{"id":4423,"date":"2009-06-17T15:42:15","date_gmt":"2009-06-17T18:42:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/redacao\/?p=4423"},"modified":"2009-06-19T08:08:57","modified_gmt":"2009-06-19T11:08:57","slug":"conheca-a-diferenca-entre-a-beatificacao-e-canonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/redacao\/conheca-a-diferenca-entre-a-beatificacao-e-canonizacao\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a diferen\u00e7a entre a beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A beatifica\u00e7\u00e3o \u00e9 primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 canoniza\u00e7\u00e3o definitiva. Do ponto de vista hist\u00f3rico, o termo \u00abcanoniza\u00e7\u00e3o\u00bb foi utilizado pela primeira vez por Alexandre III em 1171; ao passo que a distin\u00e7\u00e3o entre beato e santo foi formalizada por Sisto IV em 1483.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"480\" height=\"385\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" data=\"http:\/\/webtvcn.com\/player\/v\/111428\" ><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/webtvcn.com\/player\/v\/111428\" \/><param name=\"allowScriptAccess\" value=\"aways\" \/><param name=\"wmode\" value=\"window\" \/><param name=\"loop\" value=\"false\" \/><param name=\"menu\" value=\"true\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><\/object>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a beatifica\u00e7\u00e3o declara-se a santidade de vida do beato e \u00e9 permitido o culto p\u00fablico em sua honra no \u00e2mbito limitado de uma diocese ou de uma institui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica (uma congrega\u00e7\u00e3o religiosa, por exemplo). A canoniza\u00e7\u00e3o implica uma declara\u00e7\u00e3o especialmente solene de santidade e prescreve o culto p\u00fablico em toda a Igreja. Portanto, enquanto a primeira tem uma dimens\u00e3o local, a segunda possui uma dimens\u00e3o universal. Tanto a beatifica\u00e7\u00e3o como a canoniza\u00e7\u00e3o pressup\u00f5em, contudo, a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da heroicidade das virtudes praticadas pelo beato ou santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se entende concretamente por \u00abvirtudes heroicas\u00bb ou \u00abde grau heroico\u00bb? O dicion\u00e1rio n\u00e3o nos ajuda a esclarecer ideias. Ele, na verdade, diz-nos que os herois s\u00e3o pessoas diferentes do comum dos mortais, ilustres e famosas pelos seus feitos clamorosos ou por terem realizado a\u00e7\u00f5es incr\u00edveis: no fundo, um modelo que se encontra no polo oposto da vida ordin\u00e1ria. Compreende-se perfeitamente que, com esse conceito de heroi, seja bastante difusa a ideia segundo a qual as \u00abvirtudes heroicas\u00bb s\u00e3o as praticadas mediante manifesta\u00e7\u00f5es inusuais, dando assim a entender que a normalidade por sua vez se identifica com a mediocridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 nada de mais falso: heroicidade e normalidade s\u00e3o \u2013 e deveriam ser para todos \u2013 termos que n\u00e3o se excluem de modo algum. Ali\u00e1s, n\u00e3o tenho d\u00favidas em definir a heroicidade das virtudes como a perseveran\u00e7a no cumprimento dos pr\u00f3prios deveres cotidianos. A santidade conquista-se no \u00e2mbito da mais estrita normalidade, sem ser ou se considerar superior aos outros, deixando que Deus atue em n\u00f3s e dirigindo-se a Ele como a um amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante s\u00e9culos predominou um g\u00eanero liter\u00e1rio que tendia a p\u00f4r de parte a resposta cotidiana dos santos aos implusos da gra\u00e7a e exaltava, pelo contr\u00e1rio, os seus feitos heroicos \u2013 mais propensos a causar admira\u00e7\u00e3o do que a suscitar o desejo de os imitar \u2013 e os fen\u00f4menos m\u00edsticos, distantes da perspectiva dos crist\u00e3os comuns e da sua vida ordin\u00e1ria. <strong>Contudo, os santos n\u00e3o se santificaram com um determinado ato heroico isolado, mas antes pela fidelidade com que procuraram cumprir no dia a dia a vontade de Deus atrav\u00e9s dos pequenos deveres cotidianos<\/strong>. A santidade consiste, n\u00e3o tanto em fazer coisas extraordin\u00e1rias, mas no fazer de maneira extraordin\u00e1ria as coisas ordin\u00e1rias da vida de cada dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Trecho extra\u00eddo do livro \u201cComo se faz um santo\u201d,<br \/>\np\u00e1gina 25-26 de Cardeal Saraiva Martins)<\/em><\/p>\n<p><strong>Sobre o Cardeal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios Filhos do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de mar\u00e7o de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontif\u00edcia Universidade Urbaniana, durante o per\u00edodo da sua atividade acad\u00eamica publicou vasta e not\u00f3ria obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secret\u00e1rio da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Foi de 30 de maio de 1998 at\u00e9 9 de julho de 2008 Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribu\u00eddo o t\u00edtulo da bas\u00edlica de Nossa Senhora do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A beatifica\u00e7\u00e3o \u00e9 primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 canoniza\u00e7\u00e3o definitiva. 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