_20140220_163257Meu nome é Éderson José, tenho 30 anos e estou fazendo o meu discipulado na Comunidade Canção Nova. Estou na Casa de formação em Queluz conhecida como a Casa de Maria, santuário do carisma Canção Nova e gostaria de partilhar a minha experiência com ela aqui neste tempo, dizem que ela caminha nesta casa, isso é fato. Esta é a descoberta que fiz aqui na Casa de Maria, então, quero usar o jardim como referência para que você possa entender melhor a minha experiência. Gosto muito de pisar onde tem terra, me sinto bem assim, me sinto dentro do carisma, dentro da simplicidade. A Comunidade Canção Nova começou aqui neste chão de terra que piso.

A casa de Maria e também o jardim é assim simples e discreto. O jardim da casa da Virgem não possui muitas flores, como disse ele é discreto, talvez você não consiga entender um jardim com poucas flores. Mas com muitas ou poucas flores ele será sempre um jardim, por isso nunca desista do seu jardim mesmo que hoje ele se encontre com poucas flores. Ele continuará sendo sempre esse jardim.

Neste ano de discipulado estou disposto a ser esse jardim nas mãos de Maria, estou disposto a nascer de novo no ventre da Mãe. Neste tempo eu tenho a possibilidade de nascer de novo para o Carisma Canção Nova. Quero começar pequeno, um broto, como diz em Isaías 11,1: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes um ramo brotará”’. Jesus começou sendo pequeno, um broto que nasceu da descendência de Davi. Eu também quero ser esse broto que vai surgindo no dia a dia o homem novo. Quando chegar a primavera, final do discipulado, esse ramo brotará, como brotou Jesus no ventre de Maria.

No ventre de Nossa Senhora tem um lugar pra você, no jardim dela tem um lugar pra você. Seja bem vindo! Não tenha medo de ser jardim nas mãos de Maria! Ela, todo dia, bem discreta, pela manhã terá a sensibilidade de regar esse seu jardim – de muitas ou poucas flores – com seu regador que é a pureza e a santidade. Hoje esse jardim sou eu e você. Precisamos de muita terra e de muita água que é o Espírito Santo. Mas não se preocupe, ela que é mãe e mestra conhece tudo sobre jardim, sobre você. Na Canção Nova ela tudo fez, na sua vida não vai ser diferente.

Maria é muito simples, tão simples que continua usando as mesmas palavras que usou com Jesus nas Bodas de Caná da Galileia e me diz ao coração: “Éderson José, ‘fazei tudo aquilo que Ele vos disser’” (cf. Jo 2,5). A mãe hoje fala pra você que gosta ou não de jardim: “meu filho, minha filha, fazei tudo aquilo o que Ele vos disser”. Convido você a, todos os dias, seguir os passos de Jesus, de Maria e também de São José, que conhecia muita coisa sobre jardim, principalmente sobre lírios, sobre pureza.

No seu jardim que é o seu coração não poderá faltar esta flor, o lírio. A pureza precisa habitar neste jardim. No jardim da Virgem, São José sempre estará presente. Hoje você é um lírio nas mãos de Deus, dentro ou fora do jardim, na pureza ou não, Ele te acolhe novamente. Entretanto, muito cuidado, flor que não permanece no jardim não recebe cuidado, fica sem água e, sem água, ela não sobrevive.

Discípulo Éderson José

São José Valei-nos

Na simplicidade de uma criança, um grande ensinamento

Certa vez uma criança, filha de uma amiga de outra religião, me perguntou:

Patrícia Felix em adoração ao Santíssimo na Capela da Casa de Maria em Queluz– Não entendo por que você “tia” fica naquela casinha – isso é, na capela – “sozinha” como se tivesse ouvindo algo ou alguém e depois sai…

Eu sorri para ela e disse:

– Fico aguardando o brilho do sol da luz que sai daquele lugar tocar meu rosto…

– É “tia”? Aquela portinha dourada brilha? Que brilho é esse? – me perguntou a criança.

E eu respondi:

– É como o brilho do olhar, só que mais forte; vai no coração e dá alegria e consolo. Eu olho para ele e ele olha pra mim… E mesmo que eu não fale nada, ele me conhece e sabe do que preciso, e, é por isso que gosto de ali estar, pois a paz que isso me dá é incomparável.

Ela disse:

– Agora entendi! Toda vez que minha mãe disser que ali é uma portinha na parede e que não tem nada, eu vou dizer: não mãe, ali é de onde sai a paz!

Parece brincadeira mas isso aconteceu comigo. As crianças conseguem muitas vezes ver e entender o que muitos adultos não entendem.

Tenho muitos amigos e não faço distinção de religião. Respeito a todos e os amo, mas fé é algo individual e como tratamos e vivemos a nossa fé é o que faz a diferença.

Quando você estiver na Igreja, eu desejo que o brilho que sai daquele lugar, o Sacrário onde está guardado o Santíssimo Sacramento, toque o seu rosto e o seu coração.

Patrícia Felix
Missionária da Comunidade Canção Nova

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por Fernando Fantini

“O poderoso fez em mim maravilhas. O seu nome é santo!” Lc 1, 49

Fazem poucas semanas que deixei de morar na casa de formação inicial da Canção Nova em Queluz (SP). Como Nossa Senhora disse “O poderoso fez em mim maravilhas” também digo!

Uma das grandes experiências foi fazer memória da nossa história como Canção Nova. Vivemos muito o que os primeiros membros da comunidade viveram nos ínicios da CN: na vida de oração, no trabalho e na vida fraterna.

