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É possível o casal chegar ao orgasmo sexual juntos?

sábado, agosto 21st, 2010

Esta é uma meta em que muitos casais procuram atingir. Alguns, bem poucos conseguem com freqüência. Um numero maior com respostas orgásticas mais pontuais espaçadamente , e a grande maioria como um sonho a ser realizado.

Mas o orgasmo conjugal é um dos mais nobres presentes que a biologia reservou para os casais, tanto, que aqueles que conseguem pontuar maior numero de relações sexuais com final feliz de orgasmo mútuo são ou estão muito fortalecidos no casamento.

MAS O QUE É O ORGASMO?

Esta é uma outra questão, pois a cinematografia romântica e as novelas, venderam um padrão de orgasmo que parece quase impossível uma pessoa sentir em uma relação sexual. Venderam a imagem de que o orgasmo é uma sensação de profundo êxtase, como se o casal entrasse em transe, algo indescritível.

Mas é preciso cada pessoa e o casal saber entender e diferenciar como funciona o seu orgasmo e como a sensação de orgasmo em uma atividade sexual é percebida pelo casal. O orgasmo é uma sensação plena de bem estar físico e emocional após a atividade sexual. Mas se não estiverem atentos, a dupla ficará esperando por respostas que já viram em filmes.

Lembro-me de uma senhora que em tratamento psicoterapêutico dizia que nunca tivera vivenciado uma sensação de orgasmo. Esperava sempre que fosse gritar, suar, seu corpo ficaria em espasmo, e ela teria a visualização de que estaria nas nuvens. Brinquei com ela devolvendo-lhe a idéia que esta sua fantasia parecia como a ilusão de morrer e estar chegando ao céu. Ela reagiu em brincadeira dizendo que não queria morrer tão cedo. Enfim, analisamos que ela deveria aprender a entender como se manifestava o orgasmo nela. Quando ela foi entender que o seu orgasmo funcionava de forma mais amena, uma boa sensação de relaxamento físico e emocional por ter sido amada – tanto que esta mulher dizia que ficava mais de uma hora abraçadinha ao seu esposo – e após descobrir que isto era orgasmo, descobriu outra coisa também muito maravilhosa, que seu esposo na maioria das vezes ejaculava no momento em que ela sentia a suavidade serena no corpo. Este casal descobriu que estavam muito bem sexualmente, sendo que passaram mais de 12 anos imaginando que não se adaptavam sexualmente um ao outro, pois ele também esperava que o orgasmo para ela deveria ser mais abrupto, imaginava que ele não a satisfizesse por ela não reagir assim.

O orgasmo em conjunto é uma realidade que pode ser vivenciado plenamente pelo casal, mas é preciso entender como cada um reage na atividade sexual – o seu perfil sexual ou o seu padrão orgástico – e abrir o jogo para comuni isas a dois.

SEXUALIDADE - MÉTODO BILLINGS REEDUCA O HOMEM

segunda-feira, novembro 2nd, 2009

Dando sequência aos textos que escrevi nestes dois últimos dias, por ocasião do curso de formação que está sendo realizado na Canção Nova de Cachoeiro Paulista – SP pelas Instrutoras sênior da WOMB – Austrália, vamos pensar o MOB na ótica dos homens.

Somos educados na história a ter na atividade sexual um descarrego de prazer genital. Mais dos que as mulheres, ainda somos bem mais genitalizados. Tendemos a ver na mulher nosso objeto de cama, mesa e banho. Assim como é incorporada também  na realidade das publicidades.

Enquanto as mulheres tendem a busca de carinhos e carícias, e as vezes pouco se preocupam com o ato genital em si, os homens querem logo a satisfação genital.

Um dos maiores obstáculos para o homem aceitar que sua esposa utilize o MOB, é sua imaginação que ficará longos períodos sem atividade sexual por causa do período fértil da mulher, que escolhe abster-se da atividade sexual nestes dias, se não quer engravidar. Com isto, o homem genitalizado, que possui foco apenas para a sua sexualidade penetrativa, como se a mulher fosse um “vaso depositário de sêmem”, fica irritado em saber que deverá esperar pelo período seco, de não fertilidade da mulher.

Com o MOB, vamos entendendo que a fertilidade não está diretamente associada com desejo sexual, e que a mulher pode desejar ter a atividade sexual em qualquer dia do seu cíclo menstrual. A diferença é que ela quem dá a cartada, de quando pode ou não pode ter o ato genital em si. Sai da postura de passividade em relação ao homem e toma postura a partir do que conhece de si mesma. Ela, mulher, também quebra com um paradigma, assume o papel de protagonista da busca sexual na relação conjugal.

