Verão! Cuidado com a infecção urinária

Com o aumento da temperatura no verão, temos um período favorável para as idas às praias e piscinas, mas além de toda a diversão que o momento nos oferece, não podemos deixar de dar uma maior atenção à saúde.

É principalmente nessa época que há um aumento na incidência de infecções urinárias, com maior predisposição nas mulheres, que possuem a uretra mais curta do que os homens, o que facilita a entrada de bactérias no canal urinário e também pessoas que têm outras doenças associadas, como diabetes, estão mais suscetíveis à infecção urinária, assim como as ansiosas, porque o sistema imunológico fica debilitado e mais fraco para combater as bactérias.

Dependendo da estrutura acometida, a infecção tem nomes diferentes: uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins).

Nos dias de calor transpiramos muito, e assim, perdemos líquido, muitas vezes não é possível repor uma quantidade suficiente e somado ao aumento da umidade em áreas íntimas durante o verão, na qual determina mudanças na população de bactérias e germes comum dessa região, que ocasionará um desequilíbrio propiciando o desenvolvimento de infecções.

Os sintomas caracterizam-se por:
– Dores no baixo-ventre, bexiga e costas;
– Ardência ao urinar;
– Aumento da vontade de urinar, porém escassa;
– Odor mais forte e coloração mais escura da urina;
– Sangue na urina nos casos mais graves.

Diagnóstico
– Levantamento da história clínica do paciente e de seus sintomas;
– Exame de Urina Tipo I;
– Urocultura com antibiograma (para identificar o agente infeccioso e orientar o tratamento).

Tratamento
Às vezes, o próprio organismo dá conta de eliminar as bactérias. Em certos casos, o tratamento requer o uso de antibióticos que serão escolhidos de acordo com o tipo de bactéria encontrada no exame laboratorial de urina. 

Prevenção
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, algumas dicas de cuidados são importantes neste verão:
– Revisar os hábitos de higiene durante as micções; utilizar água e sabonete após as evacuações, com cuidado no direcionamento do fluxo de água para o enxágue.
– Regularizar o ritmo intestinal, pois longos períodos de constipação permitem a proliferação bacteriana pela presença de fezes ressecadas na ampola retal.
– Dê preferência por uso de roupa íntima de algodão, evitando tecidos sintéticos e modelos “colados” ao corpo.

Na dúvida, procure sempre a ajuda do médico e não faça a automedicação.

Mantenha sua saúde em dia.

Joyce Cristiane do Amaral Assis – Bióloga no Posto Médico Padre Pio – Graduada em Ciências Biológicas com Especialização em Análises Clínicas.