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Evidentemente que sim, pois a depressão é uma doença que não respeita nenhuma pessoa, nem reis, nem rainhas, nem ricos, nem pobres, nem padres, pastores, religiosos e religiosas.

Existe um tabu muito grande com relação a depressão e a fé, pois muitos ainda acreditam que uma pessoa com fé não poderia ter depressão, pois estaria indo em direção contraria de Deus. Puro engano e uma tolice, pois sabemos hoje, que a depressão é uma doença multifatorial que pode se iniciar no corpo, psiquismo ou no espírito.

A depressão pode ser causada por uma situação pontual, relacionada a uma perda, onde o indivíduo pode até não ter características genéticas para responder com depressão a esse estimulo externo que é a perda, mas, o seu psiquismo não tolerando a situação, “explode” em uma depressão.

A doença é um símbolo através do qual a nossa alma se expressa. Através dos símbolos das doenças o corpo informa a nossa real condição, isto é, aquela que reflete nossos pensamentos e sentimentos íntimos estão condizentes com a nossa verdade. A doença nos sinaliza as nossas necessidades interiores, as nossas discrepâncias, os nossos conflitos interiores e ela nos obriga a parar para analisa-los.

[Continua…]

Esse é apenas um trecho de um dos capítulos do livro “Depressão, um sinal de esperança”, mas convido você a adquirir o seu exemplar e aprofundar neste assunto tão importante e que pode te ajudar muito e ajudar a outras pessoas também!

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Dr. Roque Savioli

Clínica Savioli

  • Endereço : R. Artur de Azevedo, 1217 – Cjs. 83/84
    Pinheiros – São Paulo – SP
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Uma das situações mais freqüentes na nossa sociedade atual é a ansiedade. Quase todos nós já passamos por esses momentos várias vezes na vida, ao entrar em uma prova, ao enfrentar uma situação nova, ao estar sujeito às violências de uma cidade grande e etc.

O medo é uma reação normal do organismo, chegando a ser um mecanismo de autopreservação, pois é pelo medo de um acidente é que não ultrapassamos a velocidade permitida nas estradas, que não nos arriscamos em subir alturas etc.

É UM SISTEMA DE ALARME QUE NOS ADVERTE DE AMEACAS.

Um dos objetivos dessa nossa palestra não é mostrar como poderemos vencer o medo, mas sim como conviver com ele e não deixar que ele nos domine, pois o medo faz parte do psiquismo do homem, pois faz-nos lembrar de nossos limites e principalmente da minha condição humana. O medo é um mecanismo do nosso inconsciente que destrói as nossas fachadas e mascaras, tornando-nos mais humanos e também capazes de evoluirmos.

 

Na Bíblia Sagrada são várias as situações de medo, desde a primeira, citada em Gênesis3,8, quando Adão e Eva esconderam-se de Deus em um arbusto pois estavam amedrontados por terem desobedecido as leis do Senhor. Porque eles estavam com medo? Porque sabiam que tinham descumprido uma ordem do Senhor. Isso quase sempre acontece no nosso quotidiano quando após uma situação de pecado ficamos com medo das conseqüências. É uma relação sexual não permitida que pode gerar um filho, pequenos roubos em uma casa de família, uma mentira que dá medo de descobrirem e assim vai. Na verdade o medo, nesses casos, é uma reação punitiva do nosso inconsciente contra um ação pecaminosa do consciente.

Um outra situação descrita foi quando Jose soube da gravidez de Maria, fica perplexo, tem medo de abandona-la e ter que sofrer as penas da lei, mas por outro lado, como aceitar uma situação dessa? Naquela noite, no seu sonho aparece-lhe um anjo que lhe diz:

“José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, pois nela foi o que vem foi gerado pelo Espírito Santo”

As vezes o medo nos paralisa e nos impede de continuar o nosso dia a dia. É comum nas situações de grande medo, ficarmos paralisados de medo e não conseguirmos nos afastar de um agente agressor. Nessa situação, o medo que era uma arma defesa para nós, se torna prejudicial, pois nos impossibilita de defesa.

No capítulo 9,2, Evangelho de Matheus, um homem é trazido a Jesus em uma maca. Os padioleiros o levam através do telhado, visto que existiam muitas pessoas ouvindo as palavras do Mestre. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralitico: Coragem, filho, teus pecados estão perdoados. Ele não fez aquilo que os padioleiros esperavam, não o cura de imediato, mas anuncia o perdão dos seus pecados, pois vê que a paralisia não é somente somática mas também espiritual, causada por uma atitude do seu interior, que no caso pode ser a negação da vida.

