{"id":7463,"date":"2012-04-27T09:16:10","date_gmt":"2012-04-27T12:16:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/?p=7463"},"modified":"2013-11-19T09:54:03","modified_gmt":"2013-11-19T12:54:03","slug":"a-maternidade-nao-e-um-direito-da-mulher-mas-uma-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/a-maternidade-nao-e-um-direito-da-mulher-mas-uma-missao\/","title":{"rendered":"A maternidade n\u00e3o \u00e9 um direito da mulher, mas uma MISS\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Acompanhando a decis\u00e3o do STF que descriminaliza o aborto em casos de  anencefalia, onde foi afirmado que a mulher tem o direito de n\u00e3o  prolongar o sofrimento imputado por uma gesta\u00e7\u00e3o cujo feto n\u00e3o  sobreviver\u00e1 ao parto ou morrer\u00e1 nas poucas horas seguintes, fez-me\u00a0  pensar que tipo de direito \u00e9 esse mencionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2012\/04\/Licen\u00e7a-Maternidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7464\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2012\/04\/Licen\u00e7a-Maternidade-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2012\/04\/Licen\u00e7a-Maternidade-225x300.jpg 225w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2012\/04\/Licen\u00e7a-Maternidade-768x1024.jpg 768w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/files\/2012\/04\/Licen\u00e7a-Maternidade.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Ter direito \u00e0 alguma coisa presume-se propriedade, algo que \u00e9 meu. Um  filho n\u00e3o \u00e9 uma propriedade, mas uma miss\u00e3o, que \u00e9 a de participar da  cria\u00e7\u00e3o de uma vida e conduzi-la at\u00e9 onde for poss\u00edvel e da melhor  maneira. \u00c9 uma doa\u00e7\u00e3o integral de amor, de vida, de trabalho. N\u00e3o somos  m\u00e3es apenas se a crian\u00e7a for saud\u00e1vel. Somos m\u00e3es a partir do momento em  que a concep\u00e7\u00e3o acontece e c\u00e9lulas come\u00e7am a se multiplicar, pois, se  n\u00e3o houvesse vida, n\u00e3o haveria esse processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando a mulher se preocupa mais com sua sa\u00fade emocional e seu  sofrimento pessoal, ela n\u00e3o est\u00e1 pensando como M\u00c3E, n\u00e3o entendeu a  miss\u00e3o que rebeceu. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 o aborto?? N\u00e3o. Deveria ser fornecido a  essa mulher acompanhamento f\u00edsico, psicol\u00f3gico e emocional para que ela  entendesse e vivesse plenamente o objetivo da sua miss\u00e3o. Que a fizesse  entender que ela pode amar esse filho, deix\u00e1-lo nascer, dar-lhe um nome e  certid\u00e3o de nascimento e, caso necessite, de \u00f3bito. Esse seria  verdadeiramente um ser humano, com uma trajet\u00f3ria, uma vida, mesmo que  curta, mas uma vida. Isso certamente torna inv\u00e1lida a declara\u00e7\u00e3o abaixo  do Ministro do STF Marco Aur\u00e9lio:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong> Aborto \u00e9 crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial.  No caso do anenc\u00e9falo, n\u00e3o existe vida poss\u00edvel. O feto anenc\u00e9falo \u00e9  biologicamente vivo, por ser formado por c\u00e9lulas vivas, e juridicamente  morto, n\u00e3o gozando de prote\u00e7\u00e3o estatal<br \/>\n\u2014Marco Aur\u00e9lio Mello<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como um ser que pode nascer com vida pode ser considerado juridicamente morto?<br \/>\nTodo ser nasce com seus direitos humanos e \u00e9 dever do estado respeitar e  proteger todo nascituro. O anenc\u00e9falo, bem como outros beb\u00eas portadores  de anomalias incur\u00e1veis, tamb\u00e9m deveria receber condi\u00e7\u00f5es para nascer e  exercer seu direito de ser humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2006 tive a oportunidade de ser m\u00e3e de Jo\u00e3o Pedro Rodrigues Alves,  um menino portador de uma s\u00edndrome chamada nanismo tanatof\u00f3rico, uma  patologia sem chances de sobreviv\u00eancia, semelhante \u00e0 anencefalia. No meu  caso as altera\u00e7\u00f5es fetais n\u00e3o se limitavam ao c\u00e9rebro, mas \u00e0 toda  forma\u00e7\u00e3o fetal desde a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea at\u00e9 a neurol\u00f3gica, tornando a vida  extra-uterina imposs\u00edvel. Meu filho nasceu em 20 de junho de 2006 e\u00a0  sobreviveu 4 horas. Foi registrado e sepultado com a dignidade de todo  ser humano. Durante a gesta\u00e7\u00e3o tive a oportunidade de am\u00e1-lo, conversar  com ele, cantar pra ele e fazer parte de sua breve vida. Cumpri minha  miss\u00e3o dando o melhor de mim, e hoje durmo com a consci\u00eancia tranquila  de ter dado o meu melhor.<br \/>\nA todas as m\u00e3es que passam por isso gostaria de deixar o seguinte  pensamento: como m\u00e3e, o que voc\u00ea escolhe dar ao seu filho? O seu melhor,  que \u00e9 seu amor e sua doa\u00e7\u00e3o ou o seu pior, que \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o do seu  filho atrav\u00e9s do aborto?<br \/>\nTodo sofrimento nos d\u00e1 a oportunidade de sermos mais fortes e melhores, e fugir nos torna fracos e amargos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong> Meybel Alves<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova Rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Fonte: <a href=\"\/\/\">blog Junior Alves<\/a><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acompanhando a decis\u00e3o do STF que descriminaliza o aborto em casos de anencefalia, onde foi afirmado que a mulher tem o direito de n\u00e3o prolongar o sofrimento imputado por uma gesta\u00e7\u00e3o cujo feto n\u00e3o sobreviver\u00e1 ao parto ou morrer\u00e1 nas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":511,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[49,19342],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7463"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/511"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7463"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7463\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8362,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7463\/revisions\/8362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/riodejaneiro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}