal de contas muita cidade deste país vive do comércio. E a vida é para ser festejada, e presente é para retribuir em  agradecimento.

Mãe é realmente um ser fundamental para a existência da saúde emocional. É dela sim a maior força de energia psíquica que move uma criança durante todos os anos da infância de uma pessoa. É pela “maternagem” ( capacidade de cuidar e proteger com afeto segundo Winnicott), que chegamos à vida adulta com potencial para amar.

Vamos celebrar com muita alegria o dia das mães. Afinal de contas, todo ser humano teve seu primeiro ninho no útero de uma mulher.

Um beijo em sua mãe

quarta-feira, abril 21st, 2010

Neste momento deu saudade de minha querida mãe. Mas estou há 1600Km de distância. Beijo de mãe é memória afetiva. Por isto a saudade.

Se estiver próximo de sua mãe, não perca tempo, dê aquele beijo nela. Isto é uma massagem na alma.

Mas se mesmo estando próximo dela agora, e não der coragem de beija-la, pelo menos a contemple. Lembrando que nela você viveu a primeira experiência de acolhida – o ninho de amor, o útero materno-.

Quando homens possuem dificuldade em relacionamento afetivo com a própria mãe, tendem a transferir esta dificuldade na parceira, com agressividade ou ataques de controle machista. Este tipo de neurose pode ser superado quando se é promovido o reencontro afetivo com a mãe.

Por isto que, não basta curas espirituais com foco na relação com a mãe, após a cura espiritual é necessário o reencontro real. Daí teremos a cura afetiva total, e um homem que transmitirá muito afeto à sua esposa ou parceira (namorada ou noiva,  e em muitos casos até com colegas de trabalho).

VOCÊ JÁ ABRAÇOU HOJE ?

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Abraçar faz bem para o corpo e para a alma. É um santo remédio para males do afeto. Só conseguimos amadurecer nossos orgãos vitais quando bebê graças a força do abraço, dos abraços de quem se fez de pai e mãe no primeiro ano de vida de nossa existência.

Fugir de abraços é encontrar-se com carências afetivas passadas. Quanto mais você fugir de ser abraçado, mais chance terá de adquirir doenças físicas e emocionais. Já na velhice, poderá ficar hipocondríaco ( mania de doença), que geralmente é de origem nas carências afetivas.

Abrace e deixe ser abarçado. Se for muito difícil, fale para alguém de sua confiança desta dificuldade, e peça-lhe que dê um longo abraço em você.

Nem sempre ajudamos pessoas só ouvindo-nas ou orientando-nas. Há momentos que um bom abraço já resolve e muito.

Nunca vou esquecer daquela noite fria do mês de junho, quando minha querida mãe veio até minha cama para acertar o coberto. Acordei e logo em seguida ela abraçou-me, aquecendo-me por inteiro. Foi uma noite deliciosa.

Como é bom abraçar alguém que não vemos há tempo e na qual estamos com enorme saudade. Aliás, saudade boa é lembrança de abraço.

VOCÊ JÁ ABRAÇOU HOJE ?

A Moral Humaniza

quarta-feira, julho 29th, 2009

PIETÁ

CRITÉRIOS  MORAIS de caráter religioso ou sociaL serão bem absorvidos pelo indivíduo se o ambiente no qual é educado possui estrutura de vínculo afetivo que permite a criança a conduzir-se no seu processo de maturação com acertos e erros, sem no entanto acentuar a culpar pelos erros. Ambiente favorável ao desenvolvimento humano dará condições do indivíduo reparar erros, ao invés de simplesmente punir-lo. Podemos confirmar que a moral não penetra a alma de pessoas que não puderam vivenciar um ambiente afetivo. Ao observarmos os comportamentos delinqüentes, vamos constatar que na sua quase totalidade são pessoas que possuem histórico de rompimento afetivo, de ambientes cruéis, tanto pela falta de recursos financeiros ou pelo excesso deles, pois a delinqüência em si não é uma questão de classe, mas sim de ambiente. Infelizmente há um preconceito em torno desta questão, onde tendemos a ver a delinqüência em camadas sociais empobrecidas. Não conseguimos avaliar que a corrupção de um senador ou deputado é um gesto delinqüente tanto quanto um assalto à mão armada com vítima, realizado por um favelado.

É pela moral que o ser humano se humaniza. Do contrário, entregue a sua evolução natural sem intervenção da moral, o ser humano estaria polarizado entre forças de vida e morte sem no entanto poder seguir um curso, um norte.

