Archive for the ‘filosofia’ Category

Sobre ter ou não ter filhos.

sábado, janeiro 7th, 2012

“Quem papa a pílula

Poupa parto, papinhas,

Porém perde parúsia…”

do livro: “Amar se aprende amando”

de Carlos Drummond de Andrade

Algo mais.

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Davi Taynã Abarca*

Ás vezes eu paro e penso, será que vou acabar como todos os outros? Viver buscando algo maior, talvez a glória, e morrer frustrado pela vida monótona que teve. Eu não quero terminar assim, não quero a glória, mas sim a liberdade, quero conhecer a energia envolvida nas coisas belas desse mundo, que, para muitos é a riqueza, o prazer de ter belas casas, carros, etc. Tudo o que eu quero é viver com as pessoas que eu amo isolado do resto, da ganância, da obrigação de ser melhor que os outros , de se destacar !

O mundo é belo, e nós estamos transformando ele em um lugar monótono, onde cada um segue a SUA vida de cabeça erguida e peito estufado, eu quero ser mais! Pra mim a verdadeira riqueza não é o dinheiro, mas a capacidade de sentir a energia que cerca as coisas boas da vida. Eu quero amar e ser amado. Quero ser independente, não depender da sociedade para ser alguém!

Vai ver eu sou como os outros, em busca de algo mais, mas penso que esse algo mais pode ser encontrado no simples ato de ver o céu azul as arvores verdes , sentir o vento batendo em seu rosto dando aquela sensação de liberdade e a irresistível vontade de voar!

Também vejo que para conseguir esse algo mais, eu tenho que ser algo mais! Coisa difícil, diante dessa sociedade que nos puxa e nos obriga a seguirmos os SEUS padrões. Se a sociedade te acha legal, tudo bem! Mas se você não é aceito, é isolado de tudo e de todos! Sofre todos os tipos de chacotas, até que siga os padrões aceitos.

Lendo isso você deve ter pensado “é, a sociedade é um saco!”, mas pare pra refletir, a sociedade somos nós! Enquanto agente não perceber que a vida é mais que riqueza e popularidade, seremos escravos de nós mesmos!

A vida deve ser aproveitada a cada momento!

Pare pra pensar, as guerras, a desgraça, o sofrimento no mundo é causado pela ganancia, pela vontade de ter poder e riqueza, de estar acima de todos! Quando você pensa nisso (guerras, ganancia, etc, etc) com certeza sente raiva de quem financias essa p**, mas perceba, que o algo mais que muitas pessoas procuram, são as causas dessas guerras! A vontade de se destacar, de ser melhor de ter riquezas, etc.

O que eu quero pra minha vida não é isso. É algo mais.

Qual é o seu “algo mais”?

*Davi Taynã  Abarca é filho de Gerson Abarca, estuda na 7ª série (8º ano) da Escola Alternativa de São Mateus/ES

Globulizar

sábado, outubro 1st, 2011

Dom Joaquim, Reitor da PUC-MG

Este foi o novo conceito elaborado pelo Bispo Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, durante sua conferência no dia do aniversário de São Mateus, em 21 de setembro de 2011.

Com o tema “ Contribuição do Cristianismo para a ética”, Dom Joaquim  concluía dizendo que precisamos pensar uma educação para a ética fazendo núcleos intensivos de reflexão, pequenos glóbulos de pessoas formadoras de opinião, para expandir o pensamento Cristão de defesa da vida como centro da vivência ética. Desta forma introduz o conceito Globulizar, onde mais que uma educação globalizada e massificada, que vem contaminada de uma educação de ECO, despersonalizada, para conduzir-nos a uma educação da voz, personalizada, onde cada pessoa consciente através dos glóbulos de reflexões intensivos poderão fazer manifestar no coletivo a verdadeira ética Cristã.

Para Dom Joaquim a verdadeira tarefa da educação “é fazer pensar com o coração e sentir com a cabeça”. Ele observa que nas universidades e escolas existe uma Ecolália(repetição que fortalece o pensar com a cabeça sem sentir), uma forma de pensar não antropológica, desconsiderando o ser humano como um todo e ao mesmo tempo portador de sua individualidade .

Com este conceito, Dom Joaquim  fez-me viajar na filosofia contemporânea do Frances Felix Guatarri que já elaborou a idéia das micromolecularidades fazendo mudanças nas macromolecularidades.

