Archive for the ‘publicidade’ Category

E parou mesmo...

segunda-feira, junho 28th, 2010

É sempre bom ver o Brasil jogar bem. O Lúcio é um monstro, joga com o coração na chuteira. O Julio César é uma segurança. O Kaka sóbrio.

Mas o resto ainda é resto. E só de resto não conquistamos copa.

Tudo bem que têm mídia que força a barra com grandes eventos nas capitais, mas se não contagiarmos todos os jogadores, o pragmatismo de Dunga nos levará ao amargo gosto de uma derrota.

Ainda o Brasil não convence, mesmo tendo jogado melhor.

Na sexta vamos verificar as reais condições de sermos campeões do mundo novamente.

O problema é aguentar o forte esquema publicitário, que deixa nossas mídias simplemente “sacais”.

Daqui a pouco o Brasil vai parar...

segunda-feira, junho 28th, 2010
O time do Brasil é bom, mas não vestiu a camisa. Está faltando sangue!!!!

O time do Brasil é bom, mas não vestiu a camisa. Está faltando sangue!!!!

Hoje é segundona, e o time brasileiro entra em campo logo mais às 15:30H, contra o Chile. De irmãos latino americanos passaremos pelo menos por 90 minutos ,inimigos. Esta é a grande arma do esporte, deixamos manifestar nossas raivas, mas logo em seguida tudo segue seu curso normal.

Pela manhã já observamos a ansiedade dos trabalhadores para que a tarde chegue logo. Mas do outro lado a ansiedade dos patrões, com suas contas a pagar pelas duplicatas vencendo, e a produção e vendas caindo.

Se funcionários públicos podem continuar os trabalhos abertos hoje, para terminar amanhã, para muitos sim. Mas nos serviços privados e nas empresas, qualquer trabalho adiado hoje, gera mais trabalhos hoje mesmo, e uma dispensa para assistir ao Brasil jogar, só vai sobrecarregar os funcionários com horas de compensação.

Mas o Futebol é nossa maior reserva de mercado emocinal. Se tirarmos a possibilidade de nos esbaldarmos com o futebol, vai sobrar pouca coisa de orgulho da nação. Pelo menos é o que a mídia faz com o nosso imaginário. Nossos principais ídolos ainda são os futebolísticos, mesmo que esteja diretamente ligados ao narcotáfico, como alguns estão atualmente sob suspeita.

Tudo bem que na Alemanha, as praças de Berlim estavam super lotadas, mas era domingo. Tenho amigos, que moram por lá que dizem que o fanatismo é também no primeiro mundo, mas nem tanto. Com a diferença que nestes paises há mais eqüidade social. Aqueles que saem de casa para ir às praças  brasileiras vibrarem com a vitórias da seleção, não sabemos ao certo se estão estudando, trabalhando, comendo, ou se realmente possuem um teto.Mas com certeza estão usando os benefícios do bolsa família.

O certo é: antes que termine a copa do mundo, não vamos pensar em outra coisa, pelo menos é o que a mídia comercial brasileira quer nos fazer engolir.

MAS QUE O BRASIL GANHE LOGO MAIS… Vou ficar feliz, pois como bom corinthiano, gosto de futebol.

MÍDIA E PSICOLOGIA - UM DEBATE PARA ESQUENTAR A CONFECOM

quarta-feira, novembro 4th, 2009
Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Evento será na Ufes e contará com participação do CRP-16

No clima das mobilizações visando a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), será realizado o seminário Observações, com o tema Mídia e Psicologia, nesta quinta-feira (05), em Vitória. O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP-16) vai participar deste evento, que acontece no auditório do Cemuni IV, no campus de Goaibeiras da Ufes, a partir das 19h.

O conselheiro Gérson Abarca vai representar o CRP-16 e será um dos palestrantes da noite. Além dele, o professor e doutor em Comunicação Social Edgard Rebouças e o doutor em Psicologia Social Paulo Menandro também vão fazer palestras sobre a temática.