Muitas vezes é o medo que nos leva a recusar a não fazer aquilo que nos é exigido, ficamos inertes esperando que alguém faça o necessário por nós.

Jesus aborda inicialmente a principal causa da paralisia, promovendo a cura interior daquele homem. Depois diz: “Levanta-te pega a tua cama e vai para casa”

Existe muita simbologia nestas palavras de Jesus pois o homem poderia jogar fora aquela cama, companheira de muitos momentos de sofrimento, a marca de sua paralisia, da sua insegurança, mas Jesus quer que ele a leve com ele. Para que?

Devemos e podemos superar os nossos medos entregando-os a Jesus, ou olhando para Jesus, mas nunca podemos fugir de nossos medos, pois as vezes surge o medo de ter medo, que é pior ainda. Entregar o medo a Jesus é a saída, mas também temos que conviver com eles, isto é, administra-los, familiarizar-se com eles. Jamais devo nega-los, mas sim admitir que os temos e que temos um Deus que nos fala:

“Levanta-te, toma a sua cama e vá para casa”.

Uma outra passagem que acredito na sua potencialidade terapêutica esta em Mateus 14,22. Os apóstolos entraram sozinhos no barco e estavam remando para outra margem, mas o barco era agitado por ondas fortes e vento contrario. Enquanto lutavam contra as ondas Jesus veio ao seu encontro andando sobre as águas.Quando os apóstolos viram um vulto vindo a sua direção, ficaram com medo, pensam logo que Jesus e um fantasma. Este é o medo do desconhecido, do fantástico.

Muitos de nós, quando pequenos éramos reprendidos por nossas travessuras por costumes que podem nos ter deixado marcas no nosso inconsciente que na idade adulta se manifestam de uma forma estranha e sem sentido. Porque um homem, maduro, culto teria medo de fantasmas? Teria medo de almas penadas?

 

Muitas pessoas relatam medos demoníacos, sentem-se ameaçados por forcas estranhas, veem no rosto das pessoas, ou nas nuvens caretas demoníacas. Assim como o rosto de Jesus se transformou para os apóstolos em um fantasma, o medo transforma também muitos rostos humanos ou a imagem de um santo, em um demônio que lhe faz medo. Projetam os medos sobre objetos e assim tem a impressão de verem fantasmas.

Contra esse medo, Jesus fala: Coragem, não tenham medo, sou eu. (MT 14,27). É Jesus que vem ao nosso encontro para tirar de nos os medos, Ele acalma o medo existencial das pessoas e nos da confiança.

Nessa mesma passagem, Pedro encheu-se de confiança quando Jesus o chamou para andar sobre a água, caminhou um pouco, mas pela violência do vento teve medo e afundou. Nesse instante Jesus o tomou pelas mãos e o salvou, dizendo-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste?

Jesus nos dá uma grande lição nesta passagem, pois enquanto olhamos para os nossos problemas, para as ondas gigantes, para o vento, seguramente vamos afundar. Quando o medo ataca não devo aprofundar-me nele, senão ele me arrasta para o abismo, preciso de um apoio seguro: o olhar de Jesus. Não posso fugir do meu medo, devo aceita-lo, mas não posso mergulhar nele. Só o olhar de Jesus nos permite andar sobre as águas, ou seja andar sobre os nossos medos.

A fé as vezes, sozinha não nos consegue livrar do medo, por isso podemos contar com pequenas ajudas.Um crucifixo nas mãos, ou um anjinho, ou um santinho podem nos ajudar, dando-nos a impressão de que não estamos sozinhos nesta batalha, mas não esquecendo de que a imagem que nos acompanha não exerce algum efeito mágico e também não é um talismã.simplesmente é algo que serve para nos ligarmos mais a Deus.