O programa trocando idéias de terça - foi 10.

quinta-feira, setembro 8th, 2011

Gerson Abarca, Ricardo Sá e Raria Celina no Trocando Idéias

Com o tema Construindo a afetividade, tendo como pergunta geradora de enquete:”Quando nasce a afetividade?”; O programa Trocando Idéias foi realmente muito produtivo. Muitas perguntas on line e por telefone. Um tema pouco trabalhado, por ser de caráter filosófico e ao mesmo tempo vital para a vida humana.

O apresentador Ricardo Sá, sempre brilhante, focou a temática para os vinculos familiares com temas do cotidiano.

Este é um programa que  sempre gosto de estar.

Minha querida esposa Maria Celina estava impecável.

O Martírio de Rubem Alves

quinta-feira, novembro 26th, 2009

No livro organizado pelo Dr. em Filosofia Antônio Vidal Nunes (UFES) “O que eles pensam de Rubem Alves e de seu humanismo na religião, educação e na poesia”, Ed. Paulus-SP, 2007. Vemos a trajetória do pensamento deste que considero um filósofo genuinamente brasileiro. E nesta bela historiografia que Vidal descreve no capitulo de introdução do livro, trás o episódio em que Rubem Alves é caluniado por membros de sua congregação religiosa, na qual era pastor na década de 60. Rubem retornava de seus estudos de mestrado nos Estados Unidos e encontrava um Brasil ditatorial, que controlava as idéias que julgavam revolucionárias. E revolucionário para os militares eram todas as idéias de justiça social, igualdade, fraternidade. Muitas Igrejas de base cristã foram cooptadas pelos militares com o mito do comunismo. Julgavam que todos os que desejavam uma sociedade melhor e com justiça social eram comunistas e que o comunismo era o grande mal do planeta – a “ameaça vermelha” – . Como relatou Rubem Alves em 1987. “… O trágico era precisamente isto: que pessoas da igreja, irmãos, pastores, presbíteros, não tiveram o mínimo de sentimento ético e estiveram assim tão pronto a nos delatar”. Imagino quanto este homem teve que suportar, como o beijo de Judas a Cristo. Tendo que observar em silêncio e entender ou encontrar motivos para entender.

O pior estava para vir, as denúncias internas dos seus correligionários cristãos foram parar no meio militar e sua prisão e possível tortura era anunciada. Mas amigos dos Estados Unidos conseguiram bolsa de estudos e Rubem Alves pode partir. Junto com sua família teve que experiênciar seu exílio. Um exílio que produziu seu Doutorado em Princeton.

Como a semente de trigo que morre para viver, o martírio de Rubem o projetou para a vida. Vida que gerou idéias, pensamentos e uma enorme produção filosófica, poética, mística , que hoje eleva a filosofia brasileira.

Pude ter contatos pessoais com Rubem Alves ao longo de minha trajetória profissional – seus livros são de cabeceira de cama no meu cotidiano. A vivência mais intensa foi quando organizei em São Mateus/ ES a 1ª Semana Rubem Alves (2000), pelo Instituto Pensamento que dirijo. Na oportunidade recebemos vários estudiosos de obra de Rubem Alves, inclusive o Antônio Vidal Nunes, grande amigo e Gilberto Damiano (Doutor em Educação). Na oportunidade produzimos a peça teatral do texto infanto juvenil de Rubem Alves “O Flautista Mágico” que pôde ser assistido pelo filósofo para uma grande platéia, graças a criatividade do teatrólogo Oscar Ferreira.

O martírio de Rubem Alves é martírio de homem que busca santidade. A busca por um mundo melhor, independente da religião , é em si um desejo de santidade. Não haverá quietude, ou tranqüilidade para estes muitos como Rubem Alves. Sementes semeadas traze o cêntuplo da esperança na estética das flores coloridas do jardim, e conforta as dores do caminho. As flores do jardim de Rubem Alves é sua magnífica obra. Como disse Alves, “…o otimista é aquele que acredita no futuro em função das evidências do presente; o esperançoso é aquele que acredita no futuro apesar das evidências do presente” (Nunes, 2007, pág. 32).

No livro organizado por Vidal, você poderá ir mais fundo no pensamento de Rubem Alves.

Parabéns grande amigo Antônio Vidal Nunes, por este belo livro.

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