25. setembro 2020 · Comentários desativados em ATENÇÃO COM SUA VITAMINA D NA QUARENTENA · Categories: CORAÇÃO SAUDÁVEL, CORONAVIRUS · Tags: ,

A partir de publicações recentes, sabe-se que a infecção por COVID-19 está associada ao aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias e proteína C reativa.

Antioxidantes e vitaminas exercem efeitos protetores contra infecções e inflamação. Algumas pesquisas sugeriram a eficácia de suplementos vitamínicos para prevenir infecções de COVID-19. A vitamina D tem propriedades imunomoduladoras, que incluem a regulação negativa de citocinas pró-inflamatórias. É possível que o efeito protetor da vitamina D contra COVID-19 esteja relacionado à supressão das respostas das citocinas e redução da gravidade/risco da Síndrome da Insuficiência Respiratória Aguda.

Uma meta-análise mostra que a ingestão oral regular de vitamina D3 é segura e protetora contra infecção aguda do trato respiratório, especialmente em indivíduos com deficiência de vitamina D. 

Sabe-se que a deficiência grave de vitamina D aumenta drasticamente o risco de mortalidade, infecções e muitas outras doenças. Em um estudo multicêntrico retrospectivo de 212 casos com infecção confirmada em laboratório de SARS-CoV-2, um aumento dos níveis de 25(OH)D no sangue, pode melhorar os desfechos clínicos ou mitigar os piores desfechos (graves a críticos), enquanto uma diminuição pode piorar os achados clínicos de pacientes com COVID-19. 

Nesse estudo, pacientes com níveis de 25 OH Vit D de 75 nmol/l tiveram menos sintomas da COVID-19, do que aqueles com 25(OH)D mais baixo.

Uma revisão recente sugeriu o uso de doses de ataque de vitamina D de 200.000 e 300.000 UI em cápsulas de 50.000 UI para reduzir o risco e a gravidade de COVID-19. Grant e colaboradores sugeriram que doses mais altas de vitamina D seriam melhores para a prevenção e provavelmente reduziriam o risco de influenza e incidência de COVID-19 e morte. Outros autores sugerem doses de ataque maiores, chegando a 600.000 UI e doses de manutenção entre 10 a 20.000 UI ao dia.

Várias revisões consideram as maneiras pelas quais a vitamina D reduz o risco de infecções virais. A vitamina D tem muitos mecanismos pelos quais reduz o risco de infecção microbiana e morte. 

A vitamina D aumenta a imunidade celular, reduzindo a tempestade de citocinas induzida pelo sistema imune inato, que gera citocinas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias em resposta a infecções virais e bacterianas, como observado em pacientes com COVID-19. A vitamina D pode reduzir a produção de citocinas Th1 pró-inflamatórias, como fator de necrose tumoral e interferon. 

Os alimentos ricos em vitamina D são: salmão, sardinha, óleo de fígado de bacalhau, atum enlatado, gema de ovo, cogumelos e carne. A suplementação de magnésio é recomendada ao tomar suplementos de vitamina D. O magnésio ajuda a ativar a vitamina D, que, por sua vez, ajuda a regular a homeostase do cálcio e do fosfato para influenciar o crescimento e a manutenção dos ossos. Todas as enzimas que metabolizam a vitamina D parecem necessitar de magnésio, que atua como um cofator nas reações enzimáticas no fígado e nos rins.       

Dicas práticas para evitar a deficiência de vitamina D durante a quarentena são: fazer caminhadas curtas, aumentar a exposição ao sol, consumir alimentos ricos em vitamina D e/ou tomando suplementação. Observações preliminares apoiam a hipótese de que a suplementação de vitamina D pode reduzir o risco de influenza e COVID-19. No entanto, a incidência e a morte devem ser investigadas em ensaios para determinar as doses apropriadas de concentrações séricas de 25(OH)D.   

Fontes:

1. Mattioli, A. et al – Quarantine during COVID-19 outbreak: Changes in diet and physical activity increase the risk of cardiovascular disease.

https://doi.org/10.1016/j.numecd.2020.05.020.

2. Coimbra,C.G.

https://www.unifesp.br/reitoria/dci/releases/item/4489-opiniao-vitamina-d-na-prevencao-e-no-tratamento-da-covid-19

28. março 2020 · Comentários desativados em O morcego é o transmissor do Covid-19! · Categories: CORONAVIRUS · Tags: ,

Há 18 anos, descreveu-se a síndrome da insuficiência respiratória aguda grave, a SARS, que está associada a um grande número de coronavírus (SARS-CoVs), cujo hospedeiro do reservatório natural são morcegos. Estudos anteriores mostraram que alguns SARSr-CoVs de morcego têm o potencial de infectar seres humanos.

A pandemia que hoje assola o mundo é causada por um novo coronavírus, o Covid-19, todo teve início em 12 de dezembro de 2019 numa cidade da China, denominada Wuhan, em uma feira de animais exóticos e pescados, causando milhares de mortes e o pior, se alastrando para o mundo todo.

Sequências genômicas completas foram obtidas de cinco pacientes em um estágio inicial do surto. As sequências são quase idênticas e compartilham 79,6% de identidade de sequência com SARS-CoV. Além disso, mostraram que o Covid-19 é 96% idêntico ao nível do genoma inteiro a um coronavírus de morcego. A análise sequencial de sete domínios proteicos não estruturais conservados mostra que esse vírus pertence à espécie de SARSr-CoV. Além disso, o vírus Covid-19 isolado de líquido de lavagem broncoalveolar de um paciente crítico pode ser neutralizado por soros de vários pacientes.

Assim, é muito provável que o Covid-19, que vive normalmente nos morcegos, por um motivo não esclarecido ainda (diretamente ou através de um vetor) infectou o homem em uma feira de animais exóticos (sabe-se lá como?) e devido a sua enorme transmissibilidade vem sendo responsável por essa catástrofe, tanto física como econômica em todo o nosso planeta.

Sempre na vigência de uma doença ou calamidade, o ser humano questiona os “porques”, mas gosto sempre de lembrar um pensamento de Carmen Sylvia ( 1843-1916):“Deus sempre perdoa, os homens, às vezes, mas a natureza nunca”

Mas, para nós que devemos sempre ouvir as recomendações do Senhor, devemos sempre ter na nossa mente o que Ele nos pede em Levítico,11, 13- 14.

Entre as aves, eis as que tereis abominação e de cuja carne não comereis, porque é uma abominação:  a águia, o falcão e o abutre, o milhafre e toda variedade de falcões, toda espécie de corvo, a avestruz, a andorinha, a gaivota e toda espécie de gavião, o mocho, a coruja e o íbis, o cisne, o pelicano, o alcatraz e a cegonha, toda variedade de garça, a poupa e o morcego.

Fonte: Revista Nature, janeiro 2020 https://doi.org/10.1038/s41586-020-2012-7