Ter a presença de um sacerdote (padre Aluísio) que se fez um conosco, assim como padre Jonas Abib se faz presente com os jovens e também Dom Bosco se fazia, foi instrumento de Deus.

Concretamente vivendo nossos princípios de vida, toquei na santidade do Carisma dado por Deus para os membros da Canção Nova, que reafirmou no meu coração a certeza de que essa é uma obra de Deus.

A simplicidade da Casa de Maria, provou-me que Deus age nas coisas simples; nas pequenas situações do dia dia. Estando no discipulado que é um tempo de graça por excelência,  verifiquei a ação poderosa de Deus em minha história, na minha família e na comunidade Canção Nova.

Em cada escala de trabalho, nas formações, nos tempos fortes programados ou não, vi a mulher nova pouco a pouco sendo plasmada em mim. Durante as jornadas (retiros anuais que os membros da comunidade CN fazem nessa casa) contemplei a beleza e a riqueza dos irmãos. Aprendi a amá-los e cuidar de cada de forma particular. Vivi a experiência de servir na alegria e vi a palavra se cumprir: há mais alegria em dar do que receber! (conforme At 20,35)

“Casa de Maria, escola de profetas”. Assim fomos formados como turma de discipulado para o Carisma Canção Nova, para o mundo onde vivemos. Profeta é aquele que fala em nome de Deus e o mundo necessita hoje, e para ser sentinela do carisma. (conforme Ezequiel 33, 1-9)

“Casa de Maria, um lugar  de oração”. Proporcionou-me o encontro com o Senhor que se apresentou como um Deus Imenso e nos visitou de forma especial por 50 dias, se mostrando com um Deus santo, forte e imortal.

Também diante da escrita da minha história de salvação, pude descobrí-Lo sempre presente conduzindo minha vida e cuidando de mim. Hora Cristo me exortando, hora me direcionando; desde a minha concepção até os dias de hoje, com a presença discreta e singela da Virgem Maria como nos diz nosso Pai Fundador Mons. Jonas: “Maria  é presença de mestra que nos educa, cuidando de cada filho em especial, acompanha e espera o processo de cada um. Ela trabalha tanto na comunidade como um todo”. (Nossos Documentos – escritos internos da comunidade – pág 223)

Enfim, estar na Casa de Maria foi a experiência de ser gerada no ventre de Nossa Senhora (Ela quem tudo fez e faz), para o mundo novo que há de vir.

Só posso dizer então: “… a minha alma engradece e glorifica ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”! (Lc1, 47)

Deus abençõe você que também pode mergulhar no coração da Virgem Maria.

Sua irmã
Maria Angélica de Mello Anjos
fb.com/mariaangelica.melloanjos @angelica_cn

Eu te amo Maria, és minha Mãe!

“A Canção Nova é um ventre escolhido por Deus. Ela é a Casa de Maria, o ventre de Maria, aquele ventre que gerou o ‘Homem Novo’, Jesus, e que agora mais uma vez é escolhido por Deus para gerar ‘os homens novos e as mulheres novas’ para um mundo novo”. (Monsenhor Jonas Abib)

Eu creio que estas palavras do nosso Pai Fundador, Monsenhor Jonas Abib, resumem a experiência que vivi e que tantas pessoas viveram, na Casa de Maria em Queluz (SP).

Queluz é a primeira casa da Comunidade Canção Nova. Ela recebe por excelência este nome “A Casa de Maria”, pois, nela muitos missionários são formados. Muitos homens e mulheres novos são gerados para este mundo novo, que esperamos com a Volta de Jesus.

Esta foi a primeira casa da Canção Nova onde morei. Entrei na comunidade Canção Nova em 1994, aí fiz meu ano de noviciado. Foi um ano muito especial, onde Deus começou a trabalhar em mim, trabalhando antes mesmo da minha vocação, a minha pessoa, minha história. Ele foi me restaurando, curando e libertando, para então me formar para o Carisma Canção Nova.

A Casa de Maria, é um lugar extremamente acolhedor, lugar da presença e da ação de Deus, mas também é um lugar onde a Virgem Maria está muito presente. Sua presença é presença de Mãe, que acolhe, ama, ensina, forma, corrige. Com Ela, aprendi a ser mulher de Deus, aprendi a ser feminina, dócil, discreta, paciente. Aprendi virtudes valiosas que só Maria poderia me transmitir. Maria ensinou-me a oração que agrada a Deus, a oração humilde e sincera.

Quando me recordo de todas as experiências, fazendo memória daquilo que vivi neste lugar tão místico e especial, me vem logo a lembrança de uma grande reforma que fizemos na casa e na capela. Um desafio, já que não tínhamos todo o valor necessário para a obra, todo o dinheiro nos vinha pela venda de doces nos acampamentos de oração, doces que custavam entre 0,50 e  2,00 reais. Cada moedinha foi imprescindível para esta construção e ao final de cada mês tínhamos o necessário para pagar os pedreiros e o material de construção. Vimos a Providência Divina acontecendo na simplicidade da Casa de Maria. A fé que Maria teve em Jesus nas Bodas de Caná, Ela nos ensinou, fé que se manifesta quando n’Ele confiamos.

Hoje eu me sinto filha da Casa de Maria, filha de uma Mãe tão terna e especial que me faz querer todos os dias dizer: Eu te amo Maria, és minha Mãe!

Simone Cavazzani
Consagrada CN desde 1994
fb.com/simonicavazzani @cavazzani