HIV e AIDS: entenda a diferença

Confira o texto da enfermeira Juliana Nogueira, explicando a diferença entre AIDS e HIV, os sinais e sintomas, a transmissão e o tratamento.

 

AIDS x HIV 

HIV é uma sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana. Este é um retrovírus que ataca e deprime o sistema imunológico, através de uma infecção causada pelo mesmo.

As células mais afetadas são os linfócitos T CD4+ (células que comandam o sistema de defesa do nosso organismo), e é alterando o DNA dessas células que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar ele rompe esses linfócitos e vai em busca de outros para continuar a proliferar a infecção.

Uma vez que o indivíduo é infectado pelo vírus o sistema imunológico começa a ser atacado, ficando cada vez mais enfraquecido. Podem surgir os primeiros sintomas na chamada fase aguda, mas o indivíduo pode passar longos anos sem apresentar nenhum sintoma, chamado de fase assintomática, e sequer saber que é portador do HIV. Após 10 anos sem se manifestar o HIV pode provocar uma síndrome chamada AIDS.

AIDS é a doença causada pelo vírus HIV. É uma síndrome, conjunto de sinais e sintomas, provocado pela infecção causada pelo HIV, quando o sistema imunológico já está deprimido e não consegue mais responder, ocasionando uma grande porta aberta para infecções oportunas.

Ter HIV não é o mesmo que ter AIDS!
Há muitos soropositivos (portadores do vírus) que vivem anos sem apresentar sintomas ou sem desenvolver a doença.

Sinas e sintomas:

Após cerca de 2 semanas da infecção pelo HIV podem aparecer os primeiros sintomas, que são semelhantes aos de uma gripe comum, sendo eles:

  • Dor de cabeça e nas articulações;
  • Febre baixa;
  • Infecção de garganta;
  • Gânglios inflamados (ínguas);
  • Cansaço excessivo;
  • Aftas ou feridas na boca;
  • Diarreia;
  • Suores noturnos.

Uma vez desenvolvida a doença propriamente dita, a AIDS, os sintomas podem ser:

  • Febre alta constante;
  • Suores noturnos frequentes;
  • Perda de peso;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Manchas brancas na língua e boca;
  • Dificuldade para respirar;
  • Feridas na região genital;
  • Tosse persistente;
  • Problemas de memória.

Transmissão:

  • Relação sexual (vaginal, oral ou anal) sem proteção com indivíduo portador do vírus;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes (agulhas, lâminas…) contaminados;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para o filho na gravidez, parto ou amamentação (mães portadoras do HIV tem 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto).

Diagnóstico:

  • Feito através de coleta de sangue ou fluido oral;
  • Pode ser feito o teste rápido (resultado em 30 min) ou laboratorial; em ambos os casos a infecção pode ser detectada 30 dias a contar da situação de risco, período chamado de janela imunológica;
  • Os exames são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Podem ser feitos de forma anônima;
  • Você pode se informar sobre onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

Tratamento:

Esta é uma doença crônica, que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada através de medicamentos antirretrovirais (coquetel). Atualmente no Brasil existem 21 tipos de medicamentos (orais ou injetáveis), fornecidos pelo SUS, que inibem a multiplicação do vírus no organismo, evitando assim o enfraquecimento do sistema imunológico e resultando em uma melhor qualidade de vida.

Juliana de Paula Nogueira, Enfermeira no Posto Médico Padre Pio e Pós graduada em Licenciatura em Enfermagem.