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UMA LONGA JORNADO NO ESTADO DO MARANHÃO E PARÁ

sábado, setembro 18th, 2010
Psicólogo Gerson Abarca e a Psicóloga Juliana

Psicólogo Gerson Abarca e a Psicóloga Juliana

Estou desde terça passada em viagem, assessorando a Empresa Emflora em gestão de pessoas. Vim com a Psicóloga Juliana do Instituto Pensamento que dirijo, e também com os colaboradores Vitor e Rafaela da Emflora.

MERCADO EM CRESCIMENTO

Na região de Imperatriz-MA inicia-se grandes investimentos para a implantação da futura fábrica de celulose do grupo Suzano. O Brasil do reflorestamento descobre que no Norte há forte potencial de reflorestamento, das terras  onde as floresta foi devastada, surge a esperança de que pelo menos a extração de madeira não saia da floresta nativa, mas sim da reflorestada. Sabe-se que negócios em torno da celulose é uma das áreas que mais crescem e gera emprego, junto com o ramo de Petróleo.

Já, no Pará, grandes propriedades que estavam quase que abandonadas, ou entregues a uma “meia dúzia de gado”, agora têm novas perspectivas de investimentos, pois além da celulose, o minério de ferro, que exige muito carvão ( madeira), émelhor que não seja de floresta nativa.

POTENCIALIZANDO PESSOAS

Nos treinamentos que estamos desenvolvendo, vejo muitos jovens com vontade de crescer. O subdesenvolvimento destes dois estados, despotencializou oportunidades de crescimento educacional da juventude. Ao contrário do que muitos pensam, nesta região há muito entusiasmo da juventude para crescimento educacional.

MARANHÃO, 50 ANOS DE ATRASO

O Estado de um dos políticos mais influentes do Brasil, é o pior em IDH do Brasil, e isto estou vendo com meus olhos. É ridículo a forma com que os gestores públicos deste estado administram o bem público. A dinastia Sarney leva este estado ao anacronismo público. Aqui falta tudo, e este será o grande desafio para quem é empreendedor e deseja investir em produção.

PARÁ

Um estado também com subdesenvolvimento, mas que levou-me a grande surpresa a cidade de PARAGOMINAS-PA, aqui existe criatividade administrativa, a cidade está bonita. Há busca do setor administrativo por empresas. Inclusive, no almoço, um grupo de Chineses estavam no mesmo ambiente que eu, e eram empresários implantando uma fábrica de móveis, por causa da grande área para crescimento do reflorestamento.

VISÃO DE FUTURO

Não tenho dúvidas que o Norte do Brasil será ainda o celeiro de produtividade econômica para o Brasil. Vejo com bons olhos a mudança do olhar exploratório para o olhar empreendedor. Lógico, que caberá ao estado a garantia da defesa do patrimônio ecológico na região.

Para terem uma idéia do que é geração de empregos, a empresa que assessoro nesta região, emprega aproximadamente 1200 colaboradores diretos e pelo menos 200 prestadores de serviços indiretos.

Estar aqui, fez-me olhar para o Norte do Brasil com um olhar diferenciado. O olhar de que muitos que hoje estão desempregados, verão o salário nosso de cada dia chegar às suas mãos.

Relações interpessoais no mundo do trabalho

sábado, agosto 14th, 2010

Relações interpessoais é a capacidade que cada pessoa têm em estabelecer relacionamentos com outras pessoas em diferentes contextos sociais.

Nas relações de trabalho, observamos que há uma forte tendência em querer confundir as relações de amizades com a ação profissional.

Determinados comportamentos de coleguismo entre colaboradores que leva a acobertar erros por não ter que se revelar o amigo, expô-lo à possibilidade de uma demissão. Situações assim, podem comprometer tanto aquele que age com camaradagem ao acobertar o amigo, tanto aquele amigo que precisa ser acobertado, pois erros de procedimento nas empresas aparecem rapidamente, principalmente quando se trabalha com metas. Assim, aquela ação que parecia ser de zelo pelo amigo, torna-se uma armadilha no trabalho. Aqui a confusão da relação “amizade X trabalho”.

Muitas vezes, ao estar na equipe de trabalho, há pessoas que chegam sem cumprimentar os colegas , carrancudas. Mas se perguntarmos a elas o motivo que estão daquela forma, não saberão dizer. Geralmente as dificuldades para a interação nas relações interpessoais iniciam desde os primeiros anos de vida, no seio familiar. Na forma com que somos amados, no ambiente na qual crescemos. Se criados em ambiente hostis, temos a tendência de reproduzirmos esta hostilidade nos nossos relacionamentos já na vida adulta, sem percebermos.

