31. julho 2019 · Comentários desativados em Tomar o café da manhã evita o infarto!!! · Categories: Acidente Vascular Cerebral, CORAÇÃO SAUDÁVEL, Envelhecimento Saudável, Infarto, Saúde · Tags: , , ,

Embora possam achar estranho, é fato que não tomar o café da manhã aumenta o risco de obesidade, e mais, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como mostram os resultados de estudo publicado recentemente na literatura médica.

Há muito se apregoava a ingestão de alimentos de 3/3 horas como uma ferramenta para a redução de peso. Estudos recentes no entanto revelam que consumir 2 a 3 refeições por dia, não deixar de tomar o café da manhã (que deve ser a maior refeição em calorias do dia), fazer a última refeição do dia não mais tarde do que 19 horas e não comer a noite, mantendo no mínimo 12 horas de jejum, prolonga a vida das pessoas, pois reduz a resistência a insulina, os níveis de colesterol do sangue, além de outros benefícios metabólicos e diminui a compulsão alimentar. Pessoas que se alimentam a noite tem risco maior de obesidade, de doenças cardiovasculares e diabetes.

Muito se fala hoje em dia do jejum intermitente, que é uma prática com o objetivo de fazer uma redução calórica no organismo. Muitos estudos experimentais em animais comprovam a importância desse procedimento para a manutenção de uma vida saudável. Embora poucos, alguns estudos em humanos vem comprovar os dados obtidos experimentalmente, de modo a se apregoar a prática 5:2, isto é: em dois dias da semana, não consecutivos, deve-se fazer a última refeição por volta das 18 horas e somente se alimentar novamente no almoço, fazendo pelo menos 16 horas de jejum, onde a pessoa só toma água. Nos outros dias da semana, libera-se a alimentação, mas se realmente você quer emagrecer, nesses dias, onde deve tomar café da manhã, almoço e jantar, e tentar reduzir a ingestão de calorias pelo menos 20% dos valores que você necessita.

Tenho feito esse tipo de proposta para meus pacientes e os resultados tem sido brilhantes, com redução de até 10 quilos em um pouco mais de 30 dias. Apenas uma ressalva: não faça nada sem consultar o seu médico, que lhe dirá se você não tem alguma contraindicação para esse tipo de conduta. 

Fonte:

1- Rong,S. et al – Association of Skipping Breakfast With Cardiovascular and All-Cause Mortality.J Am Coll Cardiol 2019;73:2025–32.

2- Trepanowski, F.J. et al – Alternate-Day Fasting onWeight Loss,Weight Maintenance, and Cardioprotection AmongMetabolically Healthy Obese Adults.A Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine July 2017 Volume 177, Number 7.

17. abril 2019 · Comentários desativados em Alimentos que combatem os efeitos danosos da poluição sobre o coração · Categories: Coração da Mulher, Envelhecimento Saudável, Hipertensão Arterial, Infarto · Tags: , , ,

            As doenças cardiovasculares são a ameaça mais importante para a saúde da população no século XXI.1A poluição do ar ambiente é um dos principais contribuintes para a mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares em todo o mundo,

Análises recentes estimam  que mais de 1,5 milhão de mortes por doenças cardíacas isquêmicas anualmente são atribuíveis à exposição ambiental, daí reconhecer-se a poluição do ar ambiente como um importante fator de risco cardiovascular.

            O número de doenças causadas pela poluição atmosférica tem aumentando nos últimos 25 anos devido ao envelhecimento da população, aumento da prevalência de doenças crônicas e níveis de poluição nos países em desenvolvimento. Apesar dos esforços de muitas agencias controladoras da qualidade do ar ambiente em todo o mundo, muitos locais continuam a respirar um ar com níveis elevados de poluentes, admitindo-se que 90% da população mundial vivem em lugares onde os níveis de qualidade do ar excedem as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS)

            Como a poluição do ar exerce respostas locais e sistêmicas através de reações inflamatórias e estresse oxidativo ,  antioxidantes dietéticos podem interferir com os mecanismos subjacentes determinando melhoria nas funções celulares.

