As pessoas se tornam vegetarianas por muitas razões, incluindo saúde, convicções religiosas, preocupações sobre o bem-estar dos animais ou com o uso de antibióticos e hormônios no gado, ou mesmo o desejo de comer de forma a evitar o uso excessivo de recursos ambientais. Algumas pessoas seguem uma dieta em grande parte vegetariana porque não podem dar ao luxo de comer carne. Tornar-se um vegetariano tornou-se mais atraente e acessível, graças à disponibilidade durante todo o ano de produtos frescos, mais opções de refeições vegetarianas e a crescente influência culinária de culturas com dietas em grande parte de plantas.

Aproximadamente seis a oito milhões de adultos nos Estados Unidos não comem carne, peixe ou aves , de acordo com uma pesquisa Harris Interactive encomendada pelo Vegetarian Resource Group, uma organização sem fins lucrativos que divulga informações sobre vegetarianismo. Milhões de pessoas eliminaram a carne vermelha, mas ainda comiam frango ou peixe. Cerca de dois milhões se tornaram veganos, renunciando não só a carne animal, mas também a produtos à base de animais, como leite, queijo, ovos e gelatina.

Atualmente considera-se a alimentação vegetariana como não apenas nutricionalmente suficiente, mas também como forma de reduzir o risco de muitas doenças crônicas. De acordo com a American Dietetic Association, “dietas vegetarianas adequadamente planejadas, incluindo dietas vegetarianas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem proporcionar benefícios para a saúde na prevenção e tratamento de certas doenças”.

Ser vegetariano , no entanto, requer um planejamento adequado da dieta, enfocando o consumo de gorduras e controle de peso, pois uma dieta com refrigerante, pizza com queijo e doces pode ser “tecnicamente “vegetariana, mas está longe de ser saudável.

Para a saúde, é importante certificar-se de que você come uma grande variedade de frutas, vegetais e grãos integrais. Também é vital substituir as gorduras saturadas e trans por gorduras boas, como as encontradas nas nozes e  no azeite. E sempre tenha em mente que, se você comer muitas calorias, mesmo de alimentos nutritivos, com baixo teor de gordura e com base em plantas, você ganhará peso. Portanto, também é importante controlar a quantidade das porções, ler rótulos de alimentos e se engajar em atividades físicas regulares.

Se você , no entanto, não consegue ficar sem o seu “bife “, poderá obter os benefícios da dieta vegetariana, sem segui-la totalmente, adotando o padrão alimentar mediterrâneo, conhecido por estar associado a vida mais longa e risco reduzido de várias doenças crônicas , dando ênfase em alimentos vegetais e reduzindo o consumo de carne vermelha a uma vez por semana. Só você pode decidir se uma dieta vegetariana é ideal para você. Se uma melhor saúde é o seu objetivo, aqui estão algumas coisas a considerar.

 

Doença cardíaca

Existem evidências de que os vegetarianos têm menor risco de eventos cardíacos (como um ataque cardíaco) e morte por causas cardíacas. Vegetarianos tem em media 25% menor propensão de morrer de doença cardíaca.

Para a proteção do coração, é melhor escolher grãos integrais e leguminosas com grande quantidades de fibras, que são digeridos lentamente e com baixo índice glicêmico – isso é , eles ajudam a manter  estáveis , os níveis de açúcar no sangue. A fibra solúvel também ajuda a reduzir os níveis de colesterol.

Os carboidratos refinados e os amidos como batatas, arroz branco e produtos de farinha branca causam um rápido aumento do açúcar no sangue, o que aumenta o risco de ataque cardíaco e diabetes (um fator de risco para doença cardíaca).

As nozes também são protetoras para o coração. Elas  têm um baixo índice glicêmico e contêm muitos antioxidantes, proteínas vegetais, fibras, minerais e ácidos graxos saudáveis. A desvantagem: as nozes embalam muitas calorias, então restrinjam a ingestão diária de um punhado pequeno . O lado positivo: devido ao seu teor de gordura, mesmo uma pequena quantidade de nozes pode satisfazer o apetite. As nozes, em particular, são uma fonte rica de ácidos graxos ômega-3, que têm muitos benefícios para a saúde.

Os peixes são a melhor fonte de omega-3, e não está claro se os ômega-3 derivados de plantas sejam  um substituto adequado para peixes na dieta. Um estudo sugere que omega-3s de nozes e peixes reduzem o risco de doença cardíaca, por rotas diferentes. Omega-3s de noz (ácido alfa-linolênico ou ALA) ajudam a reduzir o colesterol total e o colesterol LDL (ruim), enquanto os omega-3 de peixes (ácido eicosapentaenóico, EPA e ácido docosa-hexaenóico, ou DHA) diminuem os triglicerídeos e elevam HDL ( bom) níveis de colesterol.