Para que os ambientes de trabalho sejam lugares agradáveis, é necessário uma Gestão de Pessoas que esteja focada na observação do clima organizacional constantemente. Fazendo localizar os focos irritativos e procurando integrar as pessoas na equipe. Quando há um ou outro colaborador que não consegue integrar-se é necessário orientações freqüentes individualmente, procurando identificar os fatores pessoais que podem estar colaborando para a continuidade na dificuldade daquela pessoa nas relações interpessoais.

Pelo Instituto Pensamento, temos desenvolvido ações com empresas visando melhoria dos relacionamentos interpessoais, verifique www.psipensar.com.br

Ansiedade, um "bichinho" do amanhã. Sobre TAG.

sexta-feira, maio 7th, 2010

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, é outro transtorno que está na lista dos diagnósticos médicos e têm levado muita gente ao afastamento do trabalho.

Geralmente emerge em situações de trabalho estressante, crises econômicas na saúde financeira de uma empresa e dos extratos negativos de contas bancárias pessoais. Mas estas são situações que geralmente faz emergir o sintoma, porém, ao analisarmos o histórico dos pacientes com diagnóstico de TAG, veremos que os emergentes situacionais financeiros ou de acúmulo de trabalhos, é apenas a gota d’agua no copo que já estava cheio. Pois o TAG é um transtorno de estrutura comportamental, na qual a pessoa já desenvolve ao longo de sua história pessoal.

Por isto que fazemos a clássica pergunta no caso TAG: quem veio primeiro, a ansiedade ou a situação que desencadeia a ansiedade?

Geralmente os portadores de TAG insistem em dizer que foi a situação de trabalho. Mais com frequência os empresários, que sempre justificam o TAG pela característica empresarial. Comentários do tipo:”Empresário é mesmo assim.”

Aliás, podemos pensar se a escolha em ser um empresário já não faz parte de um perfil ansioso, ou de estrutura ansiosa, que muitas vezes é encoberta com conceito de empeendedorismo. Mas empreendem tanto que chega em um ponto da vida que se sentem sufocados por tantas frentes que criaram de trabalho.

Podemos dizer de maneira bem simples, que a ansiedade é aquele “bichinho”, como o de pé, que fica insistindo em colocar o pensamento no futuro. É a não localização com o presente, e a fixação com o futuro.

TAG têm cura, mas é preciso disciplina no monitoramento medicamentoso e Psicoterapêutico. É um transtorno difícil de ser trabalhado pois o paciente anseia a cura para amanhã, aliás, vivem da certeza que a cura é rápida. Levando ao atropelamento do tratamento.

Aqui vale o ditado popular:”o apressado come cru!”

PESSOAS OU OBJETOS NAS EMPRESAS ?

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Há 10 anos venho desenvolvendo programas de gestão de pessoas para empresas pelo Instituto Pensamento, na qual dirijo. Mas desde 1990, quando me formei em Psicologia, tenho atuado em intervenções de Psicologia Organizacional e convivido com seminários, cursos e congressos do ramo.

Desta experiência, o que tenho constatado é que os programas de gestão de pessoas tão divulgado nos cursos de administração de empresas, psicologia e áreas afins, ainda são teorias que embelezam TCC ( trabalhos de conclusão de curso). Isto porque poucos são os empresários que realmente investem na gestão de pessoas.

Grandes empresas continuam cometendo delitos de fazer de seus executivos escravos do trabalho, levando-nos ao distanciamento da família; estatais continuam tercerizando serviços e transformando seus contratantes em bolinha de ping-pong, cujo contratos duram pouco mais que dois anos. Nestes dias, conversando com um engenheiro de uma tercerizada do ramo de petróleo, falava-me que não teria férias porque a empresa em que estáva trabalhando perdeu o contrato e teve que ser incorporado por outra empresa.

Quando as contas da empresa fica no vermelho, os primeiros que sofrem são os seus emprtegados; os programas de gestão diferenciados; os apoios sociais. Pedem em treinamento que os colaboradores vistam a camisa, mas na primeira crise, são os colaboradores os primeiros a ter que entregar a camisa.

