Posts Tagged ‘psiquiatria’

O dilema dos portadores de TOC.

terça-feira, novembro 15th, 2011

Meu artigo deste blog: “Toc tem cura” – http://blog.cancaonova.com/pensandobem/wp-admin/post.php?post=1771&action=edit, é o mais comentado de todos os artigos. Mas o interessante é que as pessoas entram e se identificam com os depoimentos, que são chocantes e ao mesmo tempo esperançosos.

Tenho observado que grande parte dos que deixam seu recado, são jovens que vivenciam momentos desesperadores pelos sintomas repetitivos e que geram grande angústia. A angústia de que o sintoma não vai passar.

Mas também é digno de observar nos depoimentos, que os processos de tratamentos são longos e que seus portadores geralmente querem rapidez . Um desconforto entre a espectativa de cura e a cura real. Parece que o tempo não passa e os sintomas pioram.

O grande risco está na entrada do desespero, pois nesta situação busca-se por qualquer proposta indecorosa de cura, criando dependência sobre aqueles que as prometem, tanto por médicos ou lideranças religiosas. Há um forte risco de o portador torner-se escravo de práticas religiosas espiritualistas que também prometem cura.

Ao ler atentamente os relatos dos comentários do artigo, vemos que muitos dos portadores adquirem sintomas  obsessivos com elementos religiosos e com caráter punitivo. São frequentadores de religião mas numa posição sempre de que estão no erro, como se pela religião seriam livres de seus pecados, ou mesmo tendo na prática religiosa um elemento de auto controle para não pecarem.

Sabemos que a boa prática da religião deve conduzir as pessoas à libertação, à alegria. Mas ainda vemos que em muitos encontros de oração e de formação religiosa inclusive para jovens, carrega-se na punição. É como se a boa religião fosse aquela que enfatiza a lei acima do amor. Esta forma de viver e conduzir jovens à religião é a tal da hipocrisia tão condenada por Jesus, quando questionava os judeus por criarem fortes fardos de regras às pessoas na qual eles mesmos não conseguiam praticar.

Um dos meios de aliviar os sintomas do TOC é deixar-se livre de culpas.É jogar fora todos os meios punitivos de se viver.

Mas se o sintoma está incorporado, o caminho é psicoterapia contínua com um psicólogo, semanalmente, e suporte medicamentoso por orientação de um médico Psiquiátra. Na minha experiência de monitoramento à portadores de TOC, vemos que em menos de dois anos de tratamento com medicação e psicoterapia semanal, não dá para se obter resultado substancial. Continuo defendendo a idéia que TOC tem cura sim. Por acaso nascemos doentes? Que eu saiba, o incurável a nível comportamental ainda é a esquisofrenia.

O programa trocando idéias de terça - foi 10.

quinta-feira, setembro 8th, 2011

Gerson Abarca, Ricardo Sá e Raria Celina no Trocando Idéias

Com o tema Construindo a afetividade, tendo como pergunta geradora de enquete:”Quando nasce a afetividade?”; O programa Trocando Idéias foi realmente muito produtivo. Muitas perguntas on line e por telefone. Um tema pouco trabalhado, por ser de caráter filosófico e ao mesmo tempo vital para a vida humana.

O apresentador Ricardo Sá, sempre brilhante, focou a temática para os vinculos familiares com temas do cotidiano.

Este é um programa que  sempre gosto de estar.

Minha querida esposa Maria Celina estava impecável.

Sindrome do Pânico têm cura?

quarta-feira, abril 6th, 2011

Tenho recebido muitos pacientes que foram avaliados como portadores de Sindrome de Pânico e cujo profissionais afirmam que é um quadro que não têm cura e que o tratamento consiste em o paciente adapitar-se aos sintomas.

Este tipo de orientação é típica de uma visão da saúde centrada na doença, escrava dos laboratórios.

Sindrome do Pânico têm cura sim. Mas é necessário participar de um processo de tratamento que tenha monitoramento medicamentoso sob orientação de um Psiquiátra e psicoterapia semanal contínua ao longo do tratamento.

Observamos em nossas pesquisas com os pacientes que se colocam fielmente ao tratamento, que os resultados começam a ser pontuados depois de aproximadamente dois anos, quando o paciente já inicia sua percepção dos sintomas e consegue colocar-se em posição de enfrentamento do pânico. Logo em seguida, com uma sequência de episódios de superação, o paciente tende a diminuir o número dos sintomas do pânico.