O evento é realizado pelo Observatório da Mídia Regional. Vale ressaltar que a mobilização em torno da Confecom contará ainda com a realização da Conecom/ES, a Conferência Estadual de Comunicação, nos dias 20, 21 e 22 de novembro.(Fonte: www.crp16.org.br )

MINHA FAMÍLIA É ASSIM - UM PROGRAMA QUE VALE A PENA ASSISTIR

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Nesta terça passada, 15 de setembro, estive no programa “Minha família é assim”, com a apresentação do casal Presbítero Nelsinho e Márcia, pela Canção Nova.

Foi uma honra para mim, poder estar novamente neste programa com o tema publicidade infantil. Com amplo espaço para debates, o tema foi conversado livremente entre eu o Nelsinho e Márcia, como se estivessemos na mesa da cozinha de nossas casas. Aliás, esta é a grande sacada da produção deste programa, que simula o ambiente familiar.

O ponto forte da conversa foi quando falávamos sobre a capacidade que os pais possuem para serem os grandes publicitários da vida e do amor aos filhos. Muito mais do que os próprios pais imaginam.

Se em uma publicidade de 30 segundos  é capaz de fazer a cabeça de uma pessoa adulta, imagine de uma criança. Por isto que cabe aos pais a capacidade de controlar o que os filhos assistem na TV e quais os horários que assistem.

Você pode adquirir o DVD deste programa, é só entrar no call center da Canção Nova e solicitar. Vale a pena.

Pais, os Publicitários da Vida

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Se a publicidade consegue atingir crianças de 2 meses a 2 anos sem muito esforço, pelo fato de nesta idade a criança necessitar de objeto transicional para estabelecer o processo de separação dele com a figura materna, a publicidade entra diretamente na alma da criança sem juízo de valores e sem bloqueio de censura pessoal. Assim, podemos pensar que os pais podem transformarem-se nos maiores publicitários da defesa pela vida na mente de seus filhos.

Se o ambiente familiar é de paz, tranqüilidade e aconchego, onde a música que se ouve dentro de casa; os conteúdos que se assiste na TV e a potencialização das trocas de afeto são uma freqüência, a vida estará sendo “vendida” no imaginário da criança, como um valor que ele desejará experimentar, defender e viver.

Cuidar para que a casa tenha ambiência de paz, bem e afeto, filtrando tudo o que entra na casa, desde pessoas até conteúdos televisivos e radiofônicos, como também estilos musicais; são fatores que construirão uma criança potencialmete desejosa de viver a paz e a vida na sua plenitude.

Aquilo que os pais desejam que seus filhos sejam, poderão interferir nos filhos desde bebês. Dizer conteúdos bons, mensagens positivas e alegres, são mecanismos que colocam os pais como os principais publicitários da vida junto aos filhos.

É preciso assumir assim a paternidade e maternidade responsável, e ter sobre a família o controle sobre o processo educacional dos filhos.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Após está breve reflexão, gostaria de saber se você também concorda que os pais são o principal veículo educacional dos filhos? Você têm alguma experiência neste sentido?

Deixe seu comentário abaixo:

Controle de Publicidade na Mídia Brasileira

sexta-feira, setembro 11th, 2009

O Governo Federal convocou a primeira Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM). Previsto para 3,4 e 5 de dezembro de 2009, a Conferência pretende criar mecanismos de controle para a mídia no Brasil. Dentre as temáticas que tem sido bastante debatidas entre os grupos que se organizam para influenciar nesta nova regulamentação está a questão da publicidade, principalmente a voltada para crianças e adolescentes como também a de bebidas alcoólicas.

O Conselho Federal de Psicologia tem participado deste debate e focado seu campo de interesse principalmente por estas duas formas de publicidade. Isto porque os psicólogos atuam na busca de melhor qualidade de vida emocional da população com teorias da psicologia, pesquisamos sobre o desenvolvimento infanto/juvenil e as tramas de construção de vínculo afetivo entre as pessoas.

