Alzheimer: a memória pode se desvanecer, mas o cuidado e o amor permanece

Maria Aparecida junto com sua família e a sua sogra Tereza de Assis. Foto: Arquivo Pessoal

Conheça a história da Maria Aparecida, técnica de enfermagem no Posto Médico Padre Pio, ela cuida da sua sogra Tereza de Assis Pereira, que foi diagnosticada com a Doença de Alzheimer.

O Alzheimer é uma doença crônica degenerativa, que destroem as células cerebrais comprometendo a memória e funções cognitivas, evoluindo de forma lenta e progressiva. O quadro clínico costuma ser dividido em 4 estágios:

Estágio 1 forma inicial: alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais;
Estágio 2 forma moderada: dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia;
Estágio 3 forma grave: resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva;
Estágio 4 forma terminal: estrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

Entre os principais sinais e sintomas estão:

  • repetição da mesma pergunta varias vezes;
  • dificuldade para acompanhar conversações;
  • dificuldade para dirigir e encontrar caminhos conhecidos;
  • irritabilidade,agressividade,passividade,tendência ao isolamento;
  • falta de memória para acontecimentos recentes.

Fatores de risco:

  • histórico familiar e idade
  • baixo nível de escolaridade

Prevenção:

  • atividades como ler, pensar, manter a mente ativa
  • jogos inteligentes
  • atividades em grupo
  • alimentação saudável
  • atividade física regular 

Experiência pessoal

Minha sogra hoje com 86 anos, começou a apresentar os primeiros sinais com 80 anos, e como a maioria das pessoas pensamos que era “coisa da idade “. Mas, levamos ao médico.  Primeiro um clínico geral e depois à um neurologista que fechou o diagnóstico: ela está com Mal de Alzheimer.

Foi iniciado o tratamento e os cuidados foram ficando cada vez mais necessários. Passamos a morar com ela pra poder acompanhar melhor. Hoje, necessita de cuidados em tempo integral. Cuidados básicos como higiene pessoal, alimentação, hidratação e dar os medicamentos nos horários. Pois não tem a mínima condição de cuidar de si mesma. Cuidados esses que são imprescindíveis para se ter o mínimo de qualidade de vida.

Ela não reconhece mas os familiares, mas uma coisa é certa: os pacientes com Alzheimer reconhecem o cuidado e principalmente  o amor que lhes é dado.