A psicoterapia entra em processo de alta quando o paciente já saiu da medicação com a orientação médica. Pois assim teremos a certeza de que o paciente superou a sindrome.

A dica é procurar Psicólogos que trabalhem com abordagens que leve o paciente a se encontrar com sua própria história, pois é nela que foi construido o processo do pânico ( quem sabe no passado fobia).

Outra dica importante é procurar Psiquiátras que saibam desenvolver ação interdisciplinar e que não mediquem apenas para derrubar os sintomas mas sim preparar o paciente para uma boa Psicoterapia. Pois remédio não pensa e não conversa com o paciente.

Cuidado com as intervenções que estimulam técnicas de auto estima( regrinhas desconectadas com a realidade do paciente)

Desta forma, devemos categóricamente afirmar que Sindrome do Pânico têm cura

Abarca fala sobre dependência tecnológica no "Minha família é assim"

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Veja o vídeo do programa exibido nesta terça feira pela TV Canção Novas, vale a pena conferir:

Entre no YouTube – Minha familia é assim. Como a dependência tecnológica afeta a sociedade?

Sobre transtornos emocionais - Natal, Ano Novo e Férias, passaram. Mas o tristeza ficou no mesmo lugar.

terça-feira, janeiro 25th, 2011

Antes mesmo de chegar o Natal, a tristeza já ocupava grande parte do dia. Mas pensava que era por conta do estresse de final de ano. Mas chegou o Natal e a tristeza não saiu do lugar. Restava ainda a cartada de final de ano, aquela festa super animada de passagem de ano. O ano novo chegou o velho se foi, e a tristeza ficou no mesmo lugar. Tudo bem! ainda tinha janeiro, férias na praia, ou no campo ou mesmo trabalhando, mas com caminhadas todos os dias por conta do horário de verão.

Mas as férias e o mês de janeiro já está terminando e a tristeza ainda continua no mesmo lugar.

Pois é! Acho que chegou a hora de você fazer uma boa avaliação psicológica, pois com certeza você está passando por um transtorno depressivo ao algo similar.

Procure um Psicólogo devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia para organizar seu pensamento.

Nenhuma festa ou datas celebrativas conseguirão conter esta depressão que está dentro de você.

PS: Se você leitor não está passando por isso, certamente você têm algum conhecido que esteja nesta situção. Por isso, indique que busque uma ajuda.

Culpa, o maior obstáculo nos transtornos emocionais

quarta-feira, janeiro 12th, 2011

Mais do que superar os sintomas imediatos dos transtornos emocionai, é necessário entender todo o movimento interno da construção do emocional da pessoa para superar os sintomas indesejáveis de cada transtorno.

Sabemos que é a culpa a maior barreira, e por ela a fixação e evolução do transtorno.

No TOC, quanto mais culpado a pessoa se sente, mais sintomas obsessivo compulsivo terá. Geralmente são fatores da história pessoal que estão associados ao sentimento de culpa que leva à comportamentos que geram sofrimento. Por de trás de do TOC temos um individuo que precisa se desvincular das culpas. Por isso, devera entender os motivos que desencadearam a culpa. Pode ter sido por repressão, sentimento de fracasso, etc.

Também na ansiedade pela TAG, muitas vezes a necessidade de estar no amanhã para fugir de fatores que no presente geram culpa. Como se a antecipação trouxesse a sensação que haverá a superação do objeto de culpa.

O que nos derruba emocionalmente não são tanto nossos atos, mas sim a culpa que carregamos por eles.

Se as culpas não forem elaboradas em um tratamento de transtorno emocional, dificilmente veremos caminhos de cura. E só pela psicoterapia ou processos analíticos um paciente conseguirá buscar esta construção interna para a destruição das culpas que o sufocam. Medicação é química que soma, mas não faz pensar, e nem conversa ou confronta com o paciente.