Ao homem cabe respeitar a mulher, atitude pouco valorizada na cultura. Começa a conhecer as diferentes manifestações do cíclo mentrual de sua parceira. Aprende a não só procurar sua esposa para “transar”, mas para ter momentos de afeto pelos carinhos e carícias.

Ao longo da vida conjugal, o casal terá maior busca pelo desejo sexual e com certeza um ganho enorme na qualidade da expressão da sexualidade.

Por tudo isto que posso confirmar que o MOB reeduca o homem para uma sexualidade poetica, suave e ao mesmo tempo potencialmente orgástica.

Maiores detalhes, veja no meu livro “Prazer sexual na vida conjugal”, Ed.Paulus, SP

SEXUALIDADE - O USO INDEVIDO DO MOB - PARA ACENTUAR REPRESSÃO SEXUAL

sábado, outubro 31st, 2009
Livro de Gerson Abarca sobre este tema

Livro de Gerson Abarca sobre este tema

O encontro de formação que está acontecendo neste final de semana na Canção Nova de Cacheiro Paulista-SP, reune aproximadamente 500 pessoas de todo o Brasil para potencializar instrutores do Planejamento Natural da Família através do Método da Ovulação Billings (MOB).

Em linhas gerais, o MOB consiste em ajudar a mulher a identificar seu padrão básico de fertilidade para poder planejar uma gravidez ou não. A mulher passa a ser portadora de sua fisiologia, domina o rítimo do ciclo menstrual e junto com seu esposo fará uma bela parceria de preservação natural da sexualidade conjugal, sem fazer uso de química.

Hoje, o MOB atinge uma eficácia de 99,1%, acima dos métodos contracepitivos artificiais, sem trazer efeitos colaterais na mulher e educando o casal para a sexualidade com foco na abstinência periódica.

Porém, observamos que há mulheres que utilizam o método para evitarem a relaçao sexual, geralmente são mulheres que apresentam algum trauma na expressão de sua sexualidade na área fisiológica e que desenvolvem um padrão de conduta repressivo.  Colocam limites nas formas de manifestar a criatividade sexual, e vivem a vida conjugal em risco.

As formas de usar o MOB como um escudo para não ter a relação sexual são muitas, mas aqui trago algumas cenas: A cada ciclo menstrual ela fica sempre com muita dúvida para identificar seu padrão de fertilidade, e quase sempre por medo de que pode engravidar. Fica argumentando com seu esposo que enquanto não identificar realmente o seu período fértil, não poderá ter relação; outra situação comum é de dizer que seu ciclo é muito irregular, gerando mais dúvidas; se o processo educacional da mulher for de limites exagerados na forma de expressar carinhos, as vezes até por uma visão religiosa distorcida, em que associou relação sexual com pecado, não permitirá a manifestação de carinhos e carícias no período fértil dizendo que é muito arriscado e pode engravidar.

Vemos que este uso indevido do MOB está quase sempre relacionado ao medo de engravidar. O que revela o uso do MOB como um meio de controle e não de planejamento. Mas o MOB deve ser escolhido como uma filosofia de vida, da vida em abundância. A boa usuária do MOB, não têm medo de uma gravidez, simplesmente vive a plenitude de sua sexualidade propulsora da vida, e consequentemente o relacionamento sexual é tocado a uma forte gama de afeto, respeito e planos. Se um filho for fecundado sem que esteja no plano do casal, para a usuária madura, será visto como uma benção e não como um martírio.

O uso indevido do MOB para acentuar repressão da expressão da sexualidade, está colaborando para que muitos homens fiquem com receio que suas esposas utilizem esta metodologia, pois imaginam que vão ficar sem atividade sexual.

Sou testemunho em meu casamento com Maria Celina  do blog sermulher da Canção Nova , já com 18 anos de casado e três filhos planejados, que o MOB trouxe para nós uma intensidade na atividade sexual que com certeza não é atingida ao longo dos anos pelos casais que escolhem meios artificiais para controlar natalidade. Lembre que quase 80% dos casais apresentam disfunção na manifestação do prazer sexual, e apenas 4% dos casais no Brasil tiveram a coragem de escolher o Planejamento Natural. Parece que a busca desenfreada pelo prazer está trazendo mais desprazer. E é comum os relatos dos casais que já usam o MOB há vários anos, que estão tendo intensidade sexual com qualidade afetiva.