            Resultados recentes de vários estudos experimentais de curta duração demonstraram o potencial de suplementação com alimentos e nutrientes específicos para efeitos na saúde induzidos pela exposição aguda à poluição do ar. No entanto,um padrão alimentar saudável pode modificar a associação entre a exposição à poluição do ar a longo prazo.

            Uma dieta mediterrânea enfatiza o consumo de alimentos à base de plantas, azeite e ingestão moderada de álcool, fornecendo uma dieta altamente enriquecida em compostos antioxidantes e antiinflamatórios.

            Em um estudo em adultos idosos dos Estados Unidos , mostrou que a exposição crônica à poluição do ar ambiente foi significativamente associada a um aumento na mortalidade cardiovascular. Por outro lado, os participantes desse estudo que relatavam que adotavam os padrões alimentares da dieta mediterrânea, taxas significativamente mais baixas de mortalidade por doença cardiovascular, mesmo estando sob exposição prolongada à poluição do ar.

            Os resultados dessa investigacao sugerem que os padrões alimentares enriquecidos de alimentos e compostos antiinflamatorios e antioxidantes presentes na dieta do mediterrâneo pode fornecer proteção contra os efeitos adversos à saúdeinduzida pela exposição a longo prazo à poluição do ar ambiente.

            Assim, recomenda-se a adoção dos padrões alimentares da dieta do Mediterraneo para proteção dos efeitos deletérios da poluição do ar ambiente.

 

 

FONTE -10.1161/CIRCULATIONAHA.118.035742

15. março 2019 · Comentários desativados em O que se entende por doença cardiovascular e ateroesclerose? · Categories: CORAÇÃO SAUDÁVEL, Hipertensão Arterial, Infarto, Saúde, Saúde da Mulher · Tags: , ,
  • O que é a doença cardiovascular?
  • Entende-se por doenca cardiovascular quatro tipos de patologias: doencas coronarianas, manifestadas pelo infarto do miocárdio e angina do peito; doença cerebrovascular manifestada pelo acidente vascular cerebral ( derrame) e ataque isquêmico cerebral transitório; doenca arterial periférica manifestada pela claudicação intermitente e ateroesclerose da artéria aorta levando a aneurismas da aorta abdominal e /ou torácica.
  • A presença da doenca vascular em um desses territorios aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência da doença em outro sítio vascular. Pacientes com doença vascular periférica tem risco de infarto letal  significativamente aumentado em relação à população normal.
  • O que é aterosclerose?
  • A grande vilã no caso de doença cardiovascular é a aterosclerose, que necessita ser bem explicada para que possamos entender os seus fatores causais. A aterosclerose ou arteriosclerose um processo insidioso que se inicia na adolescência, caracterizando-sepela deposição de estrias de gorduras nas paredes das arterias, o que as torna endurecidas. Essas lesões progridem na vida adulta,formando placas que podem ocasionar a formação de coáguloslevando a oclusão parcial ou total do vaso.
  • A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra a obstrução de uma ou mais artérias. Os sintomas dependem do órgão afetado pela obstrução. Se a obstrução ocorre em uma artéria do coração, pode causar angina ou infarto, em uma artéria do cérebro, um AVC e se surge em uma artéria dos membros, pode ocasionar a gangrena,o que leva a amputação dos membros.
  • De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 16,7 milhõesde pessoas morreram em 2002 devido às doenças cardiovasculares,
  • correspondendo a um terço de todas as mortes ocorridas nesse ano , em todo o planeta. Estima-se que em 2020 asdoencas cardíacas e o

Acidente vascular cerebral (ou derrame como erradamente ainda dizem) poderão ser responsáveis por mais de 20 milhões de mortes por ano.