TOC – Quando os sintomas são preocupantes

sábado, janeiro 8th, 2011

Na seqüência deste tema sobre transtornos emocionais, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é o dos mais comentados nos artigos anteriores que escrevi neste blog. Mas devemos tomar cuidado em definir quando uma pessoa está com sintomas reais de TOC, tendo em vista que nós humanos somos constituídos de comportamentos repetitivos ao longo de nossa história, hábitos criados pela cultura e processos de educação para a higiene, como também para conviver com o cotidiano.

Desta forma, temos uma série de comportamentos que são necessários na vida humana. Como exemplo a necessidade de escovar os dentes após as refeições, ou mesmo a necessária condição de lavarmos as mãos em tempo de gripe suína.

Na prática religiosa temos rituais que são repetições, como é o caso do terço ou do rosário para os Católicos, que se forem vivenciados sem entendimento e consciência pode virar expressão obsessiva, sem significado.

Para que um sintoma possa entrar na ordem de preocupação se é ou não um transtorno obsessivo compulsivo, é preciso que o comportamento repetitivo esteja trazendo angustia e sofrimento, além de gerar na pessoa a sensação de ser incontrolável. Algo é um transtorno quando, pela própria palavra, causa transtorno. O comportamento desencadeado deixa a pessoa escravizada, com angústia e sem forças de sair daquele comportamento.

Se é comportamento repetitivo e que incomoda e impede da pessoa crescer e ser feliz, ai sim está na hora de procurar fazer uma boa avaliação psicológica para se verificar o grau do transtorno e traçar uma busca terapêutica.

Sobre Transtornos Emocionais – nunca é de mais.

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Hoje é quase moda na clínica médica diagnosticar pacientes com algum transtorno emocional. Às vezes penso que este modismo não saiu do lugar. Se hoje são os transtornos emocionais, ontem era o estresse, e mais antes ainda era psicoses. Enfim, dizer que uma pessoa está com transtorno ou algum quadro emocional, pode ser uma boa saída para não ficar sem respostas ao paciente durante um diagnóstico.

O último caso que vivenciei pelo fato do paciente ser meu amigo, foi o diagnóstico neurológico que dizia que o paciente estava com ansiedade, mas sua ansiedade aumentava mesmo com medicação. Até que este meu amigo foi levado às pressas ao hospital e estava com seus pulmões totalmente comprometidos. Saiu morto do hospital, após mais de dois anos sendo diagnosticado com Transtorno Generalizado de Ansiedade (TAG). Lógico, o cara não estava conseguindo respirar, isto da ansiedade mesmo. Fica sem respirar por um instante para ver como você se comporta. Falar que o sujeito é portador de um Transtorno Emocional só é indicado após ter-se esgotado todos os exames médicos possíveis.

Lembro-me de uma paciente minha que também era medicada por outro Neurologista por que estava com depressão. Seu sintoma era perda súbita de ânimo, e às vezes até desmaiava. Seu médico dizia que provavelmente teria um quadro de histerismo. Se ela tivesse caído nas mãos de um psicanalista lacaniano, sem experiência ambulatorial, até hoje estaria fazendo análise e desmaiando. Nas primeiras sessões, observei que seu quadro estava mais para disfunção fisiológica do que emocional. Após um especialista ter solicitado exames de sangue, constatou-se que a paciente era portadora de hipotensão ( o contrário da hipertensão), o que causara-lhe os desmaios e a perda de energia para o trabalho. Depois disto, elaboramos uma proposta terapêutica para ela aprender lidar com este sintoma, e por incrível que pareça, a paciente em dois meses teve alta medicamentosa e inclusive da psicoterapia. Só manteve o tratamento da hipotensão.

Outro desastre de intervenção médica foi em relação a uma senhora que chegou ao hospital dizendo que estava sentindo dores no peito e falta de ar. Mas o médico plantonista disse que era para despachar a paciente porque ela era “pitiática” (mania de chamar atenção com dramas de saúde), ao chegar em casa de volta, ela veio a óbito. Seu quadro era cardíaco.

Por tudo isto, quero continuar conversando com você neste mês sobre Transtornos Emocionais. Pois a questão é atualíssima.

Fernanda, uma blogueira do PENSANDOBEM que superou o TOC

sexta-feira, dezembro 31st, 2010

Caros leitores deste Blog. Fico muito feliz com notícias de pessoas que procuraram ajuda em palavras que fomos inspirados a escrever a partir deste blog, e que desencadearam mudanças pessoais. Veja o depoimento de Fernanda, postado nesta quinta feira, dia 30/12/2010. Suas palavras na certa vai estimular a muitas outras pessoas portadora de TOC, a confiar que existem caminhos de superação do problema:

lucinha_nanda@hotmail.com

Temos que optar por um caminho.

