Saudades de minha mãe, mas Nossa Senhora me assumiu como filha…

Vivi muitas experiências com Nossa Senhora na Casa de Maria em Queluz, e até hoje essa casa é a minha favorita para fazer os retiros anuais. Mas quero partilhar uma experiência que me marcou muito no meu primeiro ano de comunidade em 1995, quando ingressei na Canção Nova.

Minha conversão se deu pelas mãos de Nossa Senhora, antes mesmo de conhecer a Deus, a Jesus. A primeira pessoa com que me relacionei de forma pessoal foi com Nossa Senhora. Foi Ela quem me apresentou Jesus e por Ele experimentei o  amor de Deus.

O dia em que ouvi a voz de Deus me chamando para ser missionária na Canção Nova, estava em uma Missa na Canção Nova e lembro-me que senti um impulso muito grande para servir a Deus. Porém eu me via impossibilitada pois era filha única, meu pai já havia falecido e minha mãe estava gravemente doente, e naquele dia estava hospitalizada. Chorei muito pois sabia que Deus estava me chamando para uma vocação mas não tinha coragem de deixar a minha mãe naquela situação. Foi aí que Deus interviu. Naquele mesmo dia enquanto estava na Missa na Canção Nova, Deus chamou minha mãe para a eternidade.

foi preciso que minha mãe fosse logo para eternidade para que assim eu pudesse estar "livre" para viver a minha vocação.

Quando voltei para casa minha mãe havia partido para o Céu. De imediato não entendi pois havia pedido a Deus a cura dela… mas agora compreendo os desígnios de Deus: foi preciso que minha mãe fosse logo para eternidade para que assim eu pudesse estar “livre” para viver a minha vocação. Naquele mesmo ano procurei a equipe vocacional e dei inicio o meu caminho de discernimento vocacional. Dois anos depois já estava ingressando na Canção Nova em Queluz. E lá fiz a mais linda experiência com Nossa Senhora.

Ao escrever a minha história pessoal constatei que a presença de Nossa Senhora na minha vida é uma presença real de mãe. E não tenho dúvidas de que foi ela quem me trouxe para a Canção Nova. Sempre ouvi o diácono Nelsinho Correa dizendo que Nossa Senhora caminha pela casa de Queluz, e eu confirmo, pois estando na Casa de Maria no ano de 1995 senti a presença de Nossa Senhora me gerando novamente, me formando, me educando para a Santidade.

Tudo que sou hoje como mulher, como esposa, como mãe, como missionária devo a essa experiência de filha que vivi em Queluz no ano de 1995. Sinto muita saudade da minha mãe, mas assumi Nossa Senhora como minha mãe. Embora toda a Canção Nova seja a Casa de Maria, quando visito a casa de Maria em Queluz, me sinto voltando a casa da Mãe, ao lugar seguro onde posso tocar o céu aqui na Terra.

Ana Cristina e sua família

Ana Cristina Capucho de Souza (Tininha)
Missionária Canção Nova


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A experiência que fiz na Casa de Maria foi a de ser filha, aluna em sua escola, uma aprediz. Na Casa de Maria servi os irmãos no café da manhã, no almoço, no jantar. Haviam dias que preparavamos o que comiamos. Nas quartas-feiras, dia da Providência, fazíamos os doces para vender e ajudar o Projetos Dai-me Almas nos acampamentos de oração em Cachoeira Paulista (SP).

Sempre colocávamos cada coisa em seu lugar, organizando cada ambiente da casa. Em todos esses afazeres quanto ensinamento! Deus falava em tudo: nos irmãos, nos acontecimentos do dia a dia, no arrumar da casa, no lavar o banheiro, encerar as capelas, tirar o pó… Trabalhavamos nas escalas sempre em dupla, e Maria, a mãe de Jesus e nossa, estava sempre presente.

Eu gostava de ir à capela e ficar olhando para aquela imagem de Nossa Senhora de Fátima [foto ao lado], que tem uma mão que abençoa e outra que parece estar nos empurrando para frente.

Sempre busquei saber como estava vivendo minha consagração, se estava na benção ou não. Buscava meus formadores para uma direção e muitos deles eram essa presença de Maria que me empulsionava a dar passos naquilo que estava sendo difícil no momento.

Na Casa de Maria fiz a experiência da alegria, de viver a sadia convivência com os irmãos.

Como foi bom aprender fazer o Estudo da Palavra comunitariamente, rezar o terço mariano, buscar os irmãos para concluir o Rosário e durante as formações, tocar no Carisma Canção Nova fazendo a experiência com os escritos do nosso fundador, monsenhor Jonas Abib.

Os toques do sino para nos avisar sobre nossas responsabilidades com Deus. Hora da Missa, Adoração ao Santíssimo, escalas de trabalho, almoço, hora de dormir e outros os afazeres do dia a dia.

Gostava de me retirar muitas vezes e ficar com Maria na gruta onde se encontra uma Imagem de Nossa Senhora de Loudes. De lá se pode ver as montanhas, o rio Paraíba, a via Dutra… Essas coisas me falavam de Deus. O rio me fazia pensar: há um caminho a seguir.

Deus usava até da escada para falar comigo. Eu gostava de cantar a música abaixo, que sempre tocava na Rádio Canção Nova:

”Entronizado está na minha vida,
encorajando-me a lutar,
testemunho fiel
a cada dia subir degraus
para vitória alcançar”.

Ainda na escada, ao subir cada degrau, eu olhava para o céu e cantava: Óh mãe santíssima me leva a Deus e para sempe cantarei … Maria Tú que és porta do Céu.

Na Casa de Maria se faz experiência de Céu.

Hoje, sou casada, missionária desde 1998 e as experiências que vivi no Santuário do Carisma Canção Nova me impulsionam a consumir minha vida pela Igreja, sem tirar os olhos de Jesus.

Angélica Maria de Assis Antonio Camara
Missionária CN nos bastidores da TVCN, em Cachoeira Paulista/SP
@angelfcn

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Edição do texto: Aldenir Aldo e Ingrid Carine (Atualmente Discípulos CN)