Com o conhecimento da psicologia nas suas diversas áreas de função e campos teóricos, podemos certificar que a publicidade para crianças e adolescentes deve ter critérios bem estabelecidos, principalmente àqueles que não criam mecanismos ilusórios, fazendo penetrar idéias fantasiosas como verdades, em uma mente que ainda é desprovida da capacidade de pensar por si mesma e fazer juízo de valores sobre suas escolhas. A influência de publicidade para crianças e adolescentes é tão certeira, que há pesquisadores que indicam a eliminação de qualquer tema de publicidade para crianças e adolescentes. Já na questão da publicidade de bebidas alcoólicas o problema é ainda maior, pois crianças e adolescentes estão sendo introduzidos no vicio alcoólico com a ilusão de que a bebida alcoólica não causa dependência. O órgão que regula a questão da publicidade no Brasil CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que é composto por empresários da mídia, criou a idéia de que bebida acima de 13º GL (Graus Gay – Lussac) é considerada alcoólica, pois querem associar a idéia de que o vinho (que geralmente é acima de 12°, é um alimento) para não dificultar a venda de vinhos dos produtores brasileiros. Porém a incoerência está lançada no ar, pois se um motorista beber uma única dose de bebida alcoólica ou até um copo de cerveja, será pego no bafômetro e será no enquadrado na Lei Seca. Pois é notório que pesquisas apontam que uma única dose de bebida alcoólica já altera a estrutura psicomotora do motorista.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Diante desta breve reflexão, você acredita que o Governo Federal deveria regulamentar melhor a publicidade de bebidas e as dirigidas à crianças e adolescentes?

De sua opinião nos comentários abaixo:

Publicidade de Bebidas Alcoólicas

quinta-feira, setembro 10th, 2009

Em recente pesquisa, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) divulgou resultado de pesquisas desenvolvidas longitudinalmente (ao longo de anos) com a questão da publicidade de bebidas alcoólicas na mídia com os seguintes dados:

– Idade que se inicia o consumo de bebida alcoólica no Brasil é de 12 a 14 anos.

– A maior parte dos acidentes de trânsito provenientes de consumo de álcool ocorre por indivíduos que bebem eventualmente.

– 35% dos menores de idade consomem bebida alcoólica ao menos 1 vez ao ano, sendo que destes 9,1% o fazem com freqüência.

As conclusões sobre a publicidade de bebida alcoólica foram:

– Reforço atitude pró-álcool.

– Pode alimentar o consumo entre quem bebe.

– Pode desestimular a redução do consumo.

– Predispõe os jovens menores de 18 anos a beber

62% dos adolescentes informaram que são expostos diariamente à propagandas de álcool.

A pesquisa revela que quando o telespectador identifica-se com o produto de marketing, predispõe ao consumo de álcool.

Quando observamos estes índices, entendemos que nossa atual geração está sendo conduzida ao consumo de bebidas alcoólicas, nossas crianças e adolescentes estão ficando pré-dispostos ao alcoolismo.

Imagine como que a associação de imagem da cerveja em estádio de futebol ou financiando programas esportivos pode levar aos jovens a idéia de que cerveja não trás conseqüências negativas à saúde e que para ser esportista nada melhor do que uma cerveja para comemorar resultados.

Também vemos como a publicidade de cervejas associam a garrafa e o liquido com mulheres esculturais e na sua maioria louras, como se ao tomar cerveja estivessem degustando e saboreando uma linda mulher.

Tenho atendido nos últimos anos muitos adolescentes que utilizam cerveja para conseguirem conquistar uma menina pois julgam tímidos e a cerveja libera. Assim também com as meninas, que para não ficar de fora do poder masculino acabam entrando no mundo da cerveja pela necessidade de disputa de poder territorial, tipo “se eles podem, eu também”, mesmo a publicidade de cervejas sendo associadas como coisa de homem usufruindo a mulher/cerveja, elas acabam entrando no jogo.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Diante desta breve reflexão como você vê a publicidade de bebida alcoólica livremente na mídia brasileira?

Deixe sua opinião nos comentários abaixo:

A Melhor Idade para a Publicidade Fazer a Cabeça

quarta-feira, setembro 9th, 2009

De todas as idades, a faixa etária que está mais suscetível de ser influenciada pela publicidade, sem que haja um sensor ou uma capacidade intelectual de filtragem do que se vê ou se ouve, é a idade dos 2 meses aos 2 anos.