Cancer

Centenas de estudos sugerem que comer muitas frutas e vegetais pode reduzir o risco de desenvolver certos tipos de câncer, e há evidências de que os vegetarianos têm menor incidência de câncer do que os não vegetarianos. Se você parar de comer carne vermelha (se você se tornou vegetariano ou não) eliminará um fator de risco para o câncer de cólon.

Diabetes tipo 2.

Pesquisas sugerem  que uma dieta predominantemente baseada em plantas pode reduzir o risco de diabetes tipo 2. Em estudos de adventistas do sétimo dia, o risco de desenvolvimento de diabetes por parte dos vegetarianos era a metade dos não-vegetarianos, mesmo depois de ter em conta o IMC.

Algumas mulheres são relutantes em tentar uma dieta vegetariana – especialmente aquela que não inclui produtos lácteos ricos em cálcio – porque eles estão preocupados com a osteoporose. Os vegetais , por sua vez, podem fornecer cálcio, incluindo , brócolis, repolho , couve etc. de modo a compensar a nao ingesta de leite e derivados.

Fica aqui a proposta para um novo ano, onde não somente devemos virar a página da folhinha, mas sim também , planejarmos uma maneira de termos uma alimentação saudável para que possamos viver mais e melhor. Você pode optar por uma alimentação totalmente isenta de produtos animais, ou totalmente isenta de carne vermelha, ou ainda por uma alimentação padrão mediterrâneo.

Um Feliz Ano Novo

Existem duas formas de tratamento da doença coronariana: o clínico, feito pela indicação de medicamentos, mudança do estilo de vida etc; e o cirúrgico realizado por meio da cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safena, anastomoses de artérias radiais e/ou mamárias) e através da angioplastia coronária.

 

Angioplastia é um procedimento que usa um cateter plastico flexível com um balão na ponta com a finalidade de dilatar artérias que tenham o seu diâmetro estreitado por placas de ateromas. Esse procedimento, geralmente, é sucedido pelo implante de um anel metálico no local dilatado, evitando assim que a artéria feche novamente. Esse anel de metal ou stent pode ser ou não revestido por substância farmacológica que evita sua obstrução.Existem ainda os stents absorvíveis, recentemente incorporados na pratica medica, cujos resultados ainda não estão bem estabelecidos.Existem situações específicas para a indicação da angioplastia coronária, mas de maneira geral, todos os portadores de angina do peito ou infarto do miocárdio são candidatos a esse procedimento.Nas situações de emergência, como em casos de infarto do miocárdio, a angioplastia primária, ou seja, a realizada imediatamente  após a oclusão da artéria, frequentemente salva o paciente, livrando-o muitas vezes de complicações fatais.

Nos casos crônicos, por sua vez, a opção para a angioplastia depende da gravidade do estreitamento da artéria, (indicada em lesões moderadas e graves) e da quantidade de artérias doentes , bem como da localização das lesões.

Como é o procedimento?

Antes da angioplastia, o paciente deve ser submetido a coronariografia, que é um exame feito através do cateterismo cardíaco, para se analisar as artérias coronárias de uma forma direta.

É o exame ‘padrão ouro’ para a avaliação o da gravidade das lesões e é feito com o paciente hospitalizado no serviço de hemodinâmica. Com o paciente acordado, após anestesia local, Introduz-se um cateter na artéria femoral (da perna) ou radial (do braço). Guiado por um monitor , o hemodinamicista atinge as artérias coronárias, onde injeta um contraste radiopaco, que, tornando-se translúcido pelos raios X, possibilita a visualização de todo o sistema arterial coronário, ou seja, de todas as artérias que levam o sangue arterial para o músculo cardíaco. Baseados nos resultados desse procedimento, podemos indicar a dilatação de umaou mais artérias, bem como o implante de stents revestidos ou não.

A angioplastia , quando indicada, deve ser feita no memso tempo cirúrgico da cineroronariografia, ou seja, logo em seguida  desse exame. Demora em torno de uma a duas horas e também pode ser  feita com o paciente acordado. O hemodinamicista atinge o local da lesão, onde posiciona o cateter balão, insuflando-o por alguns segundos e dilatando a artéria. Logo a seguir, libera o stent para evitar que o vaso se feche novamente.

 As complicações da angioplastia são infrequentes, mas pode ocorrer dissecção da artéria coronária (dilaceração pelo balão), rapidamente corrigida com o implante de outro stent. Ainda, pode ocorrer oclusão da artéria durante o procedimento, ou seja, infarto do miocárdio, que deve ser tratado  imediatamente com nova angioplastia. Raramente há. necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica de urgência por conta de complicações desse procedimento.