Raros são os casos em que o diretor de uma empresa luta para manter as condições de empregabilidade. Hoje mesmo uma esposa de um engenheiro de empresa de grande porte dizia-me que seu marido havia sido convidado para trabalhar em outra empresa, e ao iniciar no novo trabalho se surpreendeu por ver muitos funcionários de mais de 20 anos de carreira na própria empresa. Sua surpresa estava exatamente porque no trabalho anterior a empresa tinha uma política de manter os funcionários por um curto espaço de tempo. Tanto uma como outra são qualificadas com certificados de qualidade internacional; ambas deveriam ter programa de gestão de pessoas muito parecidos, pelo menos na perspectiva de qualificação. Porém, estão em posicionamentos antagônicos.

Tudo bem que no Brasil ainda não temos um controle do Ministério do Trabalho para verificar os critérios de demissão a admissão nas empresas, tipo: sistema para verificar das necessidades reais de se contratar e de dispensar funcionários.

Assim como se coloca uma cadeira em uma sala, e depois a tira para outro ambiente, as pessoas nas empresas, ou na maioria quase que absoluta delas, continuam sendo tratadas. São objetos ou peças descartadas.

Os poucos empresários que apostaram na fidelização aos seus colaboradores e valorização dos mesmos, estão ganhando e muito. Ganham perenidade, pois contratam pessoas para que elas se aposentem na empresa, sinal de visão do sucesso contínuo e longitudinal da empresa. Ganham vínculos de pessoas que se admiram, pois os diretores têm orgulho dos seus colaboradores e reconhecem que o sucesso da empresa está na mão de todos que a constróem ( as pessoas ), e por isto valorizam quantativamente e qualitativamente; por outro lado os colaboradores sentem prazer de pertencerem ao quadro de funcionários da empresa.

Empresas que só conseguém ver lucros, um dia poderão se deparar com a impossibilidade de existir. Porque economia é como onda do mar ( maré vai, maré vem ). Mas pessoas tendem á estabilidade, maturidade e história preservada.

Você não se lembra das moeda vigente em 1980. Aliás, ela já não vale mais nada.

Mas você não se esquece daquele professor que lhe tratou com muito carinho na sua escola infantil.

O dinheiro e a economia passam. As pessoas permanecem

O SUCESSO É SABER PERDER

sábado, novembro 28th, 2009

Muito se fala em vida profissional bem sucedida. Treinamentos empresariais estão focando muito a idéia de ser vitorioso, de não “correr atrás”, mas de sempre estar na frente.

Idéias que não condizem com a realidade e cotidiano dos grandes vencedores. Estes sempre se deparam com fracassos e mais fracassos, até atingirem o topo. Topo que não é eterno.

Veja no futebol, O Flamengo é um dos times com mais títulos do brasileirão, no entanto há 17 anos que não ganha a competição, aliás, esteve por várias vezes na ameaça do rebaixamento.

Alguém duvida da tragetória gloriosa do Corínthians? Neste ano conquistou dois campeonatos, e no entanto no brasileirão acumula mais derrotas que vitórias.

Tudo bem que o São Paulo pode conquistar o quarto campeonato seguido, mas tendo que conviver com muitas derrotas também.

A diferenças dos vencedores, é a estabilidade da busca. A confiaça da superação  após derrotas, e mesmo em situações das mais adiversas, em que as derrotas se acumulam, os campeões estão em constante busca. Veja o caso do Fluminense, tem tudo para ser rebaixado para a segunda divisão com um final de campeonato cheio de vitórias.

Quantas páginas escritas e rasgadas um bom poema consegue chegar a sua métrica e beleza? Quantos anos leva para uma canção eternizar-se após sua publicação?

Ernest Hemingway, autor do cérebre livro ” O Velho e o Mar”, conquistou o Prêmio Nobel da literatura (1954) com este livro de apenas 95 páginas. E um livro onde o sucesso do pescador está em não ter conseguido a sua pesca idealizada.

A linguagem literária de auto ajuda, é a meu ver, o discurso daqueles que nunca conquistarão a gloria da vitória, pois estão sempre fomentando o sucesso sem dor, sem perdas.

É só pela perda de muitas negociações que o bom vendedor realiza grandes vendas.

Por tudo isto , devemos praticar muitos esportes, aprender a jogar muitos jogos. Pois nestas atividades nos deparamos com nossos limites e vamos sabendo saborear o gostinho amargo de uma derrota.