 

Livro: Milagres que a medicina não contou

MILAGRES QUE A MEDICINA NÃO CONTOU.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefácio: Pe. Fábio de Melo

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13. abril 2007 · 51 comments · Categories:

O plano de Deus é um mistério para nós, e mais misterioso ainda é o alcançar da Sua Graça. Porque alguns conseguem a cura ? Porque outros não?É muito difícil entender os porquês de Deus. Porque um paralítico se cura durante uma oração para vários destes?Porque Deus escolhe as pessoas para serem curadas?Não consigo responder essas perguntas a não ser sob os olhos da fé, pois temos que aceitar que a doença não sendo obra de Deus e que Ele nos assiste durante o sofrimento, tenho que admitir o sofrimento, não como castigo D´Ele , mas sim como um processo de crescimento interior.Durante a minha vida de cardiologista vi muitos executivos que eram viciados em trabalho terem um pequeno infarte que lhes serviu para reposicionarem a sua vida, inclusive sobre o ponto de vista espiritual.

Quantos, como o Jose Augusto, que durante uma partida de futebol com amigos, teve que ser atendido em caráter de urgência devido infarto e posterior cirurgia. Passada a tribulação, com momentos difíceis de depressão pós operatória, mudou radicalmente o seu conceito de viver, deixando para segundo plano suas ambiçoes profissionais e elegendo como prioridade máxima a família, sua vida pessoal e principalmente a sua vida espiritual, embasando sua existência nos caminhos do Senhor. Você não concorda comigo , caro leitor, que aquele infarto foi para o Jose Augusto uma boa coisa?

Assim como o Jose Augusto existem vários pacientes, mas infelizmente ainda existem aqueles que não entendendo os recados de Deus, continuam focando a sua vida nos valores materiais e profissionais. Do ponto de vista teológico, o homem não nasceu para a doença, mas sim para a saude e o bem estar. No capitulo XXX do livro do Gênesis, Deus no momento da criação, fez o homem sadio e perfeito para crescer e se desenvolver no Paraíso, convivendo com o reino vegetal e animal, em harmonia divina.Isto quer dizer que , o organismo humano foi feito para ser saudável, ou seja, dentro de nós existem todas as condições de defesa de quaisquer situações externas, inclusive a doença.É interessante refletirmos sobre o primeiro homem, o Adão bíblico, que tinha o seu corpo biológico quase igual ao nosso, dos dias atuais pelas variações genéticas e mutações que aconteceram nesses milhares de anos que sucederam a criação.

Se entendermos que Deus criou o homem a Sua Imagem e Semelhança, fé – lo perfeito ou seja, capaz de se auto defender de todas as possíveis perturbações externas que , pela Sua Omniciencia, viriam acontecer após o pecado original.A doença, por sua vez, somente surgiu após a desobediência do homem às leis de Deus, ou seja, a partir do momento em que o homem procurou descobrir os mistérios da arvore do bem e do mal, transgredindo as leis divinas, ocorreu a morte como conseqüência do pecado original.Nessa ocasião, todo o universo sofreu as conseqüências do pecado original, de modo a se perder a imunidade divina as doenças que existia. Surgiu a doença e a morte, “ És pó e para o pó irás” Gen, ….

No Paraíso o homem vivia a imortalidade, pois a imunidade divina lhe dava condições para desconhecer as doenças e principalmente a morte. Uma das questões que sempre vem a nossa mente são os porquês das catástrofes naturais, os porquês do tsunami que destruiu varias cidades da Ásia? Os porquês do furacão que destruiu grande parte de New Orleans? Como Deus permite que ocorra tantas desgraças fazendo sofrer tantas pessoas inocentes?Qualquer um de nós em um mínimo momento de reflexão pode responder com sabedoria essas perguntas, pois todas essas catástrofes seguramente são indiretamente causadas por nós mesmos, pois a industrialização levou a emissão de gases que destruindo a camada de ozônio do planeta ocasionou essa enorme transformação que está acontecendo na temperatura do planeta.Como podemos atribuir a Deus as doenças que vieram após o desastre atômico de Chernobyl?

Como podemos, caros(as)amigos (as)leitores e leitoras responsabilizar Deus pela doença da AIDS? Seria um absurdo querermos culpar Deus dos nossos erros ou ainda querer que Deus impeça que soframos as conseqüências de situações por nós criadas. Seria uma interferência no Seu plano que nos deu condições para decidirmos tudo sobre as nossas vidas, pois o livre arbítrio dado ao homem por Deus é aspecto primordial do plano d’Ele.Sempre nas minhas palestras gosto de contar o caso da Dona Maria, uma senhora que tinha uma indicação cirúrgica do coração.

