{"id":5994,"date":"2011-03-03T08:32:02","date_gmt":"2011-03-03T05:32:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/?p=5994"},"modified":"2013-11-19T09:54:05","modified_gmt":"2013-11-19T12:54:05","slug":"maria-lata-dagua-vira-sambista-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/maria-lata-dagua-vira-sambista-de-deus\/","title":{"rendered":"Maria Lata D\u2019\u00c1gua vira \u2018sambista de Deus\u2019..."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2011\/02\/Maria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5995\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2011\/02\/Maria.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2011\/02\/Maria.jpg 420w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2011\/02\/Maria-300x171.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mulata que ficou famosa no RJ por sambar com lata na cabe\u00e7a \u00e9 exemplo de vida para os mais jovens<\/p>\n<p>Xandu Alves<br \/>\nCachoeira Paulista<\/p>\n<p>A lata d\u2019\u00e1gua desceu o morro sambando, ganhou o mundo gingando e agora  repousa embalada pelas asas do Esp\u00edrito Santo. Uma das mulatas mais  famosas do Carnaval carioca, Maria Lata D\u2019\u00c1gua, trocou as serpentinas  pelo ros\u00e1rio de Nossa Senhora. O samba enredo deu lugar \u00e0s ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A mulher que gritava \u00e0s multid\u00f5es: \u201cOlha a nega chegando\u201d passou a pedir  silenciosamente, em nome de Jesus Cristo: \u201cDai-me almas\u201d.<\/p>\n<p>Maria Mercedes Chaves n\u00e3o se envergonha do passado no mundo do samba.  Ela, que enfrentou toda sorte de infort\u00fanios, venceu as pr\u00f3prias  mis\u00e9rias para se fazer testemunho de vida. Aos 77 anos, a passista  vaidosa que encantou o mundo nas d\u00e9cadas de 50, 60 e 70 continua  gostando da beleza, mas aquela que espelha Deus para os outros. \u201cTudo  que fiz de errado Deus fez virar adubo para nascer a nova \u00e1rvore.\u201d<\/p>\n<p>Prostitui\u00e7\u00e3o. Maria Mercedes nasceu numa fam\u00edlia pobre em Diamantina  (MG), onde aprendeu a levar latas de \u00e1gua na cabe\u00e7a. A pr\u00e1tica lhe  abriria as portas do sucesso.<br \/>\nAo se mudar para o Rio de Janeiro, conheceu a vida dos morros. Fugiu de  casa aos 13 anos e passou a se prostituir e a beber. O rosto bonito e o  corpo de passista encantavam os clientes. Um deles a levou para fazer  shows de samba. Foi quando a lata d\u2019\u00e1gua reapareceu em sua vida.  \u201cTivemos que improvisar num show em um circo. Me lembrei da lata de \u00e1gua  e sai sambando com ela na cabe\u00e7a\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Deus. O sucesso do n\u00famero a levou para palcos cada vez mais importantes,  no Brasil e na Europa. Conheceu artistas e tornou-se a Maria Lata  D\u2019\u00c1gua, imortalizada no samba \u201cLata d\u2019\u00e1gua\u201d, de Lu\u00eds Antonio e Jota  J\u00fanior, de 1952.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es e o casamento com um su\u00ed\u00e7o a fizeram morar na Europa  por 30 anos. Voltou ao Brasil em 1982, pendurou as chuteiras em 1990 e  ficou vi\u00fava em 2001. Tr\u00eas anos depois, decidiu morar em Cachoeira  Paulista, perto da comunidade cat\u00f3lica Can\u00e7\u00e3o Nova, que tanto gostava.<\/p>\n<p>Tornou-se evangelizadora e intercessora, e exemplo de vida. Garante que  n\u00e3o se arrepende. \u201cA vida que tive me trouxe para Deus\u201d, afirma Maria  Mercedes, com a lata d\u2019\u00e1gua de volta \u00e0 cabe\u00e7a, dessa vez com s\u00edmbolos  crist\u00e3os. \u201cA alegria que tinha no carnaval \u00e9 a mesma de agora, s\u00f3 que  para atrair almas para Deus\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulata que ficou famosa no RJ por sambar com lata na cabe\u00e7a \u00e9 exemplo de vida para os mais jovens Xandu Alves Cachoeira Paulista A lata d\u2019\u00e1gua desceu o morro sambando, ganhou o mundo gingando e agora repousa embalada pelas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":511,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[97],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5994"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/511"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5994"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5994\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5996,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5994\/revisions\/5996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}