SOGRO DE MOISÉS, A PALAVRA AMIGA DE UM ANCIÃO. SOBRE O TRABALHO EM EQUIPE

terça-feira, junho 2nd, 2009

*GERSON ABARCA

No capítulo 18 do livro do Êxodo, versículos de 1 a 27, temos uma bela intervenção familiar, dígna de reflexão para ambientes familiares e ao mesmo tempo profissional, como também atividades pastorais.

Moisés conduz sua esposa Séfora  junto com seus filhos Gerson e Eliezer à casa de Jetro, sogro de Moisés. O motivo desta atitude de Moisés, era de estar sentindo-se sobrecarregado na missão de conduzir seu povo, após a fuga do Egito. “O Deus de meu pai veio em meu socorro e salvou-me da espada do faraó.” (18,4b). Jetro, vai ao encontro de Moisés junto com a filha e seus filhos, e ao dialogar com Moisés observa que suas atividades  na missão o estão sobrecarregando. Jetro identifica que o motivo desta sobrecarga é a centralização das ações de Moisés. Jetro alerta: ” Que está fazendo com o povo? Por que apenas tu ficas aí sentado, com tanta gente parada diante de ti desde a manhã até à tarde?…Não está bem o que fazes.Acabarás esgotado, tu e este povo que está contigo. É uma tarefa acima de tuas forças. Não poderás executá-la sozinho… Vou lhe dar um conselho, e que Deus esteja contigo…procura entre todo o povo homens  de valor, que temem a Deus, dignos de confiança e inimigos do suborno, e estabelece-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez…¨( 18,13-23).

Quando nos deparamos com sobrecargas de trabalhos, tendemos a deixar de lado nosso maior patrimônio que é a familia, e centramos todas as forças nas metas do trabalho, independente de ser em atividades profissionais ou religiosas. É interessante que em muitas famílias, há inclusive a tendência de  solicitar aos avós o socorro para cuidarem dos filhos ( netos). Na sobrecarga dos nossos trabalhos, muitas vezes não vemos o quanto centralizamos ações sem transferirmos responsabilidades. Tenho assessorado diversas empresas, atendendo diretamente lideranças, e observo o quanto elas tendem a acumular ações em si mesmas, enquadrando em um perfil de centalizadores. O processo de formação de equipe é uma arte rara em empresas e entidades, sejam elas privadas, públicas ou assistenciais. Sem dúvida alguma, formar equipe não é algo muito fácil, vemos formações de grupos. O dilema do trabalho em equipe é a configuração de parceiros fidedignos, como bem orientou Jetro à Moisés.

“Moisés atendeu ao conselho do sogro e fez tudo o que ele disse” (18,24)

Esta é uma bela cena familiar que revela-nos a força de uma família que unida, monta estratégias inteligentes. E olha que esta passagem “dá pano pra manga”: trabalho em equipe, moral, fidelização, união familiar, descentralização,etc.

* É PSICÓLOGO, MBA EM GESTÃO DE PESSOAS PELA FGV-SP

UM PAÍS DE GENTE ENCANTADORA

segunda-feira, abril 20th, 2009
Paragominas - PA

Paragominas - PA

Caros amigos leitores, depois de mais de uma semana sem escrever no blog, por ocasião de uma viagem á serviço nos estados do Maranhão e Pará, retorno aos textos reflexivos para juntos pensarmos a vida.

Ao sair do Espírito Santo ao Norte do País, estados que nunca tinha ido, surpreendi-me com o perfil de receptividade dos Paraenses e Maranhenses. Estive nas cidades de Imperatriz-MA , Dom Eliseu e Paragominas -PA. Nestes lugares tive contato com pessoas muito afetivas, uma forte marca daquele povo. Em assessoria de gestão de pessoas para a empresa Emflora, tive contato com muitos jovens com imenso desejo de crescimento profissional, e com talento suficiente para este crescimento acontecer. Saí daqui com comentários de que no Norte do Brasil as pessoas são muito limitadas ao trabalho. Comentários estes provenientes de famílias com parentes naquela região, pois praticamente no sul do Pará muitas fazendas foram desbravadas por Capixabas.

