{"id":5290,"date":"2010-09-23T23:25:12","date_gmt":"2010-09-23T20:25:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/?p=5290"},"modified":"2011-12-19T14:56:08","modified_gmt":"2011-12-19T17:56:08","slug":"primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/primavera\/","title":{"rendered":"Primavera..."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2010\/09\/primavera2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5308\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2010\/09\/primavera2.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"258\" \/><\/a><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt\">Outonos e primaveras&#8230;<\/span><\/h2>\n<div>\n<p style=\"text-align: left\">Primavera \u00e9 tempo de ressurrei\u00e7\u00e3o. A vida cumpre o of\u00edcio de florescer ao seu tempo. O que hoje est\u00e1 revestido de cores  precisou passar pelo sil\u00eancio das sombras. A vida n\u00e3o \u00e9 por acaso. Ela \u00e9  fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um  destino que n\u00e3o finda, porque \u00e9 ciclo que a faz continuar em insond\u00e1veis  movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra n\u00e3o \u00e9 acontecimento  sem preced\u00eancias. <strong>Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que \u00e9 para ser revestido de outras grandezas<\/strong>. O que hoje vejo e reconhe\u00e7o belo \u00e9 apenas uma parte do processo. O que eu n\u00e3o pude ver \u00e9 o que sustenta a beleza.<\/p>\n<p>A arte de morrer em sil\u00eancio \u00e9 atributo que pertence \u00e0s sementes.  A dureza do ch\u00e3o n\u00e3o permite que os nossos olhos alcancem o  acontecimento. Antes de ser flor, a primavera \u00e9 ch\u00e3o escuro de sombras,  vida se entregando ao dial\u00e9tico movimento de uma morte anunciada,  cumprida em partes.<\/p>\n<p>A primavera s\u00f3 pode ser o que \u00e9 porque o outono a embalou em seus  bra\u00e7os. Outono \u00e9 o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus  destinos de fecundidade. \u00c9 o tempo em que \u00e0 morte se entregam,  esperan\u00e7osas de ressurrei\u00e7\u00e3o. Outono \u00e9 a maternidade das floradas, dos  cantos das cigarras e dos assobios dos ventos. Outono \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o das  aquarelas, dos trabalhos silenciosos que n\u00e3o causam alardes, mas que,  mais tarde, ser\u00e3o fundamentais para o sustento da beleza que h\u00e1 de vir.<\/p>\n<p>S\u00e3o as esta\u00e7\u00f5es do tempo. S\u00e3o as esta\u00e7\u00f5es da vida.<\/p>\n<p>H\u00e1 em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a  partir da m\u00edstica dos outonos e das primaveras. Tamb\u00e9m n\u00f3s cumprimos em  nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas  partes, mediante sacrif\u00edcios que nos fazem abra\u00e7ar o sil\u00eancio das  sombras&#8230;<\/p>\n<p>Destino de florescer costurados em cores, al\u00e7ados por alegrias  que nos caem do c\u00e9u, quando menos esperadas, anunciando que depois de  outonos, a vida sempre nos reserva primaveras&#8230;<\/p>\n<p>Flores\u00e7amos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Padre F\u00e1bio de Melo<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Deixe aqui o seu coment\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outonos e primaveras&#8230; Primavera \u00e9 tempo de ressurrei\u00e7\u00e3o. A vida cumpre o of\u00edcio de florescer ao seu tempo. O que hoje est\u00e1 revestido de cores precisou passar pelo sil\u00eancio das sombras. A vida n\u00e3o \u00e9 por acaso. 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