  • As doenças cardiovasculares causam 8,5 milhões de mortes entre mulheres anualmente, sendo responsável por um terco de todas as mortes do sexo feminino no mundo todo. É a maior causa de morte entre as mulheres. Em países desenvolvidos, metade dessas
  • mortes ocorrem em mulheres com mais de 50 anos.
  • A doenca cardiovascular é a principal causa de morte na União Européia, ocasionando mais de 1,5 milhões de mortes por ano. De todas as mortes, 42 % sao devido a doenças cardiovasculares (46% homens e 38% mulheres).
  • Os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a taxa dos casos de doenca cardiovascular em homens foi maior na Finlândia e menor na China. Nas mulheres essa taxa foi maior na Grã Bretanha e menor na Espanha e na China.
  • Quinze milhões de pessoas sofrem de acidente vascular cerebral a cada ano e cinco milhões delas ficam com sequelas, impedindo-as de terem vida normal. Cinco milhões e meio de pessoas morreram devido ao AVC em 2002. A mortalidade é maior entre as mulheres do que entre os homens: três milhões de mulheres morrem dessaenfermidade por ano.
  • Cerca de 35 mil portugueses morrem anualmente por doenças cardiovasculares, que continuam a ser a principal causa de morte e representam um terço de toda a mortalidade da população em Portugal.Dessas mortes, calcula-se que 20 mil sejam por acidentes cerebrovasculares e mil por enfartes do miocárdio.
  • No Brasil os números também são sombrios, pois em 2016, quase 350.000 brasileiros morreram por problemas cardiovasculares, representando cerca de 30% de todas as causas de mortalidade .É fácil concluir, com esses dados oferecidos pelo
  • Ministério da Saúde, que essas expressivas taxas de mortalidade conduzem as autoridades sanitárias do país a um processo de busca dos fatores de risco que desencadeiam essas doencas, com o objetivo da prevencao dessas moléstias.
  • A doenca cardiovascular é mais comum na populacao acima dos 60 anos , embora venha
  • ocorrendo com mais frequência na população mais jovem. O risco de sofrer de doença cardiovascular aos 40 anos é de 49% em homens e 32% em mulheres, de acordo com o Framinghan Heart Study. Se atingir a idade de 70 anos livre da doenca, o risco cardiovascular é 35% em homens e 24% nas mulheres.

      Não existe doenca tão prevalente e tão dispendiosa para a sociedade quanto a doenca cardiovascular, daí a enorme preocupação em analisar os aspectos preventivos da enfermidade, tendo em vista o grande sofrimento causado nas famílias pela perda de entes queridos, bem como o enorme rombo financeiro causado em todos os sistemas de saúde do mundo todo.

Mais de 1 bilhão de pessoas atualmente correm o risco de deficiência de vitamina D em todo o mundo.Essa ocorrência exagerada de hipovitaminose D pode ser atribuída principalmente à diminuição exposição à luz solar (por exemplo, atividades ao ar livre reduzidas e poluição do ar), que é necessária para a produção de vitamina D induzida por raios ultravioletas (UV) na pele. Os níveis de radiação UV diminuem com o aumento da distância do equador da Terra durante os meses de inverno. Os negros absorvem mais UV na melanina da pele do que os brancos; portanto, os negros requerem mais exposição solar para produzir as mesmas quantidades de vitamina D. 

      Além dos problemas musculoesqueléticos, a deficiência de vitamina D tem sido associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares , especialmente hipertensão.

      A vitamina D (cerca de 80%) é sintetizada na pele a partir do 7-desidrocolesterol por meio da  radiação ultravioleta  B (UV). Cerca de 20% da vitamina D do sangue, vem de fontes alimentares, como peixes oleosos, gemas de ovos, leite fortificado, cereais, suco e iogurte  

      A vitamina D da pele, dieta ou suplementos orais incluindo vitamina D2 e ​​vitamina D3 são metabolizados no fígado em 25-hidroxivitamina D(25(OH)D. 25 (OH) D, é o principal metabolito circulante da vitamina D, e tem sido amplamente aceito como o marcador mais confiável para determinar o status da vitamina D, isto é, é o melhor exame laboratorial para se determinar os níveis da Vitamina D no organismo.

      Os receptores da vitamina D estão expressos em muitos outros tipos de células do nosso organismo, como no intestino delgado, nas glândulas paratireoides e nos rins, além de estarem também no sistema cardiovascular, no músculo esquelético e no sistema imunológico.

      A deficiência de vitamina D também foi fortemente correlacionada com doença arterial coronariana, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e morte. Deve-se  salientar , no entanto, que não existem ainda evidencias cientificas que comprovem ser a suplementação da Vitamina D uma ferramenta terapêutica eficaz na redução da ocorrência das doenças cardiovasculares.