Mas a surpresa foi grande. Por lá existem pessoas tão bem intencionadas e telentosas como pelo sudeste do Brasil. O que levou-me a concluir que a melhor forma de respeitarmos as pessoas é entendermos sua cultura, seus costumes, entende-los dentro de seu espaço geográfico. Nossa tendência é de ficarmos preconceituando relacionamentos por estruturas econômicas e educacionais. Quando deixamos o preconceito como porta de entrada nas relações humanas, deixamos também de entendermos e vermos o valor dos outros.

Nerste País, todas regiões estão interligadas. Todos dependem de todos.

No Pará e Maranhão emerge os reflorestamentos como solução de sustentabilidade ecológica, pois os estados do sudeste não possuem grendes áreas geográficas para tal. Por lá, temos minérios, e muito o que ser explorado. O aproveitamento da mão de obra existente por lá, é o melhor caminho para o crescimento educacional daquela região. As ermpresas que por lá estão se estruturando, não conseguirão se manter só pensando em contratar especialistas do sul e suldeste do país. O serviço que fui prestar  é uma ação inteligente, que resgata as pessoas de talentos na sua realidade sócio cultural e econômica.

Cheguei ontem em casa, feliz da vida. Pois conclui que somos todos iguais. Só precisamos respeitar as diferenças.

NA CRISE PESSOAS SÃO PEÇAS DESCARTÁVEIS

quarta-feira, março 18th, 2009

*Gerson Abarca

 

Não é verdade que os bens que a humanidade produz são para a alegria e felicidade de todos?

Não é verdade que trabalhamos tanto para termos alguns benefícios de bem estar?

Não é verdade que este planeta terra é dominado pela espécie humana, pois a ela foi dado a capacidade de pensar, criar e multiplicar?

Não é verdade que se pertencemos a uma mesma espécie,  não somos estranhos uns dos outros?

NÃO É VERDADE…NÃO É VERDADE…NÃO É VERDADE!!!!

Na história da colonização brasileira  os portugueses adentraram territórios das terras de Santa Cruz, destruindo culturas indígenas e cometendo genocídios, graças aos guias também indígenas.

Na Africa, negros eram acorrentados com destino ao continente americano, graças aos guias negros daquele continente.

E hoje, os Tesoureiros das grandes empresas, quando se deparam com esvaziamento dos cofres econômicos, penalizam de antemão seus irmãos trabalhadores nas demissões em massa.

O Capital gerado no mundo, em crise, afeta diretamente aos humanos.

A “lorota” dos gurus em Gestão de Pessoas, de que o maior patrimônio intelectual de uma empresa são seus colaboradores, só funciona em tempos de “vacas gordas” nos cofres das empresas. Nas “vacas magras”, este patrimônio intelectual é o primeiro a ser dispensado.

Nos três primeiros meses deste ano, ja são mais de 800 mil desempregados só no Brasil. Na Grã- Bretanha, chega a casa dos 2 milhões.

Na crise, mais importante que as pessoas, é o dinheiro. A maior prova de que pessoas são peças descartáveis.

 

*Psicólogo e diretor do Pensamento – Instituto de Psicologia e Pedagogia Infantil

FELIZ 2009 COM CRISE

segunda-feira, janeiro 5th, 2009

Feliz 2009 com Crise

Gerson Abarca*

 

 

Estamos terminando 2008 com um único sentimento, CRISE. O sentimento da crise não é nada agradável, é parecido com o da dor, é sinônimo de sofrimento.

Tudo indica que a “marolinha” prevista pelo Presidente Lula não vai ficar só nisto , vai virar tempestade. Nesta semana estava em uma cafeteria e o assunto era a crise econômica. A conversa meio descontraída, gerava uma sensação desagradável em nossos corações – algo meio angustiante – eta! cafezinho amargo… O médico dizia que já estava sentindo a baixa dos pacientes de convênios, principalmente com as descontratações das terceirizadas das empresas que dependem do mercado internacional; o empresário da área de materiais de construção dizia que em novembro e dezembro não executara nenhum pedido, sendo que no mesmo período do ano passado tinha batido recorde de pedidos; e eu só imaginando como que a crise impactará na busca por psicoterapia ou de assessorias empresariais para gestão de pessoas.

O índice de desemprego já bate a casa dos 7%. As artimanhas do Governo Federal em criar mecanismos para sobreviver à crise internacional parece ir esgotando seus últimos recursos. O momento fez-me lembrar da época de meu cursinho pré-vestibular em 1985, em que o professor de história falava que a forma de não errarmos nenhuma questão de história do Brasil era sempre assinalar as questões de múltiplas escolhas que tivessem a palavra CRISE. E sabe que nesta matéria sempre tirava 10. Como conviver com CRISES é algo intrínseco à brasileiros, não tenho dúvidas que nesta CRISE não vai ser diferente, só que esta é internacional.