Nesta idade, tudo que é apresentado à criança, ela absorve como uma esponja. Este mecanismo mental, que pré-dispõe os bebês a serem contaminados livremente por mensagens externas, já foi muito bem pesquisado pelos publicitários. Pesquisas apontam para necessidades de consumo de crianças e adolescentes que foram introduzidos com mensagens subliminares nas mentes delas quando ainda tinham de 2 meses a 2 anos.

Se formos pensar o por que disto, podemos encontrar a resposta em Winnicott, psicanalista Inglês que conceituou para esta idade o termo “objeto transicional”, que representa o objeto que estabelece a transição entre ele (bebê) e a mãe, tendo como primeiro objeto de transição desta idade que tende a se superar, o bico dos seios da mãe. Observamos que os bebês tendem a brincar com o bico dos seios da mãe. E depois, quando vai adquirindo autonomias, a criança começa a se vincular com o mundo e para isto nomeia objetos externos à sua mãe, como a fraudinha, ursinhos, etc.

Assim, podemos dizer que um dos objetos que entra na intermediação do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê é a publicidade que vem nas formas visuais e auditivas. Os publicitários, conhecedores deste mecanismo que é eminentemente afetivo, tratam de elaborarem veiculação de idéias e produtos para que seja fixado na mente do recém nascido, tendo em vista a ser desencadeado em tempos futuros.

As vezes, a publicidade em si não é penetrada, mas junto da publicidade temos a programação, os conteúdos. Nestes sim, a publicidade penetra, construindo mecanismos de frustração e ansiedade no processo de superação de mãe e bebê, levando ao aumento do vazio afetivo no futuro e conseqüente campo aberto, ou melhor: buraco profundo afetivo para que a publicidade penetre com a ilusão de que conseguirá por determinados produtos suprir o vazio construído.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

A partir desta breve reflexão, como você imagina que os pais devem cuidar para que seus bebês não sejam vítimas desta cruel artimanha da publicidade?

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As Tramas da Publicidade

terça-feira, setembro 8th, 2009

A publicidade é o mecanismo pelo qual torna-se público algum produto, com objetivo de que seja adquirido pela população ou incorporado como procedimento. Vemos publicidade de tudo quanto é produto e idéias. Desde um palito de fósforo, até um avião. Desde uma campanha do governo de prevenção à saúde até doutrinas religiosas.

Conhecemos o que vemos. E a publicidade é tudo o que faz dar visibilidade a algo.

Nas tramas da publicidade, publicitários se utilizam muito de mecanismos psicológicos para fazer atingir a sua clientela alvo. Quando o produto é para criança, o apelo é pela ação e dinamicidade do produto. Por isto mesmo, vemos bonecas que parecem pessoas verdadeiras, pelo menos nas publicidades de mídia visual; ou alimentos que nos são apresentados com tanta cor e beleza, que só de olharmos na publicidade da vontade de comê-los.

Para que o público esteja suscetível a um anúncio publicitário é estratégico que este seja consentido com apelos emocionais afetivos, daí a identificação com o produto tem maior chance de penetrar o pensamento do cliente em potencial – o usuário da mídia –. Lembro, quando víamos as publicidades de cigarro, em que apareciam pessoas muito bonitas, joviais e atléticas em alguma ação de dar inveja, tipo: o cara conquistando uma linda mulher; o Cawboy dominando um cavalo no rodeio, etc. A identificação do público com a cena, que remetia a um desejo pessoal do cliente telespectador em ter sucesso com mulheres e homens e ser atlético e vitorioso podia levar a associação de imagem que aqueles que fumavam poderiam ter mais chance de atingir ao objetivo de sucesso.

Por isto mesmo que a publicidade adora atingir pessoas que estão desprovidos da capacidade de auto-perceberem seus limites pessoais ou que ainda são imaturas.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

A partir desta breve reflexão, você acha que a publicidade que é veiculada na mídia deveria ter mais critérios, principalmente em horários que crianças e adolescentes estão mais expostos aos programas?

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