No momento que dei a noticia sobre a necessidade da cirurgia, ela se enraiveceu com Deus pois não admitia , por ser tão piedosa e religiosa que a doença a atingisse. Dona Maria esqueceu-se que nunca tratou o seu colesterol elevado, não gostava de tomar a medicação para a pressão, não fazia atividade física e alem de tudo fumava mais de um maço de cigarros por dia. Deus até foi muito bom para ela pois apesar de tantas atitudes danosas ao seu coração, ainda teve a chance de uma operação salvadora.Tenho certeza, caro amigo que você já soube de algum caso de pessoa muito ligado na fé que após o insucesso das preces, “briga com Deus” abandona tudo e entra em crise depressiva importante. Essa pessoas se desiludem da vida ,podem entrar em quadros psicóticos e ate chegar ao suicídio.

A doença é um mistério do plano de Deus que não a conseguiremos entender com a razão, com a lógica, mas se procurarmos os “ para quês” do sofrimento poderemos ate entender o plano de Deus para nos.O caso da Maria Aparecida é um exemplo disso, veja se não concorda comigo, caro amigo:Ela entrou no consultório ajudada pela filha, mal conseguia dar pequenos passos. Era um “ caco” de mulher! Veio para tratar a sua pressão que estava difícil de ser controlada, embora tivesse ido a vários médicos.Durante o exame físico, afastada da filha contou-me que, há alguns atrás, seu marido a traiu com uma funcionaria e após isso entrou em uma crise depressiva importante, a ponto de quase tentar o suicídio.

Contou-me também que poucos anos depois apresentou um câncer de mama que a obrigou a ser submetida a retirada total de uma das mamas, passou por quimioterapia e achava-se curada pois já tinham-se passado quase 10 anos da cirurgia. Nos anos que se seguiram a intervenção apresentou hipertensão arterial e as crises de depressão tornaram-se cada vez mais freqüentes e cada vez mais difíceis de serem tratadas. Naquela ocasiao, Dona Cida não saia de casa para nada, não queria comer, não queria sair do quarto, não tinha prazer em nada do que fazia, não conseguia dormir e tinha crises de falta de ar que a deixavam com medo de morrer.Examinei-a com detalhes , fiz um eletrocardiograma, encontrei apenas a pressão fora dos padrões normais.Após pedir os exames necessários e prescrever a medicação que achei mais apropriada para ela, pedi para que a filha nos deixasse a sós e comecei falando:

– Dona Cida, e Deus, como está na sua vida?
– Doutor, nem em Deus eu penso mais, embora fosse uma pessoa católica, de freqüentar as missas , de comungar todos os domingos.Acho que Ele brigou comigo, pois não me escuta. Eu não tenho mais jeito, doutor, a única saída é morrer, pois assim tudo passa, tudo melhora, paro de dar trabalho para a minha filha que é uma santinha e deixo aquele filho da puta livre para andar atrás de vagabundas por aí.

Percebendo que o grande problema da Dona Cida é que ela não tinha resolvido o seu assunto com o marido, embora me dissesse que o episodio estivesse enterrado, e vendo os ânimos se exaltarem fui logo falando:
– Dona Cida, a senhora sabe que todo esse ódio só lhe faz mal, não tenha duvida que o seu câncer, veio disso. A sua hipertensão começou com todo esse ódio e a sua depressão também surgiu desse sentimento. Quem mais sofre e a senhora. Tenha certeza que, embora o seu marido possa estar preocupado com a sua saúde, ele deve estar levando a vida normalmente, não é?

– Claro que está, doutor. Ele é dentista e com uma clientela muito boa, só se preocupa
em trabalhar. Tem uma trouxa com eu que foi mãe dos seus filhos que o adoram, deve ter algum “ galho “ por aí para se servir como homem e o resto sobra para mim.- A senhora já pensou em realmente perdoar o seu marido e assim se libertar desse problema?- Doutor, diz para mim como posso conseguir isso, pois bem que queria me livrar desse sofrimento.

– Dona Cida, disse-lhe, não existe uma formula para perdoarmos as pessoas que nos fizeram sofrer, só existe uma maneira da senhora resolver esse assunto, é praticando o perdão. Primeiro perdoando a senhora mesmo, por não ter sido mulher capaz de segurar o seu homem, depois , perdoando seus filhos que a obrigaram a dedicar tempo para eles , sobrando pouco para o marido, e depois tentar entender a atitude do seu marido e começar a perdoa-lo. Sei que é difícil, mas não impossível a senhora começar a fazer isso- Doutor, não me peça isso, pois não consigo!