Diante da CRISE, comecei a pensar em como potencializar comportamentos de superações, daí remeti a reelaborar algumas perdas que a psicologia tem estudado ao longo das etapas do desenvolvimento humano que podem ajudar a entender o lado bom da Crise. Em todas as etapas do desenvolvimento humano só avançamos para novas etapas quando sujeitamo-nos às perdas: no parto o bebê precisa cortar o cordão umbilical para poder configurar-se em um ser que construirá vida própria; quando sai das fraldas, a criança aprende a controlar a glândula esfíncter responsável para dar o sinal ao cérebro na hora de defecar ou urinar; já aos sete anos a entrada na primeira série anuncia uma trajetória de busca pelo conhecimento; aos doze anos a despedida da infância para a adolescência; para aos vinte e dois anos a entrada definitiva na vida adulta. Em todas estas etapas, acontece a CRISE existencial pela perda das regalias e proteções vividas na etapa anterior e entrada em uma nova etapa de mistérios, dúvidas e incertezas. Desta forma podemos entender que só crescemos na medida em que passamos por CRISES, ou só pela CRISE crescemos.

Recebi um texto circular de uma empresa de roupas, que alertava seus clientes em potencializar a CRISE motivando-os a tirar o S da palavra CRISE e utilizar a palavra CRIE. É desta forma que podemos ver valor na CRISE, pois muitas vezes, quando estamos em situações de regalias, abundâncias ou estabilidades, tendemos à acomodação. Passamos a repetir ações e vivenciamos a grande tendência humana “de ser gente para papagaio em um passo”. Estava ficando incomodado com o orquestrado discurso da estabilidade econômica brasileira. Das pessoas adquirindo veículos em longas prestações fixas, como que reproduzindo (copiando o modelo americano) de estimulação ao consumo. E olha aí o efeito papagaio, que ainda não foi mais catastrófico por causa da agilidade da atual equipe econômica do Governo Federal, que têm pautado em estabelecer um modelo econômico com foco na realidade local e menos dependente da ciranda internacional. Mas a CRISE mundial causa-nos um olhar para o próprio umbigo de mantermos solidez nos procedimentos econômicos. Quem chegou 2008 sem dívidas ou financiamentos impagáveis, e com uma certa “estabilidade” profissional, entrará em 2009 com um gás à mais, para transitar no próximo ano sem a “corda no pescoço”. Do contrário, quem foi engolido pelo marketing do consumo, iludido com o crescimento econômico brasileiro, estará passando um Réveillon com um gosto amargo de champanhe Francesa.

Desta forma, o melhor caminho é revisitar-se. Visitar a si mesmo neste ano que se finda de 2008, enumerando todos os potenciais que você possui para superar este tempo de CRISE real. Enumerar todas as ações tomadas em 2008 que foram frutos de ações impensadas, movidas pelo efeito papagaio, para que em 2009 saiba como não repeti-las. Projete-se para 2009 com clareza do seu próprio horizonte, pois se só pensas em chegar até no próximo ano ou se vives com um olhar muito curto para o futuro, qualquer CRISE será motivo de desespero. Mas se tens clareza do que pretende estar fazendo em 2050, verás que 2009 será mais um ano, que se bem vivido fortalecerá seus projetos à longo prazo.

O Instituto Pensamento é uma empresa de prestação de serviços especializada em gerenciar CRISES, pessoais, institucionais e empresariais. Sabemos que toda CRISE é bem vinda, pois só por ela nos mobilizamos em buscar caminhos CRIATIVOS para o bem viver. Entramos 2009 celebrando 10 anos de existência. Em janeiro de 1999 começávamos a empreitada de sermos uma referência para a psicologia na América Latina. Graças aos nossos usuários e parceiros comerciais, estamos entrando em 2009 com muita expectativa de sonhos realizados e a serem realizados, com o grande diferencial de termos nos estruturado pela qualidade, ética e respeito às diferenças. Caminhamos para nossa perenidade, decorrente de ações maduras e sólidas, onde partilho nesta coluna por mais este ano com todos os nossos leitores. Em 2009 estaremos firmes toda terça-feira na coluna Pensamento & Vida do jornal Tribuna do Cricaré, despertando sempre a capacidade criativa de pensar.