“Não aprece o leito do rio, deixe que ele curse sozinho” uma sabedoria milenar que pode nos dar a entender que é um estímulo para que o ser humano se desenvolva livre e solto seguindo o curso natural de um rio. Mas se assim pensarmos estaremos esquecendo que um rio tem seu traçado pré-estabelecido. E as águas correm este trajeto queiram ou não. Assim como as águas não seguem livremente, a criança também não. A sociedade é o traçado que faz conduzir o desenvolvimento da criança. Desta forma podemos dizer que a formação moral humaniza a criança; a faz pertencer a forma de vida que a caracterizará no futuro, pois ele pertence a espécie humana. Como o caso do menino lobo, retratado no desenho animado Mogli, uma criança livre e solta, educada pelos lobos, estava adaptada a forma de ser dos animais na floresta. Mesmo com corpo diferente de um lobo, na sua cabeça, comportava-se como um deles. A humanização é todo processo de construção civilizatória na qual o ser humano vai se moldando, assim a educação vai se dando por reprodução, a criança vai copiando e aos poucos construindo sua identidade. Porém, esta construção em um primeiro momento se faz absorvida apenas por cópia ou por pura necessidade da criança em poder ter seus benefícios, para uma criança onde existe fatores de vínculo afetivo mal resolvidos (traumatizados ou de relacionamentos indiferentes), pode se tornar em um grande ator de boa convivialidade, de boa incorporação de regras morais por sentir pertencente àquele espaço civilizatório; mas que com o tempo este perfil pode ver se desmanchar ou desmascarar. É o que vemos em casos de pessoas que cometem homicídios ou outros tipos de delinqüência e que causa espanto e surpresa na comunidade que o cerca. “Como pode aquela pessoa tão boa ter realizado tamanha atrocidade?” São dúvidas que revelam que o verdadeiro eu, que está registrado no inconsciente, não é totalmente revelado. Em processos em que o indivíduo incorpora regras de forma autoritária, ou muito repressiva, podemos ver a evolução de uma aparente adaptação as regras, mas que internamente não são absorvidas. Uma criança que não queira se alimentar, e com isto é conduzida a fazê-lo com muita violência, castigos e relacionamentos estabelecidos sob tensão, pode por conveniência, para não ter que sujeitar-se as pressões dos educadores, permitir à se alimentar até pela sua fragilidade, mas depois na vida adulta, o rancor, ódio e adrenalinas fixadas na infância vão se transformar em sintomas desestruturantes, como: as Bulimias, Anorexias, etc.

Podemos entender que a moral humaniza o ser humano, desde que introduzida dentro de uma construção afetiva. Porém, se por obrigatoriedades, pressão, etc, o desenrolar da vivência moral poderá ter desdobramentos pouco viáveis à própria humanidade, sendo o resultado final a própria delinqüência.

Trocando Idéias

quarta-feira, julho 22nd, 2009

Minha participação no Trocando Idéias do dia 14 de julho de 2009 foi muito especial. O tema “Relacionamento pais e filhos” gerou muitas perguntas no telespectador, onde , em conjunto com a Eliana Sá e intermediação de Ricardo Sá, pudemos aprofundar questões do cotidiano das famílias.

Na verdade, o grande segredo da vida em família está na capacidade de aprendermos a lidar com os problemas a cada dia. Se pensamos que um dia os problemas desaparecerão, aí sim que eles surgirão como fonte de água viva. Uma vida sem problemas é uma vida sem graça. Pois estaremos na Graça, na medida que formos superando os problemas que a vida vai nos apresentando.

Foi maravilhoso ter estado com o casal Eliana e e Ricardo Sá. Eles nos passam força e esperança na família, além de uma capacidade de fazer-nos acreditar que os problemas podem ser superados com a presença de Jesus Cristo na famíla. Que Deus abençoe sempre este casal missionário da Canção Nova, e a todos que se consagraram em comunidade de vida para estarem a serviço do Senhor.

Já estou com saudades do programa.

quarta-feira, julho 1st, 2009
Hélder Manacô, com sua bicicleta nova de aniversário

Hélder Manacô, com sua bicicleta nova de aniversário

Sete anos é um aniversário que vale a pena comemorar. Para um pai e mãe que conseguem ver um filho chegar aos sete anos, é um grande êxito. Nestes primeiros anos, temos a constituição da estrutura dos vínculos afetivos. Tudo o que conseguimos construir em termos de relacionamentos afetivos na vida adulta, depende destes sete primeiros anos de vida.

Em minha casa celebramos em julho o aniversário de sete anos de nosso querido filho Hélder Manacô. Celina e eu assim constituimos seu nome em homenagem a Dom Hélder Câmara e o segundo nome em homenagem à causa indígena, onde Manacô significa ” Viver Repartindo”.

Chegamos aos seus sete anos observando o quanto que fomos presenteados por Deus, por ter nos consedido um filho muito feliz e alegre. Com certeza o resultado de um verdadeiro vinculo afetivo paterno e materno.

Pois é até aos sete anos que construimos verdadeiros amantes da vida e potenciais discípulos de Jesus, pois para ser Cristão é preciso saber se dar , amar. E quem pôde receber muito amor na primeira infânccia, terá mais chances de amar indistintamente.

Na hora do parabéns

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