Como trabalhar a aceitação da doença após o diagnóstico

Enfrentar a aceitação de uma doença não é nada fácil, pois engloba muitos sentimentos, dúvidas, medos, perdas, incapacidades, impotências enfim.

Trabalhar e aprender a enfrentar o novo é uma tarefa difícil, requer que você saía da zona de conforto que muitas vezes é inerente ao ser humano, para ir em busca de forças que até então eram desconhecidas e aprenda a lutar por aquilo que agora lhe é importante viver ou “recomeçar” a viver por você ou por àqueles que você ama.

Por isso não podemos nos isolar e fingir que nada está acontecendo e que está tudo bem, ou que vai ficar. Precisamos primeiramente nos respeitar, entender o processo que vamos viver e nos permitir sentir toda dor e tristeza que a descoberta da doença traz.

Posteriormente analisar e decidir aquilo que preciso fazer nesta nova etapa a ser vivida, para que seja menos dolorosa e sofrida. Dividir com quem amamos essa aflição, angústia e medo é uma das alternativas.

A família tem um papel fundamental nas nossas vidas e nesse momento é com ela, por ela e junto com ela que precisamos nos abastecer para juntos adquirirmos coragem, sabedoria, união, amor para suportar as etapas delicadas que fazem parte do processo a ser vencido.

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Assim como pedir ajuda aos profissionais capacitados que poderão nos ajudar e automaticamente apoiar os nossos se preciso for. Nesse momento precisamos ir além e sair de nós mesmos, buscando na fé, forças que nos ajudará no enfrentamento da doença e nos sustentará no decorrer da mesma.

Encontrar um novo sentido de vida diante de um diagnostico ruim não é fácil, emocionalmente o choque que sentimos pode nos paralisar e nos levar a pensar que é o fim, mas jamais podemos perder a esperança.

Precisamos lutar, ter fé na vida e acreditar em Deus que nos ama muito e estará sempre conosco nos auxiliando, direcionando e cuidando pois o seu amor por nós é infinito e imensurável.

Renata Andrea, psicóloga no Posto Médico Padre Pio