Olá eu fiz uma postagem aqui em 2008, eu tinha descoberto o TOC
naquele ano, eu estava tão mal a um tempo, me sentido a pior pessoa do
mundo, confusa e perdida no mundo, NO MEU PRÒPRIO MUNDO, exatamente isso
o toc cria o seu próprio mundo e nos aprisiona dentro dele, nos mata
aos poucos e acaba com todos os sonhos que temos. Eu me vi completamente
acabada e todos os meus sonhos, eu que era uma pessoa tão bem vista
pelos outros estava mal e não me importava mais em viver. Eu comecei a
ler, lia muito, e eu me vi com duas saídas ou eu enfrentava esse
problema de frente ou eu iria fugir o resto da minha vida, eu resolvi
enfrentar e ir em busca da felicidade plena. Eu comecei a ler os livros
do psiquiatra Augusto Cury, e descobri ali que não existem mágicas ou
formulas milagrosas, que precisamos ser o protagonistas no palco da vida
e não um mero espectador. Eu descobrir que a verdadeira paz está dentro
de você, não tem como fugir ou para onde fugiríamos de nós mesmos,
agente fica achando que vamos encontrar soluções nas pessoas, mas elas
são pessoas e seres finitos assim como nós, então não esperem nada dos
outros, olhem para dentro de vocês, esse medo exagerado nos tornam
pessoas frágeis e vulneráveis a qualquer tipo de conflito, e quando eles
chegam nós não estamos preparados. Nossas personalidades estão sendo
criadas desde pequenos, alguns desses conflitos estão nos seguindo a
muitos anos, e não estamos galgando cada degrau de coragem e sentimentos
resolvidos.Quando comecei a trabalhar com essas pessoas, só assim
poderia entender, descobri que todos nós estamos na vida passando por
conflitos, mas que algumas pessoas estão mais suscetíveis a isto, então
descobri que seres finitos sempre estarão em evolução, sempre estará em
busca do sentido da vida. HOje me sinto muito feliz, me sinto livre,
sinto que me conhecer melhor é a coisa mais importante que eu poderia
ter feito, tenho consciência que sou como qualquer ser humano e quero
ser feliz e ajudar o meu próximo. As pessoas podem falar de religião,
mas eu vejo um ser muito maior do que todas as religiões, e que serve
como exemplo de emoções e sentimentos curados o nome dele é JESUS, tenho
tido ele como exemplo e confiado nele um ser infinito, que nos trás
forças e um exemplo de vida que passa a nos dá mais do que um sentido,
mas uma direção a seguir. Quero dizer que o toc tem cura sim, como
qualquer outra doença, eu sou plenamente feliz hoje, muito mais do que
antes, hoje consigo da valor e consegui me achar e descobri quem eu sou.
Gente estudar, ter calma e pedir ajuda a Deus sempre é a melhor saída
para este problema. Ajudando uns aos outros certamente seremos felizes e
nada será capaz de destruir nossos sonhos e planos. UM lindo 2011 para
todos vocês, que seja um tempo de cura para todos. Fico feliz em voltar
aqui e poder respirar hoje vitoriosa porque eu escolhi vencer essa
doença. beijos a todos.

Veja o texto sobre TOC:

De TOC
TEM CURA ?
, 30/12/2010, 23:24

Transtornos emocionais - em qual Psiquiátra confiar.

sábado, novembro 27th, 2010

Imagine esta cena patética:

O paciente procura um médico psiquiátra por sentir-se com ansiedade. Após rápida consulta, dessas de programa de saúde público ou de plano de saúde com grande número de clientes, o médico diz para o paciente que está com uma ansiedade tão grave que se não usar medicação em um mês irá ficar louco.

Depois deste trágico diagnóstico, o médico pergunta ao paciente se ele já usava algum medicamento. O paciente disse que usava o que sua mãe também usava por conta própria, o tal do Rivotril. O médico diz ao paciente:”então você continua tomando a mesma medicação só que com a dosagem pela metade, pois a sua mãe é bem

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