Gerson E Maria Celina - 18 anos de uso do MOB

Gerson e Maria Celina - 18 anos de uso do MOB

É bom lembrar que o MOB deve ser utilizado como um recurso de libertação da sexualidade conjugal, uma libertação das amarras da cultura de morte imprimida pelas políticas internacionais de controle de natalidade e intensificada pela publicidade de consumo.

ATIVIDADE SEXUAL NO CASAMENTO - UM OLHAR TEOLÓGICO

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Se perguntarmos aos casais se a atividade sexual no casamento é importante, tenho minhas dúvidas que alguém se atreverá em dizer que não é.

Mas se perguntarmos no mais intimo dos casais se eles estão satisfeitos sexualmente com o parceiro, tenho a certeza que a maioria dirá que não.

As pesquisas recente apontam para alto indices de insatisfação sexual entre os casais, e por isto a tendência dos parceiros buscarem outras formas de satisfação sexual, ou em relações extra- conjugais ou em fugas por fantasias, como acontece com a visita à sites pornográficos.

Em meios religiosos pouco ouvimos as pessoas falarem sobre a vida sexual no casamento. Dependendo do grupo religioso parece até que os casais se quer realizam atividade sexual. Mas também em meios não religiosos torna-se difícil saber se é diferente, pois é muito difícil identificar que são os parceiros.

SÃO PAULO, na primeira carta aos Coríntios, da uma aula sobre a vida sexual aos que casam: “Não é a mulher que dispões de seu corpo, mas o seu marido. Do mesmo modo, não é o marido que dispõe de seu corpo, mas a sua mulher. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo e por algum tempo, para vos entregardes à oração. Voltai depois à convivência normal, para que Satanás não vos tente, por vossa falta de domínio próprio.” (1Cr 7,4-5).

Ao contrário do que muitos atacam as orientações de São Paulo, dizendo que sua moral é repressora, ele nos orienta em uma teologia que acentua o encontro sexual dos casais e inclusive reforça a idéia de que se o casal não se possui um ao outro corporeamete, estará colocando em risco a fidelidade conjugal. Nos orienta que o nosso corpo pertence ao parceiro, o conjugue, que deve possui-lo de todo e sempre.

É muito comum ser interrogado na condição de Psicólogo sobre a relação sexual oral. Como se os casais quisessem uma cartilha de conduta. Mas São Paulo dá-nos uma bela pista, de que todo seu corpo pertence ao seu parceiro. Assim, as carícias orais sendo preâmbulos afetivos que conduza ao prazer sexual, circunspecto à intimidade do casal em comum acordo e cumplicidade, levará o casal ao fortalecimento do vínculo. A cartilha deve ser construida pelo próprio casal. Não será um Psicólogo quem dirá o que deve ou não ser feito pelo casal.

Imaginem na época de São Paulo, ele falar desta temática com tamanha abertura. Como ele estaria falando hoje aos casais, se estivesse entre nós? Alguns pregadores se revestiram da autoridade de São Paulo e conseguiram atingir uma abertura maravilhosa para falarem da sexualidade conjugal, como foi a experiência de Pe. Léo, que falava do cotidiano conjugal com muita transparência.

Aquilo que Deus deu gratuitamente aos casais, que é o corpo erógeno (que pontua prazer), deve ser muito bem vivenciado, transformando o encontro dos corpos em um desejo constante no casamento. Um lazer que só fortalece o casal

Como melhorar a potência sexual no casamento

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

Gerson Abarca*

Assistindo a um programa do canal de TV Planeta Animal, sobre sexualidade animal, ouvi a citação de uma pesquisa onde a melhora do desempenho sexual dos homens está relacionado ao desenvolvimento de tarefas domesticas que eles realizam em suas casas. Segundo esta pesquisa, homens que arrumam suas próprias camas deleitam-se melhor nos seus leitos e também melhoram o desempenho sexual com suas esposas quando se dedicam a partilhar as tarefas do lar.

O motivo disto não foi revelado no programa, mas posso imaginar que é um efeito natural de aproximação do casal. Se ele é solidário em casa, isto leva ela a ceder ou a se atrair mais por ele. Do contrário, quando o esposo não se toca para ajudar em nada dentro de casa, perde o vínculo natural com sua esposa e possivelmente a perda de atração dela por ele. Como parceiro, por sua vez, o homem terá na vivência sexual um momento de coroamento de vínculo estabelecido consequentemente um melhor desempenho sexual.

Está aí uma forma simples e econômica para os homens melhorarem seu desempenho sexual no casamento. Não precisa nem de usar recursos químicos.

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