Aproximadamente 10% dos pacientes apresentam dor no peito nas 48 horas após o procedimento, devido adeslocamento de pequenos fragmentos da placa de ateroma dilatada. Embora a angioplastia seja um procedimento com grande sucesso imediato, a longo prazo, no entanto, pode ocorrer obstrução em cercade 15% dos stents comuns e em 10 % dos stents farmacológicos. O tempo de hospitalização é pequeno e geralmente o paciente volta para casa 24 horas depois do procedimento

Estimar a suscetibilidade probabilística de um indivíduo à predição de risco de doença – é fundamental para a tomada de decisão clínica, especialmente no contexto da detecção precoce da doença e prevenção de condições comuns de início na idade adulta. Além disso, esse procedimento é ferramenta poderosa para a gestão de saúde pessoal quando comunicada e entendida de forma eficaz.

Atualmente, a predição de risco clínico para doenças de início comum em adultos muitas vezes depende de características demográficas básicas, como idade, gênero e etnia; parâmetros básicos de saúde e fatores de estilo de vida, como índice de massa corporal, tabagismo, consumo de álcool e hábitos de exercícios físicos; mensuração de fatores de risco clínicos da doença, tais como níveis pressóricos, bioquímicos do sangue ou biomarcadores indicativos de processos de doença em andamento; determinação de exposições ambientais, como poluição do ar, metais pesados ​​e outras toxinas ambientais; e história da família.Isto quer dizer que, analisamos todos os fatores que podem ser causadores de doenças, sob o ponto de vista global, usando um resultado médio de todas os estudos estatísticos realizados no mundo todo. Tratamos os pacientes com base nas evidências e nos estudos científicos publicados na literatura médica, ou seja, nossa referência é a média de todas as pessoas que estiveram nas investigações.

Isso, até certo ponto explica situações onde prescrevemos um medicamento que é eficaz para uns e não para outros, ou quando pacientes tem importantes efeitos colaterais  logo no primeiro comprimido que tomam, e outros não tem resultado algum com o mesmo remédio.

A inteligência genética veio solucionar esse dilema! A introdução na pratica clinica dos testes genéticos veio trazer para os profissionais de saúde, uma enorme reforço para o diagnostico precoce de muitas doenças e principalmente na sua prevenção, alem de propiciar ao clinico, através da farmacogenetica, subsidio importante para a escolha do medicamento adequado para cada paciente em particular.

Do ponto de vista pratico, vale a pena ressaltar que a realização desses testes é muito simples e a colheita do DNA necessária para a realização do exame, é feita pelo próprio paciente, através de um esfregaço na bochecha. O material recolhido é enviado ao laboratório de genética para análise.

Varios sao os perfis genéticos analisados. Na nossa clínica utilizamos os perfis para obesidade, doenças cardiovasculares, longevidade, mal de Alzheimer, alterações do colesterol , depressão.

Com os resultados em maos podemos orientar o paciente objetivando dar as diretrizes corretas para que silenciem os maus genes e ativem os  bons, prevenindo assim a ocorrência de doenças que porventura herdaram.

Em 2017, foi publicado em uma revista muito importante da literatura médica, Lancet, um estudo denominado PURE, onde os pesquisadores coletaram dados alimentares auto-relatados de 135.335 pessoas em 18 países, e os agruparam de acordo com a quantidade de carboidratos, gorduras e proteínas que consumiram.Depois de rastrear a saúde dos participantes ao longo de um período de sete anos, os pesquisadores descobriram que aqueles com a maior ingestão de gordura (35% das calorias diárias) eram 23% menos propensos a morrer do que aqueles com menor ingestão de gordura (10% do diário).calorias).Por outro lado, para os carboidratos, aqueles com a maior ingestão (77% das calorias diárias) foram 28% mais propensos a morrer do que aqueles com a menor ingestão (46% das calorias diárias). A partir dessas descobertas, a principal conclusão dos autores é que “a alta ingestão de carboidratos foi associada com maior risco de mortalidade total, enquanto a gordura total e os tipos individuais de gordura foram relacionados à menor mortalidade total”. Evidentemente que a publicação desses resultados criou uma grande polêmica, visto que confrontava com tudo o que vinha sendo publicado anteriormente. De repente,  o grande vilão, responsável pelas doenças cardiovasculares era o carboidrato e não a gordura, como a gente sempre soube.Mas, antes de definir ou mesmo eleger responsáveis, é importante que analisemos os detalhes desse estudo para com muito cuidado tomarmos nossas posições.