– Tenho certeza que sozinha não consegue, mas com a ajuda de Deus vai chegar lá, retruquei.- É doutor, só com Deus para conseguir sair dessa.
Aproveitei a deixa e sugeri que Dona Cida fosse com a filha a um grupo de oração, pois tinha certeza que lá poderia encontrar o caminho para sua cura. Foi embora com a recomendação da leitura de alguns livros de cura interior.

Voltou ao consultorio ainda umas duas vezes sem muita melhora do quadro depressivo, embora a pressão tivesse sido controlada logo no retorno de consulta. Dizia –me que estava freqüentando um grupo de oração na região dos Jardins
em São Paulo onde existia reuniões de cura e libertação, mas ainda estava muito deprimida. Mantive a medicação anti depressiva e sugeri que insistisse mais na sua vida espiritual, tentando fazer o que Nossa Senhora pediu aos videntes de Medigorje, ou seja, terço, comunhão e leitura da Bíblia diariamente, confissão mensal e jejum semanal. Meses depois, Dona Cida voltou outra pessoa, bem vestida, cabeça erguida, dizendo-me que estava saindo de casa normalmente, dirigindo seu automóvel, ou seja, voltando as suas atividades rotineiras.- Revivi, doutor, disse-me em lagrimas, graças a Deus encontrei o meu caminho: Jesus Cristo! Somente pela graça de Deus é que consegui realmente perdoar o meu marido. Sou outra mulher, a nova Cida, renovada e batizada no Espírito.Percebendo que ela realmente tinha encontrado o caminho da sua salvação física, psíquica e espiritual, só tive de dar graças a Deus por ter sido instrumento D´Ele.

O tempo passou, encontrei-me com Dona Cida quando ministrava a Eucaristia em uma missa da São José do Jardim Europa, vi que estava bem. De vez em quando ligava-me pedindo receitas da medicação que usa, mas sempre dizendo-se bem.Meses atrás, ela me liga desesperada, pois tinha perdido a visão. Já tinha procurado um oftalmologista e um neurologista que não encontraram nenhuma alteração física que justificasse a cegueira. Tudo estava sendo atribuído a um distúrbio psicossomático. Pedi para que se pusesse totalmente nas mãos do Senhor, que confiasse pois tudo se resolveria. Dias depois ligou-me que sua visão tinha voltado e que pretendia ir ao ate o meu consultório para conversar comigo. Ao chegar o dia, entrou na minha sala e logo foi dizendo:

– Doutor, tudo aconteceu pela graça de Deus, estou absolutamente normal.- Louvado seja o Senhor, disse-lhe. Mas e aí, Cida o que esta acontecendo com você? Tudo estava tão bem.- Doutor, somente pela graça de Deus é que estou vivendo, pois descobri que o meu marido agora esta com caso com a sua secretaria. Estou pedindo o divorcio, antes tarde do que nunca. Na primeira vez que descobri a traição, não tive a coragem de me separar dele. Como conseqüência a essa covardia, ganhei meu câncer, minha depressão e minha hipertensão. Agora chega, não estou sozinha, tenho Jesus comigo. Não vou passar novamente por esse sofrimento.Dizendo-se ainda dependente economicamente do marido, mas muito confiante em Deus e em si mesma, Dona Cida iniciou o processo de separação conjugal.

Pensei que iria novamente entrar em crise depressiva, descontrolar a hipertensão ou mesmo ate recidivar o câncer, mas nada disso aconteceu, pois estava segura, pois tinha certeza que tinha Deus consigo.Nesta semana liguei para a Cida, pois uma apresentadora de um programa de TV muito visto no Brasil estava fazendo uma serie de reportagens comigo, abordando o tema “ Fé e Medicina”. Como a produção estivesse me pedindo exemplos de pessoas que se curaram com a fé indiquei o seu nome para fazer parte dessa reportagem. Cida ficou muito contente e logo se prontificou a falar com a repórter. Para me certificar das suas condições, perguntei-lhe:

– E aí, Cida? Como vai a saúde física? E a espiritual?
– Graças a Deus, doutor, tudo maravilhosamente bem. Meu marido ainda não saiu de casa, mas prometeu-me que o fará no próximo mês. Agradeço a Deus, em primeiro lugar, e ao senhor , doutor Roque, por ter sido o instrumento perfeito que Deus colocou no meu caminho.