Feliz CRISE, feliz 2009. CRIE com a CRISE.

*É Psicólogo – Psicoterapeuta. Diretor do Instituto Pensamento.

 

LEI DA ATRAÇÃO OU DA ENGANAÇÃO

segunda-feira, dezembro 29th, 2008

Com o objetivo de estimular seus clientes a driblarem a crise econômica atual, uma determinada grife de roupas envia esta historinha que gostaria que você lesse com atenção: Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz: – Ah, que delicia este tigre que acabo de comer! O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando: “Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!” Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre furioso, diz: – Cachorro maldito! Vai me pagar! O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas. “Ah, macaco traidor! O que faço agora?”, pensou o cachorrinho. Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz: – Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou.

Será que este cachorrinho era tão esperto assim, ou é o tigre que estava com perda de sua real identidade?

È aqui que entra a lei da atração na publicidade, onde o cliente será seduzido ao produto na medida em que está desfigurado de sua própria identidade. Como o tigre que acreditou na força do cachorrinho, por estar destituído de sua real identidade.

Quando estamos angustiados ou ansiosos, desejamos possuir coisas para suprir nossas carências e neuroses. Fazer neuróticos é a regra do consumo, o jogo da atração.

Se no seu negócio ou trabalho, ainda você não têm clareza de seus potenciais, dos pontos fortes e fracos tanto externamente como internamente, estará se sujeitando com facilidade ao jogo de atração publicitária. Se estiver no comércio, sem clareza das forças que regem a economia local, regional ou nacional, cairá na ilusão de fazer grandes estoques de produtos e ficar com eles encalhados e duplicatas a pagar. É interessante que muitos comerciantes de cidades pequenas, ao verem toda a movimentação comercial dos grandes centros e dos shoppings imaginam que vão vender muito no natal ou em outras datas comemorativas do ano. Mudam os horários de atendimento ao público, deixam o comércio aberto até à noite e até abrem aos domingos, mas os resultados nunca são os esperados. Entra ano e sai ano e a reclamação sempre está no mesmo lugar. Tentam adaptar o comércio local a um outro contexto social, são atraídos por uma rede de publicidade das grandes marcas que conseguem iludi-los sobre o sucesso de vendas. Mas podemos observar que na mesma proporção que abrem lojas, também fecham. E se perguntarmos qual o segredo das lojas ou outros estabelecimentos comerciais que estão operando com estabilidade à longo prazo, vamos detectar que é pelo processo de fidelização de clientes, e um dos principais fatores de fidelização é o cliente consciente sobre o que deseja. Lógico que vemos algumas redes de negócios fazendo sucesso por questões apelativas de preços e publicidades milionárias ao longo dos anos, mas isto é quase que uma exceção. Um comerciante que abre um estabelecimento acreditando em lucro certeiro à curto prazo, é parecido com o tigre que acreditou que o cachorrinho é mais poderoso que ele; ou estará se posicionando como o cachorrinho que ao enganar um tigre, pensa que continuará enganando outros tigres.

Mas o jogo de sedução e enganação não serve apenas para quem é comerciante ou industriário, é também para pessoas que possuem seu emprego fixo, que ao caírem na ilusão global da estabilidade econômica, entram em dívidas impagáveis, como se o emprego estivesse garantido. Mas ao serem demitidos, ficam com o nome sujo na praça por não terem mais o salário sagrado de todos os meses para ficar em dia com seus vencimentos.

Mas se o cachorrinho acreditar que sempre ele estará enganando o tigre, e se sempre o tigre estiver acreditando nas jogadas do cachorrinho, uma hora ambos podem ser pegos por um efeito surpresa. Daí a lei da atração vira depressão.

Nesta história toda, como fica o macaco? Ele é o leva e trás de recados. O macaco nada mais é do que o intermediário, aquele que media. É a própria mídia consumista, responsável para fazer veicular o produto da sedução enganosa. Por isto que no final a culpa é do macaco. Mas afinal de contas, qual é um dos filmes mais assistidos na atualidade, que também leva o título do livro mais vendido? Por acaso é “a lei da atração”? É melhor saber de qual macaco você está dependente, se não, distraidamente você também será atraído e traído.

Gerson Abarca – É Psicólogo, Diretor do Instituto Pensamento. Especialista em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas.

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