O estudo publicado tem alguns aspectos que temos que considerar:

1- Principais problemas metodológicos

  • “Total de carboidratos” é simplificado demais. Como os alimentos ricos em carboidratos variam de frutas, verduras, legumes e cereais integrais a grãos refinados e açúcares adicionados, é importante considerar tanto a qualidade quanto a quantidade de carboidratos – em vez de agrupá-los todos juntos. Diferentes tipos de carboidratos têm diferentes efeitos sobre a saúde.
  • Essa alta ingestão de carboidratos pode indicar uma “dieta de pobreza”. A maioria dos participantes do estudo localizados em países de baixa renda subsistiam quase inteiramente de carboidratos, “especialmente de fontes refinadas”. Em Bangladesh, por exemplo, os autores listam o arroz branco como o principal contribuinte não apenas de carboidratos, mas também de proteína e gordura total. Uma “dieta de pobreza”, que é comum em áreas rurais pobres, também é tipicamente rica em sódio e baixa em produtos de origem animal e óleos vegetais. Nessa situação, é extremamente desafiador, se não impossível, separar os efeitos da dieta da pobreza e da desnutrição.
  • Avaliação incompleta e análise de tipos de gordura. Ao contrário dos carboidratos, o estudo reduz a ingestão total de gordura em gorduras saturadas, monoinsaturadas e poliinsaturadas. Como os autores reconheceram, o estudo não avaliou a ingestão de gordura trans (que é particularmente alta no sul da Ásia ), o que pode ter confundido associações para outros tipos de gordura. O estudo PURE descobriu que substituir a gordura saturada por carboidratos não reduziu o risco de mortalidade, mas a substituição da gordura poliinsaturada por carboidratos foi associada à menor mortalidade. Curiosamente, o estudo não examinou os efeitos da substituição da gordura poliinsaturada por gordura saturada. Ensaios clínicos randomizados descobriram que, ao substituir a gordura saturada por carboidratos, não houve efeito, a troca de gordura saturada por gordura poliinsaturada reduziu significativamente o risco de doença cardiovascular.
  • Confiabilidade dos dados de consumo alimentar. Nos participantes chineses (que constituíam quase um terço da população total do estudo), a média de ingestão total de gorduras é 17,7% do total de calorias diárias, mas outras pesquisas descobriram uma ingestão média de cerca de 30% das calorias diárias provenientes de gordura na China.  Uma discrepância tão grande é intrigante porque questionários dietéticos semelhantes foram usados ​​no estudo PURE e em outros estudos chineses.

2-Considerações Finais:

Esforços de larga escala para estudar os efeitos da dieta sobre a saúde nos países em desenvolvimento são importantes, mas este estudo é repleto de problemas metodológicos – especialmente mesclado  por diferentes graus de desenvolvimento socioeconômico em diferentes países e dados questionáveis ​​de consumo alimentar.

O Dr. Frank Hu, presidente do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Chan, em Harvard, observa que é preciso ir além das manchetes sensacionalistas e do resumo do artigo: As principais mensagens para aconselhamento nutricional não mudaram: seguir um padrão alimentar saudável que inclua quantidades abundantes de vegetais, frutas, cereais integrais, legumes e nozes; quantidades moderadas de produtos lácteos com baixo teor de gordura e frutos do mar; e quantidades menores de carne processada e vermelha, alimentos e bebidas açucarados e grãos refinados. Tal padrão alimentar não precisa limitar a ingestão total de gordura, mas os principais tipos de gordura devem ser gorduras insaturadas de fontes vegetais, em vez de gordura animal.

 

 

A perda súbita e transitória da consciência e do tônus postural, seguida de recuperação espontânea e completa caracteriza uma situação extremamente frequente no meu consultório: as síncopes. Quase sempre esse desmaio é precedido de tonturas, sudorese, náuseas, palpitações ou visão turva, mas nem sempre isso acontece, a perda da consciência é súbita e o paciente se recupera rapidamente. É a chamada sincope do liga- desliga.

Tem etiologia variada, mas a forma neuromediada ou reflexa é a mais comum com prevalência de 22 % na população geral. O evento resulta de uma redução transitória do fluxo sanguíneo cerebral decorrente geralmente de queda da pressão arterial. Ela pode ser situacional (após tosse ou espirros intensos, estímulos gastrointestinais, após micção, pós exercício ou após refeições), pode estar associada a disfunções do sistema nervoso autônomo ou ainda por estresse (estimulação vasovagal) ou após ortostase prolongada (muito tempo parado em pé).

Existem outras causas que explicam os desmaios como: arritmias cardíacas, doenças do coração e dos vasos, induzida por medicamentos (diuréticos, betabloqueadores, anti- hipertensivos, vasodilatadores) ou por uso excessivo de álcool.

É importante se você já apresentou um episodio sincopal ou se tem algum parente ou conhecido que tenha sofrido dessa complicação, procurar rapidamente um cardiologista para que se faca um diagnostico e tratamento corretos, tendo em vista os riscos das complicações inerentes a doença.