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História do Deus Imenso

Certo dia, padre Aluísio Ricardo foi até Osaco (SP), na Paróquia de seu amigo padre Nelson. De lá trouxe emprestado para a Casa de Maria em Queluz (SP), um ostensório muito grande, normalmente usado nas procissões de Corpus Christi. Quando o padre Aluísio retornou para casa, já era noite e havia no céu uma lua linda. Quem conhece a Casa de Maria, em Queluz, sabe como é lindo ver a lua da escadaria. O padre chegou trazendo o ostensório tão grande e tão pesado que, no seu caminho para a sacristia, fez uma parada na escadaria. Ivonise (Nise), vendo o ostensório grande, riu e com seu jeito bem-humorado me chamou, dizendo “Márcia, venha ver o Deus Imenso!” Rimos ali nós três, conversamos um pouco e fomos cada um para o seu quarto dormir.Deus ImensoNa manhã seguinte, à mesa do café, voltamos ao assunto do ostensório grande. Conversamos muito, porém não usamos mais a expressão “Deus Imenso”. Nesta conversa, eu senti meu coração pulsar rapidamente. Senti também como se algo me queimasse por dentro e uma alegria pareceu invadir-me inteiramente. Saindo dali, fui para a capela viver meu momento de adoração e orações pessoais. Neste momento, voltei a sentir as mesmas sensações e me pus a rezar, para compreender o que Deus estava me dizendo. Ali, comecei a cantarolar a música de Walmir Alencar “Deus Imenso”. Os sentimentos interiores e aquelas sensações que já falei avolumaram-se e eu silenciei. Não compreendi, mas permaneci atenta, vigilante, certa de que o Senhor queria me fazer entender alguma coisa.

Durante mais ou menos 3 ou 4 dias, isso se repetiu nos meus momentos de oração. Percebi que em nossas conversas na casa sempre nos referíamos ao ostensório grande com a expressão “o Deus Imenso”. Observei, também, que isso não soava aos ouvidos como uma brincadeira, mas era uma expressão do que Deus queria nos fazer entender. Rezei muito, mas de início não comentei com ninguém.

Num outro dia, também n o café da manhã, começamos a conversar e desta vez falávamos de adoração ao Senhor, de Cerco de Jericó. Foi quando contei ao padre Aluísio e a Nise sobre esta experiência que eu havia vivido em Cuiabá (MT): em 1997, padre Paulo Ricardo me disse para fazer, em preparação para a Festa de Pentecostes, 50 dias de adoração; pois o papa João Paulo II tinha decretado 3 anos dedicados cada um a uma Pessoa da Santíssima Trindade. E assim fizemos. Porém, quando faltava pouco mais de uma semana para a Festa de Pentecostes e, então, encerraríamos os 50 dias de adoração, tivemos de pará-la, de maneira que não foram completados esses 50 dias. Ao narrar este fato, senti-me profundamente emocionada e todas aquelas sensações voltaram ao meu coração.

Então, ousei e propus ao padre Aluísio que fizéssemos esses 50 dias de adoração em preparação para a Festa de Pentecostes. O padre e a Nise aceitaram de imediato e ali mesmo, continuando a conversa, decidimos chamar este período de 50 dias de adoração ao Deus Imenso. Não simplesmente pelo tamanho do ostensório, mas por que, nos dias seguintes, Deus mesmo foi n os fazendo compreender que esta era a Sua vontade.

Eu, a Nise e o padre nos reunimos durante os 40 dias anteriores, na Quaresma, para rezar. Não queríamos levar os jovens do discipulado ao cansaço, ao prejuízo da sua formação. Reunimo-nos em silêncio e rezamos. Deus foi então confirmando e nos inspirando sobre a  maneira como esse tempo é realizado hoje: estarmos unidos a quem quiser rezar durante este tempo, mesmo que a pessoa não esteja presente aqui na casa. Cada um deverá organizar um altar em sua casa ou ambiente de trabalho (uma Bíblia, imagem da Virgem Maria, vela, imagem do santo de devoção e o crucifixo) e ali, no horário que escolher, rezar todos os dias.

Diante de nossa capela, uma lampada acesa nos faz lembrar dessas pessoas. Nas Missas diárias rezamos por elas e pelas intenções que nos são enviadas. Enviamos cartas aos mosteiros  para unirem-se a nós. Convidamos a quem possa vir, com amigos, família ou grupo de oração a assumir um momento de adoração.

O Senhor também nos fez compreender que este tempo é para o mundo, é um tempo de graças. É como se o Senhor viesse de maneira especial, com graças próprias para este tempo. Nossa capela se “transforma” em uma tenda, a tenda do encontro, a tenda da reunião, onde Deus se dá como quer a cada um.

Os 50 dias de adoração ao Deus Imenso é o nosso pequeno reconhecimento ao amor de Deus por nós, amor este que vimos e celebramos na Semana Santa, que antecede o início deste tempo. Adoração ao Deus Imenso que morreu e ressuscitou e que durante 50 dias apareceu aos seus amigos. Esta é a graça deste tempo. Os amigos do Senhor se encontram com ELE. “Um Deus imenso que por amor se deixa alcançar” (Walmir Alencar – Deus Imenso).

Venha adorar, venha ver o Senhor!

Com carinho,
Deus é bom!

Márcia Louzada
Missionária da Comunidade Canção Nova em Queluz

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Veja também:

.: Começaram os 50 dias de adoração ao Deus Imenso
Fotos e testemunhos

.: Carta convite: “Seja um adorador permanente”
por padre Aluísio Ricardo

.: Tudo o que já foi postado sobre o “Deus Imenso”

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